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Saturday, February 14, 2009

BEM-VINDO! AO CLUBE DOS 16%.
SEJA VOCÊ TAMBÉM UM SÓCIO-FUNDADOR.









































ATENÇÃO! PARA SER ADMITIDO COMO INTEGRANTE PLENO DESTA SOCIEDADE,
VOCE PRECISA CONCORDAR INTEIRAMENTE COM OS ARTIGOS DO ESTATUTO ABAIXO:


CLUBE DOS 16%

Art. 1º: Fica constituída, com a denominação acima, a sociedade civil sem fins lucrativos, cuja finalidade é a de se recusar a aceitar o que dizem ser o pensamento dominante de 84% da população do País.

Art. 2º: Os integrantes desta entidade esclarecem que jamais foram entrevistados por qualquer instituto de pesquisa de opinião nem conhecem quem quer que seja que já tenha sido entrevistado por algum instituto de pesquisa de opinião ou já tenha ouvido falar da existência de alguma pessoa que já tenha sido entrevistada por algum instituto de pesquisa de opinião, que tenha manifestado sua opinião de aprovação a quem anunciam como detentor de 84% de opinião favorável da população.

Art. 3º: Os integrantes desta entidade aqui manifestam, claramente, sua adesão ao critério da valorização pelo mérito.

Art. 4º: Por critério da valorização pelo mérito aqui se entende o crescimento, o desenvolvimento e a elevação geral de padrão de existência da pessoa humana que decorra, fundamentalmente, do reconhecimento ao esforço de seu aprendizado e consequentes resultados.

Art. 5º: Os integrantes da entidade aqui constituída se recusam a aceitar o critério de cotas, de qualquer espécie, que substitua o mencionado critério de valorização pelo mérito, seja para ingresso em instituições de ensino, empresas estatais ou entidades de qualquer esfera da Administração Pública.

Art. 6º: Os integrantes da entidade aqui constituída são contrários à distribuição de quaisquer tipos de Bolsas que não sejam, exclusivamente, de estudo.

Art. 7º: Os integrantes da entidade aqui constituída não acham que é preconceito exigir preparo das pessoas públicas, especialmente daquelas que detêm as maiores responsabilidades de comando.

Art. 8º: Os integrantes desta entidade consideram que um alto dirigente público tem de possuir um acervo de conhecimentos suficiente para que não tenha de "comer pela mão" de subordinados - inclusive divergentes entre si - ou se submeter às pressões dos lobbies, cujos interesses frequentemente em nada se assemelham aos interesses da coletividade sobre a qual atuam.

Art. 9º: Os integrantes desta entidade não acham que é possível governar "de ouvido", tomar decisões com base apenas no que lhe cochicham os oportunistas, os áulicos ou os que ainda não se libertaram de um ideologismo rançoso, que só sobrevive graças ao sentido folclórico ou museológico que ainda mantém no mundo contemporâneo.

Art. 10º: Os participantes desta associação consideram que não deve haver vergonha ou sentimento de culpa pelo fato de se usar o vernáculo corretamente, observando-se a topologia pronominal, os tempos verbais e respeitando-se a exigência básica do vocábulo no plural, qual seja, a adoção da letra "s" ao final da palavra.

Art. 11: Os integrantes desta entidade não se sentem diminuídos pelo fato de eventualmente terem estudado em boas escolas e universidades, pois acreditam que isso, em vez de significar insulto pessoal aos que não tiveram a oportunidade de fazê-lo, lhes pode representar um desafio à busca de oportunidades semelhantes, pelo esforço redobrado do aprendizado, com o que tantos já cresceram, acima de todas as expectativas, próprias e alheias.

Art. 12: Por valorizarem o esforço pessoal do aprendizado e do trabalho é que os participantes desta associação não concordam com que grandes empresas façam negócios com filhos dos homens públicos mais poderosos, dando-lhes uma participação excepcional - que em nada corresponda às aptidões consignadas em seus respectivos currículos -, assim caracterizando um escandaloso tráfico de influência.

Art. 13: Os integrantes do clube ora constituído não concordam que tenham sido jogadas para debaixo do tapete todas as falcatruas do tipo mensalão, "recursos não contabilizados", sanguessugas, valeriodutos, dólares na cueca e catrevagens assemelhadas.

Art. 14: Os participantes desta associação consideram que também as famílias de pessoas brancas, heterossexuais e capazes de prover o sustento com o próprio trabalho devem ser julgadas normais, sem sofrer qualquer tipo de discriminação por suas opções.

Art. 15: Os membros do Clube constituído pelo presente instrumento consideram que são legítimos a posse e o desfrute de propriedades que eventualmente possuam, assim como julgam correta a oposição que façam a esbulhos que lhes pratiquem militantes de movimentos sociais de sem-terra.

Art. 16: Os integrantes do presente sodalício se recusam a participar de passeatas "pela paz", quando essas se realizam em razão de crimes horripilantes, especialmente os praticados contra jovens e crianças, visto que não é "paz", e sim punição rigorosa que merecem os facínoras que os cometeram, além do fato de os direitos humanos de suas vítimas também deverem ser respeitados.

Art. 17: Entendem os membros deste Clube que é uma aberração os criminosos cumprirem só um sexto de suas penas e a legislação brasileira se assemelhar a apenas três outras do mundo - da Venezuela, Colômbia e Guiné - ao estabelecer a responsabilidade penal dos facínoras somente quando estes completem 18 anos de idade, antes do que só podem receber "medidas socioeducativas" por suas atrocidades.

Art. 18: Os integrantes desta sociedade consideram Oscar Niemeyer um talentoso artista que faculta a presença de pessoas dentro de suas esculturas - chamadas de prédios -, mesmo que estas lá se sintam desprovidas de serviços não escultóricos, próprios das necessidades da natureza humana.

Art. 19: Os membros da associação ora constituída declaram ódio ao BBB.

Art. 20: Este Clube entra em funcionamento na presente data.


Mauro Chaves é formado em Direito, Administração de Empresas, Filosofia, Cinema e Línguas, é jornalista, escritor, autor teatral, compositor e artista plástico. Mauro também é Editorialista e articulista do jornal "O Estado de S. Paulo", desde 1981 e comentarista político da Rede Gazeta de Televisão. Entre seus vários livros publicados, destacam-se "Três Contos Artificiais", "O Dólar Azul" e "Eu não disse?".
E-Mail: mauro.chaves@attglobal.net




Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" (Opinião).
Sábado, 14 de fevereiro de 2009.



A PROFISSÃO MILITAR

"Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida.

Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares...

Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão.

Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem.

Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".





IDADE DAS TREVAS – Maria Lucia Victor Barbosa"





Thursday, January 10, 2008

Para "barnabés" fardados e de costas para o Brasil, salário fala mais alto.































A arte da canalhice
por Geraldo Almendra


"Os Comandantes Militares deveriam mandar as suas Forças entrarem de Prontidão, todos deveriam ir para bordo dos Navios, para os Quartéis e para as Bases Aéreas, deveriam recomendar ao Presidente que não saísse do Palácio, como Comandante Supremo Ele também estaria de Prontidão, para que os Parlamentares não corressem nenhum risco, Eles deveriam ficar em seus Domicílios, enfim uma paralisação total, ninguém entra nem sai, inclusive os Ministros dos Tribunais Superiores também ficariam em casa."


Quando li o texto acima publicado na internet senti uma pontinha de ânimo e me perguntei: - será que a caserna está se movimentando para salvar o país das mãos dos canalhas?

Engano. É uma proposta para forçar o desgoverno petista a cumprir suas promessas de aumentos para os militares.

Pessoas canalhas, principalmente as que infestam o poder público, deveriam ser banidas do jogo do poder pela aplicação das leis no combate às suas falcatruas assim como pelo desprezo dos contribuintes e dos eleitores, que deveriam impor-lhes vaias e ovos podres sempre que os encontrassem.

Institutos de pesquisa provam a absurda situação em que acima de 80 % da população não confia no Poder Legislativo e demonstra, também, que mais de 50 % não confia no Poder Executivo, um percentual menor, obviamente influenciado pelo assistencialismo populista espúrio praticado pelo petismo.

Para completar esse quadro dantesco, é opinião comum entre as classes esclarecidas que o Poder Judiciário, que deveria combater o crime e evitar a impunidade, se apresenta como o grande vilão da corrupção, e o mais corporativista entre os podres poderes da República.

A sociedade, então, já reconhece que o poder público é o maior propagador da degradação moral e ética nas relações públicas e privadas.

O paradoxo da covardia é a falta de atitudes dessa mesma sociedade em lutar de forma objetiva e direta contra a disseminação do ato canalha como um valor para sobrevivência pessoal dentro das estruturas dos poderes dominantes.

Estamos permitindo que o país seja conduzido por canalhas, sejam os de ofício, sejam os canalhas covardes que tiram todo o proveito possível da canalhice dos outros em benefício próprio, por omissão, ou por cumplicidade.

Aumenta nossa apreensão, em relação à tomada do poder pelos comunistas, lermos na Internet mensagem incentivadora de revolta militar apenas por questões de vencimentos.

Traduzindo, se nossos militares das Forças Armadas estiverem ganhando bem que se “exploda” o resto.

Se não podemos mais confiar no patriotismo dos homens da caserna para defender o país da patifaria sem controle dentro do poder público, temos que reconhecer que realmente estamos nas mãos dos canalhas.

Quando o petismo assumiu o poder, uma grande parcela da sociedade tinha esperanças que os picaretas do poder público seriam combatidos. Contudo, temos que reconhecer a consolidação da canalhice da política, herdada dos governos FHC, e pior, no desgoverno petista o país afundou, definitivamente, no lamaçal da degradação moral e ética dentro do poder público.

Os representantes da sociedade civil, artistas, acadêmicos, religiosos, professores, empresários, sindicalistas, jornalistas, estudantes universitários, etc., com poucas exceções, já jogaram a toalha da covardia e da falta de patriotismo; estão permitindo que as "gangs dos quarentas" consolidem seu projeto de poder fundamentado na sacanagem do socialismo populista espúrio, na formação de um poder público absolutamente corrupto e corporativista, e na garantia da proteção das elites financeiras do país que nunca ganharam tanto dinheiro como no desgoverno petista.

O beijo da Senadora Ideli Salvati na boca do Senador José Sarney em pleno Parlamento, após expressões e gestos de carinho, cuja foto está sendo distribuída na Internet, é apenas mais uma das imagens da podridão da política canalha que tomou conta do Congresso Nacional.

Provavelmente ninguém vai se importar com isso, a exemplo daquelas fotos do cachaceiro em “estado etílico”, comandante das "gangs dos quarenta", que também foram amplamente distribuídas pela Internet.

Estamos trabalhando mais de cinco meses por ano para sustentar instituições absolutamente desacreditadas pela sociedade.

"...acostumado (o governo) que está a se valer da ignorância para enganar, burlar e depois invocar o direito de reinventar a realidade, mudando o nome das coisas, chamando enganação de mudança de opinião. Agiu assim desde o começo, firmou um padrão, incorporou a mentira ao modo de governar e se relacionar com a sociedade e as instituições ao ponto de a agressão à verdade não representar mais riscos políticos nem servir à denúncia de conduta indevida. E porque fez da mentira um hábito, o governo não vê insulto nem se defende quando chamado de mentiroso. Aceita a constatação e vive feliz com isso, livre, dando asas às artimanhas e ao seu dom de iludir oficial, solene e honorificamente." (Dora Kramer - Jornalista)

O Brasil precisa da ação de um duro movimento interventor formado por pessoas decentes - civis e militares - para acabar com essa patifaria que tomou conta das relações sociais públicas e privadas, que já colocou o país no topo do ranking mundial da corrupção e do corporativismo sórdido. Está se consolidando no mundo uma versão de que somos um povo otário comandado por bandidos.

Somos um país falido na educação, na cultura, na moral, na ética, na vergonha na cara e na coragem. Nossos filhos e suas famílias um dia olharão para trás e dirão: que geração covarde, sem vergonha, e corrupta, essa que entregou nosso país nas mãos dos canalhas comunistas!

Estamos no início de mais uma temporada do BBB, sigla que reflete, como nenhuma outra, a prostituição de valores de nossa sociedade.

Os calhordas e os aprendizes, vítimas da falência da cultura, da educação, e da família, terão dezenas de horas de puro deleite de como ser falso, mentiroso, infiel, hipócrita, leviano, canalha, com todos os derivativos da falta de ética e imoralidade estando à mostra.

Enquanto isso a grande vilã das comunicações continuará se enchendo de glória e dinheiro com o patrocínio de canalhices ao vivo e a cores de 14 candidatos a um grande prêmio, vitória pela maior habilidade em agirem como devassos das relações com o próximo.

Enquanto a sociedade der audiência a esse tipo de patifaria televisiva, a falência da família e dos valores morais e éticos não vai mais retroceder.

"Estamos nos acostumando demais com a corrupção, com a falta de responsabilidade de quem produz gêneros e produtos, com os discursos falaciosos dos políticos em geral e outras autoridades que assumem cargos por decorrência da posição dos amigos. Estamos criando o pernicioso hábito de conviver com a canalhice sem que ela nos incomode." (Sandra Silva - Socióloga)


Geraldo Almendra é economista, consultor e professor de matemática.








Publicado no site " Brasil acima de tudo ".
Quinta-feira, 10 de janeiro de 2008.


*Barnabé: Bras. Pop. Funcionário público de categoria modesta - Novo Dicionário Aurélio. (P.N.)


 
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