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Monday, April 14, 2008

O mais desprezível mau-caráter do planeta!








































Golpe constitucional
por Denis Rosenfield

A prudência recomenda a desconfiança. Encenações, mentiras, desmentidos e desmentidos de desmentidos se tornaram o cotidiano dos brasileiros, aflitos com a falta de moralidade reinante na cena pública. O atual governo nem se ruboriza mais com o que faz, tendo desaparecido qualquer resquício de coerência entre o que é dito e o que é feito. O que vale num dia cessa de valer em outro. Não há a menor preocupação com o cumprimento da palavra e a retidão no comportamento. Neste contexto, como situar a discussão sobre um eventual terceiro mandato de Lula, seja sob a forma da pura e simples reeleição (acompanhada ou não de um plebiscito), seja sob a de um “novo” mandato de cinco anos, em que a partida estaria zerada?

Lula está em plena campanha pelo PAC, inaugurando obras inexistentes e criando símbolos, como se assim pudesse passar à opinião pública a idéia de que algo está sendo feito. O que, porém, está sendo feito senão a campanha de si mesmo, a campanha de alguém empenhado num processo eleitoral de promoção de si mesmo?

Não se pode creditar a Lula a virtude da coerência ou o cumprimento da palavra. A palavra só serve como instrumento retórico, de convencimento do “povo”. Eis por que acreditar num líder carismático como Lula é prova de ingenuidade. Ele diz uma coisa e outra sem o menor compromisso com a verdade.

Legítima é, pois, a pergunta: o que faz ele com seus discursos? Desde a sua eleição, jamais abandonou uma postura eleitoral, algumas vezes criticando o governo, como se não fosse o responsável por ele. O que fala é o seu comportamento. O seu fazer é o de alguém que tem um projeto pessoal de poder, pronto a tudo se as condições políticas lhe forem favoráveis. Lula não permanece em Brasília, na rotina própria de um presidente, mas faz campanha em todo o País, recolhendo os frutos de sua popularidade e criando condições para que esta suba ainda mais. Os seus altos índices mostram que o seu “fazer” produz bons resultados. Ele pode dizer pessoalmente que não quer a reeleição, mas, se o “povo” quiser, aí, sim, a coisa seria diferente.

O que está em processo, podendo ou não ser bem-sucedido, é o que poderíamos denominar “golpe constitucional”. Golpe porque se trata de uma mudança abrupta das regras do jogo, feita por um líder carismático que se aproveita de sua alta popularidade e de seu forte apoio em sindicatos (comprados) e movimentos sociais (por ele financiados), visando a alterar completamente os princípios da democracia representativa. Constitucional porque seguiria procedimentos constitucionalmente estabelecidos, aparentemente obedecendo à ordem da legalidade. A aparência de golpe desaparece, haja vista que as formalidades democráticas são mantidas, prescindindo do uso das armas. Trata-se, na verdade, de uma subversão da democracia por meios democráticos.

Uma das condições de um processo desse tipo reside num líder cujo perfil carismático o coloque acima das refregas partidárias e dos conflitos sociais. É precisamente o caso de Lula, que faz um discurso que agrada a empresários e outro, a movimentos sociais, aparentemente dando satisfação a ambos. No que diz respeito a alianças partidárias, elas lhe servem para mostrar que se situa acima do seu jogo. A divisão entre partidos ditos de esquerda e de direita tampouco é observada, pois coexistem em sua base de apoio o PP e o PCdoB, por exemplo. Sob esta ótica, os que se opõem a ele só podem ser “conspiradores”, como se estivessem cometendo um crime de lesa-majestade.

Um líder carismático deve ter uma ampla base social de sustentação. O recente veto à fiscalização pelo Tribunal de Contas da União dos novos recursos concedidos às centrais sindicais mostra toda a sua preocupação em contentar essa sua base. Primeiro, ele lhes concede uma forma específica de financiamento, propiciando-lhes um amplo espectro de atuação. Segundo, esses recursos são de livre utilização, não sendo objeto de nenhuma fiscalização. Desta maneira, os sindicatos estão cada vez mais amarrados ao próprio aparelho de Estado, fazendo parte dele. Os antigos discursos do sindicalista pela autonomia sindical e pelo fim da obrigatoriedade da contribuição sindical são simplesmente “esquecidos”. A meta agora é que todos se tornem igualmente pelegos, instrumentos do seu próprio poder.

Os movimentos sociais cumprem essa mesma função de controle de uma ampla massa de manobra, podendo ser requisitada a qualquer momento. Poderia ser, por exemplo, requisitada para uma ampla mobilização nacional por um plebiscito visando a uma reforma constitucional que permita a introdução da reeleição para um terceiro mandato. O recente episódio de financiamento do MST com verbas do Ministério da Educação é apenas a ponta de um imenso iceberg, que envolve outros Ministérios, como o de Desenvolvimento Agrário e o de Desenvolvimento Social. Os movimentos sociais são financiados pelo governo, que conta com esse grande trunfo. Podem, assim, invadir qualquer propriedade privada, prejudicar o agronegócio, ocupar rodovias e estradas de ferro. Ademais, estão com as mãos livres para agirem segundo as suas conveniências, pois a lei não é a eles aplicada. A impunidade é total.

Dentro desse projeto, é fundamental contar com uma ampla base social, sobretudo de desempregados ou empregados temporariamente, pois estes não são alcançados pelos sindicatos ou o são, imperfeitamente, pelos movimentos sociais. Eis a função cumprida pelo Bolsa-Família, que alavanca a alta popularidade do presidente entre os mais desfavorecidos, que vêem os recursos recebidos como uma forma de sobrevivência. Se seus alimentos são fornecidos pelo presidente, sua vida dele depende. Não convém menosprezar o poder de mobilização que pode estar aqui embutido, e a mobilização eleitoral seria um dos seus fatores.

Todo o cuidado é pouco!


Denis Lérrer Rosenfield, nasceu em 21 de novembro de 1950 em Porto Alegre. Fez seus estudos de graduação em filosofia na Universidade Nacional Autônoma do México e seus estudos de pós-graduação na França, tendo obtido o grau máximo de “Doutor de Estado” pela Universidade de Paris I Panthéon Sorbonne em 1982. É atualmente Professor Titular de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pesquisador I-A do CNPq. Autor de vários livros e artigos em português, francês e espanhol, além de professor visitante na França, Alemanha, Argentina e Estados Unidos. Também é articulista dos jornais Estado de São Paulo e O Globo, colaborador da Folha de São Paulo e editor da revista Filosofia Política. Atua também como consultor de análise política para empresas, grupos financeiros, associações empresariais e partidos políticos.
E-Mail: denisrosenfield@terra.com.br


Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Segunda-feira, 14 de abril de 2008.





Raposa/Serra do Sol - Aos ministros do Supremo – Reinaldo Azevedo

Thursday, November 22, 2007

Lulo-petismo: Precisamos nos livrar dessa "doença" de uma vez por todas.
Já está na hora de "sentar o dedo"!










































O PARADOXO DO ORGULHO E DA VERGONHA DE SER BRASILEIRO
por Geraldo Almendra

Somente uma sociedade corrupta e sem-vergonha pode admitir que seu presidente declare, impunemente, que: "Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem uma coisa para criticar. Agora, por falta de democracia na Venezuela, não é."

Sinto vergonha da sociedade em que vivo pelo fato de estarmos deixando, pacificamente, nosso país ser destruído por um ignorante desqualificado, um delinqüente da política que está fazendo do poder público um covil de corruptos, bandidos e prevaricadores, e transformando nosso país em um Estado Comunista de Direito, em que a desonestidade intelectual, pública ou privada, interpreta as ações dos podres poderes da República e seus resultados, de acordo com o relativismo calhorda dos interesses adquiridos pelos ideólogos do projeto de poder perpétuo do petismo.

Uma sociedade que presencia, sem reação, um fascista, líder de um país vizinho, ser chamado de democrata, e sua ditadura qualificada como plena democracia, afirmação feita por um prostituto da política que quer, também, se eternizar no poder em nosso país.

Uma sociedade que presencia, sem luta, a vitória do submundo da corrupção sobre a honestidade, a moralidade, a ética a honra, e a degeneração definitiva de um poder público que alicia os canalhas de ocasião, sem fronteira de cultura, educação ou de profissão, e beneficia mais de 100 mil militantes da canalhice prostituta da política que servem aos podres poderes da República, com mordomias e sinecuras inacessíveis para mais de 95 % da sociedade que trabalha arduamente para sustentar suas famílias e pagar seus impostos.

Uma sociedade que tem nas suas Forças Armadas meros expectadores - adormecidos em suas casernas - da tomada do poder público pelos meliantes cúmplices do Foro de SP.

Uma sociedade covarde que presencia o assassinato da cidadania em todos os seus termos por aqueles que são pagos com nossos impostos, para favorecer uma burguesia de canalhas e seus cúmplices das elites dirigentes.

Uma sociedade em que a ignorância predomina fazendo-se satisfeita com as esmolas oferecidas pelo Estado em troca de votos, e abrindo mão da luta honesta por oportunidades de trabalho, educação, cultura, e caminhos éticos para o crescimento com esforço individual.

Uma sociedade que admite que o projeto do PT para o Brasil seja um projeto de poder para o PT e para sua nova burguesia, que vive em função do trabalho dos outros, e que tem demonstrado, explicitamente, a inexistência de limites éticos e morais em suas ações para sustentar a tomada do Estado por gangs de militantes e seus cúmplices.

Uma sociedade em que ser servidor público virou um sonho de pertencer à mesma corja de exploradores do trabalho dos pagadores de impostos, que trabalham mais de cinco meses por ano para o Estado em troca de serviços públicos que não cumprem suas funções sociais, e servem apenas para consolidar uma casta de cidadãos para viver explorando os contribuintes.

Estamos presenciando um vergonhoso entreguismo de milhares de cidadãos, manipulados pela falência da educação e que estão se tornando dependentes do Estado, e, ao mesmo tempo, uma criminosa associação dos prostitutos da política com as elites dirigentes que continuam vendendo suas almas ao diabo em troca da preservação dos seus veios de enriquecimento aético e imoral.

A luta pelo poder político prostituído no Brasil superou todos os limites da degradação das instituições públicas. Chegamos à fronteira que qualquer nação minimamente civilizada jamais poderia aceitar. Somos vítimas de uma absurda desonestidade intelectual que tomou conta dos interesses da parcela esclarecida da sociedade que se uniu ao petismo para dominar o país.

A desonra, a falta de ética, a imoralidade, a corrupção, e a prevaricação são os alimentos da ambição patrimonial e de poder dos canalhas que assumiram o controle do poder público assim como de seus cúmplices das elites dirigentes.

A mentira recorrente, viciosa e viciada, é o valor maior desta sociedade hipócrita que permitiu que seus princípios mais básicos fossem desqualificados pela ignorância, pela covardia e pela cumplicidade com a canalha da corrupção e da prostituição da política que transformou o Parlamento em um covil de cidadãos absolutamente desqualificados.

Diante da falência da moralidade e da ética como princípios básicos de comportamento social daqueles que assumiram o controle do poder público cabe a pergunta: - De que devemos nos orgulhar em nosso país?

Vez por outra escutamos a frase “orgulho de ser brasileiro”, que é geralmente anunciada com ostentação em solenidades ou em competições esportivas. - Mas o que é “ter orgulho de ser brasileiro” em um país considerado um dos mais atrasados no que diz respeito à educação e a cultura e que tem sido qualificado como um dos que tem o poder público dentre os mais corruptos do mundo, conforme estudos feitos por organismos internacionais?

O “orgulho de ser brasileiro” advém de realizações individuais de atletas que são associadas a uma valorização do país; é a indução, influenciada pelos canalhas da política ou de seus cúmplices, a um sentimento coletivo de satisfação, como se essas mesmas vitórias fossem o resultado de alguma competente ação do Estado e de grandes investimentos no esporte pelo poder público.

O “orgulho de ser brasileiro” teve com a escolha do Brasil para sediar a copa de 2014 um motivo para virar, mais uma vez, um instrumento de manipulação de milhões de pobres consciências críticas que favorecem a exploração do país por uma minoria de calhordas que fazem o povo de imbecis, palhaços e dependentes, cada vez mais, de um criminoso assistencialismo populista, que coloca na folha de pagamento do Estado bancado pelos contribuintes, mais de 30 milhões de cidadãos, cuja única obrigação é aceitar entregar seu voto para a preservação de um projeto político prostituído e corrupto, e ficar ganhando parte do seu sustento sem trabalhar, por falta de vontade ou oportunidade.

Nosso país como agrupamento político autônomo – nação – em sua grandeza territorial e imensas riquezas nos conduzem, também, graças a uma ignorância coletiva, a um orgulho exacerbado de termos condições de nos transformarmos em uma grande potência econômica, sem levarmos em conta que o poder público do país é sinônimo perfeito de patifaria, corrupção, prevaricação e prostituição da política, que preservam o atraso social, econômico e tecnológico.

"Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos, mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe". (Discurso de Cícero, tribuno romano, 42 a.C.)

O Estado corporativista protegido por uma Justiça relativista é uma grotesca fraude que tomou conta do nosso país; fará tudo o que for possível, pelas mãos de seus agentes, para preservar a tomada do poder pelos que conseguiram aliciar os podres com as esmolas de um assistencialismo comprador de votos e os ricos com o dinheiro dos impostos para remunerar suas aplicações financeiras em títulos públicos, tudo para que o paraíso da nova burguesia petista se eternize.

Somente uma ruptura da sociedade civil-militar com os podres poderes da República corruptos e prevaricadores, trará de volta para nosso país a esperança de termos novamente um verdadeiro orgulho de nossa cidadania, pois na máquina do desgoverno petista, enquanto os benefícios da “carreira” compensarem os custos da desonra, nada mudará!

Infelizmente não podemos mais esperar por qualquer ruptura em uma sociedade que nos envergonha a cada dia, por ter se deixado dominar pelos canalhas das “gangs dos quarenta” – livres, leves e soltos – que têm na desonestidade intelectual dos esclarecidos de todas as profissões o apoio para continuarem transformando nosso país no paraíso mundial da corrupção, da falta de ética, e da imoralidade pública.


Geraldo Almendra é economista, consultor e professor de matemática.








Publicado no site "Ternuma – Terrorismo Nunca Mais".
Domingo, 18 de novembro de 2007.



 
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