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Saturday, January 26, 2008

Antigamente estes dois seriam chamados de boiolas, e hoje?
Hoje, só dão nojo!

Na seqüência de fotos abaixo, temos uma pequena exibição de quão asquerosos são os personagens que "governam" este bordel chamado Brasil. Que Deus nos livre!


Foto: jornal "O Globo" de 26/01/2008.

























Foto: "Jornal do Brasil" de 26/01/2008.








































Foto: jornal "O Globo" de 26/01/2008.

































Foto: "Jornal do Brasil" de 26/01/2008.

Wednesday, October 31, 2007

Eis o 3º, o 4º, o 5º, o 6º ... mandatos!










































Se colar, colou
por Dora Kramer

Até agora, as negativas do presidente Luiz Inácio da Silva sobre o desejo de disputar um terceiro mandato já na próxima eleição soavam convincentes. Menos pela pregação em favor da alternância de poder e mais pela falta de condições objetivas para fazer uma mudança dessa natureza na Constituição.

Mas a entrada do deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) em cena, defendendo clara e objetivamente a proposta sem ser desestimulado pelo maior (em tese) desinteressado, convenhamos, altera a crença na sinceridade presidencial.

Para usar uma expressão do agrado de Lula, o dado concreto é que o presidente não deixa esse samba morrer. Primeiro, fala de sucessão e eleição dia sim, outro também. Segundo, se não quisesse mesmo conversa sobre o assunto simplesmente diria ao amigo dos tempos de sindicalista no ABC para deixar isso para lá.

Lula tem intimidade e autoridade mais que suficientes para isso. Se nem adversários - ou contrariados como aqueles empresários que na semana passada entraram numa reunião com ele falando grosso e saíram falando fino - têm coragem de enfrentar Lula, que dirá um fiel camarada como Devanir Ribeiro.

No âmbito de governo, é preciso ter claro, nada se faz contra a vontade do presidente. Muito menos em se tratando de um presidente voluntarioso como Lula. É a notória frase de José Dirceu: “Nada fiz sem o conhecimento do presidente.”

É assim que a banda toca lá pelos lados do Planalto. Tocou assim quando o então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, defendia a tese da reeleição, enquanto Fernando Henrique negava, e continua tocando assim, até em ritmo mais acentuado.

Não que Lula já tenha na cabeça o roteiro da tentativa de prosseguir na Presidência nem que dê sinais de empenho pessoal para levar adiante uma proposta institucionalmente indefensável.

Mas está claro que não desestimula. Parece agir na base do se colar, colou. Não colando, pode sempre dizer que não tem nada a ver com isso, como de resto está dizendo. Mas, e se por uma ínfima chance, prosperar?

Se acontecer, já está ficando fora de dúvida, o presidente surfará nessa onda.

Note-se o seguinte: o PT e Lula, tão pródigos na denúncia de golpes e conspirações, não aplicam o mesmo conceito à tese do terceiro mandato. Fosse outro o presidente e a proposta viesse de um aliado assim tão próximo, o que estariam dizendo os petistas? É golpe!

No entanto, o que se ouve do presidente Lula é a vontade inescapável de voltar a “fazer um coelhinho assado”, são alertas de que democracia não é brinquedo.

Postas na balança onde no outro prato se põe a proposta e a origem de seu autor, as declarações soam leves, prontas a se desmanchar, voláteis, no ar.

Reeleição, o retorno

O grão-tucanato arquivou, mas não desistiu da idéia de pôr fim a uma de suas criaturas, a reeleição. Leva o assunto em banho-maria agora e retoma o debate com vigor depois da eleição municipal de 2008.

Tirando os dois ou três tucanos que sempre foram contra a tese - mesmo quando criada para dar um segundo mandato a Fernando Henrique Cardoso -, a maioria se move pela conveniência eleitoral, já que o fim da reeleição teoricamente aplaca o apetite petista por um terceiro mandato, pois cria expectativa próxima (no pleito seguinte) de volta ao poder para Lula e facilita as negociações internas no PSDB.

Quem perder a indicação para candidato a presidente em 2010 fica seguro com a perspectiva de um horizonte mais curto para disputar o cargo. Não em 2014, mas 2015, porque o plano é ampliar o mandato do eleito em 2010 para cinco anos.

Delenda Berzoini

Candidato à presidência do PT pela chapa A Esperança é Vermelha, da esquerda petista, Valter Pomar faz algumas observações sobre a disputa interna em geral e sobre as críticas de partidários de José Eduardo Cardozo, mais exatamente o governador de Sergipe, Marcelo Déda, em particular.

São quatro os pontos destacados por Pomar.

1. “O chamado Campo Majoritário controlou o diretório nacional de 1995 a 2005, chegando a ter 70% dos votos, graças ao apoio de outras tendências e lideranças, inclusive Jilmar Tatto e José Eduardo.”

2. “Marcelo Déda fez parte do Campo Majoritário até 2005, o que não desmerece suas críticas, em alguns aspectos muito parecidas com as nossas.”

3. “Ricardo Berzoini é favorito para ir ao segundo turno, mas não é favorito para vencer. Isto, claro, se as outras candidaturas, que deveriam anunciar desde já se estão mesmo dispostas a derrotar Berzoini, estiverem unidas na etapa final.”

4. “Por fim, não está claro quem irá ao segundo turno, não há pesquisas. O único parâmetro (as eleições internas de 2005) indicam que há três candidaturas disputando a vaga e não apenas duas (Tatto e Cardozo), como você cita.”

Incluída, pois, está a esquerda na ofensiva para derrubar o candidato de Lula à presidência do PT.



Dora Kramer é Jornalista especialista em política, comenta no jornal O Estado de S.Paulo os bastidores do poder e as análises das principais decisões políticas que mexem com nosso dia-a-dia. Passou pelo Diário Popular, pela Agência Folha e pelo Jornal do Brasil. Consagrou-se, nestes mais de vinte anos, como uma das jornalista mais influente do País






Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Terça-feira, 30 de outubro de 2007.



Monday, October 15, 2007

"El chancho": Um porco fedorento e baitola assassino.

Aqui uma boa foto para estampar em camisetas, com todo o charme do "Che".


































Che – O mito macabro
por Ipojuca Pontes
"Não sou Cristo nem filantropo; sou todo o contrário de Cristo"
"Che" Guevara em carta familiar

No próximo dia 23 de outubro, em sessão especial, o Senado Federal vai prestar homenagem à memória do mitológico Ernesto "Che" Guevara. Como se sabe, há 40 anos o "Che", tentando levantar uma revolução comunista nas selvas da Bolívia, foi capturado por pequena tropa comandada pelo capitão Gary Prado, do Exército boliviano e logo depois executado pelo tenente Mario Téran - não sem antes implorar pela vida: "Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto".

O requerimento para a estranha celebração política é de autoria do obscuro senador José Nery (PSOL-PA) - que responsabilizou o "imperialismo ianque" pela morte do aventureiro mas cuja desgraça, sabe-se, foi urdida pela vontade de Moscou, Fidel Castro e o PC boliviano – e tem a aprovação de outro político esquerdista, Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado.

Como registrei no meu livro "Politicamente Corretíssimos" (Toopbooks, Rio, 2003), o mito Guevara não corresponde nem de longe à realidade dos fatos. Salvo pela "revolução cubana" – efetivada, em parte, pela inação dos Estados Unidos que abandonaram o sargento Fulgêncio Batista e no início ajudaram Fidel Castro nas escaramuças de Sierra Maestra - a vida do cruel revolucionário foi um completo fracasso: na órbita familiar, no amor, à frente de ministério e banco, como comandante, "diplomata" e guerrilheiro, para não falar no "ideólogo do foquismo" - sua trajetória humana e social tributa larga soma de erros e equívocos que nem mesmo os biógrafos mais entusiastas (entre eles, Jon Lee Anderson) conseguem dissimular.

Com efeito, filho de mãe "possessiva" e produto de um lar "excêntrico", desde cedo o "Che" só fez acumular fracassos. Por exemplo: quando, como estudante, aspirava (em Córdoba/Argentina) realizar casamento "burguês" com a prima rica Chinchina Ferreyra, que o repudiou; ou como presidente do Banco Nacional Cubano, levando a moeda e a economia da ilha à completa insolvência; ou ainda como ministro da Indústria de Cuba, quando fracassou miseravelmente ao lado de Fidel, na obtenção de 10 milhões de toneladas de açúcar que nem de longe atingiu; e nas frustradas negociações com a Nomenklatura soviética em que pedia ajuda para industrializar Cuba e teve como resposta um sonoro "não"; e na sua doentia pretensão de criar o "homem novo" e a "sociedade nova" – enfim, em tudo que o desastrado guerrilheiro colocou as mãos, só demonstrou elevado grau de incompetência e insensatez.

No levantamento dos sucessivos fracassos de Guevara, propositadamente escondido pelos criadores de mitos, o que chama atenção, no terreno em que se dizia "especialista", é a sua derrota para os 100 mercenários do Coronel Mike Hoare nas planícies do Congo, em 1965. Vale a pena lembrar.

Excluído da vida política e administrativa de Cuba pelos russos, que sustentavam com bilhões de dólares o banquete de "la revolución" e não o queriam por perto, Guevara saiu mundo afora. Sua idéia era criar "um, dois, muitos Vietnãs" para debilitar o "imperialismo ianque". Julgando oportuno e financiado por Ben Bella (leia-se "petróleo argelino") e contemplado com armas chinesas, rumou para o Congo (ex-belga) e se juntou às tropas rebeldes de Laurent Kabila, o jovem aspirante a ditador que, por sua vez, queria derrubar o governo de Moise Tshombe e tomar o seu lugar.

Com 127 guerrilheiros cubanos e 3 mil soldados congoleses bem armados, Guevara se internou nos charcos do país africano e tentou derrubar Tshombe. Seus objetivos no Congo eram, pela ordem, privar as fontes financeiras do governo provenientes das minas, obrigar a Bélgica a reconhecer o novo Estado revolucionário, controlar os minerais estratégicos para benefício do bloco socialista e, mais tarde, levar sua guerrilha até Angola.

Diante da ameaça, Tshombe contratou os serviços do Coronel Mike "Mad" Hoare, mercenário sul-africano, especialista em guerra de movimento nas selvas. Conforme registra o historiador Miguel A. Faria, em "Escape of from lost paradise" (Hacienda Publishing, 2002), as derrotas dos guerrilheiros do "Che" no Congo, foram "desmoralizantes". Na batalha pela hidrelétrica de Bendela, por exemplo, Hoare eliminou boa parte do exército congolês e botou os guerrilheiros cubanos a correr.

Na batalha de Fizi Baraka, nas proximidades do Lago Tanganica, Hoare encurralou Guevara e suas tropas, atacando-as pela retaguarda, de madrugada, destruindo o serviço de comunicação e o centro de abastecimento da guerrilha. No entrechoque fatal, Hoare eliminou 125 soldados congoleses e deixou pelo chão mais de 600 feridos. O "Che", que tinha prometido aos seus comandados "devorar" com as próprias mãos os adversários vencidos, bateu célere em retirada. No seu próprio diário sobre a experiência militar do Congo ("Passagens da guerra revolucionária: Congo" - Record, Rio, 2005), diz que a experiência foi um "fracasso absoluto" e justifica a clamorosa derrota pela "indisciplina" dos soldados congoleses - que, por sinal, diga-se de passagem, eram também canibais, pois comiam o fígado e o coração dos inimigos.

(Depois da fuga humilhante, irritado com a derrota incontornável, o "Che", vendo um dos seus guerrilheiros em conversa íntima com uma africana, ordenou que o comandado ficasse de joelhos e, em seguida, deu-lhe malvadamente um tiro bem no meio da testa).

Numa carta dirigida à primeira esposa, Hilda Gadea, o carrasco que de arma em punho matou vários presos políticos na prisão de La Cabaña, e que era movido pelo ódio como fator de luta, escreveu: "Querida velha. Estou na selva cubana, vivo e sedento de sangue".

É uma figura assim, transformada em santo pela eficiente máquina de propaganda marxista, que o Senado Federal, em detrimento dos verdadeiros heróis, vai homenagear.

É o fim!


Ipojuca Pontes é jornalista, cineasta e escritor, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Foi também Secretário Nacional da Cultura no governo Fernando Collor de Mello.






Publicado no site "MídiaSemMáscara
Segunda-Feira, 15 de outubro de 2007.




"Che", bicha e porco - Ipojuca Pontes

Friday, May 25, 2007

Vade retro, homossexualismo repressor!

Foto: Quadro “La Peste” do pintor e escritor argentino Jorge González Badiali.



































Porcaria de lei
por Olavo de Carvalho

Ilustres senhores parlamentares: Vossas Excelências podem votar, se quiserem, essa porcaria de lei que proíbe criticar o homossexualismo. Podem votá-la até por unanimidade. Podem votá-la sob os aplausos da Presidência da República, da ONU, do Foro de São Paulo, de George Soros, das fundações internacionais bilionárias, do Jô Soares, do beautiful people inteiro.

Não vou cumpri-la.

Não vou cumpri-la nem hoje, nem amanhã, nem nunca.

Por princípio, não cumpro leis que me proíbam de criticar ou elogiar o que quer que seja. Nem as que me ordenem fazê-lo.

Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus, quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal.

Nada é incriticável. Quanto mais o simples gostinho que algumas pessoas têm de fazer certas coisas na cama.

Nunca na minha vida parei para pensar se havia algo de errado no homossexualismo. Agora estou começando a desconfiar que há. Nenhuma coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões. Quem está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário com a prova da sua ignorância e má-fé. Só quem sabe que está errado precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua fraqueza à mostra.

Sim, senhores. Nunca, ao longo dos séculos, alguém rebaixou, humilhou, desmascarou e escarneceu da comunidade gay como Vossas Excelências estão em vias de fazer.

As pessoas podem ter acusado os homossexuais de fingidos, de ridículos, de tarados, de pecadores. Ninguém jamais os qualificou de tiranos, de nazistas, de inimigos da liberdade, de opressores da espécie humana. Vossas Excelências vão dar a eles, numa só canetada, todas essas lindas qualidades.

Depois não reclamem quando aqueles a quem essa lei estúpida jura proteger se tornarem objeto de temor e ódio gerais, como acontece a todos os que tomam de seus desafetos o direito à palavra.

Quem, aprovada a PLC 122/ 06, se sentirá à vontade para conversar com pessoas que podem mandá-lo para a cadeia à primeira palavrinha desagradável? Os homossexuais nunca foram discriminados como dizem que o são. Graças a Vossas Excelências, serão evitados como a peste.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Jornal do Brasil".
Quinta-feira, 24 de maio de 2007.





Desproporção monstruosa – Olavo de Carvalho

Monday, May 07, 2007

PLC 122/2006: A força da PTrastia.








































“Quem faz gosto a macho, é barbeiro, que alisa o freguês na cara, passa o pente e bota cheiro.”
Antigo provérbio português. (Que me perdoem os barbeiros)
Bootlead



Precaução elementar
por Olavo de Carvalho

Não acreditar em nada que seja apresentado como fato pela Folha de S. Paulo ou por sua associada UOL é uma precaução tão elementar quanto trancar as portas e janelas à noite. Vejam por exemplo a matéria sobre a aprovação do projeto Mathew Sheppard pela Câmara de Representantes dos EUA, em gonline.uol.com.br. Desde logo, nem uma palavra sobre a promessa formal do presidente Bush de vetar a medida “anti-homofóbica” se ela chegar à sua mesa, isto é, se não for logo rejeitada pelo Senado. Sem essa informação, o leitor fica imaginando que o projeto já virou lei. Como notícia, não vale nada, mas vale muito como estímulo à aprovação da PLC 122/2006, o equivalente nacional daquele projeto. Leitores persuadidos de que a legislação pró-gay já está em vigor na pátria do conservadorismo se sentirão decerto inibidos de condenar como radical de esquerda a sua equivalente nacional. É um dos mais velhos truques do esquerdismo jornalístico brasileiro: usar notícias americanas, devidamente alteradas, como entorpecente para anestesiar a direita local, que, verdade seja dita, jamais deixa de cair no engodo com uma docilidade admirável.

Logo em seguida a agência informa que “a lei em questão foi renomeada como Matthew Shepard Act em homenagem ao estudante Matthew Shepard, que foi brutalmente e homofobicamente assassinado em 1998 e, desde então, se tornou marco na luta homossexual americana por direitos iguais”. O assassinato de Mathew Sheppard não teve nada de homofóbico. Os bandidos mataram para roubar. Eles apenas se fingiram de homossexuais para mais facilmente ganhar a confiança do estudante e poder seqüestrá-lo. O homossexualismo da vítima foi instrumento, não motivo do crime.

Apesar disso, o movimento gay imediatamente inventou um jeito de tirar proveito publicitário do delito, atribuindo-o a um “clima de ódio” anti-homossexual e jogando a culpa de tudo nos cristãos, como se a motivação dos assaltantes tivesse sido um preceito evangélico.

Com a maior sem-cerimônia, o UOL endossa a versão publicitária e a vende como notícia líquida e certa. É fraude jornalística em estado puro. Mas não se pode dizer que não tenha precedentes. O exemplo vem de cima. Todos os grandes jornais e redes de TV dos EUA fazem a mesma coisa, já que pertencem a grupos político-financeiros globalistas interessados em fomentar a homossexualidade como meio de controle populacional junto com o abortismo. Com o mesmo cinismo com que transformam um assalto à mão armada em prática religiosa, seguem um rigoroso critério seletivo no que diz respeito às relações entre sexo e homicídio: quando a vítima é gay ou lésbica, sua preferência sexual é trombeteada aos quatro ventos, mesmo que não tenha nada a ver com o delito. Se, ao contrário, quem é homossexual é o assassino, este fato é omitido por completo, mesmo quando diretamente relacionado ao motivo do crime. No famoso massacre de Columbine, pelo menos um dos dois garotos assassinos era homossexual e ambos eram fanáticos anticristãos, tendo gravado um vídeo repleto de expressões de ódio explícito ao cristianismo logo antes de invadir a escola e fuzilar doze crianças. Nem uma palavra a respeito saiu nos grandes jornais ou nos noticiários de TV. Do mesmo modo, a pregação da professora Nikki Giovanni que inoculou na cabeça de Cho Seng-hui o ódio aos cristãos, aos judeus e aos brancos em geral é até hoje desconhecida dos leitores – ou, melhor dizendo, das vítimas – do New York Times e similares. É assim que se cria a lenda da homofobia epidêmica, encobrindo o fato brutal do anticristianismo e do anti-americanismo militantes, as maiores causas de delinqüência juvenil nos EUA, diretamente alimentadas pela elite iluminada que em seguida tira proveito dos efeitos letais de seus próprios atos, lançando as culpas sobre aqueles a quem deseja destruir.

Se não fosse pelo rádio e pela internet, milhares de notícias fundamentais para a compreensão dos estado de coisas permaneceriam totalmente inacessíveis ao público americano (a diferença entre os EUA e o Brasil é que neste último a elite iluminada que manda nos jornais domina também o rádio e a internet, não deixando espaço senão para a mídia eletrônica nanica e um ou outro colunista aberrante, no sentido técnico que esta palavra tem no contexto gramsciano). Mesmo com as verbas estatais que a alimentaram depudoradamente, a Radio America de Bill Clinton foi um fracasso. Nenhum veículo de esquerda pode concorrer com o WorldNetDaily no jornalismo eletrônico ou com os shows de Rush Limbaugh e Michael Savage no rádio. Isso explica o abismo entre o que os americanos e os brasileiros sabem dos EUA: a rádio americana não chega ao Brasil, só os programas de TV e o material traduzido dos jornais, isto é, o recorte esquerdista exclusivo. Mas explica também por que uma das primeiras iniciativas da sra. Nancy Pelosi após a conquista da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata foi sugerir a volta a um antigo regulamento da United States Federal Communications Commission que obrigava as estações de rádio a apresentar, junto com cada opinião emitida, a sua contrária. Esse regulamento, conhecido como “Fairness Doctrine” (mais ou menos “Doutrina da Decência”), vigorou numa época em que não existia a atual divisão de território, com os jornais e a TV à esquerda, o rádio e a internet à direita. Seu retorno, hoje, daria imediatamente aos esquerdistas, de mão-beijada, cinqüenta por cento do espaço dominante dos conservadores no rádio, deixando intacto o monopólio praticamente absoluto que a esquerda tem na TV e na mídia impressa. Do atual meio-a-meio, a divisão mudaria para 75 por cento contra 25 por cento. Do dia para a noite, os EUA se tornariam quase um Brasil petista em inglês (digo “quase” porque 25 por cento, para o anti-esquerdismo brasileiro, seria um sonho dourado muito acima das suas ambições atuais).

Por uma coincidência irônica, o único órgão da grande mídia que pratica usualmente a “Fairness Doctrine”, e o faz aliás por vontade própria e não por obrigação legal, é a FoxNews. Em cada acontecimento, em cada programa, os dois lados são ouvidos. Bill O'Reilly, conservador moderado nas idéias mas radical nas atitudes, praticamente só entrevista esquerdistas, batendo ou apanhando conforme a sorte do momento. E o programa que personifica a orientação geral do canal é o show de Sean Hannity e Larry Colmes, um conservador e um esquerdista que só estão de acordo em discordar a respeito de tudo. Pois olhem que isso basta para que a esquerda em peso considere a Fox um canal de extrema direita e até “parte integrante da máquina de guerra do governo Bush”.

Conto essas coisas para mostrar que o UOL tem a quem imitar. Mas há certos ardis mais grosseiros que só podem ser praticados à distância, porque aqui dariam na vista. No dia 17 de abril a agência punha a circular o seguinte parágrafo:

“Sacerdotes americanos se reuniram nesta terça-feira, dia 17 de abril, na Colina do Capitol, para pedir a aprovação da lei antidiscriminação em todo o país, agora rebatizada de Matthew Shepard Act. ‘Nós somos pessoas de fé e também somos pessoas que têm um compromisso com a verdade', afirmou o Reverendo William Sinkford, presidente da Unitarian Universalist Association.”

Descontemos o fato de que o redator semi-alfabetizado ignora o termo vernáculo “Capitólio”, usado desde há dois séculos para designar a sede do parlamento americano em vez do original inglês “Capitol”.

Qualquer criança de escola, nos EUA, sabe que os membros da Unitarian Universalist Association não são “sacerdotes americanos” tout court , mas um tipo muito, muito especial de sacerdotes americanos, diferentes de todos os outros. A Igreja Unitarista não é cristã. Não é nem é deísta, como Voltaire. O unitarismo declara-se “uma fé sem credo” e proclama que sua doutrina é uma mistura de princípios cristãos, judaicos, budistas, naturistas, ateístas e agnósticos. É, em suma, a religião da New Age, o que pode haver de mais antagônico ao cristianismo majoritário da população americana. Ao apresentar seus porta-vozes como “sacerdotes americanos”, o UOL induz o leitor a acreditar que os cristãos da América apóiam a legislação “anti-homofóbica” concebida para colocá-los na cadeia. Chamar isso de jornalismo é como chamar o Fernandinho Beira-Mar de empresário.

Porém ainda mais mentiroso é dizer, com o UOL, que a luta dos homossexuais americanos é “por direitos iguais”. Uma lei que criminaliza as críticas a uma opção sexual em especial e não concede a mesma proteção a todas as outras (muito menos à heterossexualidade monogâmica religiosa, contra a qual os doutrinários do gayzismo poderão continuar dizendo as maiores barbaridades, como aliás sempre disseram) é exatamente o contrário da igualdade de direitos. É a institucionalização de um privilégio. Pois justamente o que os adversários do projeto Mathew Sheppard mais alegam contra ele é o princípio constitucional da igualdade perante a lei. Mas como é que o leitor vai saber disso, se o UOL diz que tudo o que os homossexuais querem é a “igualdade”?

Não entendo por que até agora nenhum leitor indignado se lembrou de usar, contra esses abusos da mídia, o Código do Consumidor. Se um jornal ou agência promete cobertura honesta e depois faz coisas como essa que acabo de mostrar, é obviamente culpado de propaganda enganosa. Por que não ensinar aos senhores da mídia, pelo meio mais simples e rápido, que eles não estão acima da lei?

Mas não pensem que estou falando do caso Folha-UOL em particular. Quando se trata das causas queridinhas do globalismo esquerdista (aborto, gayzismo, neo-racismo, ecologismo, feminismo, liberação das drogas, etc. etc.), toda a grande mídia nacional, sem exceção, se torna mentirosa ao ponto de raiar a sociopatia pura e simples. Não é preciso dizer que, em todos esses tópicos, seu acordo com o PT é completo e indiscutível. Ela só ataca o governo em questões menores, acusando sua ineficiência ou corrupção, como aliás a mídia comunista também podia fazer e fazia na própria URSS. São briguinhas de comadres sobre o fundo de uma uniformidade ideológica espantosa, subsidiada, de parte a parte, pelas mesmas fontes internacionais.

***

Por falar nisso, vocês repararam que na mídia nacional o Champinha deixou de ser o assassino de Liana e Felipe e se tornou “um jovem envolvido” nesse crime? Quanta delicadeza! Quantos cuidados paternais! Se ao menos nossos jornais e jornalistas tivessem idêntica gentileza para falar das vítimas, este país seria mais suportável.

***

Perceber os nexos lógicos entre sentenças é coisa que qualquer criança faz espontaneamente e um macaco, se bem treinado, não ficará longe disso. O raciocínio lógico, no fim das contas, não passa de um automatismo, e é por isso mesmo que pode ser imitado por máquinas. Mais difícil, e infinitamente mais importante, é captar a ligação entre o encadeamento lógico-verbal e as conexões reais entre coisas, fatos e ações. Isto requer algo mais do que raciocínio lógico: requer imaginação. Mas a imaginação segue a vontade. Quando você não quer entender alguma coisa, com a maior desenvoltura corta os elos entre os dois tipos de nexos e, sem deixar de compreender perfeitamente bem a demonstração lógica, torna-se incapaz de captar a conexão real que ela significa.

É uma espécie de psitacismo voluntário, ou melhor, um psitacismo que começa por um ato de vontade e se torna depois um cacoete incurável. Não conheço um só brasileiro que, em maior ou menor medida, não padeça desse mal. Digo isso porque há quarenta anos o combato em mim mesmo, e de vez em quando ainda me pego raciocinando no vazio. É uma doença terrível. Os políticos, então, já morreram dela faz tempo, e só continuam vivos em aparência. Não há UTI cognitiva que os recupere. É pois com absoluto ceticismo que ofereço aos senhores parlamentares as seguintes considerações sobre o projeto de lei PLC 122/2006:

Proteger contra críticas uma determinada preferência sexual mas não as outras é discriminação ostensiva e irracional. Aprovada a PLC, teremos a seguinte situação: se eu, num acesso de loucura, disser que o sr. presidente da República transar com a própria esposa é a abominação das abominações, ele nada poderá fazer contra mim; mas, se ele sair bolinando o sr. Marco Aurélio Garcia na sala da presidência, não poderei dizer nem uma palavra contra isso. (Não creio que ele venha a ter essa idéia, muito menos a realizá-la, é claro. Dou o exemplo extremo porque sua tipicidade esquemática é insofismável e é assim que se raciocina em ciência do Direito.)

Só há dois meios de contornar essa dificuldade: permitir que todas as preferências sexuais continuem expostas à crítica ou estender a todas, por igual, a proteção da lei. A primeira hipótese equivale a rejeitar in limine a PLC 122. A segunda implica que a preferência pela monogamia heterossexual indissolúvel, nos moldes religiosos, seja considerada – vejam vocês -- pelo menos tão decente e digna de amparo estatal quanto a perversidade polimorfa, o sadomasoquismo ou o sexo com animais. O próprio homossexualismo não poderá aspirar a mais privilégios do que essas outras variantes.

Mas aí surge uma nova dificuldade: a lei protegerá só o direito de praticar discretamente cada opção escolhida ou também o de alardear em público a sua superioridade em relação às demais? Dito de outro modo: se o legislador desiste de proteger uma só preferência e admite proteger todas, ele tem de optar, em seguida, entre (a) permitir a apologia ostensiva de todas, (b) proibi-las por igual ou (c) proibir a de algumas e vetar a das outras. Na hipótese “c”, voltamos ao problema da discriminação enunciado acima. Na hipótese “b” teremos instaurado a censura total em matéria de sexo, uma apoteose de moralismo repressor que nem mesmo a Santa Inquisição ambicionou criar. Na hipótese restante, nada poderá impedir que cada cidadão, se assim o desejar, proclame a sua preferência a única aceitável e saia falando mal das demais. É mais ou menos a situação que temos hoje, sem lei nenhuma para separar as opiniões proibidas e permitidas em matéria de sexo. É a liberdade.

Só há um problema: se a liberdade de falar em favor de uma opção sexual e contra as outras deixa de ser um mero costume espontâneo e se torna uma garantia legal, o legislador terá de esclarecer se essa garantia há de ser concedida a todos incondicionalmente ou se terá limites. O primeiro caso equivale consagrar como lei a ausência de leis a respeito do objeto dessa mesma lei (mais ou menos como a Constituição americana fez com a liberdade de imprensa: “Este Congresso NÃO fará leis a respeito”). É o que recomendo que Suas Excelências façam.

O segundo caso, porém, obrigará os senhores parlamentares a decidir se todos os motivos que o cidadão possa alegar para ser contra determinada opção sexual serão permitidos, ou só alguns deles. Por exemplo, será lícito ser contra o homossexualismo por motivos morais e religiosos, ou, ao contrário, só a falta do tesão respectivo será considerada motivo legítimo? Na primeira eventualidade, os religiosos continuarão falando mal do homossexualismo, e os homossexuais continuarão falando mal deles, todos sob igual proteção do Estado (considero isso a maravilha das maravilhas, mas ela requer precisamente a ausência de lei específica). Na segunda, o Estado consagrará um fator pessoal subjetivo -- o tesão, ou falta dele -- como único fundamento legítimo de qualquer opinião a respeito de sexo, proibindo toda tentativa de apelar a argumentos suprapessoais de qualquer natureza. As pessoas poderão justificar suas opções dizendo “gosto disto, não gosto daquilo”, mas serão proibidas de buscar razões superiores à mera preferência pessoal. A liberdade de gostar ou desgostar terá como contrapartida a proibição de pensar, ao menos em voz alta.

Nenhuma das dificuldades que aqui enunciei é apenas um obstáculo de ordem lógica. Todas são problemas reais, concretos e insolúveis que, se aprovada a PLC 122, logo aparecerão nos tribunais, exigindo dos senhores juízes decisões que, em todos os casos, resultarão em alguma injustiça patente.

***

Ao terminar de redigir este artigo sairei correndo para Washington D. C. Vou tentar entrevistar um grupo de deputados equatorianos que, perseguidos pelo presidente Correa, vieram pedir socorro à Comissão de Direitos Humanos da OEA. Vejam vocês como são as coisas. Esses opressores burgueses vieram sem um tostão para pagar hotel, dormem na casa de uma pessoa amiga em Washington, empilhados numa sala de três metros e meio por quatro. Se fossem pobres e oprimidos, estariam no Sheraton ou no Hilton, cada um numa suíte. A vida é assim.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal Diário do Comércio.
Segunda-feira, 07 de maio de 2007.





Desproporção monstruosa – Olavo de Carvalho

Sunday, March 18, 2007

Mais uma "suruba" petista"!

Fotos: Site Olavo de Carvalho


































































TRIO ELÉTRICO BAIANO
Na seqüência de fotos acima, tiradas durante o carnaval baiano, podemos ver a digníssima esposa do “desgovernador” da Bahia jacques wagner (PT), "dona fátima”, sendo incentivada pelo mesmo, (provavelmente embriagado ou talvez tenha “cheirado” alguma "coisa"), a praticar públicamente atos de lesbianismo com "dona flora”, que vem a ser a digníssima esposa do ministrelho da “descultura” gilberto gil. Tudo liberado, tudo em família, este é um país de GLS!


Lei contra homófobos: só pode ser coisa de petista aloprado...
por Félix Maier

No momento em que se arrastam crianças pelo asfalto até a morte, como o menino João Hélio Fernandes, no Rio de Janeiro, e que se estupram meninas aos montes, como Gabrielli Cristina Eichholz, que foi encontrada morta dentro de um tanque de batismo de uma igreja adventista de Joinville, SC, com Lula dizendo que “às vezes, a violência é questão de sobrevivência”, o Congresso Nacional cuida de um projeto muito mais urgente para o País do que o combate contra a bandidagem: a criminalização da “homofobia”.

Ninguém, por certo, tem o direito de perseguir uma pessoa pela cor da pele que possui, pela religião que segue ou pelo seu sexo (ou a falta de um que seja bem definido...). A Constituição Federal prevê deveres e direitos (infelizmente, mais direitos do que deveres) a todos os cidadãos brasileiros, e já existe um monte de leis que tratam do assunto. Todos são iguais perante a lei e as leis deveriam valer para todos. Infelizmente, não é isso que ocorre. Na Terra do Mico-Leão-Dourado, a lei beneficia apenas os ricos, os que têm boa posição social e as famigeradas “minorias”, que no Brasil são a vasta e irrefutável “maioria”: mulheres, crianças e adolescentes, índios, negros e, no futuro, também os homossexuais. Tudo perfeitamente dentro do modo “politicamente correto” besta de pensar.

Se vivêssemos em um país sério, não haveria necessidade de se criar mais uma lei com a finalidade específica para tratar de perseguições movidas contra homossexuais, como quer o Congresso. As leis existentes dão conta do assunto, caso alguém se sinta prejudicado em função de sua “terceira via” sexual. Se as leis valem para todos, por que tratar diferente os homossexuais, como se fossem alienígenas vindos de Vênus?

Um erro que vem se repetindo no Brasil, nas últimas décadas, é criar leis específicas, seja para índios, mulheres e menores de idade, seja para negros ou homossexuais. Se todos são iguais perante a lei, por que criar leis distintas para atender somente uma parcela da sociedade, como se essa fosse mais importante que a sociedade inteira?

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – e põe eca! nisso – é uma legislação que seria muito interessante para a Suíça, não para o Brasil, um país de primatas governado por primatas. O ECA já debutou na sociedade seus 15 aninhos, porém está totalmente defasado da realidade e necessita de uma urgente atualização. Em vez de promover o desenvolvimento e a proteção de crianças e adolescentes, o que o ECA faz é defender assassinos simplesmente porque ainda não completaram 18 anos. Toda mãe que perdeu um filho nas mãos de marginais sabe perfeitamente que bandido não tem idade. Um adolescente de 16 anos, no Brasil, pode votar para presidente da República, porém não pode responder pelos seus atos bárbaros, uma malandragem a mais criada por nossos cínicos políticos. Ora, um menino que já “afoga o ganso”, que consegue engravidar uma menina, é tecnicamente um adulto e assim deve ser tratado. A diminuição da maioridade penal deve ser exigida por toda a sociedade brasileira, não para 16 anos, mas para 12, 13 anos, que é a idade em que nossos bandidos “gentilíssimos” - como disse a Srª Mantega - já estão em condições de procriar. O mesmo deve ser aplicado às meninas: se pode engravidar, deve também responder por seus atos como uma pessoa adulta.

Recentemente, Lula aprovou com pompa e circunstância – tudo, no governo Lula tem pompa e circunstância, mesmo as “abobrinhas” que o Presidente profere – a Lei Maria da Penha, que tem por finalidade colocar no xadrez, com mais agilidade, o marido ou companheiro que tem o belo costume de bater na mulher. Ora, já existem leis e mais leis que tratam da questão da tortura, das lesões corporais, dos maus tratos, físicos ou psicológicos, que valem para todos, inclusive para as mulheres. Por que então foi criada mais essa bobagem? A pergunta que fica é a seguinte: e a mulher, tem o direito de meter o rolo de macarrão ou o salto alto do sapato na cabeça do marido, quando bem entender, sem que seja levada ao delegado de polícia, fugindo candidamente do xilindró? Lei Maria da Penha, a que desce a lenha! Obviamente, no cocuruto do marido...

A lei que o Congresso pretende aprovar, a favor dos homossexuais, é uma bobagem ainda maior do que a Lei Maria da Penha porque os males que trará serão em número infinitamente maior do que a turba que se reúne todos os anos na parada do “orgulho gay”, em São Paulo. Os primeiros a serem perseguidos, os futuros “refugiados homófobos”, serão todos os que professam a religião cristã, sejam católicos ou protestantes das mais variadas vertentes. Ou seja, a quase totalidade dos brasileiros. Porque está muito claro na Bíblia, em suas prescrições religiosas e morais, que a homossexualidade é um pecado que merece punição rigorosa e explica por que as cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas: “Aquele que dormir com macho, abusando dele como se fosse fêmea, morram ambos de morte, como quem cometeu um crime execrável: o seu sangue recaia sobre eles” (Levítico, 20, 13). Obviamente, houve uma evolução na sociedade, mesmo entre os judeus ortodoxos, e esse preceito do Antigo Testamento tornou-se letra morta. Entretanto, o padre e o pastor que fizerem menção a esse texto das Sagradas Escrituras em sua homilia, seriam levados diretamente para a cadeia?

Outro mal que a esdrúxula lei trará será a criminalização de toda palavra que se proferir contra os homossexuais, algo como já ocorre com os negros, caindo todos nós no buraco negro de uma espécie de “racismo do arco-íris”. Se alguém chamar um crioulo de “crioulo”, está sujeito a ser tratado como um criminoso quase tão odioso quanto um homicida, quando na verdade trata-se apenas de, no máximo, um insulto, nunca de um crime, e assim deveria ser tratado. Mas não é. Da mesma forma, se alguém vier a chamar um bicha de “bicha”, estará sujeito a sofrer as mesmas penalidades, caso seja aprovada no Congresso essa nova lei, de feitio newspeak, pela qual a companheirada petista tanto se bate há anos, pleiteando, ainda, que a ONU equipare “o crime de homofobia” ao “crime de racismo”! E eu, que já fui chamado por muito “negão” no Rio de Janeiro de “branquelo azedo”, “ruço”, “pindirriga” (corruptela de pinho-de-riga), também terei o direito de processar os envolvidos nesse tipo de “crime de racismo”?

Impedir, p. ex., um negro ou um homossexual de ingressar num clube social, ou negar o emprego a alguém, simplesmente em função da cor da pele ou da “preferência sexual”, configura crime, não há dúvida, e assim deve ser tratado. Para isso já temos leis suficientes à disposição dos juízes. Não se torna necessário inventar mais uma. Porém, o xingamento de “crioulo” ou “bicha” não pode ser configurado como crime, pois não vai de encontro aos direitos individuais da pessoa humana, nenhum direito fundamental do ofendido foi cerceado. Trata-se, apenas, de um insulto, não de um crime, e assim deveria ser tratado, tendo o ofendido o direito de exigir uma indenização como reparação pelas ofensas recebidas. Criminalizar um sujeito mal-educado e preconceituoso, que agride anões, mulheres, negros, “loiras burras” (existiriam “negas idiotas”?), índios e homossexuais com palavras julgadas preconceituosas, é uma aberração sem tamanho. Tudo isso não passa de um maldito stalinismo puritano, orquestrado pelas esquerdas de todo o universo, que pretende colocar na cadeia um boquirroto, porém incentiva a prática do infanticídio, que é o aborto, coisa típica desses tempos de moral tortuosa em que vivemos. Coisa típica do petismo e aderentes.

A mídia se farta em apresentar padres pedófilos, para execração pública, porém não mostra o óbvio, o estrago que o pederasta (homossexual masculino que viola menino) faz na sociedade – com ou sem batina. A propósito, o novo Código Civil, dentro do modo politicamente besta de agir, riscou de seu texto a palavra “pederasta”. Nossos doutos legisladores julgam que a rasura de uma simples palavra ira acabar com a pederastia...

E, por favor, não me venham com as “palavras de pau” comuns hoje em dia, como “orientação sexual”, “opção sexual”, “preferência sexual” e outras bobagens do gênero. Opção sexual não existe, porque ninguém escolhe ser homem, mulher ou “homoafetivo”. Todos já nascem assim. No caso dos homossexuais, é necessário acrescentar que alguns deles adquirem essa característica em função de algum trauma na infância, normalmente oriundo de agressão sexual. Opção é escolha, é você torcer pelo Flamengo ou pelo ASA de Arapiraca. Orientação sexual não é você escolher, aleatoriamente, o sexo que irá ter, uma idiotice sem tamanho, porém apenas a instrução que se dá ao filho, para conhecer o próprio corpo, usar preservativos para evitar a gravidez indesejável e doenças sexualmente transmissíveis. Preferência sexual é coisa que não existe, a não ser na imaginação de uma pessoa pervertida. Somente uma pessoa imoral é que iria olhar-se no espelho, de manhã, e dizer para si mesmo: “Hoje, para variar, vou ser homossexual!”

Todos os seres humanos devem ser respeitados, tanto homossexuais, quanto heterossexuais. Casamento, como o nome diz, é uma união entre um casal, um homem e uma mulher. Já existem leis que amparam a união homossexual. O casamento entre homossexuais é uma aberração, por atentar contra um dos pilares da sociedade, a família, julgada sagrada para todas as religiões, embora seja permitido em alguns países, inclusive de maioria católica, como a Espanha. A homossexualidade sempre foi e sempre será uma exceção no reino animal (como é a cleptomania e a pedofilia), nunca uma regra, ainda que haja, na evolução humana, uma linha muitas vezes tênue entre o que é, digamos, um “homem macho” e um “homem fêmea”. Como assim? Pois bem: você, um machão convicto de sua masculinidade, me responda rapidamente: o que fazem seus dois mamilos no peito musculoso? Deram de mamar no passado remoto ou serão seios fartos num futuro distante?...

Pelo visto, a tal lei contra “homófobos” só pode ser coisa de petista aloprado. Ou de bicha estressada...


Félix Maier, é natural de Luzerna, SC, é militar da reserva e ensaísta. Autor do livro "Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização", escreve para diversos sites, entre os quais: Usina de Letras, Usina das Palavras, Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), WebArtigos.com, Digestivo Cultural e é também articulista do Mídia Sem Máscara.


Publicado no site MídiaSemMáscara.
Sábado, 17 de março de 2007.




 
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