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Saturday, August 02, 2008

Presidente Uribe, após tocar a "pata do tinhoso", convém lavar as
mãos com água-benta.































O PERIGO DA ALIENAÇÃO
por José Nivaldo Cordeiro

Um dileto amigo perguntou-me ontem se os loucos não seríamos nós, aqueles que olhamos a cena política brasileira e apontamos o estado de manicômio em que ela se encontra. Afinal, os revolucionários estão se dando muito bem, ganham honrarias e dinheiro, exercem o poder de Estado, manejam enormes verbas em empresas privadas que dependem do governo, atravessam os oceanos para falar em nome de todos os brasileiros. Nadam de braçadas, como se diz na gíria. Quem está fora do festim seria o idiota e o louco, vez que as oportunidades todas estão fechadas para si. Um exemplo acabado dessa verdadeira exclusão social é o filósofo Olavo de Carvalho, um dos primeiros a apontar a demência coletiva nunca vista antes nesse país. Olavo perdeu os empregos, a renda e até mesmo a condição de residir no Brasil. De certo modo está a amargar o exílio, algo bastante doloroso para quem tem amor à pátria.

O lado bom da história do Olavo é que ele pôs entre si e o manicômio chamado Brasil uma distância higiênica, que aqueles que continuam aqui não têm como fazer. Resta-nos continuar a anunciar periodicamente que o estado de loucura tem aumentado, funcionando qual sentinelas a medir a vazão de um leito de um rio que passa por uma enchente. "A água ganhou mais um metro e está subindo". Enchente, bem o sabemos, não poupa ninguém. Na proporção tsunâmica que estamos a ver leva-nos a esperar uma catástrofe do tamanho daquelas citadas nas passagens bíblicas, algo como a que deu origem à Arca de Noé.

Claro, dar-se bem individualmente nessa situação não é apenas alienar a alma (enlouquecer), mas também renunciar a uma existência moral. Fazer tudo que o partido mandar é a regra de ouro. Não mais ter vontade própria, nem compromisso com a família, a tradição e a verdade. Não mais ter individualidade, fazer apenas o que manda o partido. Algo assim como nos tempos de Hitler e de Lênin e demais assemelhados históricos, a exemplo de Fidel Castro na sua Ilha-prisão.

Além de loucos são imorais, os revolucionários. Sem qualquer limite. Sem eira nem beira. Cabe aqui rememorar a bela citação que Voegelin fez no preâmbulo de seu livro A NOVA CIÊNCIA DA POLÍTICA: "A posteridade poderá saber que não deixamos, pelo silêncio negligente, que as coisas se passassem como num sonho." A frase, de Richard Hooker, terá sido o testemunho mais perspicaz daqueles tempos loucos da Reforma na Inglaterra. Os brasileiros terão, ao menos, os livros de Olavo de Carvalho e de Bruno Tolentino, esses dois gigantes que não se deixaram enlouquecer e nem abandonaram a arena e nem venderam a alma por algumas moedas de prata. Não se calaram, não comungaram do silêncio cúmplice. Temos os nosso Hookers, se é que serve de consolo.

Ontem eu lia, ainda uma vez, o livro de Ortega y Gasset MEDITACIONES DEL QUIXOTE. Nos últimos artigos que escrevi sublinhei que Voegelin chamou a atenção para a segunda realidade que é criada pelos dementes revolucionários. Voegelin o fez muito didaticamente, se se quiser, sinteticamente, citando Dom Quixote como um exemplo acabado de alienação. Ortega, um espanhol diante do grande mestre da língua-mãe, investigou o fenômeno bem mais a fundo. Demonstrou que tudo começa na Renascença, quando os europeus decidiram se descolar do real. O gênero romance é o mais adequado para dar conta dessa situação fantástica e a obra de Cervantes é precisamente aquela que o inaugurará. Não terá sido uma mera coincidência.

Ortega mostra como a segunda realidade se coloca e os homens modernos simplesmente se recusam a ver moinhos de vento quando querem enxergar gigantes no seu lugar. Nenhum Sancho Pança será capaz de enfiar a realidade como ela é na cabeça do louco voluntário.

Alguém poderia inquirir: "Por que se incomodar com os loucos? Deixemo-los à sua loucura". Ora, se a questão fosse assim tão simples, não haveria problema algum. O ponto é que os loucos querem se tornar governantes, o que de fato tornam-se, e, a partir do poder, querem moldar os homens à sua loucura. A isso se chamou de engenharia social, cujo nome mais conhecido é socialismo. Meu caro leitor, quantos eleitores socialistas você conhece? Quantos políticos socialistas você conhece? Quantos governantes socialistas você conhece? Pois bem, todos eles são malucos de pedra e querem o poder para, loucamente, governar o Brasil. O caso mais trágico de loucura levada à forma de governo foi o da ex-URSS. O mais espetacular o de Hitler. Custaram milhões de mortos. Estamos a ver agora o caso venezuelano (acabei de ler na internet que Chávez vai estatizar o banco Santander). E também o brasileiro. Quantos milhões de indivíduos foram sacrificados em nome dessa loucura socialista? Quantos mais serão?

Acabei de ler no site do UOL também que os mais destacados membros do governo Lula estão citados no computador do terrorista Raúl Reyes, morto em boa hora pela Forças Armadas da Colômbia. Ministros, deputados, a alta hierarquia do PT, todo mundo, direta ou indiretamente citados como cúmplices e colaboradores das FARC, o que torna nossos governantes cúmplices de terrorismo, seqüestro, tráfico de drogas e tudo aquilo que as FARC têm praticado. Numa palavra, é uma perfeita loucura, é como se tivéssemos um governo delinqüente.

Governar de forma demencial tem conseqüências dramáticas, como a destruição da economia, a transformação do sistema jurídico em uma prisão e as forças do Estado numa ameaça perene contra as pessoas, em virtude da criminalização das banalidades da vida. E trás também a guerra. Se, de fato, a responsabilidade dos membros do PT for tudo isso que diz o UOL há um risco até de conflito armado com a Colômbia, o que equivale a um conflito com os EUA. Alguém poderia me dizer se não é a mais arrematada loucura, esta hipótese? Pois é disso que estamos falando. Não nos esqueçamos do recente bombardeio ao acampamento das FARC no Equador, precisamente para matar Raúl Reyes.

Não devemos subestimar o assunto e rir-nos nervosamente, virando para o lado da tela do computador a nossa vista, a modo de esquecer. De te fabula narratur. Ninguém escapará de ser cobrado pela cumplicidade, ainda que esta tenha a forma de um mísero voto, um voto como aqueles que elegeram Hitler.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".


José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP e editor do site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado". E-mail: nivaldocordeiro@yahoo.com.br

Publicado no site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado".
Quinta-feira, 31 de julho de 2008.



DESABAFO DE MILITAR – Major Frederico Ramos Pereira



Presidente Uribe, após tocar a "pata do tinhoso", convém lavar as mãos com água-benta.

Wednesday, July 16, 2008

A corrupção é o resultado do aparelhismo do Estado pelas ratazanas lulo-petistas.

Foto: Um petista em ação na administração pública.











































Ciranda da corrupção: novos fatos e velhos personagens
por Paulo Carvalho Espíndola

Passa o tempo e fatos novos surgem com velocidade cada vez maior na ciranda da corrupção no Brasil, mas o governo é o mesmo, assim como os personagens do mar de lama.

O interregno entre os escândalos reduz-se a poucas horas. Algemas policiais em peixes graúdos não mais escandalizam uma opinião pública já entorpecida diante de tanta desonestidade. O orgulho de ser brasileiro nem no futebol ora encontra respaldo, em vista dos tropeços e da bisonhice da seleção canarinho. Entretanto, Lula e seu governo continuam batendo recordes de popularidade, num fenômeno que Freud jamais explicaria.

As supostas motivações políticas do assassinato de Celso Daniel - lembram-se dele? - quedaram-se no esquecimento e sequer o Ministério Público encontra ânimo para prosseguir investigando, malgrado ruidosos indícios contra a alta cúpula do Partido dos Trabalhadores nesse crime brutal. Se não me falha a memória, os fatos seriam conseqüência de corrupção eleitoral e enredaram figuras de proa como: José Dirceu, a velha eminência parda do regime; Gilberto Carvalho, hoje chefe-de-gabinete do presidente Lula; Luiz Eduardo Greenhalg, preposto do partido, que teria cumprido o encargo de abafar o caso e mascarar evidências; e outros do baixo clero petista.

O escândalo do mensalão, as cuecas recheadas de dólares, as trapalhadas de Pallocci versus caseiro Francenildo, o dossiê de Dilma Rousseff, os cartões corporativos, as CPI de pizzaiolos, as propinas do Severino, a compra da Varig, hoje parecem coisas do passado e até saíram do anedotário político por não terem mais graça, inclusive alguns porres do presidente flagrados por fotógrafos abelhudos. Por oportuno, Lula há poucos dias, na iminência de sancionar a lei seca, teve a descerimônia de declarar que o seu último porre foi na copa do mundo 1974, após a derrota da seleção para a Holanda...

Curiosamente, porém, porres e cuecas à parte, em toda essa barafunda pontuam velhos personagens, gravitando direta ou indiretamente na endêmica sujeira nacional: José Dirceu, Gilberto Carvalho, Luiz Eduardo Greenhalg, Marcos Valério, Delúbio Soares, Roberto Teixeira, Naji Nahas e mais vários santos, como se vê nas páginas da revista “Veja”, edição de 16 de julho de 2008, na reportagem sob o prende-e-solta de Daniel Dantas, o agora inimigo público número um do governo.

Lamentável em tudo isso é que, além do transbordamento desse mar de corrupção, se abriu grave crise no seio do Judiciário e mais uma picuinha entre este e o Executivo.

É ainda mais curioso que Lula tenha reunido o conselho político do seu governo para discutir o imbróglio da operação Satiagraha e da prisão de Daniel Dantas. Será demonstração de zelo ou medo do que poderá vir à tona?

Oficialmente sóbrio, Lula há poucos dias resolveu dar curso a mais uma de suas fanfarrices imbecis, afrontando explicitamente o povo norte-americano, ao exaltar a vitória dos vietcongues na guerra do Vietnã. Ao lado da sua sorridente comitiva de ex(?) - comunistas brasileiros, o apedeuta escarneceu dos milhares de jovens mortos nessa guerra cruel e do que ela representa para o povo americano. Com qual propósito Lula ofendeu o aliado histórico e o maior parceiro comercial do Brasil? Que diplomacia é essa que olvida as mais caras tradições da casa de Rui Barbosa para pôr em prática a política externa de aloprados como Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim, Dilma Rousseff e demais “itamaratecas” do comuno-petismo? O boquirroto falou em nome de quem, se o povo brasileiro não lhe dá carta-branca para tanta verborragia irresponsável? Não se assustem e nem sejam levados por patriotadas de arquibancada se o governo americano retaliar de algum modo.

Enquanto isso, no Brasil, algemas, presos, advogados e juízes mostravam ao mundo a lavação da imundície verde-amarela.

Voltando à ciranda, será que desta vez se rasgará a máscara do cego-surdo-mudo? É humanamente impossível alguém enganar um povo inteiro por tanto tempo.

Um dia a casa cai na cabeça dessa gente.

Esperemos, com olhos no futuro e com as mãos nos bolsos para defender o nosso dinheiro pelo menos, uma vez que a honra nacional já está pra lá de indefensável.


Paulo Carvalho Espíndola é Coronel do Exército Brasileiro.








Publicado no site "TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais" (Regional Brasília).
Quarta-feira, 15 de julho de 2008.


Tabuleiro e xadrez – Francisco Marcos


Monday, March 17, 2008

Celso Daniel: A verdade levará Lula para a cadeia
e dará fim ao petismo para sempre. Este é o caminho!










































Oito mortos e dois refugiados políticos. Crime comum?
por Hugo Souza

O caso do doleiro Toninho da Barcelona, condenado a exagerados 25 anos de cadeia mais por ser o "doleiro do PT" e menos por ser um simples doleiro, mostra que no Brasil ainda se corre o risco de os rigores da lei serem instrumentalizados para fazer de contraventores comuns presos políticos encarcerados em presídios de segurança máxima. Por outro lado -- senão o mesmo -- os desdobramentos do sequestro e assassinato em 2002 do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, fizeram com que dois brasileiros tenham sido declarados como refugiados políticos no exterior, mais de 20 anos após o fim da ditadura militar no Brasil.

Ameaçados de morte por insistir na elucidação do sequestro e da morte do petista, Bruno José Daniel Filho e Marilena Nakano, irmão e cunhada de Celso Daniel, e seus três filhos deixaram o Brasil rumo à França em março de 2006. Lá, entraram com um pedido de asilo político junto ao Ofício Francês de Proteção aos Refugiados e Apátridas (OFPRA), órgão competente para avaliar solicitações de abrigo a pessoas que sofrem perseguição política em seus países de origem.

Para isto, apresentaram ao OFPRA depoimentos de amigos e reportagens de jornais brasileiros que relatavam as ameaças. Pedido feito, pedido aceito: foram reconhecidos pelo governo francês como cidadãos brasileiros perseguidos politicamente e, portanto, dignos de acolhimento em um país que lhe garanta segurança física e liberdade de expressão.

Não lhes faltaram razões para temerem ser mortos caso permanecessem no Brasil. Aqui, Bruno Daniel e Marilena Nakano lutavam para descobrir as razões e os mandantes do assassinato. O problema é que, ao que tudo indica, a mera possibilidade de as reais motivações do crime virem à tona já deixou mais sete cadáveres pelo caminho, além do próprio Celso Daniel.

Três meses depois da morte do ex-prefeito, o detento Dionísio Severo foi morto na cadeia, apenas dois dias depois de ter dito que teria informações sobre o caso. Ele foi apontado como o contato entre o empresário Sérgio Sombra, acusado pelo Ministério Público do estado de São Paulo de ser o mandante do crime, e os autores do assassinato. Dionísio Severo foi resgatado da cadeia, de helicóptero, dois dias antes da morte de Celso Daniel, sendo depois recapturado. O homem que abrigou o foragido neste meio tempo, Sérgio "Orelha", também foi morto. Otávio Mercier, investigador de polícia que ligou para Severo na véspera do sequestro de Celso Daniel, levou dois tiros dentro de sua casa.

Sem perder a conta -- Depois de Celso, Dionísio, Sérgio "Orelha" e Otávio -- a lista de cadáveres foi acrescida com o de Antonio Palácio de Oliveira, garçom que na noite do sequestro do ex-prefeito serviu a mesa de uma churrascaria em São Paulo em que estavam Celso Daniel e Sérgio Sombra. Foi morto em fevereiro de 2003. Portava documentos falsos e tinha recebido um depósito de R$ 60 mil em sua conta corrente.

Vinte dias depois foi a vez de Paulo Henrique Brito, única testemunha da morte do garçom Antonio Palácio de Oliveira. Em dezembro de 2003, o agente funerário Ivan Moraes Rédua levou dois tiros pelas costas. Ele havia sido o primeiro a reconhecer o corpo de Celso Daniel, ainda jogado na estrada, e a chamar a polícia.

Até aqui, a última morte suspeita ligada ao caso foi a do médico-legista Carlos Delmonte Printes, que examinou o cadáver de Celso Daniel. Ele dizia que o ex-prefeito de Santo André foi brutalmente torturado antes de ser assassinado. O doutor foi encontrado morto em seu escritório na Zona Sul de São Paulo, no dia 12 de outubro de 2005. O laudo oficial sobre a morte do legista concluiu que ele cometeu suicídio.

Menos de um mês antes de morrer, Carlos Delmonte Printes foi ao Programa do Jô, da Rede Globo. No ar, disse que recebeu pressão de políticos para que concordasse com a hipótese de crime comum, que considerava "inverossímil". Ele disse ainda: "Eu fui proibido de falar pelo diretor do Instituto Médico Legal. Bem mais tarde, depois que eu comuniquei o fato ao Ministério Público, eles alegaram que era para a minha proteção e em seguida foi decretado segredo de Justiça".

Entre os políticos que o teriam pressionado, Carlos Delmonte Printes citou o deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh. Curiosamente, foi também Greenhalgh o petista acusado de dar tapas na cara de Rodolfo Rodrigo do Santos, o "Bozinho", para que o bandido confessasse o assassinato de Celso Daniel. Bozinho confessou, mas depois voltou atrás, alegando ter admitido o crime sob tortura.

Luiz Eduardo Greenhalgh, aliás, foi o petista derrotado na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados no início de 2005. O vencedor foi o candidato "independente" Severino Cavalcanti. Entre o que o doleiro Toninho da Barcelona diz saber, está a informação de que o PT compensou a derrota de Greenhalgh com a compra do apoio de Severino ao governo pelo preço de R$ 8 milhões.

E mais: entre o que Toninho -- o da Barcelona -- diz ainda saber e não o deixam contar estão informações sobre remessas ilegais para o exterior de dinheiro proveniente de empresas de transportes da cidade de Santo André, o que pode esclarecer algo sobre o assassinato do prefeito da cidade. Como se sabe, a hipótese de crime político para a morte de Celso Daniel provém da suspeita de que ele não concordava com um esquema de propina envolvendo estas empresas - esquema que serviria para financiar campanhas do PT.

Em janeiro deste ano, o advogado Hélio Bicudo tornou públicas duas cartas enviadas da França por Bruno Daniel e Marilena Nakano, uma endereçada a ele próprio, a outra destinada à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie. À ministra, os dois expressam preocupação com o fato de Sérgio Sombra ter enviado ao Supremo uma solicitação na qual contesta a constitucionalidade do poder de investigação do Ministério Público.

Também em janeiro, Bruno Daniel concedeu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo na qual acusa o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, de ter levado dinheiro de um esquema de financiamento do PT para o ex-presidente do partido, José Dirceu. Bruno Daniel disse ainda ao Estado que Gilberto Carvalho não teria feito "nada de concreto" para esclarecer o crime.

Gilberto Carvalho respondeu dizendo que a atitude de Bruno Daniel e Marilena Nakano de buscar asilo político na França é fruto de uma "opção pessoal". Sobre a vontade dos dois de retornar ao Brasil, o assessor do presidente Lula disse ainda que "somos um país democrático, com todas as instituições funcionando em plena normalidade. Sua volta ao Brasil é bem-vinda".

Sobre a lista de oito cadáveres, de Celso Daniel ao legista Celso Delmonte Printes, Gilberto Carvalho não falou. No entanto, caso seguisse a mesma postura, poderia se valer da frase que no terceiro filme da trilogia de Francis Ford Coppola a filha de Dom Corleone ouviu do primo mafioso quando perguntou se era verdade que o pai havia mandado matar o próprio irmão: "São apenas histórias".


Publicado no site "Opinião e Notícia".
Quinta-feira, 13 de março de 2008.




Doleiro do PT é perseguido pelo governo – Hugo Souza (Opinião e Notícias)
 
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