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Thursday, March 26, 2009

OMBRO A OMBRO!

Foto: Gen Castro e Gen Cesário.



































FERMENTO POLÍTICO
por Oliveiros S. Ferreira

Em minhas andanças profissionais pelo Estado-Maior do Exército, quando exercia as funções de chefe de redação do "Estado de S. Paulo", costumava ouvir uma expressão: "Isso pode fermentar".

Com essas palavras, o General com quem conversava traduzia sua avaliação de um fato recente, fosse a declaração de alguém com poder ou prestígio, fosse um acontecimento. Meu interlocutor partia da certeza de que o que comentava não teria conseqüências imediatas nem mudaria a situação política. Mas que poderia "fermentar", isto é, repercutir, servir de motivo de aglutinação de pessoas e grupos, produzindo conseqüências políticas de maior ou menor relevo.

Dois fatos me levam, interrompendo a série de considerações que deveria prosseguir fazendo sobre o instituto do decreto-lei, a escrever a respeito da impressão que tenho de que eles "fermentarão": a carta aberta do General Luis Cesário da Silveira Filho, ex-Comandante do Comando Militar do Leste, ao Ministro da Defesa, e o voto do Ministro Marco Aurélio Mendes de Farias Mello no STF sobre a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, chamada por alguns de "terra indígena".

Explico por que tenho a carta publicada e o voto enunciado na condição de fatos que podem "fermentar", contribuindo para alterar a relação de forças que sufoca a Política nacional e impede a organização de uma real oposição ao sistema de poder que o atual governo e quantos se beneficiam do status quo vêm reforçando desde que Luis Inácio Lula da Silva se elegeu Presidente da República.

O voto do Ministro Marco Aurélio "fermentará" porque aponta os erros políticos e jurídicos cometidos por quem delimitou a reserva Raposa/Serra do Sol. O Exército, protagonista, já se pronunciara pela voz do General Heleno, Comandante do Comando Militar da Amazônia. Agora, aos argumentos daquele chefe militar, preocupado com a soberania nacional, será possível acrescentar os jurídicos, tão importantes neste país de bacharéis.

A carta do General Cesário não ultrapassou o limite do proibido pelos regulamentos disciplinares — conteve-se nele, mas fez questão de colocar as grandes questões que dizem respeito ao futuro das Forças Armadas.

O General Cesário falou em nome de uma tradição que, a meu ver, se reveste de dois sentidos: um, o de que o Exército, na história do Brasil, sempre participou das grandes decisões; outro, o da atuação do Partido Fardado, do qual, para mim, o General Orlando Geisel foi o último representante de quatro estrelas. E soube, com um toque de classe já evidente em seu discurso de despedida (v. AQUI ) do Comando Leste, deixar claro em nome de que tradição falava.

Não simplesmente para recordar o passado foi que, em sua despedida, ele mencionou os nomes dos Generais Emilio Garrastazu Médici (que, na condição de comandante da AMAN, engajou os cadetes no 31 de março de 1964) e Orlando Geisel, que sempre simbolizou a oposição à forma como o irmão, o General Ernesto, Presidente da República, conduzia o processo de abertura política que levou aos Governos Sarney, Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva. Voltou a citar Orlando Geisel em sua carta ao Ministro Jobim, sem afastar-se da tradição ao citar também o General Octávio Costa, homem de confiança do Presidente Médici.

O Ministro Jobim, em entrevista que concedeu ao JB, fez questão de deixar claro aquilo que o Executivo de que faz parte pensa das Forças Armadas, especialmente do Exército. No que, aliás, apenas reiterou o que o Presidente Lula disse no encontro formal com o corpo de Oficiais Generais, o almoço de confraternização do fim de ano de seu primeiro mandato: que ali estava um "bando de Generais". Se o Presidente da República hostilizou, injuriando os Oficiais Generais da Ativa, o Ministro Jobim acrescentou agora o insulto à injúria, dirigindo-os à Reserva: "O General que declarou a insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou". Jobim comentava, com a falta de delicadeza que lhe é própria e recorrente, as observações que o General Cesário fizera em documento lido na última reunião do Alto Comando do Exército, criticando a Estratégia Nacional de Defesa elaborada em conjunto com Mangabeira Unger.

Em sua resposta, o General Cesário fez questão de reafirmar coisas que não se ouviam há algum tempo: que não há dois Exércitos, o da Ativa e o da Reserva. "Há apenas um, o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da Ativa e da Reserva".

A carta do General Cesário não deve ser tomada como a resposta de um General ofendido por um Ministro civil. Ela marca uma posição: "O Exército brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista". É esta a mensagem que o General Cesário transmite a seus pares e a todos os Oficiais: o Governo Lula da Silva, desde sempre e agora, com a Estratégia Nacional de Defesa, pretende fazer do Exército a gendarmaria a que, desde Vargas, muitos querem reduzi-lo, transformando-o, de interlocutor, indutor e protagonista dos assuntos de Estado, em força subalterna submetida aos governos.

Lembremo-nos de que o Exército foi afastado das decisões de Estado já no Governo Collor de Mello, em processo que culminou, no Governo Fernando Henrique, com a criação do Ministério da Defesa. Isso foi feito a pretexto de subordinarem-se as Forças Armadas ao Poder Civil, mas, na realidade, com o propósito de que o País se ajustasse às diretivas daqueles que, ao Norte, pretendem reduzir as Forças Armadas brasileiras a forças meramente policiais.

Tomo a liberdade de transcrever a carta do General Cesário (v. AQUI ), na íntegra. O que importa é o que está dito e dito está com palavras muito educadas.


Oliveiros S. Ferreira nasceu em 05 de maio de 1929 em São José do Rio Pardo, SP, é cientista social, jornalista, escritor, cientista político, historiador e professor, licenciado em Ciência Sociais pela Universidade de São Paulo, doutorado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, é livre-docente pela mesma instituição. Atualmente é professor convidado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, além de ministrar cursos no Programa de Estudos Pós-Graduados da FFLCH da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Relações Internacionais e Teoria Política. Tem publicados inúmeros livros nos seguintes temas: Brasil, Política, Relações Internacionais, Ordem Mundial e Guerra.
E-mail: pensar-e-repensar@uol.com.br


Publicado no site "Pensar e Repensar".
Quarta-feira, 18 de março de 2009.




GENERAL CESÁRIO E A MÍSTICA DA SACRALIDADE MILITAR – André F. Falleiro Garcia





Friday, June 20, 2008

"SERVIR", NÃO "SERVIL!"

Deprimente! O Cmt do EB, curvado ante o falsário confesso da Constituição.






































"ANTES DE VOS PERTENCER, PERTENÇO AO MEU PAÍS"
Pierre Corneille

ORDEM ERRADA NÃO SE CUMPRE!

No trabalho de desmonte do exercito brasileiro, vale de tudo. Sucateamento puro e simples, falta de equipamentos, armamento e veículos, passa pelo aviltamento do soldo etc. e, para desmoralizar de vez, agora impõem ao seu contingente, um extra-eleitoral, uma mãozinha na campanha de um candidato fajuta e corrupto a soldo do Planalto, prestando-se a tarefa de reles cabo eleitoral. Isto é jogar o Exército na sarjeta. E como esta tarefa, além de não lhe dizer respeito por caráter constitucional e ao perfil em que são moldados, situam-se em uma zona que não é o seu teatro de operações, estão expostos desnecessariamente, como ocorreu, a erros inevitáveis e já previstos. O repúdio da população são os lucros que o governo a serviço do socialismo mundial, capitaliza na sua aversão pelas FFAA. Enfraquecer as FFAA é entregar a nação a seus inimigos.

Há reclamações generalizadas em defesa das FFAA, mas em um tom que da a impressão que estas ações são equívocos sem muita importância, ou ações descuidadas e irrefletidas por seus chefes maiores, que é o governo mesmo. NÃO! Não são! São ações que seguem um propósito que vem sendo cumprido à risca e têm ajuda, em determinada medida, até de dentro da caserna quando são obstinados em sua cegueira, quando induzem outros à mesma cegueira, diante destes ataques claros e indisfarçáveis. Ao se recusarem em enxergar, se tornam cúmplices. Por isso e para aqueles que têm visão, e não querem se tornar cúmplices, pois se balizam pelo serviço em defesa da Pátria, deverão ter em mente e presente que: ORDEM ERRADA NÃO SE CUMPRE!

A transformação dos exércitos, em países não só como o Brasil, diga-se de passagem, em sucata inerme, está no organograma e cronograma tático estratégico dos socialistas de todos os tipos com pretensão de domínio mundial, globalista, encastelados na ONU, no CFR, no Pacto de Shangai, etc. As FFAA constituem graves obstáculos para seus objetivos, e que todo esforço tem se empreendido para sua desmoralização e desmonte até a sua destruição ou transformação em forças amestradas. Estas iniciativas ocorrem desde o Governo Sarney, e cada novo governo cumpre sua parte nesta tarefa. FHC fez a sua e agora o atual. Não podemos, entretanto, eximir parte dos militares nesta façanha, pois tudo tem uma história. Se tiveres dúvidas, pergunte-se porque, após 21 anos de intervenção militar, cujo propósito era o combate ao comunismo, evitando que o Brasil entrasse para o seleto grupo de regimes tirânicos, os resultados tenham sido o contrario do que foi proposto.

Este combate resultou no crescimento das esquerdas que passaram a dominar todo panorama da vida política e social brasileira. Mal se passou o governo aos civis, os "comunas" estavam em todos os escaninhos da vida nacional, inclusive no próprio Exército. Como isso foi possível? Porque os esforços desses ilibados militares, que não se duvida foram honestos e muitos sinceros, renderam resultados diametralmente oposto aos que almejaram?

Os militares que figuraram no comando do governo brasileiro no período de 64-85, como a maioria dos políticos e intelectuais brasileiros, assim como governos anteriores e até hoje, sempre rezaram pela cartilha do "intervencionismo", ou seja, da interferência do governo na economia, sem nenhuma restrição, a não ser, a restrição do livre-mercado. Os militares no comando do governo brasileiro, ao fazerem sua opção pelo "intervencionismo", cumpriam a agenda socialista, tendo ou não consciência das resultantes de suas ações.

Desde de quando os bolchevicks abandonaram sua tentativa fracassada de realizar os ideais socialistas de uma só vez, de uma só carga, e adotaram a NEP, a Nova Economia Política, o mundo todo seguiu o exemplo e passou a ter um único sistema de política econômica, que é o "intervencionismo". Tido como moderno e avançado, está situado como um meio-termo entre o capitalismo, que todos odeiam, e o socialismo, que todos almejam. Mesmo os que se dizem francamente anticomunistas, quando no governo, praticam-no, ignorando as suas conseqüências. No "intervencionismo", de regulamentação em regulamentação, de restrição em restrição, se vai ao socialismo, mesmo sem se dar conta.

O governo do Presidente Médici além de ir na onda, foi a mais alta mistificação do "intervencionismo". Dava a impressão de que quem criava riquezas era o governo, que com a sua ação providencial, a sua onipresença planejadora, era o responsável pelo "milagre brasileiro", escondendo o fato que é o capitalismo, embora aprisionado pelas interferências governamentais, ainda é dinâmico e inovador. Não lhes passava pela cabeça, como até hoje, que quando o governo interfere no livre-mercado, controlando-o, regulamentando-o, dizendo que o faz com a mais pura das intenções, está na verdade dando passos progressivos no caminho do socialismo. O "intervencionismo" governamental é a construção do socialismo por etapas, sem derramamento de sangue, sem violência. A intervenção governamental é o gradualismo, é a transformação lenta e imperceptível no caminho ao socialismo, mesmo quando já em estágio bem adiantado, ainda assim não é inteiramente percebido.

Mesmo com o governo atual e seu partido terem se declarado de esquerda e socialista, ainda assim não é levado a sério, talvez por não apresentar semelhanças ao pressuposto clássico da revolução bolchevista. O PT, LULA, assim como FHC, não construíram este Estado semi-socialista. Receberam de mãos beijadas esta construção de muitos governos, inclusive dos militares. A idéia do Estado paternal está enraizada no imaginário dos brasileiros que não compreendem a vida sem o Estado Onipotente, e o fazem instintivamente.

Os militares deste período também transigiram com a tarefa que o momento lhes impôs de combater o inimigo em seu próprio terreno. Como excelentes militares, não deram quartel aos inimigos que lhe afrontavam de mãos armadas. No entanto, para aqueles armados de idéias marxistas, os mais perigosos dos inimigos, os mesmos estavam completamente perdidos e desarmados. Despreparados, não sabiam como identificá-los. O próprio General Castelo Branco, por exemplo, prestigiava atos de agentes comunistas, como o lançamento do livro do General pró-comunista Nelson Werneck Sodré, nas dependências do Instituto Brasileiro de História Militar. Davam-se subsídios a editoras de livros marxistas como a Civilização Brasileira, de Ênio Silveira. Nas bancas de jornal, havia fartura de jornais e brochuras de cunho marxista. Por outro lado, desenvolvia-se sistemático combate ao reduto das forças conservadoras, principalmente ao jornal "O Estado de S. Paulo", até a sua completa desarticulação. Mas não moveram um músculo contra a partidarização e submissão daquele reduto da chamada "direita", agora nas mãos e desígnios dos socialistas de plantão. Atiraram no que viam, acertaram no que não viam.

Lutando com um inimigo quase invisível, os militares perdiam aliados e ajudavam o inimigo. O governo do Presidente Geisel foi mais indecente ainda. Por um fio não tivemos nossas relações com os EUA rompidas, entre tantos motivos estava o nosso programa nuclear. Bandeou-se para o lado dos cubanos e foi puxar o saco de Fidel Castro, dando-lhe armas e munição para a aventura do barbudo na África. Não satisfeito ainda abriu as portas para os comunistas chineses, e eles fazem a festa até hoje. Liberou total para as "esquerdas" que até o Itamaraty se tornou francamente comunista. Para dar abrigo e boa vida para as "esquerdas" que cresciam exponencialmente, criou quase uma centena de estatais.

Como se vê, não se pode criticar o estado atual das coisas ignorando que se cumpriram ordens erradas.

ORDEM ERRADA NÃO SE CUMPRE, RECRUTA! Assim os militares não zelam nem por suas fardas e descuidam até de suas missões. Os militares do passado agiram, na pratica, como força auxiliar das "esquerdas" que hoje nos dominam. Evitaram um banho de sangue em que os esquerdistas seriam afogados em seu próprio e embaixo de muita bala. As "esquerdas", como se mostraram em 64, eram débeis desorganizadas e inconseqüentes, enquanto a tal da "direita" estava armada até aos dentes e muito articulada. Com a intervenção dos militares, a "direita" foi completamente desarticulada, enquanto o contrário não aconteceu as "esquerdas". Até os jornais de hoje cumprem fielmente os desejos do então Presidente Costa e Silva, para quem a missão da imprensa era elogiar o governo, embora não o fazem do seu atual, mas sim do PT.

O Homem age de acordo com suas idéias. E as idéias prevalecentes entoam loas à intervenção governamental, cujo viés é anticapitalista. As ações regulamentadoras e controladoras do Estado na economia abrem espaços na direção do socialismo. Aos militares, assim como todos os cidadãos que têm a intenção de influir nos destinos do Brasil não comunista, devem prestar atenção em suas ações, que são reflexos de suas idéias, do contrario colherão frutos diametralmente opostos aos seus objetivos, ajudando ao inimigo mais do que possam pensar. Os militares têm uma missão constitucional a cumprir. Só o receio dos erros do passado os fazem marcar passo e prestar continência a quem não devem por nenhuma razão. Mas é preciso superar os erros do passado e avançar na reconquista do terreno perdido.

EM MARCHA, SOLDADO. QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER!



NR. Out of Context: No período de 1967 à 1974 (Governos Costa e Silva e Médici) o ex-deputado Antônio Delfim Netto foi Ministro da Fazenda, depois Ministro da Agricultura e do Planejamento, ou seja, teve participação em quase todos os Governos Militares, sendo este mesmo personagem que revelou ser um admirador do "socialismo fabiano", a ideologia orientadora da Comunidade Européia e também da ONU. Hoje este senhor é uma espécie de "guru" do atual desgoverno comunista em fase de implantação no nosso país. Pensem bem, não é uma estranha coincidência o Sr. Delfim Netto manter sempre uma estreita relação com os governantes de plantão, sejam eles quem forem? Não será o Sr. Delfim o representante do C.F.R. (Council on Foreign Relations) junto ao governo brasileiro, daqueles que querem governar o mundo através da implantação de um regime comunista global?




 
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