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Friday, November 07, 2008

Lei 11.804/08: Mais uma histrionice da "peste" do politicamente correto.
"As más leis são a pior espécie de tirania!" (Edmund Burke)










































Assim, como mulher, digo: NÃO!
por Lígia L. R.

Muita calma nesta hora.

Defendo com veemência a tão questionada Lei Maria da Penha. Sei que procede quando muitos dizem que ela é inconstitucional. Acabei apoiando e muito, diga-se de passagem, pois, soco na cara não se paga com cestas básicas, porem, tenho certeza que se a justiça fosse mais eficiente, não precisaríamos ter leis redundantes... Porém, isso já está demais.

Que história é essa de pensão antes da certeza de serem pais?



As grávidas brasileiras já têm o direito de cobrar na Justiça pensão alimentícia. Pela lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher pode pedir que o suposto pai de seu filho contribua durante toda a gestação com as despesas de alimentação, exames, medicamentos e o parto.

Pelas novas regras, publicadas ontem no "Diário Oficial" da União, a comprovação da paternidade só será possível após o nascimento da criança, com o exame do DNA. Isso porque foi vetado, sob alegação de risco à criança, o artigo que possibilitava a realização do "exame pericial pertinente" na gravidez.

Ou seja, o homem terá de pagar a pensão mesmo sem que haja a certeza de que é o pai. O texto da lei, publicado ontem, não prevê a devolução obrigatória do que foi pago a título de pensão caso depois fique provado que ele não era o pai. Mas o homem poderá entrar na Justiça e pedir, não só a devolução do valor pago, como também uma indenização.

Pela nova lei, pai e mãe têm de compartilhar os custos relacionados à gravidez. O valor despendido será proporcional às suas respectivas rendas.

Para receber a pensão, a gestante precisa apresentar na Justiça indícios que comprovem a paternidade.
"O ônus da prova agora é do pai, e não mais da mãe", disse o advogado Esdras Dantas, conselheiro federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). "O homem poderá contestar, por exemplo, informando que passou por uma vasectomia. Mas não poderá pedir exame de DNA durante a gravidez da mulher", completou.

Como provas, a grávida poderá levar testemunhas ou documentos que indiquem relação com o suposto pai, afirma o advogado Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família. "Antes da possibilidade de exame de DNA, anos atrás, a única defesa que havia nos processos de paternidade era a possibilidade de investigar a vida moral da mãe, apontando o número de parceiros, por exemplo", disse Pereira.

Para o advogado, a lei dá crédito de confiança à grávida para atender ao princípio jurídico do melhor interesse da criança.

Fonte: Folha Online



Olha, se esta lei já estivesse prevendo a devolução do dinheiro em caso negativo, eu até iria pensar duas vezes. Vamos falar francamente. Infelizmente há muito mais exceções do que regra nos dias de hoje.

Há mulheres que jamais fariam chantagem ou sacanagem. Algumas, separadas de seus maridos seguem com a criação de seus filhos sozinha. Nem pedem a pensão. Dispensam esse direito. Também não aprovo essa conduta, porem sei que em muitos casos não se tira leite de pedra.

Mas, veja bem... E aquelas outras? Namoram jogadores, artistas, empresários, casados, solteiros, comuns e ficam grávidas? Se eu entendi bem, se alguma mulher inventar que saiu com meu marido, por exemplo, levar duas amigas que afirmarão que os viu juntos o coitado vai ter que pagar os custos desta gestação e depois contratar um advogado para quem sabe, reaver o dinheiro e uma indenização?

Só podem estar brincando.

E se o homem for vasectomizado, tudo bem... A mocinha só vai passar carão? Só?

Por que proibir o exame? Quais os riscos para a criança? São 9 longos meses...

Ah, isso vai estimular a paternidade responsável? Coisíssima nenhuma. Se o SUPOSTO pai não tiver, quem vai pagar os cuidados do bebê? Não pagam nem os dos nascidos.

Infelizmente, a carga sempre será feminina. Por amor, por golpe ou acidente. Sou bem grandinha para saber TODOS os métodos que existem para não se conceber. Para mim isso é o fim da picada.

Sou mulher sim, mas já cansei da história da barriga. Tem mulher que não vale um vintém furado e há homens idem. Bastaria que ambos, homens e mulheres tivessem vergonha na cara, princípios, moral que essas aberrações não precisariam acontecer.

Se filhos tivesse, eu os aconselharia assim: Vasectomia já... Depois, reverte, melhor que gastar dinheiro com advogado para reaver dinheiro que já voou.

Essa lei, da maneira que foi feita, é abominável.

Ah, em tempo: As custas da gestação serão dividas por dois? Hum, hum... Isso é, claro, se ambos tiverem emprego e não enjoarem.

Absurdo.

Tem que se colocar no mínimo um adendo nesta lei: SE NÃO FOR DO "SUPOSTO" pai, ai, ai, ai... Tem que arder em quem acusou, fez gastar e etc., etc., etc. Se não, vou morrer gritando que não concordo.


Publicado no blog "Dois em Cena".
Sexta-feira, 07 de novembro de 2008, 13h53.









TEMPOS OBÂMICOS – José Nivaldo Cordeiro



Mais uma histrionice da "peste" políticamente correta.

Sunday, July 22, 2007

FAB/CINDACTA (des)controlando "esquifes voadores" nos céus do Brasil.


































Situação poderia ter provocado nova tragédia, diz controlador
por Matheus Pichonelli

Uma pane ocorrida ontem em dois geradores de energia do Cindacta-4 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), em Manaus, obrigou os controladores de vôo do centro a trabalharem no escuro e a fazerem contato com órgãos de controle de aproximação por meio de seus telefones celulares.

Apenas duas linhas de telefones fixos funcionaram durante a pane elétrica, segundo um controlador disse à Folha. Rádios e radares ficaram inoperantes. Com medo de retaliações, ele pediu para não ter o nome publicado.

Ele disse que, após a falha, ocorrida por volta das 23h30, o sistema de "backup" geradores de reserva não funcionou. Segundo o controlador, a situação precária poderia ter levado a uma nova tragédia.

A energia só foi retomada por volta das 2h. O Cindacta-4 cuida do controle do tráfego aéreo no Amazonas, Roraima e Mato Grosso e em parte do Pará. Funciona como "porta de entrada" do país, responsável por 90% do tráfego aéreo que evolui dos Estados Unidos e da América Central.

Segundo o relato do controlador, havia 45 aeronaves sem condições de comunicação sobrevoando a região no momento da pane. "Tínhamos apenas dois telefones fixos, que funcionam em casos de emergência, para 12 controladores. A maioria dos contatos com outros órgãos de controle [de aproximação] em Belém, Manaus e Santarém, foi feita pelos nossos celulares."

De acordo com o controlador, um avião ABSA Cargo Airline, de rota internacional, entrou no sistema sem contato com os radares e, a partir de Manaus, deveria trocar de altitude e não o fez, passando a sobrevoar a área na contramão.

"A exemplo do que aconteceu com o Legacy [que colidiu com o Boeing da Gol no ano passado], poderia ter havido uma tragédia. A aeronave passou por Manaus sem contato e seguiu em nível incorreto. Só conseguimos fazer contato com a Venezuela para avisar da situação e a Venezuela foi quem teve que desviar as outras aeronaves do jato", disse.

Para garantir a segurança dos vôos, o controlador disse que a idéia era fechar o espaço aéreo. "Queríamos separar as aeronaves que já estavam voando e, do nosso setor, mandar que todas pousassem." A rota de aeronaves seria desviada e os aviões que estavam em Manaus não poderiam decolar. Mas, segundo o controlador, houve resistência do comando do centro a essa medida.

Ameaça

"O tenente-coronel Leonidas Medeiros de Araújo Jr., que é o subcomandante do Cindacta-4, ordenou que não fechássemos o espaço aéreo porque ninguém poderia saber o que estava acontecendo", disse.

"Ele ameaçou prender os controladores caso não cumpríssemos as medidas. Estava tudo escuro e ele passou a dar as ordens com uma lanterna."

Ele contou que, para que o espaço aéreo não fosse fechado, o subcomandante determinou que um grupo de cinco controladores se deslocasse à antiga torre de comando onde antes funcionava o centro de controle em Manaus e passasse a se comunicar por meio de um rádio de alta freqüência que não era utilizado desde 2002.

"A divisão técnica da Aeronáutica está negligenciando a manutenção de equipamentos. O sistema está doente e as autoridades teimam em não reconhecer. O problema de falta de 'backup' já tinha sido anunciada e não fizeram nada."

Outro lado

A reportagem tentou localizar comandantes do Cindacta-4 para comentar a pane e as declarações do controlador, mas não havia conseguido até a conclusão desta edição.


Matheus Pichonelli é jornalista da Agência Folha.

Publicado no site da "Folha Online".
Domingo, 22 de julho de 2007, 08h59.



 
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