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Monday, April 27, 2009

O MUNDO EM ALERTA VERMELHO!































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GRIPE SUÍNA AVANÇA E ASSUSTA O MUNDO – CENÁRIO PREOCUPANTE
por Isabel Fleck para o "Correio Braziliense"

Doença se espalha por vários países. embora afirme que o mundo está mais preparado do que nunca para enfrentar o surto, Organização Mundial de Saúde já cogita em elevar o nível de alerta

O surto de gripe suína que colocou o México, e depois os Estados Unidos, em estado de emergência pode ter atravessado o Oceano Atlântico e chegado a países como Espanha, Escócia e até Nova Zelândia. A suspeita está principalmente sobre pessoas que estiveram há menos de um mês no México, onde os infectados podem ultrapassar mais de 1,3 mil, e apresentam sintomas de gripe, como febre alta e dores no corpo. Até mesmo no Brasil, duas pessoas que voltavam do México foram internadas com suspeita de contágio, mas o Ministério da Saúde descartou a possibilidade da doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar de considerar a possibilidade de elevar o nível de alerta, tentou acalmar a comunidade internacional, garantindo que o mundo está "mais bem preparado do que nunca" para enfrentar um novo tipo de vírus de gripe.

Segundo o diretor-assistente da OMS, Keiji Fukuda, os anos de preparo para enfrentar a gripe aviária levaram à melhora nos estoques de antivirais em todo o mundo. Durante uma coletiva na sede da organização, em Genebra, Fukuda pediu, no entanto, que as autoridades ajudem o combate ao surto fornecendo "o máximo de informação possível" sobre possíveis casos. "Pedimos que os países ajudem a esclarecer a situação. Por exemplo: pedimos que todos os países aumentem a vigilância e o cuidado para que possamos detectar o mais rápido possível como este vírus está se espalhando", disse, confirmando que a situação "é muito séria". A OMS estuda elevar o nível de alerta mundial do grau 3 para o grau 4, o que deverá ser decidido na próxima terça-feira. A mudança significaria admitir que a mutação do vírus H1N1 é muito mais contagiosa do que se presume.

Transmitida de pessoa a pessoa, principalmente pelo toque, a doença tem exigido uma atenção extra das autoridades de diversos países. Governos de diversos países como Brasil, Equador, Japão e Rússia, aumentaram o controle nos portos e aeroportos. Nesse último, foi proibida até mesmo a importação de carne de porco de diversos estados americanos e do Caribe.

Mas, depois de México, onde 22 dos 80 mortos tiveram o diagnóstico confirmado, e EUA, que comprovaram 20 casos, a situação mais grave é a do Canadá, com seis pessoas contaminadas. Na Espanha, sete pessoas que podem estar com o vírus estão internadas e, na Colômbia e na Escócia, há a suspeita de nove e duas vítimas da gripe, respectivamente. Um grupo de 22 estudantes e 3 professores que passaram três semanas no México estão em quarentena na Nova Zelândia. "É preciso ficar de olho em qualquer sintoma entre as pessoas que passaram pelo México e, até mesmo, isolar possíveis casos. Essa gripe é transmitida de pessoa a pessoa com muita rapidez", afirma André Lomar, presidente da Comissão Científica do Congresso Panamericano de Infectologia, realizado em Campos do Jordão até amanhã.


O número

US$ 205 milhões serão liberados pelo Banco Mundial para o combate à gripe suína no México. Deste valor, US$ 25 milhões chegarão ao país de forma imediata, e o restante, a longo prazo. Doação tem como objetivo minimizar possíveis impactos econômicos da doença.


Estado de emergência

O governo dos Estados Unidos manifestou ontem, pela primeira vez, uma séria preocupação com o vírus que contaminou, pelo menos, 20 pessoas no país. A secretária de Segurança Nacional, Jannet Napolitano, admitiu que a saúde pública americana vive uma "situação de emergência", e o governador de Nova York, David Paterson, decretou alerta elevado diante da possibilidade do surgimento de mais casos de gripe suína no estado. Para os que se preocupavam com o presidente Barack Obama, que esteve no México há dez dias, a Casa Branca anunciou que a saúde do mandatário "não corre risco".

Apesar do grande número de vítimas confirmadas, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Richard Besser, afirmou a jornalistas que todos os casos no país são brandos e que Obama está "sendo informado constantemente" sobre a possibilidade de expansão do surto. Em Nova York, foi habilitada uma linha telefônica gratuita para informar os cidadãos sobre a gripe suína. "Estivemos nos preparando para uma situação como esta há anos. Temos a melhor saúde pública para fazer frente à gripe suína", tranquilizou o secretário de Saúde do estado, Richard Daines.

A rotina, por enquanto, só foi alterada mesmo nas principais cidades do México. Ontem, a maioria dos restaurantes, bares e outros locais públicos da capital não abriu, por orientação das autoridades. Até mesmo as tradicionais partidas de futebol de domingo foram fechadas ao público. As poucas pessoas que circulavam pelas ruas usavam máscaras. O presidente Felipe Calderón, contudo, foi a público para garantir que cerca de 900 dos mais de 1,3 mil pacientes possivelmente contaminados estão "saudáveis", e o restante está passando por exames em hospitais. "É muito importante atuar rapidamente, mas também é muito importante manter a calma e colaborar com as autoridades", afirmou.


OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) poderá elevar o nível de alerta para fase 4 ou 5 como resultado do surto de gripe suína, disse hoje, em teleconferência, o porta-voz da OMS Gregory Hartl. O nível de alerta atual está na fase 3. A elevação para o nível 4, por exemplo, indicaria um "aumento significante no risco de uma pandemia (epidemia generalizada)".

O encontro do comitê de emergência da OMS para discutir mudança no nível de alerta de risco estava originalmente previsto para amanhã e foi antecipado para hoje. A reunião segue-se à possibilidade de que 110 mortes tenham sido causadas pela gripe suína no México e à declaração de emergência pública pelos Estados Unidos. Hoje, a Espanha disse que um jovem de 23 anos vindo do México havia contraído o vírus, o primeiro caso confirmado na Europa. As informações são da Dow Jones.



Publicado no jornal "Correio Braziliense".
Segunda-feira, 27 de abril de 2009.




O BRASIL E A LÓGICA DO GENOCÍDIO – Maria Lucia Victor Barbosa


O LOUCO DO IRÃ, MAHMOUD AHMADINEJAD ESTÁ CHEGANDO, SÃO PAULO VAI "RECEPCIONÁ-LO", SAIBA COMO NO "DOIS EM CENA"


PARA SABER TUDO SOBRE A GRIPE SUÍNA, LEIA O "CASAMATA"




Friday, November 16, 2007

Cala a boca "macaco"!



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Rei espanhol calou a boca de Chávez
por William Waack

Quem acompanhou a passagem da ditadura de Francisco Franco na Espanha para um regime democrático que serve de exemplo para todos nós, latinos, lembra-se com que desconfiança se olhava, em 1975, para a figura do então jovem Rei Juan Carlos. Dizia-se que tinha sido uma grande esperteza do velho ditador (que só não teve a desfaçatez de coroar-se monarca) a escolha daquele Bourbon inexperiente.

Juan Carlos vale hoje para a crônica política e histórica espanhola como um dos grandes (e decisivos) personagens da “solução espanhola”. Em que consistia? Nas suas linhas mais gerais, numa transição lenta e gradativa de um regime ditatorial, clerical e provinciano para uma democracia parlamentar representativa, tolerante e aberta. Não foi à toa que um jornalista espanhol perguntou ao então ditador brasileiro, General Ernesto Geisel, durante uma entrevista coletiva na Alemanha, em 1977, se ele pensava numa “solução espanhola” para o Brasil. “Sim”, respondeu Geisel.

Santiago Carrillo, o velho comunista, Felipe González, o jovem socialista, e várias gerações de políticos conservadores espanhóis respeitavam o rei como os trabalhistas e “tories” britânicos respeitam a Rainha, ou os social-democratas suecos a monarquia em Estocolmo -e assim por diante. Tido como um “bon vivant” famoso por suas tiradas (digamos, machistas) em conversas em “off”, jovial e bem humorado, Juan Carlos acabou virando um desses símbolos vivos de transição de um passado escuro para um futuro de prosperidade -tudo isso, no espaço de apenas uma geração.

E os espanhóis -que passaram dos conservadores para os socialistas, dos socialistas para os conservadores e, desde 2004, de novo para os socialistas- continuam dando um magnífico exemplo de que luta política não significa a destruição do adversário (o que não é pouca coisa, considerando-se a presença, na memória coletiva, de uma Guerra Civil que deixou centenas de milhares de mortos entre 1936 e 1939).

A Espanha de várias épocas parece possuir esse dom de nos proporcionar frases fortes e contundentes. Lembram-se do “no creo en brujas, pero que las hay, las hay” (Cervantes)?. Ou do “vencereis porque tenéis sobrada fuerza bruta, pero no convenceréis” (Unamuno)?. O Rei Juan Carlos soltou uma na cara de Hugo Chávez que provavelmente será repetida por bom tempo onde se fala espanhol: “porque no te callas?” (porque você não cala a boca?).

Juan Carlos tem todos os argumentos morais para mandar Chávez calar a boca. Afinal, ele soube ajudar a conduzir um país da repressão para um regime aberto, enquanto Chávez faz exatamente o contrário. O rei e seu primeiro-ministro souberam mostrar a um falastrão que não levam ofensas para casa. Foi de uma extraordinária dignidade política o que fez o primeiro-ministro socialista José Luiz Zapatero, defendendo de ataques verbais de Chávez seu antecessor (e ferrenho adversário político), o conservador José Maria Aznar.

Cabe lembrar aqui, aliás, o que o mesmo socialista Zapatero disse ao presidente boliviano, Evo Morales, quando o governo boliviano tomou à força instalações de empresas petrolíferas espanholas (além da Petrobrás). Naquela ocasião, o dirigente espanhol lembrou ao boliviano, em tom que não deixava margem a dúvidas, que contratos existem para serem respeitados. A Espanha não engoliu o que Evo Morales fez.

Nosso espaço político (no seu sentido mais amplo) é muito marcado pelo caudilhismo, populismo, personalismo e pela (muitas vezes apenas pretendida) virilidade de seus líderes políticos. São, digamos, “tradição” da política latino-americana, assim como o paternalismo, o assistencialismo e a melancolia que às vezes nos faz pensar que não temos jeito mesmo. Por isso foi tão retumbante o que fez Juan Carlos diante de Chávez -e está repercutindo intensamente na enorme esfera hispânica.

Ele mostrou ao bufão quem tem, em bom espanhol, cojones. Viva o Rei.


William Waack nasceu em São Paulo, SP em 30/08/1952 é jornalista, formado pela USP. Cursou também Ciências Políticas, Sociologia e Comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha, e fez mestrado em Relações Internacionais. Tem quatro livros publicados e já venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo, pela cobertura da Guerra do Golfo de 1991 e por ter revelado informações sobre a Intentona Comunista de 1935, até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou. Waack trabalhou em algumas das principais redações do Brasil, como o Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Foi editor de Economia, Internacional e Política. Durante 20 anos, William Waack foi correspondente internacional na Alemanha, no Reino Unido, na Rússia e no Oriente Médio. Desde 1996, trabalha para a TV Globo e voltou ao Brasil em 2000. Apresenta, desde maio de 2005, o Jornal da Globo e em 2006, passou a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1.



Publicado no Portal G1.
Segunda-feira, 12 de novembro de 2007, 14h45.






 
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