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Tuesday, December 08, 2009

CHAFURDA BRASIL!






























Geração maldita
por Olavo de Carvalho

O colapso intelectual do Brasil, ao qual se seguiu a deterioração moral da população, ao menos nos grandes centros urbanos, não aconteceu "porque sim". Foi a obra criminosa da geração mais presumida e torpe que as universidades brasileiras já produziram.

Todo dia recebo dezenas de cartas de leitores, das quais respondo algumas pelo meu programa "True Outspeak" , às segundas-feiras, 20 horas do Brasil ( AQUI ). Outras ficam sem resposta, não por serem desimportantes, mas por impossibilidade física de escrever centenas de páginas diárias para dar a cada uma a atenção merecida. E algumas são irrespondíveis num outro sentido: o que dizem é tão verdadeiro, tão sério, tão pungente, que nada tenho a lhes retrucar nem acrescentar.

Eis aqui dois exemplos. O primeiro, do leitor Ithamar Paraguassu Ramos (v. AQUI ): "A única coisa que posso dizer é que amo as matérias do Olavo. Já faz um bom tempo que reclamo do que chamo de 'esquizofrenia' dos formadores de opinião brasileiros. Na mesma sentença, dizem uma coisa e se contradizem (...). Infelizmente, Olavo não atinge uma parcela importante da nossa população, por causa do declínio da educação. Para meu horror, os universitários de hoje não sabem o sgnificado de palavras como: 'sofisma', 'erítistica', 'ardil', 'arrazoado', 'verossimilhança' e por aí vai."

O segundo, do leitor Leandro Coelho, diz: "Não tenho (e não sei) os meios de verificar se todas as pessoas brasileiras são assim, mas todas as pessoas com as quais converso, todas praticamente sem exceção, só pensam em levar vantagem seja com processos trabalhistas, seja se inscrevendo em programas sociais sem necessidade ou de qualquer outra maneira. Trabalhar para prosperar, talvez, mas ganhar um dinheirinho na base da enganação, processos etc., ah, aí todos querem. Vendo isso, não vejo por que achar triste que estas pessoas sejam governadas pelo Foro de São Paulo. As pessoas que se enquadram no esquema acima merecem toda a miséria nacional. Se o jeitinho acima descrito é aplicável a grande parte da população brasileira, então o Lula, o PT... estão no lugar certo."

Que é que posso dizer diante dessas coisas? Elas são a verdade pura e simples, constatada diariamente por quem quer que tenha um pingo de capacidade de observação. E essa verdade é tão horrível, tão deprimente, que o cérebro humano, ao admiti-la, entra em estado de torpor e busca logo pensar em outra coisa. Quanto mais grave e temível é um estado de coisas, menos atenção ele recebe e mais facilmente é aceito como fatalidade inevitável, na qual não vale a pena pensar. Nem entendo por que há tantos cursos de auto-ajuda ensinando as pessoas a evitar assuntos desagradáveis. Elas já fazem isso por mero automatismo, e, precisamente porque o fazem, as coisas vão se tornando cada vez mais desagradáveis.

O colapso intelectual do Brasil, ao qual se seguiu a deterioração moral da população, ao menos nos grandes centros urbanos, não aconteceu "porque sim". Foi a obra criminosa da geração mais presumida e torpe que as universidades brasileiras já produziram. Para cada dez mil sexagenários letrados que hoje ocupam posições de destaque na política, nas universidades, no show business, no mundo editorial, mal se encontra um que tenha consciência das suas responsabilidades, que não sufoque sua consciência de culpa sob toneladas de chavões politicamente corretos, de modo a sentir que é bom quando pratica o mal.

Quando se encontra essa exceção memorável, um homem de bem, podem ter a certeza de que ele vem enfraquecido pela contaminação do ambiente geral adverso, ao qual não ousa opor a necessária severidade. Estou lendo, com satisfação mista de tristeza, o livro de Boris Tabacof, Espírito de Empresário. Reflexões para Construir uma Gestão Baseada em Valores (São Paulo, Editora Gente, 2009). Quanta boa vontade, quanta sugestão construtiva, quanto sentimento moral saudável, quanto sincero amor pelo Brasil e quanto desejo de ver sua gente prosperar perpassam essas páginas, que todo empresário deveria ler! E tudo dito por quem não se limita a dizer, mas há décadas se esforça para que suas idéias se realizem. Mas quantas concessões de ingênua polidez não faz o autor a pessoas e grupos que, se pudessem, gostariam mesmo é de assassiná-lo! Como realizar as mais belas propostas sem primeiro neutralizar as forças que as estrangulam e que, quando não conseguem destrui-las, tratam de corrompê-las e prostituí-las para que acabem servindo ao mesmo mal que pretendiam corrigir?

Quando as pessoas imbuídas das melhores intenções neste País vão aprender a lição de Hegel sobre "a obra do negativo", a função preliminar, básica e imprescindível que a crítica corrosiva e a destruição dos antagonismos desempenham na liberação das forças melhores e mais promissoras? Uma só palavra gentil dita aos homens que criaram as situações descritas pelos leitores Ramos e Coelho é o bastante para deitar a perder todos os esforços mais generosos despendidos para corrigí-las. Mais vale um bom palavrão atirado em público à cara de um Tarso Genro, de um Marco Aurélio Garcia, do que mil palavras construtivas atiradas ao vento.

Ninguém, no mundo, tem o monopólio das boas idéias. Elas surgem naturalmente, quando a situação permite – mas a situação só o permite quando os piores e os mais estúpidos desocupam os altos postos e são devolvidos à sua justa escala de insignificância.

O Brasil, no momento, não precisa de boas idéias, mas de uma ação vigorosa, implacável, contra o império da maldade, da mentira e da estupidez. Esse império foi instaurado pela geração que, nos bancos da universidade, se deixou seduzir pela crença de que era "a parcela mais esclarecida da população" e de que todos os problemas estariam resolvidos quando ela chegasse ao poder. Ela chegou – e fez do povo brasileiro o mais ignorante, o mais assassino e provavelmente o mais desonesto do mundo.

Posso falar de cátedra, porque essa geração é a minha. Observei como ela se formou e sei o quanto a ilusão de pertencer a uma elite predestinada pode corromper o coração humano. Eu mesmo participei dessa ilusão, e vivo até hoje do arrependimento que ela me infunde. Vejam os cinquenta mil homicídios por ano, vejam o fracasso dos nossos estudantes nos testes internacionais, vejam o poder crescente das gangues de narcotraficantes e de invasores de terras, vejam a amoralidade cínica estampada nos rostos de tantos dos nossos concidadãos – e me digam se algo de bom é possível construir enquanto os homens que criaram tudo isso continuam mandando no País e acumulam mais poder a cada dia que passa.

Quando nada se faz contra o mal, a apologia do bem torna-se mera desconversa – a forma passiva e afável da mentira na qual o mal se sustenta.



Comentário enviado pelo leitor Ithamar Paraguassu Ramos quando da publicação do artigo "O erro organizado", no jornal Diário do Comércio – Editorial Opinião, de 16 de novembro de 2009, 19h18.

A única coisa que posso dizer é que eu amo as materias do Olavo. Já faz um bom tempo que tenho reclamado do que eu chamo de "esquizofrenia" dos formadores de opinião brasileiros. Na mesma sentença eles dizem uma coisa e se contradizem completamente. Em uma mesma matéria reclamam que a polícia não faz nada contra o crime e que estão errados de tomar uma atitude preventiva mais energética. Reclamam que a polícia não revista os bandidos, mas que revistam pessoas inocentes como se criminosos usasse um crachá dizendo que é bandido. Mas o ponto é que infelizmente Olavo não esta atingindo uma parcela muito importante da nossa população, isso por causa do declínio da educação. Um primo meu que está na Faculdade (Mackenzie) levou algumas matérias do Olavo pra concientizar os jovens que sofreram lavagem cerebral. Para o meu horror, os jovens universitários de hoje não sabem o sgnificado de palavras como: sofisma, erítistica, ardil, arrazoado, verossimilhança e por aí vai... Claro que qualquer um de nós diria - Procure em um dicionário, é pra isso que eles servem. Mas para as novas gerações (que me aterroriza pensar que em breve posso depender de um profissional com essa formação) tanto quanto procurar no dicionário, quanto fazer perguntas é motivo de embaraço e humilhação. Claro que já não é tão surpreendente depois do recente caso da garota sendo perseguida por estudantes de psicologia na Uniban. (já imagino esses profissionais apontando para os pacientes e rindo: - "Ha! Ha! Que chorão!") È um problema terrível, mas acho muito importante que essas informações sejam repassadas para camadas mais ignorantes da nossa população, principalmente porque eles são as maiores vítimas e que mais precisam ouvir (ou ler) essas informações. Que como essa propria matéria denuncia, não está sendo passada pelos veículos de informação.

Comentário publicado no Diário do Comércio em 17/11/2009, 11h30.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – (Editorial Opinião).
Segunda-feira, 07 de dezembro de 2009, 22h36.



DEPOIMENTO DE EUCLIDES DE OLIVEIRA JR.

No player abaixo encontra-se o depoimento gravado pelo Sr. Euclides de Oliveira Jr., que foi recebido e transmitido pelo professor e filósofo Olavo de Carvalho ao final de seu talk show, "True Outspeak", que foi ao ar na última segunda-feira, dia 07 de dezembro de 2009 às 20h00. Ouça e forme seu próprio juízo de valor a respeito do relatado na gravação.







COP 15: A INAUGURAÇÃO DO GOVERNO MUNDIAL – LULA JÁ "VENDEU" O BRASIL

Lula pede nova "governança mundial"

O presidente Lula pediu nesta quinta (05/11/2009) em Londres uma nova "governança mundial", que garanta mudanças em instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM). O presidente participou nesta tarde de um seminário sobre as oportunidades de investimento no Brasil, organizado pelo "Financial Times". Segundo ele, a crise financeira internacional teve "efeitos devastadores e exige uma revisão dos paradigmas que levaram a economia global à beira do princípio". Em sua opinião, o FMI deve adotar um "formato de assistência financeira que não estabeleça condições e imposições sobre os países em desenvolvimento". Ao mesmo tempo, o presidente Lula pediu ao BM que "maximize seu apoio às políticas anticíclicas, com prioridade para os países mais necessitados do mundo em desenvolvimento".

Publicado no site "claudiohumberto.com.br".
Quinta-feira, 05 de novembro de 2009, 21h02.





ATENÇÃO! Leia também: "Obama Pronto a Ceder a Soberania dos EUA, afirma Lorde Britânico".






DESVARIOS SOBRE CHEFIA E LIDERANÇA E A SUBJUGAÇÃO NACIONAL – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





Monday, January 22, 2007

Carneirada lulo-petista: Uma súcia de inúteis!



































PARA QUE SERVEM HOMENS-CARNEIROS
por Maria Lucia Victor Barbosa

Fiz uma pausa nos artigos. Motivos particulares me levaram a deixar de lado esse meu “vício”, o de escrever. Porém, mais do que a sobrecarga de fatos do cotidiano fiquei desestimulada a dar continuidade ao difícil e árduo exercício de alinhar por escrito, idéias, opiniões e convicções. A sensação de inutilidade tomou conta de mim e me lembrei da letra de uma música: “inúteis, nós somos inúteis”.

Afinal, para que escrever quando o eleitorado, em sua impressionante maioria, consagrou nas urnas a corrupção, a incompetência, a enganação, através da escolha de vários de seus representantes nos Poderes Executivo e Legislativo? Seria o mesmo que enviar informações a um rebanho de homens-carneiros. Essas criaturas não raciocinam e muito menos lêem. Não dá para escrever aos carneiros, ainda que assumam a forma humana. Feliz em sua ignorância, no máximo o rebanho assiste ao Big Brother Brasil enquanto se identifica com os atores da encenação na sordidez das tramas, no mau-caratismo das ações, no exibicionismo que faz do sexo ato puramente animal.

Homens-carneiros reclamam, mas não agem. Ocasionalmente resmungam. Espertíssimos em certas atitudes, como passar os outros para trás, são facilmente enganados quando se trata do pai-Estado personificado em qualquer populista. É curioso, por exemplo, que nos aeroportos onde longas horas de espera ou vôos cancelados fazem de otários os usuários do transporte aéreo, desculpas esfarrapadas dadas por autoridades sejam aceitas com a naturalidade dos que gostam de se deixar enganar. A culpa é das companhias aéreas ou de algum ato imprevisível de São Pedro. O pai-Estado não erra nunca. Não existem controladores de vôos nem suas greves. Viva o governo. Nacionalize-se a pouca vergonha. Ela é nossa.

No Congresso Nacional prossegue o espetáculo deprimente das adesões partidárias ao poder central, sem que o rebanho perceba ou se importe. Para culminar, a bancada do PSDB aderiu ao petista e candidato a presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, o redentor dos “mensaleiros” e de seu chefe, autor da promessa de dobrar o salário dos companheiros deputados. Resta saber se o abjeto gesto de submissão ao Executivo poderá mudar com a saída de Gustavo Fruet, como terceira via (Fruet deveria ter sido o candidato a governador no Paraná, mas o PSDB mais uma vez perdeu a oportunidade de se impor como oposição real) ou se os tucanos vão abandoná-lo e traí-lo como fizeram com Geraldo Alckmin.

Sempre disse e repito que a única oposição, estridente e implacável, foi a do PT que agora, na situação faz o que bem entende sob aplausos gerais. Sem oposição para valer estamos diante do partido único, disfarçado de partido dominante. Algo tão ao gosto de Hugo Chávez e de seus seguidores do socialismo primata da América Latina. Um socialismo que condenará o continente á morte por asfixia de ignorância.

Neste cenário está em marcha o retrocesso do País com seu crescimento pífio, sua violência infame e impune, sua farsa democrática. E a predição de uma Constituinte por nosso mandatário supremo, lembra os passos do “hermano” golpista da Venezuela rumo ao poder totalitário.

O que falta para nos venezuelarmos? A Imposição completa da censura aos meios de comunicação. A punição mais rigorosa a quem se opuser ao desgoverno petista. E, porque não, um terceiro, quarto, quinto, sexto mandato para o senhor Luiz Inácio que, sempre em descanso, se não está de férias, viaja, se não viaja, descansa, sabendo que tudo ruma para seu contentamento.

O Brasil está parado, descansando nas praias. O governo está parado aguardando o desfecho das barganhas congressuais. Se os ministros nunca fizeram grande coisa, agora estão completamente parados. E na paradeira geral seguem ser medo de ser felizes os revolucionários de outrora que não precisaram dar um só tiro para chegar ao poder, os socialistas de fachada que vivem como capitalistas, os democratas de mentirinha que amam as ditaduras de esquerda, os trambiqueiros de todos os partidos que tramam suas vantagens enquanto riem secretamente de seus eleitores, os homens-carneiros. Estes têm uma única e grande utilidade: servem para elegê-los.

Por conta de tudo isso me pergunto: vale a pena escrever? Talvez, esse ato inútil sirva como gesto de solidariedade para com a minoria dos brasileiros que possuem brio e dignidade. Talvez, sirva apenas como desabafo. Em todo caso, se todos se calarem será pior.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem” e “América Latina – Em busca do Paraíso Perdido”.
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br





Publicado no site DIEGOCASAGRANDE.COM.BR.
Sexta-feira, 19 de janeiro de 2007.









"É sempre bom lembrar que existe o Mal absoluto também na política. E ele merece nosso combate cotidiano, incansável, imperturbável. Não perca uma só chance de desmerecer o petismo. Você estará sempre certo".

Reinaldo Azevedo
(Blog do Reinaldo Azevedo)










Wednesday, January 10, 2007

Grande parte do Brasil está irremediavelmente podre e precisa ser amputada o mais rápido possível.






































Crime e cultura
por Ipojuca Pontes

No mesmo dia em que o governo impositivo de Luiz Inácio Lula da Silva ampliava os privilégios da "Cultura" no ato palaciano de assegurar à casta privilegiada cerca de R$ 1 bilhão e 200 milhões, alargando a cornucópia insondável, se instalava no Rio de Janeiro o regime de violência e horror que metralhava delegacias, veículos e cabines policiais, incendiava transportes coletivos e lojas, num ataque desesperado que levou o pânico às ruas, com marginais fuzilando, incendiando e liquidando dezenas de inocentes, entre elas crianças, velhos e mulheres indefesas. Nos bairros e subúrbios periféricos, bombas destruiram bancos e prédios públicos, incluindo-se aí, significativamente, o Espaço Cultural Oscar Niemeyer, em Madureira.

Procurando justificar a onda de terror que se abateu sobre o Estado, as "autoridades competentes" partiram para vários tipos de explicação. O secretário de Segurança do Estado, por exemplo, informou que os ataques teriam origem na mudança de governo, deixando entrever que o crime organizado estava dando um recado aos novos mandatários: para sobreviver, os bandidos precisam do mínimo de liberdade para orientar, muitas vezes a partir dos presídios, os ganhos com o tráfico de drogas, assaltos e seqüestros. Já o secretário de administração dos presídios refutou tal explicação: ele garante que as quadrilhas responsáveis pelo massacre apenas reagiram contra a presença, nas favelas, das milícias formadas por ex-policiais que oferecem serviços de proteção à população, expulsando do espaço os traficantes e profissionais do crime.

No meu modesto entendimento, nada disso explica objetivamente o clima de horror e medo que tomou conta das grandes cidades brasileiras e da vida nacional. Antes de ser um caso administrativo, o problema diz respeito à completa degeneração da "coisa pública", fomentada no Brasil do presidente Lula pela hipertrofia do "Estado forte", gerador de mordomias, mamatas, isonomias, "direitos adquiridos", "indenizações", "conquistas setoriais", tudo sob a alegação hipócrita da "inclusão social das classes menos favorecidas".

Com efeito, se o sujeito não for um completo idiota ou parte interessada, basta observar de modo atento: a violência exacerbada que domina o País é a conseqüência direta do clima de ostensivos privilégios criados pela "vontade política" dos governantes, que insistem em sacar da população trabalhadora centenas de bilhões de reais, sob forma de impostos, tributos e "contribuições" para favorecer o parasitismo de uma minoria imersa em fartos proventos, subsídios, isenções fiscais e doações diretas dos dinheiros públicos. Eu próprio, se miserável fosse, morasse em favela e soubesse que um "gênio" do cinema nacional enfiou R$ 10 milhões num filme que rendeu apenas R$ 1 milhão (caso do filme "O Maior amor do mundo") é muito provável que também saísse atirando e saqueando pela aí. Aqui, não se trata apenas da questão econômica, mas da instintiva revolta moral diante de um quadro institucional que cultua tais calamidades.

De fato, a cultura que se instalou no Brasil é a cultura da malandragem, do privilégio, dos salários injustificáveis, da "boquinha", da hipocrisia que labora dia e noite para arrombar legalmente os cofres públicos. Cerca de oito milhões de pessoas, se tanto, escoradas em títulos, projetos, ambições e interesses pessoais, se apropriam de 1/3 do produto interno bruto (PIB), mais de 500 bilhões de reais, enquanto 180 milhões de brasileiros pobres e indigentes se esfalfam para sustentar a minoria ‘bem pensante’. Para que se tenha idéia da monumental distorção espoliativa, patrocinadora das constantes benesses elitistas, os governos de Lula e FHC, nestes últimos doze anos, para manter o espantoso custo da máquina estatal, infligiram o aumento do gás de cozinha em 500%, a energia elétrica em 480%, a gasolina e o diesel em 600%, em 350% a cesta básica, as contas telefônicas em 400%, IPTU em 300%, entre outras aberrações - o que, esvaziando o potencial produtivo da sociedade, determinou a estagnação econômica da Nação e o aumento do número de desempregados (13 milhões, por baixo), de indigentes (53 milhões) e de miseráveis (21 milhões).

No Brasil do inicio do século 21 está tudo contaminado. No poder Legislativo, o mais crítico, parlamentares insensíveis à pobreza geral procuram ampliar os próprios "subsídios" em proporções alarmantes, como se estivessem dispostos a zombar da sociedade que os elegeu, e que deles esperava, após os estrondosos escândalos do mensalão e das sanguessugas, o mínimo de pudor. No Judiciário, um poder sobre o qual presumivelmente se alicerça a saúde moral da Nação, a coisa também desanda: no seu exercício, à margem os notórios casos de suborno e corrupção de juizes e magistrados, se evidência igualmente a busca desenfreada por salários cada vez mais elevados, sobretudo se confrontados com a remuneração do trabalhador e do funcionário de setor privado – e que o contribuinte não pode mais pagar.

No Executivo, carro-chefe, o vírus da decomposição atinge proporções inauditas e passa a empestear a vida pública e privada, as normas de conduta, padrões e valores éticos de modo nunca dantes imaginado. Sintomaticamente, afora os inúmeros casos de corrupção do Executivo, o próprio presidente reeleito tem as contas de sua campanha eleitoral desaprovadas e sub judice, sem que isso represente um só arranhão na sua imagem ou abale a consciência da Nação.

Digo e repito: só um idiota confesso (ou parte interessada) não associa o recrudescimento da criminalidade à cultura da permissividade geral oficializada pelas elites. E o pior é que elas pensam que os bandidos não pensam e que não sabem disso.

Que fazer?


Ipojuca Pontes é jornalista, cineasta e escritor, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Foi também Secretário Nacional da Cultura no governo Fernando Collor de Mello.







Publicado no site
MídiaSemMáscara.
Segunda-Feira, 08 de janeiro de 2007.








O PT é um partido de sociopatas cínicos, amorais, sem escrúpulos, mentirosos até à alucinação e acima de tudo uma cambada de ladrões.












Friday, December 08, 2006

Com esse "povinho" nunca seremos uma grande Nação.



























DESFIGURAÇÃO MORAL E ÉTICA DE UMA NAÇÃO DECADENTE
por Geraldo Almendra

"Não me pergunte o que é ainda, que eu não sei, e não me pergunte a solução, que eu não a tenho, mas vou encontrar, porque o país precisa crescer". Lula, depois das eleições.

O estelionato eleitoral de outubro de 2006 está sendo festejado com a união de oposições em torno do presidente reeleito. Não pode existir no processo político de um país, nada mais degradante do que o horror da aética e da imoralidade desta torpe coalizão que estamos presenciando, movimento antipatriótico que força uma covarde e absoluta maioria parlamentar a favor do fascismo populista, maioria muito maior do que as urnas permitiram.

O que temem os traidores do país que patrocinam a coalizão espúria para acabar com a oposição ao desgoverno petista?.

Estamos próximos da segunda posse do pior presidente da República que os eleitores já colocaram no poder, eleito e reeleito por dois sucessivos e grotescos estelionatos eleitorais, mentiras versus verdades e confirmação pública de mentiras, aceitos e validados por uma sociedade apática, acovardada, aética e imoral, que está entregando sua pátria pacificamente nas mãos de um latente Estado Comunista de Direito.

Um homem criado no laboratório da traição aos nossos sonhos de democracia e liberdade, e principal agente da entrega do nosso país nas mãos sujas de uma esquerda fascista, decadente e corrupta, irá assumir, pela vontade majoritária de um povo comprado com um projeto preservador da pobreza e motivador, por opção, da indolência paga com o dinheiro dos contribuintes, o poder absolutista da prostituição da política por mais quatro anos, consolidando o projeto de domínio do país pela oligarquia petista da gang dos 40, seus cúmplices e seus lacaios.

Desde o fim do regime militar que acompanhamos a infiltração, na sociedade organizada, especialmente na administração pública, de gente da pior espécie da decadência da política, corja disfarçada de adoradores do povo e promotores da “democracia”.

A infiltração dessa gentaça vermelha, no submundo da prostituição política nos corredores do poder público, objetivou, explicitamente, viabilizar um projeto de um socialismo mentiroso, com o fito de chegar ao poder perpétuo, autocrático e autoritário, com a mensagem estelionatária de um assistencialismo fascista, hipócrita, leviano e picareta.

A desqualificação do homem de Caetés, que após sua chegada ao poder presidencial, se apresentou, sem meios termos, como uma grotesca fraude humana e política, não se deve ao fato de ser um retirante apedeuta, pois existem milhares de pessoas humildes de mesma origem que carregam valores fundamentados na ética e na moralidade, muitos agindo apenas por instinto, fruto de uma índole pura de gente simples, honesta e não prostituída em seus valores humanos, mas levados à convocação marqueteira do aceite ao espúrio usufruto dos favores de um desgoverno corrupto e populista, que transforma, sem controle, a compulsória assistência social aos excluídos, em assistencialismo fascista comprador de votos.

O “arauto” dos nossos sonhos “de sermos felizes novamente” já demonstrou ser, na verdade, um digno habitante do lado mais permissivo e prostituído da política, em que a leviandade, a falsidade, a hipocrisia, a mentira, e as meias verdades voláteis dos seus “comícios” de uma campanha eleitoral que nunca termina, formam um espírito político maligno, um anticristo da política, que tem demonstrado um absoluto domínio maquiavélico do balcão de negociação com as prostitutas e os prostitutos das “Vitrines de Amsterdã”.

Sua desqualificação, enfim, se deve à traição de todos os princípios que devem nortear as ações de um presidente da República, um estadista, e acabou se apresentando como um espelho de uma histórica decadência moral e ética do país que, no seu caso, foi “autopermitida” em nome e na defesa de uma gang denunciada, formada por seus melhores amigos, construtores comuns e parceiros do maior engodo político da história do Brasil.

Não existe prova mais evidente da relativização espúria e da falência da Justiça no desgoverno petista, do que a impunidade de todos os que foram denunciados pelo Procurador Geral da República como a gang dos 40, tendo como boi de piranha, para livrar a cara do verdadeiro chefe da máfia da prostituição da política o deficiente mental, auditivo e mental, o seu antigo e poderoso “ex-primeiro-ministro”.

Os subprodutos mais pérfidos da degeneração política do nosso país são as prostitutas e os prostitutos das “Vitrines de Amsterdã”, merecido codinome para o Parlamento das Pizzas, cooptados com sinecuras públicas temporais ou permanentes no jogo sujo do corporativismo bandoleiro, com o poder consentido dos cargos públicos, e com bilhões roubados dos contribuídos, dinheiro maquiado com a sacanagem da denominação de “recursos não contabilizados”, com suas cotas algumas vezes entregues no meio de cuecas ou festas com garotas de programa pagas pelos palhaços e imbecis dos contribuintes.

Depois de tantos escândalos que continuam impunes à luz de uma Justiça relativista e inoperante no mundo da prevaricação no poder público petista, como cidadãos contribuintes que trabalham mais de cinco meses por ano para pagar seus impostos escorchantes, não enxergamos mais muitos dos que habitam os Poderes da República, no papel de qualificados representantes das lutas da sociedade por um país mais justo e mais digno, mas sim, como habitantes coniventes de um antro, de um covil de malfeitores, uma horda de prostitutos e prostitutas da política, uma camarilha de corruptos ou, simplesmente, ladrões e bandidos.

Muitos desses vândalos dos nossos sonhos de democracia e justiça social estão vendendo quase coletivamente suas “ideologias”, suas responsabilidades de defesa da cidadania, e seus escassos sentimentos de patriotismo, nos balcões de negociação das almas espúrias, com seus agentes espalhados nos corredores do submundo do sujo jogo do poder, um sórdido ambiente corporativista público-privado mais calhorda de nossa história, semeado em desgovernos anteriores, depois do regime militar, e trazido à tona na sua face mais maquiavélica e cruel na administração petista.


Geraldo Almendra é economista, consultor e professor de matemática.








Publicado no site Ternuma - Terrorismo Nunca mais.
Segunda-feira, 04 de dezembro de 2006.








"Freqüentemente a falsidade é a verdade deformada pelos patifes com o fim de usa-la como ardil para os tolos".
R. Kipling














 
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