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Thursday, July 17, 2008

"Eles" estão usando a PF como propaganda de conquista das massas
e simpatizantes, este é o caminho mais curto em direção a um regime totalitário.




























REBELIÃO DAS MASSAS
por José Nivaldo Cordeiro

"De todos os males do autoritarismo, nenhum é superior à destruição do conceito de legalidade"
Paulo Brossard

Em ato público realizado ontem, em apoio ao juiz Fausto Martin De Sanctis e contra o presidente do STF, Gilmar Mendes, declarou o também juiz Helio Egídio Mattos Nogueira: "Hoje ele não é só o juiz Fausto, hoje ele é a magistratura." Obvio que a magistratura não é o juiz Fausto (que não se perca pelo nome), mas todo o Poder Judiciário e sobretudo sua hierarquia superior. O juiz Fausto é um mero juiz de primeira instância e nada mais. Essa retórica rebelde revela aspectos da tragédia nacional que está em curso.

O que é essa rebelião dos juízes de primeira instância que não uma demonstração cabal do que Ortega y Gasset chamou de rebelião das massas? Visto o fato com frieza, o que temos é o anseio da quebra total da hierarquia judiciária, da lei ela mesma; a anulação de qualquer freio para que os juízes de primeira instância – exemplares acabados do "Senhorito Satisfeito" – pratiquem sua caricatura de justiça sem ter que apresentar quaisquer justificativas e se submeter a nenhuma instância superior. É rasgar o espírito da lei e da Constituição em vigor.

Veja você, caro leitor, a que ponto chegou a degradação social no Brasil: supostamente juízes são homens bem formados, compõem uma casta separada e vivem de estudar para julgar. Espera-se de juízes uma vida privada compatível com a função e nessa vida privada está pressuposta a aquisição continuada de cultura geral capaz de torná-los, ao longo da vida, homens distintos, uma elite. O que vemos é o emergir do oposto de tudo isso. Os integrantes da carreira judiciária vêem-se como justiceiros das massas desembestadas, querem proferir suas sentenças ao sabor da opinião pública, esquecendo-se completamente do marco legal e até mesmo legislando ocasionalmente. Se o paciente julgado for um empresário, a sanha vingativa aumenta exponencialmente. Os juízes rebelados viraram agentes da luta de classe marxista.

Esse movimento acintoso tem desdobramentos ainda mais graves. Falou-se em impeachment de Gilmar Mendes, presidente do STF. Isso seria um ensaio para um golpe de Estado, seria a remoção preliminar de um dos entraves para que o partido governante possa exercer, na plenitude, poderes discricionários. Não é, portanto, uma banalidade. É muito grave. Digo que não creio no sucesso imediato da empreitada, mas o simples fato de ter sido posta é indicativo da trajetória que estamos a percorrer.

Escrevi em artigos anteriores que a Polícia Federal adquiriu um pendor persecutório contra empresários indefectível, sempre trabalhando, os seus agentes, como atores em um palco: diante de câmaras de TV, praticando rituais de imolação de suas vítimas cujo desfecho e ponto alto é a indefectível colocação das algemas, seguida do desfile de camburões pelas ruas. A humilhação completa de suas vítimas, mais das vezes nunca consideradas culpadas em decisão final da Justiça. Esses gestos têm por objetivo a demonstração cabal de poder absoluto. Temos aqui todos os ingredientes de uma ditadura policial.

Até agora as instâncias superiores da Justiça têm sido um freio contra o arbítrio policial e judicial e o próprio presidente do STF tem dado reiteradas declarações condenando essa espetacularização do processo investigatório, que grande prejuízo traz, de forma irreparável, aos investigados. Talvez venha daí a ira dos juízes de primeira instância, mais das vezes jovens simpatizantes das causas igualitaristas, contra as instâncias superiores. O fato é que Gilmar Mendes tem tido uma postura irrepreensível à frente do STF, com decisões sóbrias e elegantes e sempre em favor da Justiça, em honra da tradição do Direito brasileiro. Mas as massas em rebelião rebelam-se justamente contra isso: contra o certo, o elegante, o justo. Querem o seu oposto: o anárquico, o feio, o injusto. A lei de Lynch.

Vivemos tempos de grandes perigos.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".



José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP e editor do site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado". E-mail: nivaldocordeiro@yahoo.com.br

Publicado no site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado".
Terça-feira, 15 de julho de 2008.


A LIBERDADE DE FUMAR, SEGUNDO O DIREITO DE PROPRIEDADE – Klauber Pires






Monday, July 14, 2008

"Povo" brasileiro = passividade e acomodação. Plim-plim!



































Tabuleiro e xadrez
por Francisco Marcos

A Rede Globo jamais poderia ficar fora deste jogo de tabuleiro que acaba dando xadrez. Só que o xadrez é de primeira classe e não aqueles fétidos, úmidos e gelados dos anos militares. O tabuleiro se presta às jogadas para o ano de 2010, o manual utilizado foi proporcionado por um paranaense Serraglio. O pessoal da PF nada mais fez do que atualizar e turbinar o manual do afável carequinha. Estamos frente à novela: "Têje preso, têje solto", nos papéis principais, De Sanctis como carcereiro e Gilmar o anjo libertador.

Da trindade presa com um espetáculo digno de capítulos de "Os Intocáveis", o Celsinho pé na cozinha está de gaiato. Os notórios são o Dantas, "enfant terrible" do Simonsen e Naji Nahas que cresceu social e economicamente nos anos militares. Tem uma lady nesta trama bem urdida, é a senhora Inflação, quanto mais escândalos se forneça à massa, não confundir com macarrão, menos esta perigosa madame será lembrada. A novela está causando sensação, desbanca "A Favorita", até reunião do senado se torna agitada devido à trama do diretor gaúcho, o Genro, não sei de quem.

O piauiense Fortes se defende da tribuna, relata um histórico de amizades no entorno de Dantas, nega amizade com o mesmo. Fica uma pergunta no ar: deixou de se referir a um jantar promovido em seu apartamento da Ilha da Fantasia, com a presença de Dantas, Bastos e Cardozo, este deputado federal pelo PT paulista. Dizem as más línguas que o rotundo Fortes queria fazer a aproximação Dantas e Bastos. Em reunião senatorial o amazônida Virgílio, que não é o da Eneida, se altercou com Simon, o decano do senado, tudo por causa de "Têje preso, têje solto". Os arqueólogos estão vibrando, podres do século passando estão sendo apurados e depurados: este fica, este vai.

O ramo gaúcho do petismo, capitaneado pelo Fontana, aquele que foi massacrado na CPI dos Correios pelo Bob Jefferson, exulta com a possibilidade de levantar as mazelas da privatização, entenda-se atingir FHC. Os chacais estão soltos, quanto mais carniça melhor, muito melhor. Quanto ao Bob Jefferson, no seu retiro petropolitano, deve estar exultante, afinal foi ele que deu todo o subsídio para esta novela, salvadora da lavoura para a mídia. Sabem aqueles que se propõem a observar a política que a jogada é para amanhã, hoje plantam, vão tentar colocar os tucanos na parede, eles irão em cima dos petralhas. Tudo em virtude dos que se dizem éticos não possuírem um nome gabaritado para suceder o gnomo. Como sempre o trabalhador Porcino, que trabalhou sem nunca ter trabalhado, está distante.

Tudo dever ser a terrível madrasta chamada coincidência. Por coincidência seguiu na bagagem asiática uma madrasta que dizem estar sendo preparada para vôos maiores, pelo porte desta senhora precisa muito combu$tível para decolar. Enquanto isso a inflação vai bem, atropela metas e economistas ficam a dar "pitacos", muita falação e pouca ação. Tudo passa tudo passará, como uma onda no mar!!!


Francisco Marcos é cientista político.

Publicado no site "Prosa & Política".
Domingo, 13 de julho de 2008, 07h20.



Em perseguição, polícia diz ter matado jovem por engano no PR – Portal G1


 
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