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Monday, January 07, 2008

¿VENEZUELA CON UN PRESIDENTE GAY?


































Las curiosas respuestas de Chávez en la entrevista que Naomi le hizo para GQ.
por Noticias24

La revista británica GQ publicará, en su próximo número la entrevista que Naomi Campbell le hizo a Hugo Chávez en Caracas. En la misma, que no tiene desperdicio, Chávez alaba a Fidel diciendo que “su uniforme es impecable. Sus botas están bien lustradas y su barba es elegante”. Chávez dice que “posaría con el torso desnudo” e invitó a Naomi a que palpara sus músculos.


Así lo reseña el periódico español El País bajo el título “Las confesiones de Chávez a Naomi Campbell”:

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, ha concedido una entrevista a la supermodelo Naomi Campbell en la que califica al Gobierno de Estados Unidos de “genocida” y elogia al dirigente cubano Fidel Castro como el “líder mundial con más estilo”.

En su entrevista, que publicará en el próximo número la revista británica GQ, Chávez tilda al presidente de EE UU de “completamente loco”, e insiste en que Bush y su gabinete quisieron matarle.

El presidente venezolano tacha a Condoleezza Rice de “secretaria de Estado de un gobierno genocida”, y se felicita de que su jefe, Bush, esté ya próximo a abandonar la Casa Blanca. “Asistimos a la caída del Imperio. Cuando el mundo está atemorizado, es un paso antes de la caída. Como en el cuento, el emperador está desnudo, y le hemos visto el culo“, agrega Chávez.

Venezuela es un país rico en crudo, lo que da a pie a su presidente a afirmar en la entrevista: “El petróleo se acabará en la mitad del globo, pero aquí tenemos crudo para otros cien años”. “Fidel (Castro) me dice siempre que no diga eso, y exclama que cada vez que lo digo me pongo en el punto de mira de Bush”, afirma el gobernante venezolano.

Sobre Castro

Chávez dice de su país que es un ejemplo de respeto de los derechos humanos. “Estamos comenzando una revolución pacífica. No tenemos un solo prisionero político. No hemos matado a nadie. Hemos prohibido que se detenga a la gente por motivos políticos”, afirma. “La presunción de inocencia vale para todos, y aquí se respetan los derechos humanos. No creo que haya ningún país del mundo con mayor libertad de expresión” que Venezuela, insiste.

Sobre la elegancia del presidente cubano, Chávez señala que “su uniforme es impecable. Sus botas están bien lustradas y su barba es elegante”.

Cuando Naomi Cambell le pregunta si conoce al heredero del trono británico, Chávez responde: “Me gusta el Príncipe. Ahora tiene a Camilla, su nueva chica. No es tan atractiva (como Diana de Gales), ¿no es cierto?“, interroga a su vez. Continuando en plan frívolo, la modelo quiere saber si Chávez se dejaría ver con el torso desnudo como el presidente de Rusia, Vladimir Putin, a lo que aquél responde: “¿Por qué no?”, e invita a Campell a palpar sus músculos.

Chávez mostró a la entrevistadora su biblioteca y sus pinturas, y le confesó que le gusta cantar. “Si no fuese presidente, sería un cantante latino de mucho éxito”, comenta Campbell, quien afirma que no fue a Venezuela a “juzgar” al político sino a entrevistar al “hombre Hugo Chávez”.

En su comentario final, la modelo considera que “Chávez dice lo que piensa”, y confiesa que le pareció una persona “sin miedo, pero no amenazadora o irracional”. “Espero que las relaciones de Venezuela con (los Estados Unidos de) América mejoren en el futuro inmediato. Con independencia de lo que le tenga reservado el futuro, para mí su papel será siempre el de un ángel rebelde“, escribe Campbell.


Publicado en el sitio "noticias24".
Domingo, 6 de enero de 2008, 22:01 h




Copyright © TheRealCuba.com

UN "CANTANTE" LATINO

Ahora estoy seguro que este tipo es un maricón y él gusta a hombres con barbas largas (Castro, Lula, Ahmadinejad y otros). ¡Si es maricón!
Bootlead


















Saturday, May 05, 2007

O Perfeito Idiota Latrino-Americano em ação.








































Abaixo reproduzimos uma reportagem publicada na seção TECNOLOGIA / Comércio eletrônico do Portal G1/Globo, trata-se no caso de um vídeo divulgado no YouTube, que além de engraçado é mais um fenômeno daqueles que cai na “Rede” e vira um sucesso da noite para o dia, efêmero mas sucesso, até aí nada demais, depois aparece outro e poucos se lembram do que o antecedeu, ou seja: Na “web”, a fila anda.

Leiam a reportagem e assistam o vídeo original (logo a seguir), divirtam-se e depois na continuação entenderão o motivo deste “post”.



Estrela do YouTube, Sônia ganha loja virtual
Faxineira de escritório em Campinas ganhou a Loja da Sônia, que funciona na web.
Ela ficou famosa após ter sido filmada tentando falar o endereço ‘www.youtube.com’.

Com mais de 750 mil acessos a seu vídeo “oficial”, Maria Sônia de Souza -- a protagonista do “Fala, Sônia” -- tornou-se uma estrela no site YouTube. Os internautas replicaram diversas vezes esse arquivo na página, criaram o Funk do Fala Sônia, criticaram a divulgação do conteúdo e também fizeram paródias em cima do vídeo. Depois de estrelar como protagonista na web tentando sem sucesso falar o endereço ‘www.youtube.com’, Sônia parte para o comércio com a recém-criada Loja da Sônia (uma loja virtual, é claro!).

A loja on-line -- com slogan "você não precisa saber de tudo para ser feliz" -- foi criado pela empresa de Indaiatuba (interior de São Paulo) onde Sônia trabalha como faxineira e também onde o funcionário Micael Lima fez o vídeo que virou moda no YouTube. “Não sei se vou ganhar dinheiro com isso. Eu deixo tudo na mão de Deus e olha o que está acontecendo na minha vida: eu fiquei famosa, já sai em jornal, ganhei a loja e até dou autógrafos na rua”, afirmou, lembrando que adora assistir a seu próprio vídeo.

O acesso diário a esse arquivo é feito com a ajuda de seus colegas da empresa, porque Sônia não sabe mexer na internet. Antes de seu vídeo, ela não fazia a menor idéia do que era a web: “não conhecia isso não, nem sabia o que era”, contou ao G1. Por isso, sua loja é gerenciada pelos funcionários da empresa onde ela trabalha: a função de Sônia é basicamente escolher os produtos vendidos na página que funciona como uma plataforma para o comércio eletrônico.

“Eu mostro todos os produtos para ela, que escolhe o que será vendido no site. Com base nessas vendas ela vai retirar uma comissão”, afirmou Lima, 19, que colocou o vídeo no YouTube. “Ainda não dá para saber quanto ela vai ganhar, porque tudo depende das vendas”, continou.

O jovem que ensina empresários a gerenciar suas lojas na internet afirma ainda estar surpreso com o sucesso que seu vídeo fez no universo virtual. “Eu coloquei no YouTube para poder mostrar para meus amigos do Orkut [os dois serviços do Google estão relacionados]. Numa sexta-feira, o vídeo tinha 40 acessos. Na segunda, quando voltei ao trabalho, tinha 200 mil”, conta, explicando que o crescimento está ligado à chamada que o arquivo teve no site humorístico Kibe Loco.

Publicado no Portal G1.
Sexta-feira, 04 de maio de 2007-05-05


VÍDEO DA SÔNIA

Click na seta ou no botão play (4) duas vezes, para ativar o vídeo.



Continuando, transcrevemos o artigo de Alvaro Vargas Llosa, entitulado “O retorno do Idiota”, (um pouco longo mas vale a pena ler) publicado na Revista “Veja” desta semana. O autor volta ao tema do livro “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”, publicado há dez anos atrás, mas nunca tão atual, logo a seguir assistam um vídeo onde terão oportunidade de conhecer o “Perfeito Idiota Latino-Americano" em plena ação, uma mistura de ignorância, desonestidade e mau-caratismo e com certeza cheio de “Cannabis”.

“O retorno do Idiota”
por Alvaro Vargas Llosa

Durante o século XX, os líderes populistas da América Latina levantaram bandeiras marxistas, praguejaram contra o imperialismo e prometeram tirar seus povos da pobreza. Sem exceção, todas essas políticas e ideologias fracassaram, o que levou ao recuo dos homens fortes. Agora, uma nova geração de revolucionários tenta ressuscitar os métodos ineficazes de seus antecessores.

Dez anos atrás, o colombiano Plinio Apuleyo Mendoza, o cubano Carlos Alberto Montaner e eu escrevemos Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano, livro que criticava os líderes políticos e formadores de opinião que, apesar de todas as provas em contrário, se apegam a mitos políticos mal concebidos. A espécie "Idiota", dizíamos então, era responsável pelo subdesenvolvimento da América Latina. Tais crenças – revolução, nacionalismo econômico, ódio aos Estados Unidos, fé no governo como agente da justiça social, paixão pelo regime do homem forte em lugar do regime da lei – tinham origem, em nossa opinião, no complexo de inferioridade. No fim dos anos 1990, parecia que os idiotas estavam finalmente em retirada. Mas o recuo durou pouco. Hoje, a espécie retornou na forma de chefes de estado populistas empenhados em aplicar as mesmas políticas fracassadas no passado. Em todo o mundo, há formadores de opinião prontos a lhes dar credibilidade e simpatizantes ansiosos por conceder vida nova a idéias que pareciam extintas.

Por causa da inexorável passagem do tempo, os jovens idiotas latino-americanos preferem as baladas pop de Shakira aos mambos do cubano Pérez Prado e não cantam mais hinos da esquerda, como A Internacional e Hasta Siempre, Comandante. Mas eles ainda são os mesmos descendentes de migrantes rurais, de classe média e profundamente ressentidos com a vida fútil dos ricos que vêem nas revistas de fofocas, folheadas discretamente nas bancas. Universidades públicas fornecem a eles uma visão classista da sociedade, baseada na idéia de que a riqueza precisa ser tomada das mãos daqueles que a roubaram. Para esses jovens idiotas, a situação atual da América Latina é resultado do colonialismo espanhol e português, seguido do imperialismo dos Estados Unidos. Essas crenças básicas fornecem uma válvula de segurança para suas queixas contra uma sociedade que oferece pouca mobilidade social. Freud poderia dizer que eles têm o ego fraco, incapaz de fazer a mediação entre seus instintos e a sua idéia de moralidade. Em lugar disso, suprimem o conceito de que a ação predatória e a vingança são erradas e racionalizam a própria agressividade com noções elementares do marxismo.

Os idiotas latino-americanos tradicionalmente se identificam com os caudilhos, figuras autoritárias quase sobrenaturais que têm dominado a política da região, vociferando contra a influência estrangeira e as instituições republicanas. Dois líderes, particularmente, inspiram o Idiota de hoje: os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia. Chávez é visto como o perfeito sucessor do cubano Fidel Castro (a quem o Idiota também admira): ele chegou ao poder pelas urnas, o que o libera da necessidade de justificar a luta armada, e tem petróleo em abundância, o que significa que pode bancar suas promessas sociais. O Idiota também credita a Chávez a mais progressista de todas as políticas – ter colocado as Forças Armadas, paradigma do regime oligárquico, para trabalhar em programas sociais. De sua parte, o boliviano Evo Morales tem um apelo indigenista. Para o Idiota, o antigo plantador de coca é a reencarnação de Tupac Katari, um rebelde aimará do século XVIII que, antes de ser executado pelas autoridades coloniais espanholas, profetizou: "Eu voltarei e serei milhões". O Idiota acredita em Morales quando ele alega falar pelas massas indígenas, do sul do México aos Andes, que buscam reparação pela exploração sofrida em 300 anos de domínio colonial e outros 200 anos de oligarquia republicana.

A visão de mundo do Idiota, vez por outra, encontra eco entre intelectuais ilustres na Europa e nos Estados Unidos. Esses pontificadores aliviam o peso na consciência apoiando causas exóticas em países em desenvolvimento. Suas opiniões atraem fãs entre os jovens do Primeiro Mundo, para os quais a fobia da globalização oferece a perfeita oportunidade de encontrar satisfação espiritual na lamentação populista do Idiota latino-americano contra o perverso Ocidente.

Não há nada de original no fato de intelectuais do Primeiro Mundo projetarem suas utopias sobre a América Latina. Cristóvão Colombo chegou por acaso à América em um tempo em que as idéias utópicas da Renascença estavam em voga. Desde o início, os conquistadores descreveram as terras encontradas como nada menos que paradisíacas. O mito do bom selvagem – a idéia de que os nativos do Novo Mundo tinham uma bondade imaculada, não manchada pelas maldades da civilização – impregnou a mente européia. A tendência de usar a América como uma válvula de escape para a frustração com os insuportáveis conforto e abundância da civilização ocidental continuou por séculos. Pelos anos 60 e 70, quando a América Latina estava repleta de organizações terroristas marxistas, esses grupos violentos encontraram apoio maciço na Europa e nos Estados Unidos entre pessoas que nunca teriam aceitado um regime totalitário no estilo de Fidel Castro em seu próprio país.

O atual ressurgimento do Idiota latino-americano precipitou o retorno de seus correspondentes: os idiotas paternalistas europeus e americanos. Mais uma vez, importantes acadêmicos e escritores estão projetando seu idealismo, sua consciência cheia de culpa ou as queixas contra sua própria sociedade no cenário latino-americano, emprestando seu nome a abomináveis causas populistas. Ganhadores do Nobel, incluindo o dramaturgo inglês Harold Pinter, o escritor português José Saramago e o economista americano Joseph Stiglitz, lingüistas americanos como Noam Chomsky e sociólogos como James Petras, jornalistas europeus como Ignacio Ramonet e alguns de veículos como Le Nouvel Observateur, na França, Die Zeit, na Alemanha, e Washington Post, nos Estados Unidos, estão mais uma vez propagando absurdos que moldam as opiniões de milhões de leitores e santificam o Idiota latino-americano. Esse lapso intelectual seria praticamente inócuo se não tivesse conseqüências. Mas, pelo fato de legitimar um tipo de governo que está no âmago do subdesenvolvimento econômico e político da América Latina, esse lapso se constitui numa forma de traição intelectual.


UM AMOR ESTRANGEIRO

O exemplo mais notável da simbiose entre alguns intelectuais ocidentais e os caudilhos latino-americanos é a relação amorosa entre os idiotas americanos e europeus e Hugo Chávez. O líder venezuelano, apesar das tendências nacionalistas, não hesita em citar estrangeiros em seus pronunciamentos para fortalecer suas opiniões. Basta ver o discurso de Chávez na ONU, no ano passado, no qual exaltou o livro de Chomsky Hegemonia ou Sobrevivência: a Busca da América pelo Domínio Global. Do mesmo modo, em apresentações no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Chomsky apontou a Venezuela como um exemplo para o mundo em desenvolvimento, elogiando políticas sociais bem-sucedidas nas áreas de educação e assistência médica, que teriam resgatado a dignidade dos venezuelanos. Ele também expressou admiração pelo fato de "a Venezuela ter desafiado com sucesso os Estados Unidos, um país que não gosta de desafios, menos ainda quando são bem-sucedidos".

Na realidade, os programas sociais da Venezuela têm se tornado, com a ajuda dos serviços de inteligência cubanos, veículos para cooptar e criar dependência social do governo. Além disso, sua eficácia é suspeita. O Centro de Documentação e Análise Social da Federação Venezuelana de Professores, instituto de pesquisas do sindicato da categoria, relatou que 80% dos domicílios venezuelanos tinham dificuldades em cobrir as despesas com comida em 2006 – a mesma proporção de quando Chávez chegou ao poder, em 1999, e quando o preço do barril de petróleo era um terço do atual. Quanto à dignidade das pessoas, a verdade é que, desde que Chávez se tornou presidente, ocorrem 10.000 homicídios por ano na Venezuela, dando ao país a maior taxa de assassinatos per capita do mundo.

Outra nação pela qual alguns formadores de opinião americanos têm uma queda é Cuba. Em 2003, o regime de Fidel Castro executou três jovens que haviam seqüestrado um barco e tentado escapar da ilha. Fidel também mandou 75 ativistas democratas para a prisão por terem emprestado livros proibidos. Como resposta, James Petras, há anos professor de sociologia da State University of New York, em Binghamton, escreveu um artigo intitulado "A responsabilidade dos intelectuais: Cuba, os Estados Unidos e direitos humanos". Em seu texto, que foi reproduzido por várias publicações esquerdistas em todo o mundo, defendeu Havana argumentando que as vítimas estavam a serviço do governo americano.

Conhecido simpatizante de Fidel, Ignacio Ramonet, editor do Le Monde Diplomatique, jornal francês que advoga qualquer causa sem graça que tenha origem no Terceiro Mundo, sustenta que a globalização tornou a América Latina mais pobre. A verdade é que a pobreza foi modestamente reduzida nos últimos cinco anos. A globalização gera tanta receita aos governos latino-americanos com a venda de commodities e com os impostos pagos pelos investidores estrangeiros que eles têm distribuído subsídios aos mais pobres – o que dificilmente é uma solução para a pobreza a longo prazo.

Com duas décadas de atraso, Harold Pinter fez uma avaliação espantosa do governo sandinista em seu discurso de aceitação do Nobel em 2005. Acreditando talvez que uma defesa dos populistas do passado poderia ajudar os populistas de hoje, ele disse que os sandinistas tinham "aberto o caminho para estabelecer uma sociedade estável, decente e pluralista" e que não havia "registro de tortura" ou de "brutalidade militar oficial ou sistemática" sob o governo de Daniel Ortega, nos anos 80. Alguém pode se perguntar, então, por que os sandinistas foram apeados do poder pelo povo da Nicarágua nas eleições de 1990. Ou por que os eleitores os mantiveram fora do poder durante quase duas décadas – até Ortega se transformar num travesti político, declarando-se defensor da economia de mercado. Quanto à negação das atrocidades sandinistas, Pinter faria bem em lembrar o massacre dos índios misquitos, em 1981, na costa atlântica da Nicarágua. Sob a fachada de uma campanha de alfabetização, os sandinistas, com a ajuda de militares cubanos, tentaram doutrinar os misquitos com a ideologia marxista. Os índios recusaram-se a aceitar o controle sandinista. Acusando-os de apoiar os grupos de oposição baseados em Honduras, os homens de Ortega mataram cinqüenta índios, prenderam centenas e reassentaram à força outros tantos. O ganhador do Nobel deveria lembrar também que seu herói Ortega se tornou um capitalista milionário graças à distribuição dos ativos do governo e de propriedades confiscadas, que os líderes sandinistas repartiram entre si após a derrota nas eleições de 1990.

O entusiasmo com o populismo latino-americano se estende a jornalistas dos principais veículos de comunicação. Tome como exemplo algumas matérias escritas por Juan Forero, do Washington Post. Ele é mais equilibrado e informado do que os luminares mencionados acima, mas, de vez em quando, revela um estranho entusiasmo pelo populismo do tipo que está varrendo a região. Em um artigo recente sobre a generosidade estrangeira de Chávez, ele e seu colega Peter S. Goodman criaram uma imagem positiva da forma como Chávez ajuda alguns países a se desfazer da rigidez imposta por agências multilaterais quando emprestam dinheiro para essas nações poderem quitar suas dívidas. Defensores dessa política foram citados favoravelmente e nenhuma menção foi feita ao fato de que o dinheiro do petróleo da Venezuela pertence ao povo venezuelano, e não a governos estrangeiros ou entidades alinhadas com Chávez, ou que esses subsídios têm limitações políticas. É o que se vê no ataque do presidente da Argentina, Néstor Kirchner, aos Estados Unidos e na louvação a Chávez, respostas evidentes à promessa feita por Chávez de comprar novos bônus da dívida argentina.


O PROBLEMA COM O POPULISMO

Observadores estrangeiros estão deixando de compreender um ponto essencial: o populismo latino-americano nada tem a ver com justiça social. No início, no século XIX, era uma reação ao estado oligárquico na forma de movimentos de massa liderados por caudilhos, cujo mantra era culpar as nações ricas pela má situação da América Latina. Esses movimentos baseavam sua legitimidade no voluntarismo, no protecionismo e na maciça redistribuição de riqueza. O resultado, por todo o século XX, foram governos inchados, burocracias sufocantes, subserviência das instituições judiciais à autoridade política e economias parasitárias.

Populistas têm características básicas comuns: o voluntarismo do caudilho como um substituto da lei, a impugnação da oligarquia e sua substituição por outro tipo de oligarquia, a denúncia do imperialismo (com o inimigo sempre sendo os Estados Unidos), a projeção da luta de classes entre os ricos e os pobres para o terreno das relações internacionais, a idolatria do estado como uma força redentora dos pobres, o autoritarismo sob a aparência de segurança de estado e clientelismo, uma forma de paternalismo pela qual os empregos públicos – em oposição à geração de riqueza – são os canais de mobilidade social e uma forma de manter o voto cativo nas eleições. O legado dessas políticas é claro: quase metade da população da América Latina é pobre, com mais de um em cada cinco vivendo com 2 dólares ou menos por dia. E entre 1 milhão e 2 milhões de migrantes procurando os Estados Unidos e a Europa a cada ano em busca de uma vida melhor.

Mesmo na América Latina parte da esquerda está fazendo a transição, afastando-se da Idiotice – semelhante ao tipo de transição mental que a esquerda européia, da Espanha à Escandinávia, fez décadas atrás, quando, de má vontade, abraçou a democracia liberal e a economia de mercado. Na América Latina, pode-se falar em uma "esquerda vegetariana" e uma "esquerda carnívora". A esquerda vegetariana é representada por líderes como o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, e o presidente costa-riquenho, Oscar Arias. Apesar da retórica carnívora ocasional, esses líderes têm evitado os erros da antiga esquerda, como uma barulhenta confrontação com o mundo desenvolvido e a devassidão monetária e fiscal. Eles se adaptaram à conformidade social-democrata e relutam em fazer grandes reformas, mas apresentam um passo positivo no esforço para modernizar a esquerda.

Em contrapartida, a esquerda "carnívora" é representada por Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales e pelo presidente do Equador, Rafael Correa. Eles se prendem a uma visão marxista da sociedade e a uma mentalidade da Guerra Fria que separa o Norte do Sul e buscam explorar as tensões étnicas, particularmente na região andina. A sorte inesperada com o petróleo obtida por Hugo Chávez está financiando boa parte dessa empreitada. A gastronomia de Néstor Kirchner, da Argentina, é ambígua. Ele está situado em algum ponto entre os carnívoros e os vegetarianos. Desvalorizou a moeda, instituiu controles de preços e nacionalizou ou criou empresas estatais nos principais setores da economia. Mas tem evitado excessos revolucionários e pagou a dívida argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ainda que com a ajuda do crédito venezuelano. A posição ambígua de Kirchner tem ajudado Chávez, que preencheu o vácuo de poder no Mercosul para projetar sua influência na região.

Estranhamente, muitos europeus e americanos "vegetarianos" apóiam os "carnívoros" da América Latina. Um exemplo é Joseph Stiglitz, que tem defendido os programas de nacionalização na Bolívia de Morales e na Venezuela de Chávez. Numa entrevista para a rádio Caracol, da Colômbia, Stiglitz disse que as nacionalizações não deveriam causar apreensão porque "empresas públicas podem ser muito bem-sucedidas, como é o caso do sistema de pensões da Seguridade Social nos Estados Unidos". Stiglitz, porém, não defendeu a nacionalização das principais empresas privadas ou de capital aberto de seu país e parece ignorar que, do México para baixo, nacionalizações estão no centro das desastrosas experiências populistas do passado.

Stiglitz também ignora o fato de que na América Latina não há uma separação real entre as instituições do estado e o governo. Empresas estatais rapidamente se tornam canais para patronato político e corrupção. A principal empresa de telecomunicações da Venezuela tem sido uma história de sucesso desde que foi privatizada, no início dos anos 1990. O mercado de telecomunicações experimentou um crescimento de 25% nos últimos três anos. Em contrapartida, a gigante estatal de petróleo tem visto sua receita cair sistematicamente. A Venezuela produz hoje quase 1 milhão de barris de petróleo menos do que produzia nos primeiros anos desta década. No México, onde o petróleo também está nas mãos do governo, o projeto Cantarell, que representa quase dois terços da produção nacional, vai perder metade de seu rendimento nos próximos dois anos por causa da baixa capitalização.

É realmente importante o fato de que os intelectuais americanos e europeus matam sua sede pelo exótico promovendo idiotas latino-americanos? A resposta inequívoca é sim. Uma luta cultural está sendo deflagrada na América Latina – entre aqueles que querem colocar a região no firmamento global e vê-la emergir como um importante colaborador para a cultura ocidental, à qual seu destino está associado há cinco séculos, e aqueles que não conseguem aceitar essa idéia e resistem. Apesar de a América Latina ter experimentado algum progresso nos últimos anos, essa tensão está impedindo seu desenvolvimento em comparação com outras regiões do mundo – como o Leste Asiático, a Península Ibérica ou a Europa Central – que, há pouco tempo, eram exemplos de atraso. Nas últimas três décadas, a média de crescimento anual do PIB da América Latina foi de 2,8% – contra 5,5% do Sudeste Asiático e a média mundial de 3,6%.

Esse fraco desempenho explica por que quase 45% da população ainda está na pobreza e por que, depois de um quarto de século de regime democrático, pesquisas feitas na região revelam uma profunda insatisfação com instituições democráticas e partidos tradicionais. Enquanto o Idiota latino-americano não for relegado aos arquivos históricos – algo difícil de acontecer enquanto tantos espíritos condescendentes no mundo desenvolvido continuarem a lhe dar apoio –, isso não vai mudar.


Álvaro Vargas Llosa, escritor e jornalista liberal, formado em História internacional na London School of Economics é diretor do Centro para a Prosperidade Global do Instituto Independente, em Washington. Alvaro já recebeu diversos prêmios por seu trabalho jornalístico, como também é autor de diversos livros de sucesso, entre eles o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano” (1996), em parceria com os escritores Plinio Apuleyo Mendoza e Carlos Alberto Montaner. Alvaro Vargas Llosa tem proferidos numerosas palestras nas áreas de história e política, principalmente sobre o tema América Latina.





Publicado na
Revista “VEJA”.
Edição 2007
Sexta-feira, 05 de maio de 2007



VÍDEO DO PERFEITO IDIOTA LATRINO-AMERICANO (“PETRALHA”)
(Sentimos muito, mas o PILA removeu o vídeo do YouTube. Não aguentou a vergonha. É típico dessa gentalha não assume nada do que faz. Dá próxima nós copiamos e queremos ver quem vai remover. "Petralha+PILA", cambada de covardes. Porém a cara de bobo do "boneco" continua aqui para quem quiser ver.)


Click na seta ou no botão play (4) duas vezes, para ativar o vídeo.

ATENÇÃO PARA A DICA ELEITORES DO "MOLUSCO":
EM 2010 VOTE EM "SÔNIA" PARA PRESIDENTE.
UMA APEDEUTA SIMPÁTICA E ALÉM DISSO TRABALHA.




Wednesday, March 21, 2007

“OS CAVALEIROS DO APOCALIXO!”

Foto: Alegres e sorridentes com as mãos enfiadas na "BETTI".

































PALHAÇADAS BOLIVARIANAS
por Huascar Terra do Valle

Um ano antes de sua morte, ocorrida em 1830, o grande herói iluminista Simón Bolívar, El libertador, cuja memória tem sido profanada pelo histrião-caudilho Hugo Chávez, legou-nos palavras proféticas, de impressionante atualidade:

"Durante vinte anos tive o poder e tirei umas poucas conclusões inquestionáveis: 1. A América é ingovernável por nós. 2. Quem serve à causa da revolução perde tempo. 3. A única coisa a fazer na América é emigrar. 4. Este País cairá infalivelmente nas mãos de um bando desenfreado de tiranos mesquinhos de todas as raças e cores, que não merecem consideração. 5. Devorados por todos os crimes e aniquilados pela ferocidade, seremos desprezados pelos europeus. 6. Se fosse possível que parte do mundo voltasse ao caos primitivo, esta parte seria a América."

Desde da fundação do Foro de São Paulo, a América está voltando ao caos primitivo, como sempre aconteceu em países que adotaram o comunismo. Vários países estão caindo nas mãos de tiranos mesquinhos (alguns camuflados de democratas), como Fidel Castro, Noriega, Hugo Chávez, Néstor Kirchner, Evo Morales e Lula, fundador do Foro de São Paulo e, nas horas vagas, presidente do Brasil. Outros comunas são os presidente do Chile, Equador e Uruguai, e outros vêm por aí, na esteira do populismo barato que seduz os latino-americanos.

Uma demonstração deste caos foi a visita do presidente Bush a países da América Latina. Em todo o Continente houve demonstrações de rua, queimando bandeiras dos Estados Unidos e bonecos do presidente Bush. Na Argentina, que foi aliciada por alguns bilhões de petrodólares bolivarianos, o biltre Chávez financiou frotas de ônibus para trazer idiotas da periferia para aumentar o volume das passeatas e para encher o estádio onde fez um comício, como sempre, com sua lenga-lenga contra Bush e os Estados Unidos. É a velha técnica consagrada por Hítler: arrebanhar a massa ignara por meio de um inimigo comum.

Nota-se, pela aparência dos manifestantes, que se trata de pessoas do mais baixo nível: moleques de rua, arruaceiros, vagabundos, pivetes, bebuns, bandidos. vândalos, marginais e também estudantes, de mentes imaturas, manipulados pelos comunas. Especializaram-se em organizar badernas de rua como se fossem manifestações expontâneas da população. Uma verdadeira palhaçada, mas funciona, principalmente pela cumplicidade da mídia, que divulga as manifestações de meia dúzia de marginais como se fosse o clamor de toda uma nação.

Os manifestantes não sabem quem é Bush, quem são os Estados Unidos, e, a troco de alguns centavos, fazem manifestações contra qualquer causa. Uma palhaçada, totalmente incompatível com o ideário da verdadeira democracia. É a volta do caos primitivo profetizado por Bolívar. E o líder deste caos é o psicopata Hugo Chávez, um louco perigosíssimo, porque tem os bolsos recheados de petrodólares e está comprando a consciência de vários países.

O tresloucado está se armando fortemente, adquirindo aviões, navios e submarinos de última geração, enquanto o Brasil compra sucatas voadoras da França. O passado de glórias de nossa pátria está ameaçado por um futuro de humilhações.
Por que estamos caindo neste precipício? Há alguns séculos o Brasil estava mais adiantado que os Estados Unidos, e um mapa deste país ostentava os dizeres: tierras de ningun provecho. Por que os Estados Unidos evoluíram e enriqueceram tanto, enquanto o Brasil, hoje, não passa de um caudatário do novo líder das esquerdas no continente, o energúmeno Hugo Chávez?

A História nos responde. Os Estados Unidos foram fundados sob os princípios do Iluminismo, que representam o ápice da civilização ocidental, exatamente o oposto da barbárie. Não à-toa o grande Roberto Campos diagnosticou sucintamente o drama de nossa época: "O dilema esquerda-direita acabou. A dicotomia que hoje vivemos é entre o Iluminismo e a barbárie".

O Iluminismo é o fim do absolutismo e da tirania, é a divisão dos poderes, a igualdade dos cidadãos perante a lei, a separação absoluta entre igreja e Estado; o Estado de Direito (o Império da Lei), a supremacia da razão sobre a autoridade, o triunfo da ciência sobre a superstição, a ênfase no homem e neste mundo, antes que em especulativas noções sobre uma vida após a morte; respeito à propriedade privada; garantia ao cumprimento de contratos; o fim do autoritarismo e do coletivismo, a supremacia do individualismo e o principio da responsabilidade pessoal (e não coletiva), com seu aspecto político representado pela democracia e seu aspecto econômico pelo capitalismo.

Os países que adotaram os princípios do Iluminismo prosperaram e os países que só os adotaram parcialmente tiverem índices de progresso proporcionalmente menores. Os que não os adotaram regrediram à barbárie, como a Alemanha de Hítler, a Itália de Mussolini, os países comunistas e certos países árabes, como o Afeganistão dos talibãs e o antigo Iraque. Os países bárbaros, sempre tiranias ou teocracias, são obcecados com a guerra, como Cuba, Coréia do Norte, Irã. Os países iluministas só fazem guerras defensivas e não incorporam territórios alheios, como os Estados Unidos, que salvaram o mundo em duas guerra mundiais, libertaram vários países, como Cuba, Panamá e Filipinas e ajudaram a reerguer seus antigos inimigos, como Japão e Alemanha. Hoje estão sendo azucrinados pela Coréia do Norte, Irã, Síria e os paus-mandados do sargentão Hugo Chávez, inclusive nosso Presidente.

A decadência do Iluminismo é obra da tentativa de volta do absolutismo e do coletivismo, representado pelo socialismo-comunismo, uma religião profana disfarçada de teoria política-econômica, lançada em 1848 por Karl Marx e Friedrich Engels, no famigerado Manifesto do Partido Comunista, que se inicia com estas palavras proféticas: "Um espectro ronda a Europa - o espectro do comunismo". Poderiam ter dito: "O espectro da barbárie, agora com nova roupagem".

Temos que reconhecer a progressiva derrota do Iluminismo frente ao avanço da barbárie do comunismo, principalmente no Brasil, que caiu nas mãos de um comunista espertíssimo e de um partido que exibiu, em seus quatro anos de mandato, o maior espetáculo de roubalheira e corrupção jamais sonhado nem pelos mais pessimistas dentre os autodenominados cientistas políticos. Bárbaros não têm ética!

Só quem é cego não percebe o caos que atingimos, vaticinados pelo iluminista Bolívar. Basta assistir aos noticiários televisivos, com sua oferta diária de fatos escabrosos: balas perdidas fazendo várias vítimas por semana, policiais sendo executados em serviço e fora dele (recentemente onze foram eliminados em uma semeara), menino de seis anos arrastado por sete quilômetros por pivetes ladrões de carro, dezenas de seqüestros por semana, criança de ano e meio sendo estuprada e assassinada; escolares sendo executados na saída das aulas, menores aos milhares sendo aliciados pelo mundo do crime e da prostituição, para se beneficiarem do Estatuto do Menor, quadrilhas especializadas em assaltar caminhões ou bancos, pelo interior do País; as pessoas com medo de sair às ruas entregues a bandidos e morando em fortalezas, pois o governo não proporciona segurança (que saudades dos tempos do regime militar!), arrastões em praias e condomínios de luxo.

A corrupção campeia solta em todos os níveis do governo, minando os recursos que deveriam ser empregados para o bem da Nação. A Controladoria apurou irregularidade em mais de 90% das prefeituras do interior, que freqüentemente não passam de quadrilhas de malfeitores. Não é surpresa, pois o Procurador Geral da União declarou que o governo petista não passa de uma organização criminosa. O exemplo vem de cima.

Além disso, com todo nosso potencial de crescimento, o Brasil continua patinando, disputando com o Haiti a lanterninha do crescimento econômico, com uma tributação predatória duas vezes maior que de outros países emergentes. E crescendo! O Congresso e até a cúpula do Poder Judiciário revelam-se submissos diretamente ao presidente e indiretamente ao Foro de São Paulo e seu novo chefe, o demoníaco Hugo Chávez. A legislação e o burocratismo selvagens impedem a criação de empresas. A corrupção campeia em todos os níveis; a impunidade é um estímulo para a bandidagem. As estradas estão esburacadas. A roubalheira "legal" das tais indenizações aos perseguidos políticos é um escândalo. O plano megalomaníacos da transposição das águas do São Francisco custará, de fato, cerca de 20 bilhões e promete ser uma fonte infinita de corrupção. Se isto não é o caos, o que é?

Finalmente, um brilhante pensamento do ilustre pensador liberal J. O. de Meira Penna: "Atribuir o nazismo e o comunismo ao Iluminismo é uma ofensa à razão". Assino embaixo.



Huascar Terra do Valle é advogado e escritor.

Saturday, January 27, 2007

El espectáculo del gran payaso en el circo de la América Latina.










































Una nueva fase del chavismo
por Carlos Alberto Montaner

Hugo Chávez se propone cerrar Radio Caracas-Televisión. No le renovará la licencia. La razón alegada por el gobierno es que esa empresa apoyó el confuso golpe de abril del 2002. Pero no es verdad. El coronel Arias Cárdenas respaldó el golpe apasionadamente, como puede comprobar cualquiera que se tome la molestia de buscar el video con sus declaraciones de entonces en youtube, y luego Chávez lo nombró embajador en Naciones Unidas. Lo que Chávez premia o castiga es el grado de sumisión a su egregia persona. No actúa por principios, sino por cálculos estratégicos. Si te arrodillas, te llena de honores y hasta te hace rico. Si te opones, te destruye. Es el ''plata o plomo'' de los narcos sudamericanos elevado a la categoría de política de Estado.

Tras ganar las elecciones de diciembre del 2006, Chávez se dispone a darle algunas vueltas a la tuerca autoritaria. A corto plazo es muy probable que busque formas de cerrar o doblegar a Globovisión y a los diarios El Universal y El Nacional. Como dispone a su antojo del sistema judicial y de la temida Hacienda, es posible golpear a estos medios imponiéndoles multas millonarias o inventándoles delitos fiscales. Sería una forma de recurrir al ''plomo''. Pero acaso Chávez prefiera utilizar la ''plata''. Mediante unos amables testaferros, los hombres del presidente pueden adquirir los canales de comunicación de los enemigos con una buena tajada de petrodólares. Los propietarios entenderían el mensaje con cruel nitidez: o los venden o los pierden. Incluso, el precio podría sea alto. No es cuestión de dinero.

De la misma manera que para Chávez, por lo que se va conociendo, lo importante no son los procedimientos, sino los resultados, su compromiso ideológico también es difícil de precisar. Cambia con cada interlocutor o consejero que consigue situarse junto a su confusa cabecita. En los noventa estaba bajo la influencia de Norberto Ceresole, un argentino fascista cercano a los manicomios libio e iraní que se enamoró del teniente coronel golpista y lo puso a leer El libro verde de Gadaffi, un galimatías dedicado a consagrar el odio a Occidente, al mercado y a la democracia. Luego, a partir de 1994, Fidel Castro lo tomó de la mano y de forma creciente lo desvió hacia el marxismo-leninismo y el antiamericanismo militante, hasta que juntos concibieron y parieron el ``socialismo del siglo XXI''.

¿Qué es eso? La convicción de que La Habana y Caracas sustituyen a Moscú en la tarea de liderar a la humanidad en dirección del paraíso. La tarea exige, por supuesto, poner fuera de combate a Estados Unidos, Europa, Japón, más otros pequeños inconvenientes, pero el primer paso consiste en conquistar América Latina. ¿Cómo lo van a lograr? Repitiendo el experimento venezolano: se llega al poder legítimamente por medios electorales y desde la cúspide se desmantela el Estado de Derecho mientras se ejecutan medidas populistas demagógicas y efectistas. ¿Para qué ese esfuerzo? Para implantar un régimen gloriosamente colectivista en el que, finalmente, todas las personas sean buenas, desinteresadas, odien el consumo de viles objetos materiales y adopten comportamientos dulcemente idealistas.

Curiosamente, donde Chávez está encontrando una mayor resistencia es en la fase venezolana de construcción del socialismo. Lanzó a bombo y platillo una reforma agraria y descubrió que en Venezuela no hay campesinos y que hace más de cuarenta años que la tierra se distribuyó. Pensó en estatizar las grandes empresas y advirtió que los cuadros chavistas se caracterizan por exhibir una incapacidad crónica para la gerencia. Todo lo que tocan lo corrompen, lo destruyen o lo arruinan. Si mediante un decreto revolucionario Chávez nacionalizara las mil mayores empresas venezolanas, antes de 180 días todas tendrían que colgarse del presupuesto para sobrevivir porque habrían sido financieramente diezmadas. Y si Chávez, víctima de la legendaria incapacidad de su tribu política, no puede colectivizar la economía, ¿cómo continuará expresando su radicalismo revolucionario? Muy sencillo: en el terreno de la dictadura política: seguirá silenciando a sus opositores mediante plomo o plata. Radio Caracas Televisión es sólo el inicio.



Carlos Alberto Montaner nació en La Habana, Cuba, en 1943. Reside en Madrid desde 1970. Ha sido profesor universitario en diversas instituciones de América Latina y Estados Unidos. Es escritor y periodista. Varias decenas de diarios de América Latina, España y Estados Unidos recogen desde hace más de treinta años su columna semanal. La revista Poder lo ha calificado como uno de los columnistas más influyentes en lengua española. Se calcula en seis millones de lectores semanales quienes tienen acceso a sus artículos en español, inglés y portugués.





Publicado en el sitio Firmas Press.
Domingo, Enero 07, 2007.



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Estoy casi seguro que este tipo es un maricón y él gusta a hombres con barbas largas (Castro, Lula...).


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Friday, November 24, 2006

América na latrina...










































TRISTES TRÓPICOS
por João Mellão Neto

A América Latina já era.

A revista Veja desta semana traz uma oportuna matéria sobre a crescente desimportância de nosso subcontinente no contexto mundial. Não soubemos, como a maioria dos países asiáticos, aproveitar a onda globalizante e, assim, nos valer da abundância de capital internacional para alavancar as nossas economias.

Mais uma vez fica provada a tese de que não sãos as riquezas naturais que garantem a prosperidade e o desenvolvimento das nações. O alemão Max Weber foi o primeiro pensador a ter a coragem de afirmar que fatores culturais (e religiosos) são muito mais importantes para determinar o sucesso ou o fracasso de uma sociedade. E fez isso em 1904, após visitar os Estados Unidos e publicar um livro, "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", eleito pela crítica internacional, na virada do milênio, a obra mais importante de todo o século 20. Trata-se de um trabalho de fácil leitura e assimilação para os leigos, e ainda permanece atual. Em vez de amaldiçoar nossos irmãos do Norte, deveríamos tornar a leitura de Weber obrigatória em todas as nossas escolas. Quem sabe, assim, pouparíamos muito tempo e esforço na vã tentativa de entender por que os gringos são tão ricos, enquanto nós somos tão pobres.

A culpa não é dos “malvados ianques que nos exploram”. Quando muito, é de nós mesmos e do péssimo hábito que cultuamos de terceirizar a responsabilidade por nossas mazelas. O nosso próprio cancioneiro - seja o tango, a guarânia, o bolero, o sertanejo ou o samba-canção - é o mais eloqüente indício de que, para nós, a culpa de nossa infelicidade é sempre dos outros. Sejam eles as mulheres ingratas, os patrões prepotentes ou os garotos ricos que nos tomaram nossas namoradas. Tema recorrente é o do “hombre macho” que costuma encher a mulher de pancada e depois não entende por que ela o deixou. Não importam as situações e as circunstâncias: o fato é que, para nós, a culpa é, e será, sempre dos outros.

Eu bem me recordo de que, no início da década de 70, ainda jovem, visitei a Ásia e saí de lá horrorizado com a miséria que encontrei. Havia pessoas em Hong Kong, por exemplo, que, esqueléticas, desnutridas, passavam a vida sentadas nas calçadas. Durante a noite se deitavam ali mesmo e, no dia seguinte, voltavam a sentar-se. Seu único bem era a tanga esfarrapada que usavam e, se permaneciam vivas, era por que o governo, no meio do dia, distribuía um punhado de macarrão, que era devorado com as mãos. Lembro-me de ter ficado horrorizado com uma gigantesca favela flutuante que era composta por milhares de pequenos barcos, atracados uns aos outros, que formavam uma cidade de porte médio, com mais de 100 mil habitantes. As pessoas que lá moravam nasciam, cresciam e morriam sem nunca ter pisado em terra firme. Os poucos que se aventuravam a fazê-lo andavam como macacos. Simplesmente não sabiam andar eretos. Em Macau, então colônia portuguesa, não havia ninguém que falasse o nosso idioma e a miséria era ainda mais gritante. A situação na Coréia do Sul, na Malásia e na Indonésia, pelo que diziam, era muitas vezes pior. Isso para não falar na Indochina, na qual os Vietnãs e o Camboja estavam em plena guerra civil. O Sudeste da Ásia, sem dúvida, era a região mais pobre do mundo naquela época.

Eis que, hoje, aquela é a zona do planeta que mais cresce e se desenvolve. Enquanto isso, aqui, na América Latina, a impressão é de que o tempo não passou. A renda per capita, pelo menos, está praticamente estagnada há mais de duas décadas. Em termos de política - que, no final das contas, está por de trás de tudo -, quase nada evoluímos. Os argentinos continuam reverenciando Perón, os venezuelanos e bolivianos estão nas mãos de caudilhos populistas e ultranacionalistas, o Peru voltou para as mãos de Alan García, o sandinismo retornou ao poder na Nicarágua, Fidel continua mandando em Cuba e os jovens universitários de todo o continente, inclusive os brasileiros, ainda se deixam mesmerizar ante a esfinge “libertadora” de Ernesto Guevara. Ironia histórica esta. Ao menos nos tempos do Che, no auge da guerra fria, o resto do mundo, em especial os países ricos, ainda se preocupava com o que acontecia por estas plagas. A caçada ao líder revolucionário, nas selvas da Bolívia, foi acompanhada pela imprensa do mundo inteiro. Hoje em dia, nem sequer as enormidades de Chávez e Morales rendem uma manchete secundária de jornal. O mundo desenvolvido está com os olhos voltados para os países islâmicos. Economicamente, quem chama a atenção é a Ásia. Quando o tema é miséria e solidariedade humana, quem monopoliza as conversas é a África.

E quanto a nós, os briosos latino-americanos? Bem, o fato é que nós não existimos mais. Quando nossos embaixadores sobem à tribuna no plenário da ONU, o bocejo dos demais é geral. Somos inflamados, belicosos, verborrágicos e é só. Como entreouviu certa vez Roberto Campos, quando trabalhava na Organização, de diplomatas europeus: “Os latino-americanos são únicos. Eles despendem uma tonelada de palavras para alinhavar cem gramas de argumentos.”

Talvez seja esse, mesmo, o nosso maior defeito. A cultura bacharelesca, o floreio retórico, o cultivo da forma em detrimento do conteúdo, o discurso das intenções prevalecendo sobre a prática das ações: tudo isso é próprio do populismo na sua vertente latino-americana.

Ainda pranteamos a morte precoce de Evita, o suicídio dramático de Vargas e o coronel Chávez ainda arenga às massas cultuando Bolívar em pleno século 21!

Enquanto isso, o tempo passa. Enquanto prevalecer a nossa cultura fatalista, este será o nosso destino. “Não perguntes por quem os sinos dobram”, escreveu John Donne. “Eles sempre dobram por ti...”


João Mellão Neto, nasceu na cidade de São Paulo, SP em 06/11/1955, filho de comerciante de café e agro-pecuarista estudou administração de empresas na Fundação Getúlio Vargas e jornalismo na Fundação Cásper Líbero. João Mellão Neto é um dos jornalistas mais lidos, comentados e acreditados da imprensa de São Paulo e do Brasil. Seus artigos são publicados, todas as sextas-feiras na página 2 do jornal "O Estado de São Paulo" e, quinzenalmente, no "Florida Review", revista em língua portuguesa que circula na comunidade brasileira em Miami, EUA. Como escritor já publicou diversos livros na área do "pensamento político liberal", tendo em vista que João Mellão também teve uma carreira política bastante diversificada para sua idade, sendo quatro vezes secretário municipal, cumpriu dois mandatos de deputado federal e foi ministro de Estado.


Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Sexta-feira, 24 de novembro de 2006.



Saturday, November 18, 2006

O velhaco ordena e os lacaios obedecem!


































Tá tudo dominado
por Olavo de Carvalho

A situação militar do Brasil é muito simples e clara. Hugo Chávez está montando um exército de um milhão e meio de homens bem armados, a maior força aérea da América Latina, e vinte bases militares em território boliviano, todas na fronteira com o Brasil. Seus aliados são, de um lado, o exército argentino de Kirchner, de outro lado as FARC e o ELN, cujo número de combatentes é hoje difícil de calcular mas que têm um orçamento militar incomparavelmente maior que de qualquer país latino-americano, com exceção da Venezuela.

O Brasil é hoje um país inerme e virtualmente cercado. Desaparelhadas, politicamente intimidadas, reduzidas à míngua pelos cortes orçamentários e à subserviência humilhante por vinte anos de bombardeio difamatório, nossas Forças Armadas não têm a mínima condição de defender o País contra as tropas empenhadas em garantir pelas armas a consecução do plano do Foro de São Paulo : a integração continental sob a bandeira neocomunista.

Nunca a soberania e a própria integridade da nação estiveram tão ameaçadas. Não há nenhum motivo razoável para duvidar de que, tendo chegado tão perto de realizar seu sonho de poder total, a esquerda revolucionária latino-americana destruirá pela força qualquer obstáculo que não possa remover pelo engodo e pela manipulação. Isso não quer dizer, é claro, que deixá-la vencer eleições nos livrará do perigo de morte. A única diferença entre a "via pacífica" e a "via armada" é que nesta a violência é usada como meio de chegar ao poder, naquela como meio de destruição da classe inimiga uma vez garantido o domínio total do Estado. Exemplos respectivos são Cuba e a Tchecoslováquia – a ascensão ao poder por meio da guerra revolucionária e por meio do golpe parlamentar, seguida de igual violência repressiva num caso como no outro.

Aqueles que imaginam que o sucesso eleitoral da esquerda no continente haverá de curá-la da tentação guerreira são imbecis iludidos ou mentirosos espertos. O sucesso eleitoral foi precisamente o meio do qual a esquerda se serviu para proteger as facções armadas, garantir-lhes a impunidade e ajudá-las a crescer. A unificação e expansão das forças armadas revolucionárias continentais sob o comando de Hugo Chávez é a etapa atual do processo. O capítulo seguinte é usar essas forças para derrubar as últimas resistências que venham a se opor seja à conquista do Estado, seja à expansão indefinida do poder estatal uma vez conquistado.

A dissolução das soberanias já é uma realidade, como se vê pela fusão dos aparatos jurídico-policiais cubanos e venezuelanos e pela utilização do território boliviano como cabeça de ponte para a eventual invasão do território brasileiro.

Vocês ouviram uma palavra sobre esse perigo nos debates presidenciais? Não. Leram alguma nos grandes jornais? Não. Mas leram, é claro, inumeráveis artigos alertando contra o perigo de uma agressão dos EUA ao continente latino e apontando como prova desse risco iminente a existência de uma base militar americana no Paraguai... fundada em 1948. Leram e até acreditaram. Se não chegaram a tanto, pelo menos não se deram conta de que esses artigos, todos eles subscritos por agentes de influência diretamente ligados a organismos chavistas, já eram a preparação psicológica da opinião pública para que aceitasse o advento do aparato militar comuno-chavista de dominação como um acontecimento banal e inofensivo, se não como o despertar de uma bela esperança patriótica.

O silêncio em torno do perigo real e iminente é tão geral, persistente e sistemático quanto o falatório alarmista em torno do perigo imaginário e fantasioso.

A norma vigente em todas as redações deste país é, nesse ponto, a mesma que se adotou quanto ao Foro de São Paulo . Toda a mídia brasileira – inclusive antilulista – transformou-se numa engrenagem da máquina de desinformação revolucionária empenhada em demonizar os Estados Unidos ao ponto de legitimar, em nome do temor a uma invasão americana impossível, a conivência ao menos passiva com a ocupação do continente pelas forças armadas da virtual União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas. Um jornalista colabora com esse processo cada vez que faz alarde em torno de violências imaginárias cometidas contra terroristas na prisão americana de Guantánamo e encobre de silêncio a brutalidade real e ininterrupta a que estão expostos os prisioneiros de consciência no vizinho cárcere cubano . Essa dupla e concomitante regra de desinformação é seguida hoje fielmente por todos os órgãos de mídia deste país, incluindo os mais antilulistas.

A própria Veja , nas páginas internacionais, fornece semanalmente a sua quota de mentiras anti-americanas, em penitência por ter dito a verdade contra o PT na seção nacional. Os planos do Foro de São Paulo vêm de longe, e o Brasil, em vez de se preparar para defender-se contra eles, chegou a reeleger presidente o homem que os concebeu. Nunca uma nação se rendeu com tanta docilidade – e com tanta antecedência - a um inimigo tão obviamente mal intencionado.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos no jornal "Diário do Comércio" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém um site em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias.
E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio".
Quarta-feira, 01 de novembro de 2006.



Wednesday, November 08, 2006

Já estão se confirmando os objetivos do Foro de São Paulo!






























O Exército Revolucionário (que o Senado também não conhece)*
por Carlos Alberto Reis Lima

Aumenta a atividade militar na América Latina! A esquerda que a domina em quase 100%, está se armando em toda a parte!

Não estranhem, caros leitores, existem mil maneiras de fazer isso dentro da lei, da democracia e da ordem constitucional revolucionária do Foro de São Paulo. Para o sucesso do seu fabuloso empreendimento de levar a Revolução Socialista a toda a América Latina existe toda sorte de apoios internacionais à causa e o concurso inestimável da democracia. Sem a seleta ajuda que recebe de entidades ligadas ao dinheiro, ao poder, e a organizações que se multiplicam de forma incontrolável, o próprio Foro de São Paulo se esgotaria em suas fronteiras menores. Ele, no entanto, vai muito mais longe ao contar com a ajuda de governos mesmo não-revolucionários, soi disant não-revolucionários.

A social–democracia, por exemplo, é convidada de honra do Foro quando se trata de alguém que possa abrir caminhos no mundo do dinheiro e no enfrentamento das velhas oligarquias políticas. Os social-democratas sabem mesmo fazer isso; são cultos, educados, insuspeitos, portanto, ideais para os propósitos do Foro. Além disso, caso vençam eleições, e uma vez no poder, podem ser facilmente apeados dele. É desta maneira que o Foro bota seu pé cada vez mais dentro das instituições que ele espertamente chama de democráticas.

O Foro se autolegitima ao adotar causas aparentemente inocentes como cuidados com as crianças, com a natureza, com a pobreza, com o analfabetismo, com os direitos humanos e outras “causas nobres” da humanidade, nada diferente do Front Popular de Stalin dos anos trinta do século XX; aliás, o mesmo discurso soft da social-democracia do PFL e do PSDB, para citar apenas dois de nossos partidos tidos como oposionistas. Por que o Foro não adotaria as “causas nobres” da humanidade, se isso o torna aceitável e por muito tempo invisível, intocável, incólume, mesmo quando sua versão brasileira é apanhada roubando no jogo?

As tentativas de fugir ao controle do Foro de São Paulo já estão se tornando impossíveis, como na Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina, exemplos bem nítidos e recentes. O Brasil está nesse caminho e a um passo de equipar-se militarmente, como se exige da segunda maior potência digna de pertencer aos seus quadros. O nosso país está apenas um ou dois graus abaixo na capacidade militar moderna - e aqui moderna significa também o pensamento ideológico e politicamente correto controlado pelo Foro de São Paulo, que muito pouco apreço tem por empresas e empreendimentos privados dos quais extraem o capital que necessitam para a sua Revolução por meio de uma selvagem transferência de renda.

Não há expressão mais infame da social-democracia ou qualquer outra corruptela sua que esta: transferência de renda! Ela já é uma confissão de confisco, significando a coerção com caráter oficial e legal. Isso está levando à miséria os produtores, a classe pagadora de impostos, na tipologia de Alceu Garcia. Enquanto a outra, a gastadora do nosso dinheiro, opera a mais deslavada lavagem de dólares oficiais, constituindo-se nos verdadeiros governos criminosos que somente graças ao aparelhamento social, cultural, institucional e, agora militar, pode subsistir e avançar.

Na iniciativa da Câmara dos Deputados, e com a simpatia do Senado da República se revela a intenção de dotar, e é essa a palavra, dotação orçamentária ao programa de compromisso do Congresso brasileiro segundo os desígnios do Foro de São Paulo, garantindo-lhe verbas para o programa de re-equipamento militar, é claro, um programa disfarçado dentro da lei, constitucional, acima de qualquer suspeita.

Escondem todos que, para o desenvolvimento desse programa de integração operacional ao Exército Revolucionário do Foro, será preciso remover todos os comandos anteriores a 2003, pelo menos, para a re-equipagem ideológica e material das novas forças armadas brasileiras. Na prática, a ESG, apenas para citar uma instituição histórica e onde atualmente palestram José Dirceu e outros terroristas, essa remoção já começou.

Esse processo, na Argentina, já está no âmbito militar e será operacional em breve.

A estratégia maior do continente latino-americano escapa totalmente aos senadores da República, assim como aos demais formuladores políticos. Esse tema causa enorme constrangimento aos senadores porque os força a admitir sua ignorância sobre o atual estágio do processo revolucionário dos países sobre controle do Foro! Com novos soldados da Colômbia à Argentina, uma narco-petro-milícia de Castro, Chávez e aliados, cooptados ou não, resistentes ou não, ganha substância a cada ano, nutrindo-se do poder auferido nas escolhas “democráticas” na América Latina, onde se o Foro perde uma eleição presidencial, ganha em uma conquista equivalente na “sociedade civil” através da multiplicação, à moda dos ratos, inúmeros quadros nas organizações campesinas e de sem-terra, o moderno lumpen latino-americano.

E eles são legião! No segundo mandato de Lula isso tudo ganhará ímpeto muito maior e decisivo. O mais aterrador é que não se deterá se outro candidato for o escolhido, não hesitando em derrubar outro presidente como fizeram, desde 1999 com pelo menos cinco presidentes de repúblicas latino-americanas eleitos democraticamente.

A presidente do Chile chegou ao poder há poucos três meses. Pois bem, já tem contra si, como saídos do nada, 1 milhão de oponentes bem ensaiadinhos pelas milícias revolucionárias que obviamente já estavam lá há décadas berrando contra Pinochet e sendo ouvidas no mundo inteiro. No Brasil, se necessários, quantos seriam? Dez milhões nas ruas das principais cidades brasileiras? Um processo de deposição revolucionária já está em curso no Chile. Exatamente como esteve na Argentina de Fernando De La Rúa, na Bolívia de Carlos Mesa, no Peru de Fujimori, no Equador de Lucio Gutiérrez, o que embrionariamente já se viu no impeachment de Collor do Brasil, uma exclusividade do Foro de São Paulo. Um Geraldo Alckmin não duraria um ano no poder com essa gente!

Políticos vêem principalmente o mundo sob o prisma do poder e dos meios de atingi-lo. As eleições, para revolucionários, entretanto, não passam de rendosos exercícios de cinismo político, servindo às aparências tão necessárias ao convencimento das massas e de intelectuais inclinados a pregar um mundo que sabem nunca ter dado certo em lugar algum, embora eles saibam que o que sempre colheram foi a miséria dos seus povos.

Se encastelaram nos edifícios da democracia representativa, seguidamente fechando o nariz para elas e usurpando seu discurso legitimador, que muitas vezes não passa de discurso auto-legitimador, erigindo o caos e o chamando de ordem. O povo nem percebe mais a diferença; apenas sofre as conseqüências. Destruí-los e destruir o templo onde se esconderam é tarefa árdua e sangrenta. Como Marx previra, eles não entregariam o ouro assim tão facilmente aos inimigos; seria preciso tomá-lo de volta!


Carlos Alberto Reis Lima é médico e escritor.

Publicado no site Mídia sem Máscara.
Sexta-feira, 16 de junho de 2006.

(*)PN: Porque somente o Senado? As Forças Armadas também não, o Congresso também não, as entidades empresariais também não, etc, etc, etc...




"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana".

Michail Alexandrovic Bakunin (1814-1876).

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