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Sunday, July 22, 2007

FAB/CINDACTA (des)controlando "esquifes voadores" nos céus do Brasil.


































Situação poderia ter provocado nova tragédia, diz controlador
por Matheus Pichonelli

Uma pane ocorrida ontem em dois geradores de energia do Cindacta-4 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), em Manaus, obrigou os controladores de vôo do centro a trabalharem no escuro e a fazerem contato com órgãos de controle de aproximação por meio de seus telefones celulares.

Apenas duas linhas de telefones fixos funcionaram durante a pane elétrica, segundo um controlador disse à Folha. Rádios e radares ficaram inoperantes. Com medo de retaliações, ele pediu para não ter o nome publicado.

Ele disse que, após a falha, ocorrida por volta das 23h30, o sistema de "backup" geradores de reserva não funcionou. Segundo o controlador, a situação precária poderia ter levado a uma nova tragédia.

A energia só foi retomada por volta das 2h. O Cindacta-4 cuida do controle do tráfego aéreo no Amazonas, Roraima e Mato Grosso e em parte do Pará. Funciona como "porta de entrada" do país, responsável por 90% do tráfego aéreo que evolui dos Estados Unidos e da América Central.

Segundo o relato do controlador, havia 45 aeronaves sem condições de comunicação sobrevoando a região no momento da pane. "Tínhamos apenas dois telefones fixos, que funcionam em casos de emergência, para 12 controladores. A maioria dos contatos com outros órgãos de controle [de aproximação] em Belém, Manaus e Santarém, foi feita pelos nossos celulares."

De acordo com o controlador, um avião ABSA Cargo Airline, de rota internacional, entrou no sistema sem contato com os radares e, a partir de Manaus, deveria trocar de altitude e não o fez, passando a sobrevoar a área na contramão.

"A exemplo do que aconteceu com o Legacy [que colidiu com o Boeing da Gol no ano passado], poderia ter havido uma tragédia. A aeronave passou por Manaus sem contato e seguiu em nível incorreto. Só conseguimos fazer contato com a Venezuela para avisar da situação e a Venezuela foi quem teve que desviar as outras aeronaves do jato", disse.

Para garantir a segurança dos vôos, o controlador disse que a idéia era fechar o espaço aéreo. "Queríamos separar as aeronaves que já estavam voando e, do nosso setor, mandar que todas pousassem." A rota de aeronaves seria desviada e os aviões que estavam em Manaus não poderiam decolar. Mas, segundo o controlador, houve resistência do comando do centro a essa medida.

Ameaça

"O tenente-coronel Leonidas Medeiros de Araújo Jr., que é o subcomandante do Cindacta-4, ordenou que não fechássemos o espaço aéreo porque ninguém poderia saber o que estava acontecendo", disse.

"Ele ameaçou prender os controladores caso não cumpríssemos as medidas. Estava tudo escuro e ele passou a dar as ordens com uma lanterna."

Ele contou que, para que o espaço aéreo não fosse fechado, o subcomandante determinou que um grupo de cinco controladores se deslocasse à antiga torre de comando onde antes funcionava o centro de controle em Manaus e passasse a se comunicar por meio de um rádio de alta freqüência que não era utilizado desde 2002.

"A divisão técnica da Aeronáutica está negligenciando a manutenção de equipamentos. O sistema está doente e as autoridades teimam em não reconhecer. O problema de falta de 'backup' já tinha sido anunciada e não fizeram nada."

Outro lado

A reportagem tentou localizar comandantes do Cindacta-4 para comentar a pane e as declarações do controlador, mas não havia conseguido até a conclusão desta edição.


Matheus Pichonelli é jornalista da Agência Folha.

Publicado no site da "Folha Online".
Domingo, 22 de julho de 2007, 08h59.



Tuesday, October 03, 2006

Foto do Boeing 737 da GOL em Manaus (Vôo 1907)































Click AQUI para ver a foto ampliada.

Estaria escrito?
por Bootlead

Acima uma foto tirada do Boeing 737 das Linhas Aéreas Gol em 24 de setembro último, justamente no aeroporto de Manaus-AM, portanto cinco dias antes do terrível acidente sobre a "Serra do Cachimbo" no Estado do Pará, quando veio a colidir em pleno ar com uma aeronave executiva do tipo "Legacy" fabricado pela brasileira Embraer, pertencente à empresa norte-americana ExcelAire Services. O acidente ocorreu quando a aeronave da Gol fazia a rota Manaus - Brasília - Rio de Janeiro, vôo 1907. No acidente houve 155* vítimas fatais, sendo 149 passageiros e 6 tripulantes do Boeing. No jato executivo da Embraer, que transportava 5 passageiros mais o piloto e o co-piloto não houve vítimas. Porém o jato executivo teve que fazer um pouso forçado no campo de pouso da Base de Testes do Cachimbo, pertencente às Forças Armadas do Brasil

Especificamente a aeronave da foto é um Boeing 737-800 (8EH), Prefixo PR-GTD, Matricula 34653/2039, fabricado pela The Boeing Company, que havia sido entregue a Linhas Aéreas Gol em 11 de setembro p.p., em Seattle (USA) e contava somente com 234 horas totais de vôo.


Foto: Marcio Gomes Rebello Ferreira

Foto publicada no site: AIRLINERS.NET
(Este site é imperdível para os aficionados em aviação, faça uma visita e comprove)

(*)N.R.: Nº total de vítimas 154 (Gol Linhas Aéreas)


 
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