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Friday, February 02, 2007

Excrementos do demônio!






























Chávez e Hitler: semelhanças políticas
por Diego Araujo Campos

Os fascistas sempre odiaram o liberalismo, seja político, seja econômico. Nas eleições de março de 1933, o povo alemão elegeu 288 deputados nazistas para um Reichstag (Câmara Baixa) de 647 cadeiras. Com o apoio de 52 deputados do Partido Nacionalista e a ausência de deputados comunistas – perseguidos desde o incêndio no Reichstag, atribuído a um comunista holandês –, os nazistas passaram a ter maioria no Parlamento. No mesmo mês, Hitler, aproveitando a declaração de Estado de emergência, conseguiu que o Reichstag aprovasse uma lei que permitia que o chanceler legislasse independentemente do parlamento.

Com impressionante passividade, os partidos políticos permitiram que Hitler se transformasse um ditador com plenos poderes e que o partido nazista se tornasse o único no país. Com efeito, Hitler usou os instrumentos da democracia para destruir a República liberal de Weimar e criar um Estado totalitário fascista.

Ao ler os artigos de jornal sobre a atual política venezuelana, podemos encontrar vários fatos que assemelham a política do atual antigo presidente Hugo Chávez às peripécias dos nazistas, comandados por Adolf Hitler. Assim, lembrei-me do velho Karl Marx – embora deva salientar que eu sou liberal e não comunista – quando este escreveu na famosa obra O 18 Brumário de Napoleão Bonaparte: “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.”

As similitudes são impressionantes. Chávez quer ampla reforma da Constituição para aplainar o caminho da República Socialista da Venezuela. A Constituição, batizada de bolivariana, já estaria pedindo “atualizações”, disse Chávez. “Ela nasceu em meio à tormenta, e ficaram muitos buracos da velha ordem”, justificou. Um desses “buracos” é a reeleição presidencial limitada a um mandato — Chávez pretende eliminar limites, quer reeleger-se ad aeternum. Assere, também, a necessidade de lei especial – chamada de Lei Habilitante - que lhe amplie os poderes. Com a norma, poderá implementar mudanças por decreto, sem necessidade de ratificação da Assembléia Nacional. Ademais, devemos lembrar que a Assembléia Nacional venezuelana é 100% chavista, uma vez que a oposição, muitas vezes perseguida politicamente, boicotou a última eleição. Para não falarmos dos constantes atentados chavistas à liberdade de imprensa, ilustrados na não renovação da concessão da TV privada RCTV – TV de oposição ao governo. Além disso, devemos mencionar a formação de um partido único venezuelano, agregando todos os partidos aliados ao presidente venezuelano.

Oscar Wilde dizia que “experiência é o nome que damos aos nossos erros” e quem não aprende com eles, certamente os repetirá. Chávez está seguindo o caminho do autoritarismo e da intolerância, assim como Hitler – guardadas as diferenças ideológicas. Temos a obrigação de aprender com os erros do passado, e evitar que governantes tentem personificar o poder, galgando o caminho do despotismo. Chávez está se saindo um excelente aprendiz de Hitler, mas uma péssima influência para o mundo. Rezemos para que Chávez seja uma farsa, e não repita a tragédia que foi Hitler.



Publicado no site Instituto Millenium.
Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007







RECADO AOS "CAMARADAS" ...
"Para o bom entendedor meia palavra basta!"

"O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito."

Albert Einstein








Thursday, November 02, 2006

A OTAN será a ONU dos países liberais democratas.



























O Brasil não será convidado para este jogo!
English version.


A OTAN contra os jihadistas
por Daniel Pipes

Quando era secretário de Estado, Colin Powell certa vez definiu a Organização do Tratado do Atlântico Norte como “a maior e mais bem-sucedida aliança da história”. É difícil contestar essa definição, pois foi tal o sucesso da OTAN em conduzir e vencer a Guerra Fria, que sequer precisou lutar.

Mas hoje essa aliança tão importante vive o ápice do que José María Aznar, primeiro-ministro da Espanha entre 1996 e 2004, chama de “possivelmente a maior e mais séria crise de toda a sua história”. Um “clima de crise perpétua”, diz ele, cuja origem é a perda evidente de sua “raison d’être como organização, a falta de uma missão específica”.

Os motivos dessa crise são simples de explicar. De sua fundação em 1949 até o colapso da União Soviética em 1991, a OTAN foi o principal instrumento para a contenção do expansionismo soviético. Após derrotar a ameaça soviética, reformulou sua missão. Na década de 90, a OTAN tornou-se um veículo para o envio de forças voluntárias encarregadas de promover a segurança regional em lugares como a Bósnia e o Kosovo. E agora, depois do 11 de Setembro?

NATO: An Alliance for Freedom, um estudo curto, brilhante e de fácil aplicação publicado pelo instituto de Aznar, a Fundação de Análise e Estudos Sociais – FAES, revela que conter a União Soviética não era o objetivo fundamental da organização. A OTAN imbuíra-se, antes, do propósito mais positivo de “salvaguardar a liberdade, a herança e a civilização comuns aos povos [dos Estados membros], com base nos princípios da democracia, da liberdade individual e do Estado de Direito”.

A prova de que a missão da OTAN esteve sempre além de defender a democracia contra o comunismo tão-somente reside no fato de a organização ter abdicado do valor estratégico do território espanhol e sua força militar enquanto o país permaneceu sob o jugo do governo fascista de Francisco Franco. Apenas com a morte dele em 1975 e a democratização do governo, a Espanha é convidada a integrar a aliança em 1981.

Uma indicação de qual deveria ser o novo foco da OTAN surgiu no dia seguinte ao 11 de Setembro, quando a organização, pela primeira vez em seus cinqüenta e dois anos de história, invocou o artigo 5º. de seus estatutos, onde prevê que um ataque a um dos países membros é um ataque a todos eles. Assim, depois de uma década fazendo “guerras como assistência social”, a OTAN despertou abruptamente para a ameaça do radicalismo islâmico.

Aznar e a equipe da FAES analisam essa decisão crítica, afirmando que “o terrorismo islâmico é uma nova ameaça, cuja natureza global põe em risco a existência mesma dos signatários da OTAN”. Lembrando as ideologias totalitárias dos anos 30, eles advertem, com razão, que “deveríamos levar as ambições [islamistas] muito seriamente, por ridículas ou delirantes que pareçam”. Demonstrando verdadeira sagacidade, eles ressaltam que o terrorismo “é apenas a porção bélica de uma ofensiva muito mais ampla contra o mundo liberal e democrático”.

Logo, o objetivo da OTAN deve ser o de “combater o jihadismo islâmico e a proliferação de armas de destruição em massa especialmente, embora não exclusivamente, entre os grupos e os governos islâmicos”. Isso significa “colocar a guerra contra o jihadismo islâmico no centro da estratégia aliada” e que derrotá-lo será a “missão principal” da OTAN por longos anos.

Uma segunda recomendação essencial da OTAN: Uma Aliança para a Liberdade: que a OTAN convide à adesão plena países que sejam democracias liberais e também tenham capacidade e disposição para contribuir na guerra contra o jihadismo islâmico. O estudo enfatiza o ingresso de Israel na Aliança como “um passo extremamente importante”, e apóia a participação do Japão e da Austrália com status pleno. Além destes, eu proporia Taiwan, Coréia do Sul e Chile. Para encorajar outros Estados em situação difícil, o estudo sugere a condição de membro associado para países como a Colômbia e a Índia. Eu sugiro a inclusão do México e do Sri Lanka nessa lista.

Um tópico que a FAES não explicita, mas aborda indiretamente: a possibilidade de a OTAN substituir as Nações Unidas como o principal organismo internacional. À medida que a ONU desce de um ponto já baixo a profundidades ainda maiores, torna-se cada vez mais óbvio que, para se comportar de modo adulto, uma instituição mundial só deve reunir países democráticos. Uma nova organização pode ser criada do zero, claro, mas é mais simples, mais econômico e mais rápido construí-la sobre uma estrutura existente, sobretudo se de eficiência comprovada. A OTAN surge como a candidata natural, especialmente nos termos em que foi redefinida pela FAES.

Aznar e sua equipe desenvolveram o melhor plano já oferecido para combater o Islã radical. Os políticos estarão prontos para executá-lo?


Daniel Pipes é um dos maiores especialistas em Oriente Médio, Islã e terrorismo islamista da atualidade. Historiador (Harvard), arabista, ex-professor (universidades de Chicago e Harvard; U.S. Naval War College), Pipes mantém seu próprio site e dirige o Middle East Forum, que concebeu junto com Al Wood e Amy Shargel — enquanto conversavam à mesa da cozinha de sua casa, na Filadélfia — e que hoje, dez anos mais tarde, tem escritórios em Boston, Cleveland e Nova York. Depois do MEF, vieram o Middle East Quartely, o Middle East Intelligence Bulletin e o Campus Watch, dos quais ele participa ativamente. Juntos, esses websites recebem mais de 300 mil visitantes por mês. Por fazer a distinção sistemática entre muçulmanos não-islamistas e extremistas islâmicos, Daniel Pipes tem sido alvo de ataques contundentes. A polêmica gerada por sua nomeação, em 2003, para o Institute of Peace pelo presidente George Bush apenas confirmou o quanto as idéias de Pipes incomodam as organizações islamistas e outros interessados em misturar muçulmanos e terrorismo. Daniel Pipes é autor de 12 livros, entre eles, Militant Islam Reaches America, Conspiracy, The Hidden Hand e Miniatures, coletânea lançada em 2003.


Publicado no The New York Sun.
Terça-feira, 03 de outubro de 2006.


Friday, October 06, 2006

When victory spells defeat.





























Lula is forced into an unexpected second round of voting.
from The Economist

UNTIL the final days of the campaign, Luiz Inácio Lula da Silva appeared to be heading for certain re-election as Brazil's president in the first round of voting on October 1st. Then he made Brazilians angry. Last month members of his Workers' Party (PT) were caught with 1.75m reais ($800,000) in cash—the price of a dossier supposedly implicating José Serra, candidate of the centre-left Party of Brazilian Social Democracy (PSDB) for the governorship of São Paulo, in a long-running corruption scandal. Rather than apologise or explain, Lula ducked the final televised debate with his rivals. The day before the vote, photos of the piled-up cash appeared in the media. Voters hit back. Lula's first-place finish, with 48.6% of the poll, is really a defeat. He now faces an unexpected second round against Geraldo Alckmin, a former PSDB governor of São Paulo, who came just seven points behind and way ahead in morale and momentum.

“Lula is still the favourite, despite the damage,” says Cristiano Noronha of Arko Advice, a political consultancy. The most recent poll, released before the vote, put Lula five points ahead in the second round, to be held on October 29th. Yet Mr Alckmin, who until a few months ago was barely known outside São Paulo and was seen as too bland to make an impression, now has a real chance to close the gap.

Born poor himself, Lula won over Brazil's poor masses by driving down inflation and expanding welfare. The poor north-eastern states voted overwhelmingly for him. Bahia, the most populous, surprised pollsters by evicting a governor allied to a political clan on the right in favour of one from the PT. But Lula did not please everyone. High interest rates and taxes and a strong real have held back growth, especially in the more prosperous south and the grain-growing centre-west. The fortunes of middle-class voters, those most apt to punish political corruption, stagnated. Lula appeared to have weathered a series of scandals that toppled his top advisers and the leadership of the PT, but the bungled attempt to smear Mr Serra reminded voters of his party's sorry ethical record. Mr Alckmin swept the south and the centre-west as well as winning his home state, which accounts for nearly a quarter of the electorate.

The second round is likely to be a clash of styles and accusations rather than one of ideas. Mr Alckmin is friendly to business and exalts efficiency in public spending. In São Paulo he reduced taxes, turned roads over to private management and expanded investment—accomplishments that largely eluded Lula during his first term. He correctly identifies Brazil's overgrown public sector as the source of the economy's low growth and is keener than Lula to promote private investment in infrastructure, partly by “rescu[ing] the role of regulatory agencies”, which Lula has undermined. Lula tends to boast about what the state has done rather than what it encourages the private sector to do. Financial markets greeted Mr Alckmin's strong performance in the election by pushing up prices of Brazilian assets on October 2nd.

Yet Mr Alckmin is at pains to reassure voters that he will not roll back Lula's social programmes, while Lula is reinventing himself as an apostle of public thrift. The finance minister, Guido Mantega, has promised lower taxes and a cut in the government's non-investment spending as a share of GDP. Both candidates are coy about just how they would cut spending, avoiding subjects like pension reform.

Neither will have an easy time managing the new fractious Congress. Just seven of the 21 parties elected to the lower house appear to have crossed the new threshold of votes required for committee assignments and a reasonable share of free television time. That will prompt mergers among remaining parties, accounting for perhaps a quarter of the 513 seats, and more than the usual number of defections by deputies to stronger groupings. The PT defied predictions that its congressional strength would fall sharply. If Lula wins it will seek to patch together a majority from other leftist parties, the bulk of the Brazilian Democratic Movement (PMDB), now the largest party, plus assorted others. Its overall support base will be roughly the same as it was in the outgoing Congress, though it has fallen a bit in the Senate.

Mr Alckmin's lower-house coalition, if he wins, would be based on the PSDB and the Liberal Front Party but would otherwise resemble Lula's. In such a legislature either candidate could, with the help of state governors, probably make economic progress. But “neither will have the conditions to approve big structural reforms,” many of which require constitutional amendments, says Christopher Garman, a political analyst.

If Mr Alckmin is to beat Lula he will have to attract the bulk of voters who backed third candidates, especially Heloísa Helena, a left-winger expelled from the PT, and to peel away some of Lula's first-round supporters. Mr Alckmin is counting on regional allies who outperformed him in the election. That goes for Mr Serra, who won easily in São Paulo, and still more for Aécio Neves, who was re-elected as governor of Minas Gerais with 77% of the vote. Lula plans a similar strategy. And at the next debate, Mr Alckmin will not face an empty chair.


Published in The Economist.
Thursday, october 05, 2006


 
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