E POR QUE NÃO UM GENERAL NO CONCÍLIO DO VATICANO? por Vania L. Cintra
No convite para as solenidades militares em comemoração ao dia 25 de agosto, aniversário de Caxias, a realizarem-se nas dependências de um certo Quartel do Exército, as palavras "dia" e "soldado" foram impressas com letra minúscula. O Oficial que comigo comentou isso não se demonstrava exatamente surpreso. Talvez eu também já não devesse me espantar. Porque estou acompanhando, e, isso sim me deixa estupefata, a "importante" discussão que se abriu entre os Oficiais militares das três Armas nobres, discussão orquestrada, como sempre pelos "grandes" jornalistas especialistas em fofocas e em tudo mais e mais um pouco, a respeito de qual político seria pior ou melhor que o já escolhido pela Presidência para ocupar o Ministério da Defesa.
Trocou-se um seis por uma meia-dúzia. E daí? Com a ("auto" ou não) defenestração de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, para que, exatamente, deveriam os militares estar discutindo o nome do civil que o poderia substituir? Moreira Franco, Aldo, Amorim, Genoíno... uma mulher... (e por que não uma mulher? Juro que cheguei a imaginar que Dona Rousseff aproveitaria a oportunidade e indicaria mais uma dona-de-casa que bem administrasse um orçamento doméstico...) discutir esses e outros tantos nomes a troco de quê? Por quê? Porque quanto pior for melhor será? Para quem? Era só o que nos faltava!
Alguns ainda exclamam, ao saber da indicação de Amorim: é o fim! Não, isso não é o fim simplesmente porque o fim já ocorreu bem antes, faz tempo, um bocado de tempo já. Tudo se quebrou ao ser considerado "obsoleto" e foi jogado em um depósito de ferro velho, onde cada peça foi sendo carcomida pela oxidação em um longo período de mau tempo que ainda estamos atravessando. Só que ninguém percebeu, nem viu, nem ouviu. E todo mundo foi empurrando os cacos que sobraram aqui e ali para debaixo do tapete para que ninguém, mesmo, percebesse. Tudo o que agora ocorre é apenas decorrência do fim de tudo. E para, dessa cacaria toda, tentar montar alguma coisa que preste ou que nos seja útil seria preciso usar, mais que muita graxa, muita "solda", se aqui me permitem um trocadilho absolutamente sem graça.
Se aquela discussão a respeito do nome do civil melhor ou pior aos interesses militares (e quais são os interesses militares?) ficasse borbulhando apenas no caldeirão em que se cozinha a "carreira" já dada nos militares por jornalistas e políticos "de carreira", ainda dava para entender. Isso tudo agita os ânimos, parece até que está acontecendo alguma coisa que deva ser noticiada e discutida com estardalhaço. Mas essa discussão boboca contagiou muitos militares, inclusive os mais sérios, capacitados e conseqüentes. E vem apenas mais oferecendo argumentos e mais solidificando o discurso dos civis que vêem os militares como se vissem vampiros ao meio-dia – os que querem caracterizá-los como incivilizados e imbecis – mas também serve a alguns militares cretinos e incompetentes – que existem, sim, não duvidem! – que bem sabem, apesar de serem cretinos, que são incompetentes, e, por isso mesmo, não se respeitam, não respeitam suas carreiras e sua missão, não respeitam a sua própria inteligência porque não a encontram, nem reconhecem ou respeitam a inteligência de militar algum, e só querem mesmo é faturar seus proventos ao fim do mês ou talvez uma viagenzinha aqui ou ali a pretexto de "aperfeiçoarem-se" (razão por que a Reunião do Alto Comando dedicou recentemente espaço a esse importante item em sua pauta). Estão nas FFAA por "expediente", arrumaram uma "boquinha" durante um tempo, até sua merecida "aposentadoria".
A idéia da criação do Ministério da Defesa, dadas as circunstâncias sob as quais vicejou em nosso País, é, por si mesma, o triunfo dos "políticos" – quando não somente a submissão irrefletida aos ditames supranacionais – e impôs-se em processo que, por si mesmo, desmoralizou as FFAA, desmoralizando e, por fim, extinguindo o EMFA em suas funções, e liquidando a idéia de uma Política do Estado ao implodir os Ministérios militares. Temos agora Políticas de Governo, e nada mais. Mesmo assim, por ser um cargo definido como superior ao dos Comandantes das Armas, não poderá haver qualquer civil melhor ou pior que qualquer outro civil que possa assumir o cargo de Ministro da Defesa. Porque não há argumento capaz de explicar por que cargas d'água deva um civil – e somente um civil – ocupar esse cargo.
Muito menos terá cabimento o argumento de que teria havido um "acordo" tácito entre civis e militares no sentido de que a Defesa não deveria ser entregue a um Ministro militar porque este "privilegiaria o uso da força", nem a um diplomata porque este privilegiaria "a recusa, por princípio, do mesmo uso da força". Só quem não tenha a mais mínima noção do que seja e de a que serve a Diplomacia, nem tenha noção da história diplomática, não só a nossa como a de todos os Estados, no mundo inteiro, poderia supor existir, sugerir ou fazer tal acordo em qualquer tempo e lugar. Tal "acordo" não vale sequer como hipótese. Além de que, por esse raciocínio, qualquer civil, tivesse a formação que tivesse, desde que não a de um diplomata, estaria em condições de "resolver" os problemas de Defesa. E a discussão de seu nome seria inútil, uma vez que dependeria apenas da preferência pessoal do Governante (que alguns afirmam ser "soberano"), nada mais, entre os que pudessem ser "mais cuidadosos com as palavras".
Armas e Diplomacia não são instrumentos de Mercado, em que só valem a barganha e a capacidade de barganhar – Armas e Diplomacia são instrumentos de Estado. Ou andam juntas, lado a lado, harmoniosamente, buscando os mesmos objetivos – os de Estado – pelos mesmos meios, ou seus Ministérios, o das Relações Exteriores e, hoje, o chamado da Defesa, serão não mais que possibilidades a que títulos honoríficos e pequenos poderes sejam conferidos a indivíduos quaisquer em um Estado que não tenha qualquer expectativa de impor-se e impor seus interesses entre os demais Estados Nacionais. Em um Estado de faz-de-conta. Porque um Estado não é exatamente uma barraca instalada em feira-livre.
Essa discussão a respeito dos nomes dos melhores ou piores fulanos a ocupar o Ministério da Defesa não será importante, pois, nem mesmo inócua será – vem-nos sendo, desde que foi permitida, sempre muito nociva. Porque esses nomes se nos oferecem a partir de um crisol que apenas contém materiais inadequados a produzir qualquer liga forte. A fumaça poluída que dessa discussão se levanta mais avilta os militares, mais os desarticula, mais alimenta o processo de transformá-los em "entulho autoritário", portanto, em algo que nos é, de fato, desnecessário, e não nos leva a lugar algum. Se quisermos ter uma idéia do que vem a ser essa brincadeira de Ministério da Defesa nas mãos de juristas, filósofos, pacifistas, versejadores ou o que os valha e não quisermos usar a expressão "raposa cuidando do galinheiro" por considerarmos chula, bastará imaginar, raciocinando com um modelo ao revés, a confusão que se faria caso um General fosse designado pelo Papa a ocupar uma cadeira no Concílio do Vaticano e a decidir, entre Bispos e Cardeais, quais providências deveriam ser tomadas no sentido de promover a paz definitiva entre cristãos e não-cristãos. Nem se fantasiando de São Pedro esse General convenceria os fiéis à Santa Madre ou o resto do mundo de que ele era um iluminado e, ali, estava no lugar adequado. Muito menos os convenceria de que o Vaticano não estivesse pensando em desferir uma nova "cruzada contra os infiéis". E procurando se armar. No entanto, que tremendo sucesso fez Jobim na passarela desfilando com seu modelito camuflado...! Como? Por quê?
Imagino que não esteja exatamente falando sozinha no deserto, porque não me é possível imaginar que não mais haja nas FFAA um único General, um único Almirante, um único Brigadeiro capacitado a assumir o nosso Ministério da Defesa, que não haja um único sujeito minimamente lúcido e probo na Ativa, no pico da hierarquia, que saiba o que é contornar os obstáculos da pequena política, comandar batalhas diárias enfrentando todo tipo de adversidades, e ter que dar a cara a tapa frente à tropa quando porventura erre em suas táticas e lhe cause danos ou baixas desnecessárias; nem me é possível conceber que não haja pelo menos meia-tropa que não consiga compreender que o cargo de Comando desse Ministério é um cargo vital ao Estado, que deve escapar das futricas dos salões dos Governos, portanto, não pode ser entregue a um qualquer civil "de carreira". Não nos basta resumir idéias afirmando que "ideologia, não!" Ideologia sim! Pois negando-se à população nacional o direito e o dever de pensar em valores nacionais, de projetar o que deve o Brasil fazer estando em confronto com seus pares, este nosso País só encolhe, manifestando já sérias tendências a desaparecer ao ser devorado por si mesmo. E que é isso senão ideologia? Se acaso uma ideologia for motivo de vergonha para alguém, esse alguém que assuma uma outra, pois, a qualquer mortal, é impossível reconhecer-se e reconhecer o ambiente que o cerca sem recurso a qualquer ideologia. Aliás, creio mesmo que nem um anjo ou um super-homem conseguiria fazer isso. E os Oficiais Superiores estudaram tanto, afinal, para quê? Para concorrer a prebendas, assumir cargos, em empresas públicas ou em órgãos-chave de quaisquer Ministérios, tal como é o DNIT, que civis não estivessem à altura de assumir, e para agradecer à Presidência a oportunidade de arriscar-se a se queimar ou a mais queimar a Corporação e mesmo a Instituição, uma vez que, nesses cargos, deverão submeter-se aos interesses e aos caprichos governamentais? Ou para oferecer seus serviços à empresa privada?
A população nacional tem muito o que exigir de um Oficial militar, sempre teve, e pode e deve exigir – afinal é ela quem paga por seu preparo profissional – mas não pode exigir o que hoje lhe vem sendo exigido: que se submeta aos "políticos". Exige-o porque é ignorante, porque crê no que lhe dizem os "líderes" de curta e torta ambição. E enquanto a discussão de qual o melhor ou o pior nome civil para o Ministério da Defesa continuar a ser levantada a cada queda de um Ministro que se impõe sobre os militares, com toda a descontinuidade de planos, projetos e prazos que a sua substituição acarreta, visto que nenhum desses Ministros é oriundo do Corpo diretamente neles interessado, ela apenas visa a sufocar, a matar asfixiada e a soterrar uma outra discussão que, essa, sim, é fundamental – a que deveria estar rolando acaloradamente a respeito da capacitação específica para a pasta.
Por outro lado, enquanto a discussão sobre essa capacitação específica para o cargo de responsável pela Defesa e Segurança do Estado não se fizer, enquanto os Oficiais militares não exigirem que "seu" Ministério se volte apenas às Armas e ao que as Armas devem e podem fazer, que é cuidar realmente da Defesa do Estado e de sua Segurança (mas alguém mais lá ainda sabe que vem a ser isso?), sem se preocupar com alegorias, sambas-enredos ou com demonstrar jogo de cintura aos turistas, enquanto permitirmos, todos nós, que esse Ministério seja apenas mais um entre as dezenas e dezenas de Ministérios civis criados de acordo com o movimento das marés e sirva apenas para que quem for indicado Ministro adicione títulos indevidos ao seu currículo pessoal e intransferível, para absorver burocratas de outros Ministérios, que estejam sem função e sejam colocados à disposição, ou para que estudantezinhos deslumbrados e desinformados usem suas bolsas de estudo e componham suas tesezinhas de Mestrado ou Doutorado conforme as "novas regras do novo mundo globalizado" determinam, ninguém respeitará o Dia do Soldado. Simplesmente porque, embora no mundo inteiro os Soldados estejam fazendo o que Soldados devem fazer, contando com o respeito e o apoio da população consciente de quem é, em nosso País não se vêem mais Soldados a respeitar, e os que se fantasiam de Soldados e se colocam à porta das Catedrais da Esplanada dos Ministérios em Brasília mendigando alguma atenção continuarão sendo vistos por todos, aqui e no mundo inteiro, inclusive por eles próprios, como, literalmente, um zero à esquerda.
E o Brasil continuará marchando unido, em acelerado, para trás. Mesmo que ninguém perceba.
Vania Leal Cintra é socióloga, Bacharelada e Licenciada Plena pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP, especializada em Docência no Ensino Superior pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP, possui Mestrado em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo – USP e Doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Vania também é editora do site "MINHA TRINCHEIRA". E-mail: minhatrincheira@uol.com.br
Publicado no site "MINHA TRINCHEIRA".
Sábado, 06 de agosto de 2011.
O Exército de "ontem" está "velho" ou já morreu. Porém foi heróico e cumpriu com seu dever e, por isso alguns deles estão pagando e outros ainda pagarão o preço por nos salvarem das garras do comunismo.
O Exército de "hoje", está de joelhos. Seus compromissos atuais são tão somente com soldos, cargos e aposentadorias, para isso bajulam, medalham e homenageiam seus futuros algozes e vezeiros traidores da pátria. Viraram as costas para os heróis do Exército de "ontem", que foram deixados à mercê da sanha vingativa dos traidores comunistas por eles (os de "ontem") derrotados.
O Exército de "amanhã", é uma incógnita, tanto poderá ser escravizador de seu próprio povo, como libertador desse mesmo povo, tudo dependerá em qual Exército se espelhará, no digno e honroso de "ontem", ou no covarde e "vendido" de "hoje". Só o tempo poderá responder.
Íntegra do discurso proferido pelo General-de-Exército Paulo Cesar de Castro, por ocasião da Passagem do cargo de Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, realizada no dia 11 de maio de 2009 no Salão Nobre do Palácio Duque de Caxias, quando assumiu o cargo de Chefe do DECEX, o General-de-Exército Rui Monarca da Silveira.
PALAVRAS DE DESPEDIDA
Transcorridos quatro meia-dúzia anos de intenso, empolgante e gratificante efetivo serviço, aos quais acrescento sete outros plenamente vividos como Cadete de Tomaz Coelho, preparo-me para executar os comandos de "embainhar, espada!" e de, "no grupamento da Reserva, em forma!". Embainharei a réplica do Sabre de Caxias, mas mante-la-ei firmemente empunhada e afiada, a postos para manejá-la no combate a serviço dos dois sagrados compromissos que, como eu, todos os militares juraram atender, o da integral dedicação à Pátria e o do mais absoluto comprometimento com o Exército.
Volto-me para o altar de Deus e, em profunda oração, agradeço as copiosas graças com que Ele me protegeu: a saúde para empreender a marcha; a de manter a cadência firme e o passo certo; a de estar permanentemente coberto, alinhado e imóvel; a de ter-me permitido assumir compromissos e responsabilidades cada vez mais elevadas e tantas outras. Invoquei-O a cada desafio, pedindo Sua ajuda por intercessão de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Exército, de cujo altar Caxias, o Duque de Ferro, fazia-se acompanhar durante suas campanhas. Obrigado, meu Senhor e meu Deus!
Meu Comandante, muito obrigado por suas palavras amigas e camaradas, mas, sobretudo, por me ter permitido viver intensamente minha derradeira missão no serviço ativo à frente do então Departamento de Ensino e Pesquisa, hoje Departamento de Educação e Cultura do Exército e, portanto, ter sido responsável pela preparação dos recursos humanos de carreira para nossa queridíssima Força Armada. Obrigado por tudo, pelo apoio, prestígio e prioridade irrestritos concedidos ao ensino, aos desportos e à pesquisa no Exército. Para fortalecer o poder de combate da Força, formamos, especializamos, aperfeiçoamos, pós-graduamos e proporcionamos altos estudos militares, capacitando homens e mulheres para todos os escalões hierárquicos, e, por intermédio dos órgãos de formação de oficiais da reserva e do Sistema Colégio Militar do Brasil, preparamos cidadãos líderes para a Nação Brasileira, multiplicadores vitalícios dos valores transmitidos e praticados no Exército e que, sempre ao nosso lado, haverão de construir o Brasil dos nossos sonhos, mais forte, justo e honesto.
O Exército acolheu-me, ainda imberbe, ao matricular-me no Colégio Militar do Rio de Janeiro, em 1956, após ter logrado êxito em exigente concurso de admissão, sem que jamais me tivesse sido exigida a cor da pele dos meus pais, avós e demais ascendentes, ou me tivessem acenado para integrar qualquer tipo de quotas, fossem elas quais fossem. E, tendo-me recebido cadete na Academia, abriu-nos, a mim e à minha mulher, as portas para o convívio amigo da Família Militar, da qual temos recebido manifestações seguidas de apreço, de carinho, de amizade e de fraternidade, ao longo de toda a carreira, em distintos rincões do País e, até mesmo, no exterior. Esta Família é a nossa Família, a qual tanto estimamos. Na AMAN, passei a integrar a Turma IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, a Turma de 65, cujos eternos cadetes são, passados tantos anos, eternos amigos e camaradas, aos quais tanto prezo e estimo. São irmãos que nem o tempo ou a distância física logrou separar. Reencontro-os e abraço-os, pelo Brasil afora, sempre com imensas e renovadas satisfação e alegria.
Volto-me para minha mulher, Maria Helena, meu eterno amor e escalão superior, ainda que, esclareço, superior é verdade, mas não escalão enquadrante. A ela carinho e gratidão. Como ela sempre me disse, digo-lhe agora, "estamos aí!". Este é, também, o momento de agradecer a toda a família, meus saudosos pais e irmão, e igualmente saudosos sogros. Meus avós, tios, cunhados, sobrinhos, sobrinhos-netos, primos e amigos. Na família sempre encontrei estímulo, compreensão e força. Gente, obrigado!
Ao agradecer ao Comandante, reverencio em solene continência, todos os comandantes dos quais recebi constantes exemplos de homens de caráter, de brasileiros de brio e de líderes militares na mais pura acepção deste conceito. Impossibilitado de enumerá-los, sob pena de irreparável omissão, registro meu primeiro comandante na Academia Militar das Agulhas Negras, o, então, General-de-brigada Emílio Garrastazú Médici, exemplo de honestidade, de coragem moral e de audácia. Sob sua liderança, nós da Turma IV Centenário participamos da memorável campanha do Vale do Paraíba, durante as operações militares vitoriosas na Revolução Democrática de 31 de março de 1964, o que me valeu elogio assim consignado em minhas alterações, textualmente, por ter participado do movimento de descomunização do Brasil. Quando Presidente da República, sua popularidade era medida, não por frios indicadores numéricos, mas por prolongados aplausos, espontânea ovação com que era recebido a cada vez que comparecia à tribuna do Estádio do Maracanã. Sendo, pois, Comandante Supremo, sob seu comando nós, os democratas brasileiros, derrotamos o inimigo interno e subversivo durante a Guerra Fria e evitamos que o poder pudesse vir a ser transferido, no Brasil, de irmão para irmão, como recentemente aconteceu em paradisíaca ilha caribenha, vítima remanescente da falecida ditadura marxista.
Aos meus comandantes e instrutores, professores e monitores, obrigado por tudo. Nunca serei suficientemente agradecido pelas lições que me transmitiram na caserna verde-oliva e que me fortaleceram o caráter que me havia sido forjado em casa, por meus saudosos pais, Léia e Coronel Silva Castro. No Exército encontrei a escola de valores, de atributos e de exemplos éticos que bem poderiam servir a tantos que freqüentam os noticiários quotidianos. São as demonstrações de honestidade; de probidade; de dedicação aos estudos; de patriotismo; de civismo; de lealdade; de senso do cumprimento do dever; de prática da verdade; de camaradagem; de ascensão profissional fundamentada única e exclusivamente no mérito; de respeito aos interesses da Nação brasileira, acima de quaisquer outros, inclusive os pessoais ou ideológicos; de aversão à corrupção e à demagogia; de cumprir e de fazer cumprir todas as leis, a exemplo da Lei Áurea, da Lei do Serviço Militar e da Lei de Anistia, todas as leis, enfim; virtudes como a do pleno cumprimento da palavra empenhada; da solidariedade; e da dignidade. Em resumo, a lição de "Ordem e Progresso!"
Expresso, de público, gratidão e agradecimento aos meus comandados de todos os tempos, aos quais procurei servir, sob a inspiração do juramento de "tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados". No DEP e no DECEx, muito obrigado Generais Ronald e Arantes, meus vice-chefes. Muito obrigado aos meus assistentes, chefes de gabinete, de assessorias e de seções; muito obrigado aos oficiais, praças e servidores civis do Departamento. Em particular, agradeço ao meu Auxiliar do Estado-Maior Pessoal, que me acompanha desde as montanhas alterosas. Agradeço, ainda, no Estado-Maior Pessoal, aos sargentos auxiliares, aos motoristas e aos taifeiros. E uma mensagem de apreço às bandas de música que sempre me fizeram vibrar e marchar com cadência firme. Que Deus a todos proteja e abençoe, assim como a seus entes queridos.
Abraço fraternalmente meus irmãos de armas do Alto Comando do Exército, com os quais muito aprendi sempre que, reunidos, discutimos assuntos do mais elevado interesse da Instituição. Sempre que a eles recorri, encontrei a mão amiga que me ajudou a vencer desafios e a transpor obstáculos. Aos que permanecem nesse elevado órgão de assessoria do Comandante, minha absoluta confiança, certo estou de que haverão de perseverar contribuindo para que o Exército permaneça invicto e vencedor, atendendo aos legítimos anseios da brasilidade e tão-somente aos dela. Expresso minhas gratidão e apreço à Fundação Marechal Trompowski, por seu apoio e ajuda constantes, cujo socorro tanto tem contribuído para minorar a grave escassez de recursos que tem impactado nossos planejamentos e adiado o acalentado sonho de dispor do Exército necessário à segurança e à defesa da Terra de Santa Cruz.
Menção particular a todos os generais que me antecederam, não apenas no DEP, mas àqueles com os quais entrarei em forma a partir de agora. Reconhecimento e gratidão aos meus generais diretores e comandantes que, em conjunto com os comandantes, chefes e diretores de organizações militares subordinadas e vinculadas, deram vida ao processo ensino-aprendizagem, aos desportos, às pesquisas e às atividades de preservação e divulgação do riquíssimo patrimônio cultural da Força. Vocês foram perfeitos ao cumprir a diretriz, indispensável nos dias de hoje, de patrulhar e de defender! De defender nossos subordinados e sagradas casernas das investidas constantes do revisionismo histórico brasileiro e das mensagens tão freqüentes contrárias aos valores, às tradições, aos feitos, aos vultos e às lições do Exército de sempre. De patrulhar para que a lepra ideológica fosse mantida bem afastada de nossos currículos, salas de aula e locais de instrução. Os arautos da sarna marxista bem que tentaram, mas foram derrotados por todos nós, que seguimos a ordem do bravo Mallet, em Tuiuti: "eles que venham, por aqui não passarão!". Meus generais, perseverai no combate, o inimigo é astuto e insidioso, mas capitulará ante nós, como derrotado tem sido até agora. Cuidado, ele procurará afirmar e convencer os inocentes e incautos de que o Exército 2009 é diferente do Exército que os derrotou no passado. Pobres almas, nós somos o Exército de Caxias, uno, coeso, indivisível, merecedor dos elevadíssimos índices de credibilidade que a tantos causam inveja e que em nós fortalecem a auto-estima e o orgulho de sermos soldados verde-olivas.
Temos instituições mais do que parceiras, entidades amigas que conosco compartilham ideais. À Marinha e à Aeronáutica, às Forças Auxiliares, às universidades e fundações, aos institutos e academias, ao Clube Militar, demais clubes e personalidades, às associações e conselhos que conosco ombrearam e ombreiam, sou muitíssimo agradecido.
General Rui, minha convicção de que, sob seu experiente comando, capacidade profissional e sólido espírito militar, permanecerá o Ensino no Exército cada vez mais sério, reconhecido, validado, organizado, testado, normatizado e absolutamente independente de qualquer órgão estranho à Força. Parabéns por sua recente promoção ao posto máximo da hierarquia e por sua seleção para estar à frente do ensino, das atividades culturais, dos esportes e das pesquisas científicas no Exército.
Agradeço as bênçãos e as interseções de Santa Bárbara, padroeira da minha Artilharia. Prestes a executar os comandos de "alto, cessar fogo, mudança de posição!" e de "atracar a palamenta!", confesso que sentirei intensa saudade das linhas de fogo e do sibilar das granadas na trajetória, quer de Costa, Antiaérea ou de Campanha. Já de algum tempo, preparando-me, tenho realizado sucessivos REOP, reconhecimentos, escolhas e ocupações de posição. Na posição de manobra, estarei referido na vigilância, registrados os elementos da barragem normal. Os artilheiros do Século XXI que me comandem "fogo!".
A todos que me ajudaram a marchar, genuína e legitimamente fardado, sempre fardado, profunda gratidão por me terem permitido respeitar os superiores hierárquicos, tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados.
Muitíssimo obrigado, meus Comandantes, pares, subordinados, amigos e Família Militar! Até a próxima região de procura de posição. Assumo, agora, a responsabilidade de bater nova zona de fogos. E, desencadeada a eficácia NA, no alvo, transmito a mensagem final: "Aqui General Castro, missão cumprida!"
Muito grato.
Fonte: SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO COMANDO MILITAR DO LESTE.
Foto: O Gen Castro, sendo recepcionado pela guarda do Museu Militar Conde de Linhares (MMCL), que estão trajando o uniforme histórico oriundo da 6º Bateria Independente de Artilharia de Posição, primeira guarnição do Forte de Copacabana que o utilizava como uniforme de gala no ano de 1914.
O General-de-Exército Paulo Cesar de Castro é natural da cidade do Rio de Janeiro. Foi aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ), de 1956 a 1962, e incorporado às fileiras do Exército, em 01 de março de 1963, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Foi declarado aspirante-a-oficial da arma de Artilharia em 18 de dezembro de 1965. Em 1968, especializou-se na Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea, e aperfeiçoou- se em Artilharia, na Escola de Aperfeiçoamento de oficiais (EsAO), em 1976. Realizou o Curso de Comando e Estado-Maior na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), em 1980 e 1981, o Curso de Oficial de Estado-Maior, na Escola Superior de Guerra Tenente-General Luís Maria Campos, do Exército Argentino, em 1985 e 1986, e ainda o Curso de Política e Estratégia Marítimas, na Escola de Guerra Naval, em 1993.
Desempenhou as funções de instrutor dos Cursos de Artilharia da AMAN, da EsAO e ECEME. Comandou o 21º Grupo de Artilharia de Campanha, "Grupo Monte Bastione", unidade tradicional de sua arma, sediada no Rio de Janeiro. Como Oficial de estado-maior exerceu funções no Comando da 9a Brigada de Infantaria Motorizada Escola; no Estado-Maior do Exército; na Secretaria- Geral do Conselho de Segurança Nacional; na Secretaria de Assessoramento da Defesa Nacional, tendo sido membro da delegação brasileira à reunião bilateral Brasil-Argentina de energia nuclear; membro da delegação brasileira à reunião bilateral Brasil-China de energia nuclear, na China; e membro da delegação brasileira à Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica, em Viena, Áustria.
Como Oficial-General, foi Diretor de Ensino Preparatório e Assistencial (DEPA), Diretor de Promoções (DPROM), Comandante da ECEME, Diretor de Formação e Aperfeiçoamento (DFA), Comandante da 4a Região Militar/4a Divisão de Exército e Secretário de Economia e Finanças (SEF) e Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEX).
DOBRADO "GENERAL CASTRO" - Composição: ST Mus Gilbert Martins da Silva. Banda do 1º Batalhão de Guardas (1º BGD – "Batalhão do Imperador") CML – EB (Rio de Janeiro – RJ)
Em minhas andanças profissionais pelo Estado-Maior do Exército, quando exercia as funções de chefe de redação do "Estado de S. Paulo", costumava ouvir uma expressão: "Isso pode fermentar".
Com essas palavras, o General com quem conversava traduzia sua avaliação de um fato recente, fosse a declaração de alguém com poder ou prestígio, fosse um acontecimento. Meu interlocutor partia da certeza de que o que comentava não teria conseqüências imediatas nem mudaria a situação política. Mas que poderia "fermentar", isto é, repercutir, servir de motivo de aglutinação de pessoas e grupos, produzindo conseqüências políticas de maior ou menor relevo.
Dois fatos me levam, interrompendo a série de considerações que deveria prosseguir fazendo sobre o instituto do decreto-lei, a escrever a respeito da impressão que tenho de que eles "fermentarão": a carta aberta do General Luis Cesário da Silveira Filho, ex-Comandante do Comando Militar do Leste, ao Ministro da Defesa, e o voto do Ministro Marco Aurélio Mendes de Farias Mello no STF sobre a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, chamada por alguns de "terra indígena".
Explico por que tenho a carta publicada e o voto enunciado na condição de fatos que podem "fermentar", contribuindo para alterar a relação de forças que sufoca a Política nacional e impede a organização de uma real oposição ao sistema de poder que o atual governo e quantos se beneficiam do status quo vêm reforçando desde que Luis Inácio Lula da Silva se elegeu Presidente da República.
O voto do Ministro Marco Aurélio "fermentará" porque aponta os erros políticos e jurídicos cometidos por quem delimitou a reserva Raposa/Serra do Sol. O Exército, protagonista, já se pronunciara pela voz do General Heleno, Comandante do Comando Militar da Amazônia. Agora, aos argumentos daquele chefe militar, preocupado com a soberania nacional, será possível acrescentar os jurídicos, tão importantes neste país de bacharéis.
A carta do General Cesário não ultrapassou o limite do proibido pelos regulamentos disciplinares — conteve-se nele, mas fez questão de colocar as grandes questões que dizem respeito ao futuro das Forças Armadas.
O General Cesário falou em nome de uma tradição que, a meu ver, se reveste de dois sentidos: um, o de que o Exército, na história do Brasil, sempre participou das grandes decisões; outro, o da atuação do Partido Fardado, do qual, para mim, o General Orlando Geisel foi o último representante de quatro estrelas. E soube, com um toque de classe já evidente em seu discurso de despedida (v. AQUI ) do Comando Leste, deixar claro em nome de que tradição falava.
Não simplesmente para recordar o passado foi que, em sua despedida, ele mencionou os nomes dos Generais Emilio Garrastazu Médici (que, na condição de comandante da AMAN, engajou os cadetes no 31 de março de 1964) e Orlando Geisel, que sempre simbolizou a oposição à forma como o irmão, o General Ernesto, Presidente da República, conduzia o processo de abertura política que levou aos Governos Sarney, Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva. Voltou a citar Orlando Geisel em sua carta ao Ministro Jobim, sem afastar-se da tradição ao citar também o General Octávio Costa, homem de confiança do Presidente Médici.
O Ministro Jobim, em entrevista que concedeu ao JB, fez questão de deixar claro aquilo que o Executivo de que faz parte pensa das Forças Armadas, especialmente do Exército. No que, aliás, apenas reiterou o que o Presidente Lula disse no encontro formal com o corpo de Oficiais Generais, o almoço de confraternização do fim de ano de seu primeiro mandato: que ali estava um "bando de Generais". Se o Presidente da República hostilizou, injuriando os Oficiais Generais da Ativa, o Ministro Jobim acrescentou agora o insulto à injúria, dirigindo-os à Reserva: "O General que declarou a insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou". Jobim comentava, com a falta de delicadeza que lhe é própria e recorrente, as observações que o General Cesário fizera em documento lido na última reunião do Alto Comando do Exército, criticando a Estratégia Nacional de Defesa elaborada em conjunto com Mangabeira Unger.
Em sua resposta, o General Cesário fez questão de reafirmar coisas que não se ouviam há algum tempo: que não há dois Exércitos, o da Ativa e o da Reserva. "Há apenas um, o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da Ativa e da Reserva".
A carta do General Cesário não deve ser tomada como a resposta de um General ofendido por um Ministro civil. Ela marca uma posição: "O Exército brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista". É esta a mensagem que o General Cesário transmite a seus pares e a todos os Oficiais: o Governo Lula da Silva, desde sempre e agora, com a Estratégia Nacional de Defesa, pretende fazer do Exército a gendarmaria a que, desde Vargas, muitos querem reduzi-lo, transformando-o, de interlocutor, indutor e protagonista dos assuntos de Estado, em força subalterna submetida aos governos.
Lembremo-nos de que o Exército foi afastado das decisões de Estado já no Governo Collor de Mello, em processo que culminou, no Governo Fernando Henrique, com a criação do Ministério da Defesa. Isso foi feito a pretexto de subordinarem-se as Forças Armadas ao Poder Civil, mas, na realidade, com o propósito de que o País se ajustasse às diretivas daqueles que, ao Norte, pretendem reduzir as Forças Armadas brasileiras a forças meramente policiais.
Tomo a liberdade de transcrever a carta do General Cesário (v. AQUI ), na íntegra. O que importa é o que está dito e dito está com palavras muito educadas.
Oliveiros S. Ferreira nasceu em 05 de maio de 1929 em São José do Rio Pardo, SP, é cientista social, jornalista, escritor, cientista político, historiador e professor, licenciado em Ciência Sociais pela Universidade de São Paulo, doutorado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, é livre-docente pela mesma instituição. Atualmente é professor convidado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, além de ministrar cursos no Programa de Estudos Pós-Graduados da FFLCH da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Relações Internacionais e Teoria Política. Tem publicados inúmeros livros nos seguintes temas: Brasil, Política, Relações Internacionais, Ordem Mundial e Guerra. E-mail: pensar-e-repensar@uol.com.br
Publicado no site "Pensar e Repensar". Quarta-feira, 18 de março de 2009.
Dia do Exército! Qual exército, o "vermelho" ou o Verde-Oliva? por Bootlead
Hoje dia 19 de abril, comemora-se o Dia do Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, das Batalhas dos Montes Guararapes, dos Heróis de 64, do Verde-Oliva, cuja bandeira é verde, amarela, azul e branca, onde consta a inscrição "Ordem e Progresso", Exército este, que tem a honra de contar em suas fileiras com o valoroso soldado de nome: Augusto Heleno Ribeiro Pereira, General-de-Exército e Comandante Militar da Amazônia.
Esse é o Exército do qual seus membros respeitam e cumprem a última sentença contida no Compromisso assumido ao se tornarem Aspirantes a Oficiais: "... de me dedicar inteiramente ao serviço da Pátria cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrificio da própria vida".
Já, o "exército vermelho", comemorou seu dia ontem (18/04), uma data qualquer e sem significado algum, em meio a terroristas, comunistas, ladrões, corruptos, puxa-sacos, mentirosos, enfim toda a sorte de bandidos e marginais, com farta distribuição de medalhas aos "cumpanheiros" por parte se seu "comandante", o general "rolando-lero jobim" e seu mais dileto auxiliar o Gen Enzo Peri, ambos em total harmonia e confraternidade com o "capo dei capi", o sacripanta de nove dedos.
"Recebo o Sabre de Caxias como o própio Simbolo da Honra Militar"
Nossas homenagens neste Dia do Soldado são dirigidas aos Cadetes do Primeiro Ano da AMAN, que neste ano de 2007, elegeram como seu Patrono um Grande Soldado do Brasil: O General Emílio Garrastazu Médici.
Ordem do Dia do Cmt do Exército
25 de agosto - Dia do Soldado
Meus comandados!
Quando perguntarem quem sois, respondei com firmeza, orgulho e vibração: “Sou soldado do Exército Brasileiro.”
Aliás, soldados somos, todos nós, que integramos essa fantástica coletividade verde-oliva, sem qualquer preconceito, em convivência harmônica e produtiva, congraçando todas as raças, religiões e classes sociais.
Nosso coração pulsa em sintonia com a alma brasileira. Servimos à Pátria, incondicionalmente, com entusiasmo, inteligência e abnegação. Mantemo-nos ao largo de paixões políticas, da sede de poder e das cobiças vãs. Por livre escolha, submetemo-nos às leis e regulamentos, na prática saudável da hierarquia e indispensável da disciplina. Valorizamos a autoridade legítima, sem subserviência, e sublimamos os interesses pessoais, colocando o Brasil acima de tudo.
Buscamos o constante aperfeiçoamento pessoal e profissional, no seio de uma Instituição que luta obstinadamente para corresponder à estatura político-estratégica do nosso País.
Ao longo da História, preservamos, expandimos e ajudamos a prosperar a “Terra Brasilis” e, não raro, derramamos nosso sangue ao defendê-la. Em Guararapes, falamos e ouvimos falar em Pátria pela primeira vez. Com galhardia e criatividade, enfrentamos e expulsamos os invasores.
Mais tarde, asseguramos nossa Independência. Preservamos e defendemos o Império, mas, diante do apelo inevitável da História, participamos ativamente da Proclamação da República.
Fundamos a pioneira Escola Politécnica. Dela saímos para disseminar modernidade e progresso científico em fábricas e laboratórios e para construir estradas e rodovias pioneiras, de reconhecido valor estratégico.
Desbravamos sertões e construímos linhas telegráficas. Reproduzimos e elaboramos mapas e cartas inéditas de todas as regiões brasileiras.
Na Segunda Guerra Mundial, lutamos contra as tiranias, na vitoriosa Força Expedicionária Brasileira.
Somos presença e vigilância diuturna em nossas distantes e imensas fronteiras. Com nossos familiares, sem o conforto dos grandes centros, preservamos, integramos, desenvolvemos e defendemos, a qualquer custo, a nossa Amazônia.
Nas missões de paz, a serviço das Nações Unidas, mostramos ao mundo nossa capacidade de mesclar operações militares com ações humanitárias.
Seguimos as pegadas de marcantes exemplos e de gloriosas tradições. Não transigimos jamais quando se trata de honradez, lealdade e dignidade.
Somos discípulos de Caxias, o Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, nosso patrono, herói maior da Pátria, pacificador e artífice da união nacional.
Somos Instituição nacional, permanente e invicta, que a sociedade brasileira admira e em quem confia nos momentos difíceis.
Somos o “Braço Forte”, que ignora as dificuldades e se prepara, com afinco e profissionalismo, seja para dissuadir ameaças, seja para agir em força quando se esgotarem os meios pacíficos.
Somos, também, a “Mão Amiga”, presente em todos os rincões, para colaborar com o desenvolvimento e para apoiar os irmãos necessitados, nos momentos de crise e de calamidade.
Somos a Força Terrestre, preparada e motivada para cumprir integralmente nossa missão constitucional, e empenhada na construção de uma nação livre, democrática e soberana.
Por tudo isso, respondei com orgulho, firmeza e vibração:
- Sou militar, sou soldado do Exército Brasileiro.
PROFECIA:
"Nosso país se encontra em processo de decadência, encontramo-nos numa derrocada sem precedentes tanto dos valores cristãos quanto na política e na moral. É possível que a nossa amada, decantada e tão defendida "Democracia" nos conduza à negação final de independência, liberdade e justiça. Esta situação se deve à aquelas pessoas que elegeram de forma voluntária o falso profeta e seus seguidores da "estrela vermelha", esta sim a marca da besta, do Anticristo, além de ser o "pai da mentira" como também é denominado o próprio Satanás. Em Apocalipse 13, está escrito: "que a primeira besta, o Anticristo, que emerge do mar dos povos, aparentemente é alguém sem poder, um pobre coitado que não tem nada". Pois bem, o fato é que quase 60 milhões de adoradores do Anticristo lhe deram poder e autoridade, uma opção que selará o destino de todos nós brasileiros por inúmeras gerações." Assim falou Bootlead!
"When dark evil strides across the land, and even noble hearts shrink in fear, there are always warriors of pure spirit who take up the sword and stand their ground."