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Friday, February 22, 2008

¿Por qué no te vas para el infierno?










































A História jamais absolverá "el comandante"
por Carlos Alberto Montaner

Fidel Castro decidiu morrer como ex-presidente. Não agüenta mais. Depois de meio século gloriosamente vestido de verde oliva, disfarçado de guerrilheiro heróico, é muito difícil governar um país de moletom, sentado em uma cadeira de balanço.

O saldo destes cinqüenta anos é pavoroso. Não há como a História absolvê-lo. Isso é impedido pelos dois milhões de exilados, milhares de presos políticos, fuzilamentos, a ausência absoluta de liberdades em Cuba, as famílias destroçadas, e o maior fracasso material da história das ditaduras latino-americanas. Quase todos os regimes tirânicos, do paraguaio Alfredo Stroessner ao nicaragüense Somoza, foram corruptos e injustos do ponto de vista social, mas deixaram seus países mais ricos. Em Cuba foi diferente. Como conseqüência do torpe governo de Fidel Castro e do sistema comunista imposto ao país (responsável pela improdutividade quase assombrosa da ilha), os cinco itens que medem a qualidade de vida da população pioraram: alimentação, habitação, vestuário, transporte e comunicações. Hoje, além da ideologia, a vida em Cuba é um pesadelo insuportável.

Nada ocorreu de bom nesse período? Sim: o país dispõe de 800 mil profissionais, entre eles 65 mil bons médicos, para uma população de 11 milhões de habitantes. Mas esse dado, longe de eximir Fidel de culpa, o incrimina duramente. Só um governante minuciosamente incompetente pode manter na pobreza uma sociedade que conta com semelhante capital humano. Em todos os cantos do planeta os profissionais fazem parte da classe média e vivem com certo nível de conforto. Em Cuba eles vegetam sem esperança e em meio a uma imensa pobreza.

Creio que o general Raúl Castro acredita neste diagnóstico e deseja melhorar a vida dos cubanos. Raúl não tem, como Fidel, uma visão ideológica dos problemas sociais, mas sim uma visão prática. Antes dos 20 anos, depois de uma breve viagem de "turismo revolucionário" ao Leste Europeu, tornou-se comunista por uma admiração ingênua da União Soviética, mas não por ter lido os textos da doutrina. Tem pouca densidade teórica o que, paradoxalmente, o torna mais humano. Raúl está mais perto do administrador do que do comissário. Desde 1959 comanda as Forças Armadas, instituição que, dentro do caos do país, funciona razoavelmente bem.

Raúl de fato vai empreender uma cautelosa reforma econômica. Quais serão as mudanças? Primeiro, mais espaço para os trabalhadores autônomos e pequenas empresas privadas que ofereçam os serviços que o Estado não pode proporcionar. Segundo, autorização para que os cubanos possam vender ou comprar livremente casas e automóveis. Terceiro, permitir a saída e entrada no país.

Não está prevista uma reforma política na direção da democracia, mas sim a libertação progressiva dos presos políticos e uma maior tolerância à dissidência interna, acompanhada de um clima mais aberto dentro do Partido Comunista, para que os camaradas possam examinar os problemas que afligem o país, sem serem perseguidos por isso. É provável, também, que Raúl cancele os "atos de repúdio", violentos pogrons contra os democratas, e renuncie ao clima de confronto internacional, encenado pelo seu irmão desde o primeiro dia de governo. Seus dois grandes e secretos objetivos são fazer a paz com os EUA e conseguir tornar auto-suficiente a economia da ilha.

Por quê? Raúl, com seus 76 anos, sabe que não tem muito tempo para conseguir revitalizar a economia e fortalecer as instituições, destroçadas pelo peso de Fidel, para dotar o país de um meio legítimo de transmissão da autoridade, quando ele também sair de cena. O último presente envenenado que lhe deixou Fidel era a liderança fictícia de Hugo Chávez, com a sugestão de uma união entre as duas nações, mas a derrota sofrida pelo venezuelano no referendo de dezembro deixou clara a precariedade e o descrédito da revolução bolivariana. Raúl não ignora que colocar o destino nas mãos de Chávez, como desejava Fidel, mais do que uma estupidez seria uma irresponsabilidade suicida.

Que fará Fidel a partir de agora? Certamente, apoiará os chamados talebans, o setor mais stalinista, atuando como um franco-atirador, sabotando as reformas com seus comentários, convencido de que a humanidade espera ansiosa suas declarações de excelsa sabedoria para compreender a realidade. Assim são os narcisista, inclusive com um pé na cova. Como se disse tantas vezes: as pessoas são o que são até morrer.


Carlos Alberto Montaner nasceu em Havana, Cuba, em 1943. Vive em Madrid desde 1970. Foi professor universitário em diversas instituições da América Latina e dos Estados Unidos. É escritor e jornalista. Dezenas de jornais e publicações da América Latina, Espanha e dos Estados Unidos publicam há mais de trinta anos sua coluna semanal. A revista Poder o qualificou como um dos colunistas mais influentes da língua espanhola. Calcula-se em seis milhões de leitores semanais que têm acesso a seus artigos em espanhol, inglês e português. Carlos Alberto Montaner, mantém o site Firmas Press, onde disponibiliza seus artigos semanais em diversos idiomas.



Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008.



A História jamais absolverá "el comandante" – Carlos Alberto Montaner

Segundo "Clarin", Argentina poderá retaliar Brasil por gás

Fidel conduziu regime derrotado pela História – William Waack

Saturday, October 28, 2006

Sudamérica, abrir los ojos ...El enemigo es nuestro vecino!































Los locos también matan
por Carlos Alberto Montaner

Hugo Chávez construirá 20 bases militares en Bolivia. Las bases estarán situadas en las cinco fronteras de que dispone el país: Chile, Perú, Paraguay, Argentina y Brasil. Esas instalaciones quedarán bajo el control de militares venezolanos y cubanos en complicidad con los soldados bolivianos.

Seguramente los cubanos tendrán pasaporte e identidad de Venezuela. No es fácil distinguirlos. Son parecidos hasta en las virtudes y defectos. El costo de los nuevos armamentos venezolanos ascenderá a treinta mil millones de dólares. Venezuela se ha convertido en el primer comprador internacional de armas y equipos militares.

El plan recoge un viejo sueño y una antigua concepción estratégica de Fidel Castro y Che Guevara: convertir a Bolivia, situada en el corazón de América Latina, en el bastión subversivo de Sudamérica. Esa convicción le costó la vida al Che en 1967. Es un país desde el que se puede desestabilizar toda la región andina alentando los conflictos étnicos. Es un país --pronto con bases adecuadas-- desde el que podrán operar los nuevos aviones de combate adquiridos por Chávez en Rusia. Supongo que los chilenos, primer blanco en la mirilla del coronel venezolano dispuesto a ''bañarse en el mar boliviano'', habrán tomado nota del enorme peligro que a medio plazo se cierne sobre ellos.

Chávez, de acuerdo con Evo Morales, se propone seducir y reclutar a los bolivianos para su aventura revolucionaria mediante un gigantesco plan asistencialista que incluye tratamientos médicos, alfabetización y abundante comida. Está seguro de que esa ayuda masiva demolerá cualquier suspicacia nacionalista. Ya es una figura muy apreciada por las masas bolivianas y lo será más aún en el futuro. Bolivia es el país más pobre del continente. Varios cientos de millones de dólares convenientemente repartidos --calcula Chávez-- pueden lograr el milagro de desatar la adhesión entusiasta de los más necesitados y la complicidad de los grupos radicales a la causa de la conquista redentora de América Latina para el socialismo del siglo XXI.

Lo que estamos contemplando es la consecuencia de una cierta visión delirante de la historia y de la realidad política planetaria. Hace meses, en diciembre pasado, lo explicó en Caracas el canciller cubano Felipe Pérez Roque y el mundo cometió la imbecilidad de no prestarle atención. Fidel Castro y Hugo Chávez, que son dos personajes absolutamente mesiánicos, sin vestigios de prudencia ni sentido del límite, llegaron a la conclusión de que el marxismo había revivido tras la debacle que hace quince años puso fin a la URSS y a sus satélites europeos. De donde derivaban la sagrada misión que ambos asumían con la responsabilidad y el entusiasmo de los cruzados: Caracas y La Habana llevarían sobre sus hombros la tarea de redimir a la humanidad cobardemente abandonada por Moscú.

Ese es el espeluznante cuadro que tenemos ante nuestros ojos: Caracas-La Habana, y ahora La Paz, son el nuevo Moscú, madre y padre del socialismo mundial. Y la tarea que se han asignado comienza por la conquista revolucionaria de Sudamérica y la instalación en todas estas naciones de gobiernos afines que colaboren en la batalla final contra ''el imperialismo''. ¿Cuál es esa batalla? Obviamente, poner de rodillas a Estados Unidos y a sus despreciables acólitos europeos. Terminar para siempre con la explotación inicua del tercer mundo mediante la creación de una grandiosa civilización colectivista e igualitaria que reinará eternamente para gloria de la humanidad.

Sería un inmenso error descartar este proyecto de conquista sólo porque se trata de la descabellada locura de unos personajes que no tomaron Prozac a tiempo. El Tercer Reich de los nazis no era menos loco o absurdo y le costó al planeta cuarenta millones de muertos y el monstruoso Holocausto. Cuba es una empobrecida isla del tercer mundo, hambreada y sin esperanzas, lo que no le impidió a su gobierno participar en exitosos golpes de Estado en Madagascar y en Yemen, o que sus tropas pelearan durante quince años en sangrientas guerras africanas, tanto en Angola como en Etiopía.

Chávez, con los petrodólares y el auxilio y la dirección de los cubanos, expertos y fogueados, está construyendo el mayor ejército de habla hispana: un millón doscientos mil hombres que tendrán a su disposición la más destructiva fuerza aérea de toda Sudamérica. Cuando ese aparato esté engrasado no vacilará en utilizarlo, como sucedió con las fuerzas armadas cubanas. Una vez que el órgano esté disponible, inevitablemente se pondrá en funcionamiento. No importa que Chávez esté loco. Los locos también matan.


Carlos Alberto Montaner nació en La Habana, Cuba, en 1943. Reside en Madrid desde 1970. Ha sido profesor universitario en diversas instituciones de América Latina y Estados Unidos. Es escritor y periodista. Varias decenas de diarios de América Latina, España y Estados Unidos recogen desde hace más de treinta años su columna semanal. La revista Poder lo ha calificado como uno de los columnistas más influyentes en lengua española. Se calcula en seis millones de lectores semanales quienes tienen acceso a sus artículos en español, inglés y portugués.





Publicado en el sitio Firmas Press.
Domingo, Octubre 15, 2006.


 
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