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Friday, December 26, 2008

Definitivamente, você NÃO é culpado disto!





























English Version


A liberdade e a esquerda
por Thomas Sowell

A maior parte das pessoas na esquerda não se opõe à liberdade. Elas apenas são favoráveis a todo tipo de coisas que são incompatíveis com a liberdade.

Liberdade significa, no fim das contas, o direito de as pessoas fazerem coisas que nós não aprovamos. Os nazistas tinham o direito de ser nazistas sob Hitler. Somos livres apenas quando somos capazes de fazer coisas que outros não aprovam.

Um dos mais aparentemente inocentes exemplos das muitas imposições da visão da esquerda sobre os outros é a difundida exigência das escolas e universidades do "serviço comunitário", para admissão de estudantes.

Há escolas de ensino médio em todo o país em que você não se forma, e faculdades em que você não entra, a menos que tenha se engajado em atividades arbitrariamente definidas como "serviço comunitário".

A arrogância de se confiscar o tempo dos jovens – em vez de deixá-los e a seus pais livres para decidir como usar seu tempo – só não é maior que a arrogância de se impor o que é ou não é um serviço à comunidade.

Trabalhar num abrigo de sem-teto é amplamente considerado um "serviço comunitário" – como se ajudar e se acumpliciar com a vagabundagem fosse necessariamente um serviço, em vez de um desserviço, à comunidade.

Estará a comunidade mais bem servida com mais desempregados vagando pelas ruas, agressivamente mendigando pelas calçadas, urinando nos muros, deixando agulhas e seringas nos parques onde as crianças brincam?

Este é apenas um dos muitos modos em que a distribuição dos vários tipos de benefícios a pessoas que não trabalham rompe a conexão entre produtividade e recompensa.

Mas essa conexão permanece tão inquebrável como sempre esteve para a sociedade como um todo. Você pode fazer de qualquer coisa um "direito" para indivíduos ou grupos, mas nada é um direito para a sociedade como um todo, nem mesmo comida ou abrigo, que têm de ser produzidos pelo trabalho de alguém ou eles não existirão.

Para alguns, o que "direitos" significam é forçar outras pessoas a trabalharem para o benefício deles. Como uma frase de pára-choque de caminhão (EUA) diz: "Trabalhe duro. Milhões de pessoas on welfare (vivendo dos programas sociais do governo) estão dependendo de você."

DIGA "NÃO" AO "POLITICAMENTE CORRETO"

































O mais fundamental dos problemas, contudo, não é que atividades particulares são exigidas dos estudantes sob o título "serviços comunitários".

A pergunta fundamental é: O que, afinal, qualifica professores e membros das comissões de admissão das faculdades a definir o que é bom para a sociedade como um todo, ou mesmo para os estudantes sobre os quais são impostas suas noções arbitrárias?

Qual especialidade eles têm que justifica sobrepor-se à liberdade dos outros? O que suas imposições mostram, exceto que os idiotas abundam onde os anjos temem pisar?

Que lições os estudantes aprendem disso, exceto a de submissão a um poder arbitrário?

A finalidade é, supostamente, a de que os estudantes adquiram um sentido de compaixão ou nobreza por meio do serviço aos outros. Mas isso depende de quem define compaixão. Na prática, isso significa forçar os estudantes a se submeterem à propaganda para fazê-los receptivos à visão de mundo da esquerda.

Estou certo de que aqueles favoráveis às exigências de "serviços comunitários" entenderiam o princípio por trás das objeções a esses serviços se exercícios militares fossem exigidos nas escolas de ensino médio.

De fato, muitos que promovem o "serviço comunitário" obrigatório são fortemente contrários ao treinamento militar mesmo voluntário nas escolas de ensino médio e faculdades, embora muitos outros considerem esse treinamento como uma contribuição à sociedade muito maior que alimentar pessoas que se recusam a trabalhar.

Em outras palavras, esquerdistas querem o direito de impor suas idéias do que é bom para toda a sociedade – um direito que eles veementemente negam àqueles cujas idéias do que é bom para a sociedade diferem das deles.

A essência da intolerância é recusar aos outros os direitos que você exige para si próprio. Tal intolerância é inerentemente incompatível com a liberdade, embora muitos esquerdistas fiquem chocados de serem considerados oponentes da liberdade.


Tradução: Antônio Emílio Angueth de Araújo (MSM)

Thomas Sowell nasceu na Carolina do Norte e ainda jovem ingressou no Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha dos EUA, onde se tornou fotógrafo durante a Guerra da Coreia. Depois de deixar o serviço nos fuzileiros, Sowell entrou para a Universidade de Harvard, formando-se em Economia, em seguida concluiu seu mestrado na Universidade de Columbia e doutorado pela Universidade de Chicago. Thomas Sowell também lecionou economia nas seguintes instituições: Cornell University, Rutgers University, Amherst University, Brandeis University e na Universidade da Califórnia, publicou ainda diversos livros, bem como inúmeros artigos e ensaios. Sowell iniciou sua carreira como colunista de jornais no final dos anos 70, vindo a ganhar o prêmio "Francis Boyer" do The American Enterprise Institute em 1990. Atualmente Sowell é Senior Fellow do Hoover Institute, em Stanford, na Califórnia e mantém uma coluna no prestigioso no site "Townhall.com".


Publicado no site "Townhall.com".
Terça-feira, 02 de dezembro de 2008.



Viva Israel! Longa Vida para Israel! Próxima Parada: 2009 uma "NUKE" sobre o Irã.
























































Indianos e paquistaneses já estão começando a nos facilitar as coisas, veja de dentro da "CASAMATA".




FELIZ NATAL! – MERRY CHRISTMAS!



O significado de Mumbai -- Thomas Sowell



Monday, December 25, 2006

De volta à África.










































O continente do atraso
editorial do jornal O Estado de S. Paulo

As economias em desenvolvimento terão um papel central na próxima fase da globalização, segundo projeções para o próximo quarto de século recém-divulgadas pelo Banco Mundial (Bird). Cerca de 1,2 bilhão de habitantes desses países deverão participar da classe média global em 2030. Para isso, 800 milhões deverão sair da pobreza nesse período. No cenário básico, o Produto Mundial deverá dobrar, passando de US$ 35 trilhões em 2005 para US$ 72 trilhões no fim do período. O crescimento, pouco mais acelerado que o dos últimos 25 anos, será puxado pela integração econômica e pela rápida expansão do comércio. As trocas internacionais deverão triplicar, alcançando US$ 27 trilhões anuais. Passarão de cerca de um quarto para mais de um terço do PIB mundial. As economias em desenvolvimento fornecerão 65% das importações de manufaturados do mundo rico. Hoje fornecem 40%. Há 20 anos, supriam 14%. Mas esse quadro, na maior parte brilhante, contém áreas escuras: a desigualdade poderá aumentar tanto entre países quanto entre grupos de pessoas, e a América Latina, se não houver mudanças importantes, continuará perdendo terreno para os países do Extremo Oriente, da Ásia Central e da antiga Europa socialista.

Não se trata, obviamente, de um exercício de adivinhação. Mas há dificuldades enormes na construção de cenários para um período tão longo. Inovações tecnológicas podem proporcionar ganhos de produtividade inesperados e acelerar fortemente a expansão econômica. Os autores do trabalho apontam as suas limitações. Mesmo com ressalvas como essa, porém, projeções de longo prazo são indispensáveis para a formulação de agendas nacionais e internacionais.

A experiência do último quarto de século proporciona um bom fundamento para algumas apostas. A população mundial deverá crescer de 6,5 bilhões para 8 bilhões em 25 anos. A porcentagem de idosos continuará a aumentar em quase todos os países. A integração comercial deverá prosseguir, apesar dos impasses da Rodada Doha. Sem novo acordo global, poderão crescer algumas tendências protecionistas, mas haverá maior integração por meio de acordos bilaterais e regionais.

A parcela de pessoas integradas na economia global continuará a aumentar. A criação e a difusão de tecnologias avançadas afetará cada vez mais amplamente o perfil da mão-de-obra incorporada na produção. A exclusão econômica dos grupos menos educados será mais acentuada, impondo aos governos maiores encargos de assistência a esses trabalhadores.

O peso crescente da China, da Índia e de outras economias da Ásia no comércio internacional pressionará mais fortemente as condições de trabalho e de remuneração no mundo rico e nos países com padrões trabalhistas ocidentais. Esse efeito poderá ser, no entanto, atenuado pelas transformações em curso naquelas economias hoje caracterizadas pelo baixo custo da mão-de-obra. Mesmo na China as condições trabalhistas começam a mudar e poderão alterar-se mais velozmente nos próximos anos. A melhor estratégia, de toda forma, não será o recurso ao protecionismo, advertem os autores do trabalho; a saída mais eficiente será persistir na integração, socorrer os trabalhadores deslocados e prepará-los para uma nova inserção no mercado.

A América Latina - e isso vale obviamente para o Brasil - terá de persistir na agenda de reformas e de tornar-se menos dependente da exportação de produtos básicos. Nas projeções para 2007 e 2008 os latino-americanos continuam com crescimento menor que as do resto do mundo em desenvolvimento. O descompasso permanece no cenário global de longo prazo. A conclusão é evidente: é preciso apressar as mudanças, consolidar os fundamentos econômicos e criar condições para maiores investimentos, maior absorção de tecnologia e maior incorporação de mão-de-obra em atividades mais produtivas.

O mundo não ficou à espera do Brasil e dos latino-americanos no último quarto de século. O desafio será ainda mais duro nos próximos 25 anos, segundo as projeções do Bird. Nenhuma reunião de cúpula na América do Sul deterá a globalização. Hugo Chávez e Evo Morales podem ser fontes de sabedoria para o governo brasileiro, mas não para o resto do mundo.


Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Segunda-feira, 25 de dezembro de 2006.



 
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