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Wednesday, October 27, 2010

E aí EB, qual é a explicação?
Trata-se "apenas" de um tubo lançador descartado? Conta outra.































Polícia de São Paulo encontra lança-míssil no meio da rua
do telejornal "Bom Dia Brasil"

Em Guarulhos, na Grande São Paulo, durante uma perseguição policial, dois homens abandonaram no meio da rua uma capa de violão. Dentro, tinha um lançador de míssil de uso restrito das Forças Armadas.

Os dois suspeitos conseguiram escapar.

O lançador foi fabricado na Suécia e é tão potente que pode destruir até tanques de guerra.



Reportagem apresentada pelo telejornal "Bom Dia Brasil" da Rede Globo.
Quarta-feira, 27 de outubro de 2010, 08h11.








O súbito encanto de Marina Silva – Arnaldo Jabor







Monday, July 14, 2008

"Povo" brasileiro = passividade e acomodação. Plim-plim!



































Tabuleiro e xadrez
por Francisco Marcos

A Rede Globo jamais poderia ficar fora deste jogo de tabuleiro que acaba dando xadrez. Só que o xadrez é de primeira classe e não aqueles fétidos, úmidos e gelados dos anos militares. O tabuleiro se presta às jogadas para o ano de 2010, o manual utilizado foi proporcionado por um paranaense Serraglio. O pessoal da PF nada mais fez do que atualizar e turbinar o manual do afável carequinha. Estamos frente à novela: "Têje preso, têje solto", nos papéis principais, De Sanctis como carcereiro e Gilmar o anjo libertador.

Da trindade presa com um espetáculo digno de capítulos de "Os Intocáveis", o Celsinho pé na cozinha está de gaiato. Os notórios são o Dantas, "enfant terrible" do Simonsen e Naji Nahas que cresceu social e economicamente nos anos militares. Tem uma lady nesta trama bem urdida, é a senhora Inflação, quanto mais escândalos se forneça à massa, não confundir com macarrão, menos esta perigosa madame será lembrada. A novela está causando sensação, desbanca "A Favorita", até reunião do senado se torna agitada devido à trama do diretor gaúcho, o Genro, não sei de quem.

O piauiense Fortes se defende da tribuna, relata um histórico de amizades no entorno de Dantas, nega amizade com o mesmo. Fica uma pergunta no ar: deixou de se referir a um jantar promovido em seu apartamento da Ilha da Fantasia, com a presença de Dantas, Bastos e Cardozo, este deputado federal pelo PT paulista. Dizem as más línguas que o rotundo Fortes queria fazer a aproximação Dantas e Bastos. Em reunião senatorial o amazônida Virgílio, que não é o da Eneida, se altercou com Simon, o decano do senado, tudo por causa de "Têje preso, têje solto". Os arqueólogos estão vibrando, podres do século passando estão sendo apurados e depurados: este fica, este vai.

O ramo gaúcho do petismo, capitaneado pelo Fontana, aquele que foi massacrado na CPI dos Correios pelo Bob Jefferson, exulta com a possibilidade de levantar as mazelas da privatização, entenda-se atingir FHC. Os chacais estão soltos, quanto mais carniça melhor, muito melhor. Quanto ao Bob Jefferson, no seu retiro petropolitano, deve estar exultante, afinal foi ele que deu todo o subsídio para esta novela, salvadora da lavoura para a mídia. Sabem aqueles que se propõem a observar a política que a jogada é para amanhã, hoje plantam, vão tentar colocar os tucanos na parede, eles irão em cima dos petralhas. Tudo em virtude dos que se dizem éticos não possuírem um nome gabaritado para suceder o gnomo. Como sempre o trabalhador Porcino, que trabalhou sem nunca ter trabalhado, está distante.

Tudo dever ser a terrível madrasta chamada coincidência. Por coincidência seguiu na bagagem asiática uma madrasta que dizem estar sendo preparada para vôos maiores, pelo porte desta senhora precisa muito combu$tível para decolar. Enquanto isso a inflação vai bem, atropela metas e economistas ficam a dar "pitacos", muita falação e pouca ação. Tudo passa tudo passará, como uma onda no mar!!!


Francisco Marcos é cientista político.

Publicado no site "Prosa & Política".
Domingo, 13 de julho de 2008, 07h20.



Em perseguição, polícia diz ter matado jovem por engano no PR – Portal G1


Wednesday, August 22, 2007

Café com o ("merchandising") presidente.
















































Mais tentações totalitárias
por Reinaldo Azevedo

Leiam o que escreve Daniel Castro na Folha desta terça. Volto em seguida:

O Ministério Público Federal inicia hoje uma ofensiva contra o merchandising na TV, principalmente nas novelas. Grupo de procuradores da República que atua na área de comunicação social se reúne em Brasília para finalizar estratégia e concluir o texto de uma recomendação que será enviada às TVs.

De acordo com Fernando de Almeida Martins, procurador da República em Minas Gerais e integrante do grupo, o merchandising dissimulado na programação ou em cenas de novelas é uma prática ilegal. Ele se baseia no artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor, que diz que "a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal". "A lei não diz que o merchandising é proibido, mas tem de haver algum alerta de que se trata de publicidade", diz Martins.

A iniciativa surpreendeu as redes, que preferem não comentar o assunto até serem notificadas. O merchandising é uma poderosa forma de obter receitas. A Globo chega a faturar mais de R$ 40 milhões só de merchandising em novelas das oito, o que paga quase todo o custo de produção.

O Ministério Público Federal primeiro irá recomendar às emissoras que tomem medidas que deixem claro que determinada cena é merchandising. "Acredito que não vai haver acordo. Isso vai acabar numa ação legalizando e restringindo essa propaganda", diz Martins.

Voltei

Vocês já se deram conta de quantas pessoas querem cuidar de nós? O ministro da Saúde quer coibir a propaganda de cerveja. Vá lá, produto alcoólico, as crianças assistem aos comerciais... Parecia até justo e inocente. A Anvisa quer limitar ao horário das 21h às 6h as peças publicitárias de produtos “com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio” e de “bebidas com baixo teor nutricional” (refrigerantes, refrescos, chás). Mais: mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Agora, os promotores querem impedir o merchandising nas novelas.

Qual é pressuposto de cada uma dessas ações? Os brasileiros são idiotas e não sabem escolher. Com base no mesmo argumento, a turminha de José Eduardo Romão, o diretor do Departamento de Justiça, queria instituir a censura prévia no Brasil. Temos um conjunto de ações — ou, por enquanto, de pretensões — que elege a mídia como inimiga. Mas não uma mídia qualquer, é claro: só aquela maculada pelo capitalismo.

Estamos de volta a um debate, acreditem, que remonta ao fim da década de 60 e início da década de 70, quando se viam severos monstros da dominação ideológica até no Tio Patinhas. Em 1971, o chileno Ariel Dorfman e o belga Armand Mattelart escreveram um troço chamado Para Ler o Pato Donald. O livro ensinava como a ideologia burguesa e imperialista impregnava Patópolis. Todas as relações, ali, estavam pautadas pelo dinheiro. Um horror mesmo. A bobagem foi um pequeno emblema de um debate que atravessou mais de três décadas. Sua origem, evidentemente, é o marxismo.

A geração formada por este debate vesgo — que deslocou a militância política para as questões da cultura — chegou ao poder. E, impregnada por toda aquela tolice, tenta, então, impor a sua agenda. Há uma disposição, quase religiosa, para livrar a sociedade dos pecados do capital. Escrevi ontem aqui uma resenha do novo livro de Ali Kamel, Sobre o Islã — A Afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as Origens do Terrorismo. Ele aponta a Irmandade Muçulmana como uma espécie de incubadora do terrorismo islâmico contemporâneo. Na origem daquele movimento, estava, sem dúvida, um “puro”: Hassan al-Banna. Ele queria os muçulmanos livres dos pecados.

Kamel sustenta a tese de que os terroristas não são “fundamentalistas” — já que os fundamentos estão contra eles —, mas totalitários. No meu texto, aponto similaridades entre o pensamento e a prática das esquerdas e aquela “pureza” que redundou no terror. O demônio da esquerda é o mercado — e, por conseqüência, cedo ou tarde (sempre cedo), acaba sendo também a liberdade. Outra personagem que está na origem do terrorismo moderno, leiam lá, é Sayyd Qutb, que pretendia converter o mundo inteiro ao islamismo. Ele escrreveu: “O Islã não obriga ninguém a aceitar sua fé, mas pretende oferecer um ambiente de liberdade no qual todos possam escolher suas próprias crenças.” Parece corriqueiro, óbvio até. Mas o “ambiente de liberdade” de que ele fala supõe antes esmagar a divergência e os infiéis — porque militantes e portadores do mal.

Nada mais parecido com eles do que essa gente que quer “limpar” a televisão brasileira. Limpar do quê? Ora, da má consciência, da manipulação ideológica, de tudo aquilo que Sayyd Qutb diria "tirar a liberdade do homem". Só seríamos verdadeiramente livres para escolher depois que “eles” submetessem as coisas a serem escolhidas a uma censura prévia, a um filtro. Em nosso nome e para nos proteger, eles nos livrariam das más opções, o que, é evidente, nos conduziria, então, às escolhas corretas.

A suposição é a de que o telespectador vê a personagem numa instituição bancária ou usando um determinado cosmético e sai por aí imitando-a, contra a sua eventual vontade. Tudo porque não houve uma advertência prévia: “Isto é uma propaganda”. Trata-se de uma mentira e de uma estupidez. As pessoas são dotadas de seus próprios filtros. Não compram isso ou aquilo porque a televisão "mandou". Compram porque querem ou precisam. A mensagem comercial, no máximo, defende uma opção. Santo Deus! Houvesse esse comportamento de autômatos, bastaria que as TVs veiculassem mensagens edificantes, e a paz social seria alcançada.

Há muito tempo as novelas da Globo fazem também o merchandising social: defendem o direito dos deficientes; fazem lobby em favor do casamento gay; combatem a violência contra a mulher; incentivam a doação de sangue; discutem o racismo... As situações são inseridas nos diálogos das personagens sem um prévio aviso. Isso pode? Certamente a prática não despertou a atenção dos procuradores.

Ora, qual seria o motivo para censurar o merchandising comercial? Os telespectadores estariam desprotegidos e, nesse raciocínio perturbado, mais expostos às intenções do vendedor. Ah, é? Morais particulares à parte, alguém tente me provar que a defesa do casamento gay ou uma campanha em favor da adoção são coisas tecnicamente diferentes de vender geladeira, cosmético ou batata frita. A única diferença entre o merchandising social e o merchandising comercial é que o primeiro costuma ser gratuito. A minha pergunta: os procuradores querem defender os telespectadores da exposição a um artificialismo inserido na trama ou querem, como é mesmo?, combater o capitalismo e seus valores decadentes? Estou convicto de que é a segunda opção, embora a primeira não seja menos autoritária.

Quem compõe o grupo de procuradores que atua na área de comunicação social? Quero ver a cara dessa gente e quero saber, por exemplo, se estão vinculados a essa miríade de ONGs constituídas com o fito único de servir de policiais da mídia. Na quase totalidade dos casos, não passam de braços do petismo se fingindo de democratas vigilantes.

Os censores brasileiros estão assanhados. Ainda mais que até uma parte da mídia antes empenhada em defender a liberdade de expressão deu agora para demonizar os ricos, a classe média e o capitalismo. Os nossos Al-Banna e Sayyd Qutb estão excitadíssimos. O que tem de Robespierre e Marat dando pinta nos clubes Pinheiros e Paineiras é uma enormidade! Todos eles são “amigos do povo”.


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Terça-feira, 21 de agosto de 2007, 05h57.



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