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Wednesday, September 10, 2008

SÁBIAS PALAVRAS!































General Raymundo Nonato: "Um grande ensinamento"
pela editoria de Economia do jornal "O Dia Online".

Rio - Comandante de Operações Terrestres do Exército, general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho fala com entusiasmo do serviço militar obrigatório. "O maior ensinamento para o jovem é que, quando ele entra, é o 'eu', e quando sai, é o 'nós'", diz. O general é uma das autoridades que comanda as discussões sobre a mobilização de soldados. Abaixo principais trechos da conversa dele com "O DIA" sobre treinamento e a atuação do Exército nas ações de segurança pública, uma das preocupações dos jovens em idade de se alistar.

SELEÇÃO ATUAL

"No Serviço Militar fazemos uma seleção de voluntários. Normalmente a classe que procura mais é a menos privilegiada. No Exército, o jovem encontra um provável bom emprego. O salário do recruta não é muito alto, mas se depois de um ano ele prorroga o tempo de serviço, o que chamamos de engajamento — e que pode ser estendido por no máximo sete anos — o ordenado mais do que dobra. Além de agregar apoio social, porque tem direito a atendimento médico, recebe roupa para trabalhar e alimentação. O serviço passa a ser compensador."

PREPARAÇÃO

"O Serviço Militar tem a duração de um ano dividido em três períodos: básico (o jovem chega no início do ano e durante dois meses vai se adaptar à vida militar e receber treinamento mínimo), qualificação (esse período, que vai até agosto, prepara o soldado nas diversas áreas, como infantaria, cavalaria, artilharia e logística) e adestramento (é o treinamento em conjunto, uma vez que a guerra não é individual, é coletiva)."

PERFIL HERÓICO

"O perfil do soldado brasileiro é conhecido mundialmente graças a nossa participação em conflitos internacionais. Nossos homens são conhecidos por serem bravos no combate sem deixar a humanidade de lado. Eles têm coração. Na Segunda Guerra Mundial, o nosso soldado tirava do seu próprio sustento para dar para aquela família italiana necessitada."

ENSINAMENTO

"O maior ensinamento para o jovem que passa pelo Serviço Militar é que quando ele entra, é o 'eu' e quando sai, é o 'nós'. É um trabalho de coletividade. Ele dorme com o pessoal, come junto e sofre, porque têm muitas atividades que são duras. É um grande ensinamento que ele leva para o meio civil. Trabalhei doze anos na Brigada de Infantaria Pára-quedista e no dia em que o soldado recebe a boina, muitas mães vinham ao meu encontro me agradecer e diziam: 'Nossa, o senhor fez muito pelo meu filho'. Eu respondia: 'Não, ele é que fez por ele mesmo'".

O NOVO SOLDADO

"O soldado do futuro tem que ser visto com certa cautela. Faço um paralelo: a armadura e o soldado do futuro. Está voltando a armadura com outras características. O soldado antigamente usava aquela armadura com o elmo (espécie de capacete), que pesava mais de 30 quilos. Temos que tomar cuidado para não agregar peso porque o homem que está lá na frente quer equipamento moderno sem perder leveza."

OPERAÇÕES DE PAZ

"O Exército tem conduzido a operação no Haiti muito bem, apesar das denúncias montadas que às vezes são divulgadas pela imprensa. Estão pegando cadáveres e dizendo que o número aumentou desde que o Brasil chegou lá. Na rua você encontra cadáveres o tempo todo. Lá o pessoal morre e coloca o corpo na rua. Sobre gastos, a ONU repõe a maior parte. Porém, esse dinheiro não volta para a Força, vai para o Tesouro. No Haiti, o problema é segurança pública, atuar contra bandidos mesmo, e nossa missão foi a de estabelecer a paz."

SEGURANÇA PÚBLICA

"Com o mandato da ONU você pode usar a força e até matar para a própria defesa ou para a defesa de outro, diferentemente daqui do Brasi. A questão é extremamente difícil. Primeiro porque tem o aspecto político. Temos no Rio mais de 30 mil PMs. Por que esse pessoal não é empregado? A missão é segurança pública. Se o Exército for entrar em todas as operações, é melhor extinguir a PM e o Exército passa a assumir tudo."

VÁCUO DE PODER

"Quando o Exército atua na Garantia da Lei e da Ordem, a gente requisita a polícia para que trabalhe conosco. Não temos que trabalhar nas ações policiais. Fazemos a operação de força, dissuasão. O uso do Exército não resolve o problema (de segurança pública). Quando a tropa sai de lá, tudo volta a ser o que era. O que existe ali é vácuo de poder. Quando se cria um vácuo desses, outro poder ocupa o espaço. É o que aconteceu nas áreas de favela. Como o Estado deixou um vácuo não estando presente, o bandido ocupou aquele vácuo de poder."

ELEIÇÕES

"A atuação do Exército durante campanha eleitoral é um fato inédito. O Exército nunca atuou nesse tipo de operação. Já atuou no dia da eleição para mobiliar escolas, garantir a votação, a apuração e, em determinadas áreas, como na Amazônia, até transporta urna, sempre acompanhado por fiscais.

A situação é nova. O TSE pediu alegando falta de garantia para candidato e imprensa subirem o morro. O documento diz ainda que existem bandidos escolhendo seus próprios candidatos. Isso para mim é segurança pública. Quando há cerceamento da liberdade de deslocamento, entra-se na área de segurança pública, o que poderia ser resolvido pelo próprio Estado. No Rio, o efetivo da PM é maior que o do Exército. Há dois anos ninguém pediu ao Exército para fazer segurança na campanha eleitoral. Como é que agora estão pedindo para fazer isso? Isso revela como é que em dois anos a situação muda."


Raymundo Nonato de Cerqueira Filho é General-de-Exército da República Federativa do Brasil.
(Não é Gen do PT, do Jobim e muito menos de Lula)








Publicado no jornal "O Dia Online".
Sábado, 06 de setembro de 2008, 19h00.



7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil! É para rir ou para chorar? – Bootlead



Sunday, August 17, 2008

Brasileiros: Um "povo" desconfiado de si mesmo.










































Como confiar?
por Mauro Chaves

Segundo pesquisa do Instituto Vox Populi, apenas 3% dos brasileiros acham que é possível confiar nos outros. A muitos isso parece estarrecedor, porque nas democracias civilizadas esse porcentual de confiança chega a 65%. Mas encontrar no Brasil três pessoas (em cem) que confiem em algo já seria um portento, dado o volume descomunal de desconfiança que inspiram instituições, Poderes, governos, leis, pessoas públicas, entidades de classe, organizações não-governamentais, veículos de comunicação, campanhas de publicidade, gestões de universidades e tantas coisas mais.

O brasileiro é profundamente desconfiado porque sabe o que lhe acontece quando confia. Como confiar nas leis que permitem a um assassino condenado ser libertado depois de cumprir apenas 1/6 de sua pena - punição que reduz a vida humana a menos de 17% de seu valor? Aliás, por que 1/6 - e não um 1/5, um 1/7 ou 1/10? Será uma homenagem ao número da Besta, já que dividindo 100 por 6 dá 16,666...?

Como confiar no poder público, se altos funcionários, mesmo flagrados, filmados - e exibidos na televisão - no momento em que estão recebendo propinas ou roubando dinheiro público, impetram habeas-corpus e se livram da cadeia, a ela jamais retornando, por "falta de provas"? Como confiar na Justiça, se um sujeito mata premeditada e covardemente a colega ex-namorada pelas costas, dando-lhe outro tiro quando ela já está no chão, confessa o crime, é condenado e fica mais de oito anos livre leve e solto - como está Pimenta Neves?

Como confiar em "medidas socioeducativas" em benefício de facínoras - do tipo Champinha - só "recuperáveis" pela hipocrisia legal que, ao contrário das leis de todos os países do mundo (menos Guiné, Venezuela e Colômbia), estabelece maioridade penal apenas aos 18 anos, como se a capacidade de recebimento de informações e de desenvolvimento de consciência nos jovens de hoje fosse igual à de 70 anos atrás?

Como confiar nas mensagens publicitárias que afirmam que as pessoas podem ser persistentes, batalhadoras, guerreiras, capazes de vencer os obstáculos da vida e permanecer fiéis às suas origens só porque tomam cerveja Brahma - como os "brameiros" Zeca Pagodinho e Carlinhos Brown?

Como confiar nas religiões, se tantas e tantas delas se tornaram gigantescas caixas registradoras de "dízimos", vendendo escandalosamente indulgências pelo rádio e pela televisão, explorando com a máxima falta de escrúpulos a credulidade e a ignorância do povo?

Como confiar na Segurança Pública, se há polícias que matam (até crianças) antes de pedir documentos, enquanto outras fazem vista grossa aos que praticam todo tipo de violência, nas invasões, nos esbulhos, depredações, cárceres privados, saques de pedágios e de caminhões, matança de animais, vandalismos contra sedes de propriedades rurais e laboratórios de experimentação agrícola, como fazem os ditos "movimentos sociais", do tipo MST e assemelhados?

Como confiar numa medicina que chegou ao cúmulo da venalidade, a ponto de médicos falsificarem exames, venderem lugares na fila de transplantes de órgãos, condenando à morte os que não têm condições de satisfazer sua abjeta ganância financeira - como acontece com a fila de transplantes de fígado do Rio de Janeiro?

Como confiar em produtores de alimentos, cujo falta absoluta de escrúpulos os fez adulterar o alimento básico das crianças - o leite -, pondo em risco a saúde dos próprios filhos e netos, misturando ao leite substâncias nocivas ou capazes de reduzir o seu valor nutricional (do tipo soda cáustica, ácido cítrico, citrato de sódio, água, sal, etc.), para aumentar seu volume e o prazo de validade, como é o caso das cooperativas de produtores de leite denunciadas pelo Ministério Público de Uberaba, em Minas Gerais?

Como confiar em intelectuais "idealistas", que lutaram contra a ditadura militar, mas se locupletaram com indenizações inacreditavelmente milionárias, como jamais se viu em país redemocratizado algum do mundo, nem em benefício de vítimas de genocídio?

Como confiar em valores da família, se as famílias são sempre apresentadas, nas "melhores" novelas de televisão, como verdadeiras aberrações antropológicas, sem traços de conexão afetiva, mas apenas como amontoados grupais de golpistas e portadores de ambições criminosas?

Como confiar em relações amorosas consistentes, se a comunicação eletrônica de massas massifica ao máximo o sexo barato, sem qualquer dignidade, banalizando ao extremo as ligações pessoais, a ponto de a sociedade poder ver-se pelo cretino buraco de fechadura dos BBBs da vida?

Como confiar numa internet infestada de grandes falsários, que adulteram textos alheios, violentam conceitos, opiniões e pesquisas, sob a camuflagem covarde do anonimato?

Como confiar na universidade, se importantes docentes permitem - e defendem até quanto podem - um reitor que desviou verbas destinadas à pesquisa científica para um esbanjamento decorativo doméstico, bem sintetizado na compra, com dinheiro público, de latas de lixo de quase R$ 1 mil e saca-rolhas de R$ 849?

Como confiar em organizações não-governamentais, com tanta pilantropia à solta e abnegados de causas "sociais" com bolsos cada vez mais cheios de subsídios governamentais?

Como confiar numa classe política que produz, impunemente, mensaleiros, sanguessugas, vampiros, aloprados, portadores de dólares na cueca e pornográficos cartões corporativos?

Quem souber como confiar em tudo isso é favor melhorar nossas estatísticas - e retirar-se do grupo dos gatos escaldados, formado por 97% da população brasileira.


Mauro Chaves é formado em Direito, Administração de Empresas, Filosofia, Cinema e Línguas, é jornalista, escritor, autor teatral, compositor e artista plástico. Mauro também é Editorialista e articulista do jornal "O Estado de S. Paulo", desde 1981 e comentarista político da Rede Gazeta de Televisão. Entre seus vários livros publicados, destacam-se "Três Contos Artificiais", "O Dólar Azul" e "Eu não disse?".
E-Mail: mauro.chaves@attglobal.net




Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Sábado, 16 de Agosto de 2008.




QUEM AGÜENTAR VERÁ - O Dia do Juízo Final – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





Thursday, July 10, 2008

Autodefesa contra fuzilamentos por bandidos e policiais.
Logo chegaremos a este ponto!






























NÃO SABEM MAIS O QUE FAZER! OU NUNCA SOUBERAM?

1. Quando uma secretaria de segurança, em qualquer estado ou mesmo em nível federal, não sabe o que fazer, investe em veículos e armamentos, ambos de ampla visibilidade. Quanto mais coloridos e chamativos, melhor. Funcionam como publicidade para que as pessoas pensem que aquilo ali é polícia e aumentem a percepção de segurança. Bem, isso quando não vem junto uma "comissãozinha" tão comum nestas macro-compras de veículos, como ocorreram nestes anos pelo Brasil afora.

2. Em seguida, o governador do estado passa em revista a frota de veículos que sai em passeata com seus letreiros reluzentes piscando, algumas sirenes ligadas. De preferência com fuzis novos a mostra.

3. Quando isso ocorre, todos podem escrever: é tudo empulhação e não há chance de dar certo. De um lado, em vez de aumentar a sensação de segurança, aumentam a sensação de insegurança, pois a ostensividade coreográfica sinaliza para as pessoas que aquela região é de alto risco. Outro dia colocaram uma cabine blindada no final da Av. Princesa Isabel, na Praia de Copacabana. Será que querem dizer que só o policial dentro da cabine está seguro? Cabines imobilizam o policial. Só tem aqui.

4. Veículo é feito para transporte, para dar mobilidade quando necessário. Imobiliza o homem, ao inverso do que parece e descola o policial da rua e das pessoas. Se foram treinados para abordagem, o uso excessivo de veículos os destreina. E quando esse deslocamento em carro, como se estivesse patrulhando, é feito com fuzil, coloca em risco a população civil em seu entorno. Um fuzil desses tem alcance efetivo num raio de 2 km.

5. Mesmo quando há delinqüentes em fuga, o policial deve medir na captura se está colocando a população civil no entorno em risco. Se estiver, pode interromper a perseguição para evitar que a emenda seja pior que o soneto. Isso tem ocorrido freqüentemente no Rio. Tiroteios nas ruas em ações de perseguição pela cidade toda. Na Av. Vieira Souto e Av. Atlântica foram várias, em Ipanema na área frontal ao Pavãzinho, na Tijuca -Conde Bonfim- na Avenida Brasil, nas vias principais da zona norte e da zona oeste. Em todos os casos há pelo menos um ferido. Quando não há vários feridos e mortos, como as tragédias dos últimos dias.

6. Patrulhamento se faz a pé. É com este que a população se sente mais segura. É com este que o policial treina todos os dias as práticas de abordagem que aprendeu na escola militar. Em Londres o patrulhamento é feito com os policiais sozinhos, para evitar distração. E sem arma. Mas com uma letal: seu rádio e a memória do código de localização em cada ponto que estiver de forma a chamar apoio da intensidade que necessitar e na direção necessária que se desloca em menos de 2 minutos.

7. Nos anos 30, na Inglaterra, um policial só era autorizado a usar armas quando todos os testes-surpresa feitos com ele garantiam que ele não tinha mais como primeiro reflexo levar a mão ao coldre. O primeiro reflexo deve ser avaliar a situação e o recurso da arma deve ser uma decisão e não um reflexo.

8. Dias atrás, numa exibição de soldados do exército, na França, o sargento não trocou a munição por festim. Feriram 14 pessoas. O comandante geral do exército entregou seu cargo, o que foi aceito pelo presidente Sarkozy. Esta semana, uma operação de perseguição na cidade do México atingiu vários civis sendo que dez faleceram. O Chefe de Polícia e o Procurador de Justiça pediram exoneração, o que foi aceito. Aqui, são desculpas, lamúrias, xingamentos aos policiais, empurrando para baixo uma responsabilidade que inevitavelmente é de cima. Quando não há essa consciência, não há autoridade, não há comando, não há polícia, não há mais nada.


Enviado pelo "Ex-Blog do Cesar Maia" — E-mail: blogdocesarmaia@gmail.com
Quinta-feira, 10 de julho de 2008, 09h16.


NR. Com referência ao item 8 (oito) do texto acima, uma pergunta seria conveniente: Além de alguns irrelevantes "esclarecimentos ao público interno", o que fez o Cmt do Ex Brasileiro, Gen Enzo Peri, após uma tropa de sua Força, onde ele é o responsável por tudo o que se faz ou se deixa de fazer, envolverem-se nos calculáveis e lamentáveis fatos ocorridos no Morro da Providência?


CONTESTAÇÕES ÀS INJÚRIAS E DIFAMAÇÕES CONTRA MIM – Cel Ustra

Na hora da vitória, Ingrid demonstrou o equilíbrio que falta a Chávez – William Waack


 
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