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Thursday, July 01, 2010

QUEM ELEGE "PORCOS",  NA "POCILGA" ACABA!

Foto: "O CASTIGO TARDA, MAS NÃO FALHA!"































ESTA GENTINHA MERECE A VELHOTA COMUNISTA*
por Janer Cristaldo

Que teremos como presidente da República uma terrorista impenitente, isso parecem favas contadas. Dilma Rousseff costuma afirmar que o país mudou, que os tempos mudaram, mas sempre se refere com uma ponta de orgulho aos tempos em que militava em organizações terroristas que queriam transformar o Brasil em republiqueta soviética. O que se pergunta é como um país, em pleno século XXI, duas décadas depois da queda do Muro de Berlim, do desmoronamento da União Soviética e da derrocada do comunismo, vá eleger uma velha comunista. Le fond de l’air est rouge, diziam os moleques parisienses em 68. Isto faz mais de quarenta anos, quando a URSS ainda inundava o Ocidente de propaganda comunista. Entre nós, continua sendo.

A resposta é elementar. Não há oposição. José Serra é um pusilânime, que também tem culpa no cartório. Não foi por ser democrata que se exilou no Chile. O sedizente candidato das oposições – que de oposição nada têm – tem um rico acervo de denúncias em mãos, mas não ousa usá-lo. Mensalão, falso dossiês, as relações privilegiadas do filho do presidente com uma operadora de telefonia, o assassinato de Celso Daniel.

Denunciar as corrupções do PT implica em receber de volta denúncias das corrupções do PSDB. Serra tampouco pode atacar o obsoletismo das esquerdas porque dele participou. E teme investir contra Lula, em função de sua popularidade. Ora, se vai se candidatar para perder, que pelo menos perca com dignidade.

Não estou aqui tomando o partido de Serra. Longe disso. Para mim, tanto Serra como Dilma valem a mesma coisa. Isto é, zero. Apenas constato que o PSDB, que alguma chance tinha de vencer as eleições, vai perdê-la por medo e inércia de seus candidatos.

O PT está se beneficiando de uma oposição absolutamente idiota. Não passa dia sem que eu receba spam de generais de pijama denunciando o governo. General de pijama é sempre valente. Garantida a aposentadoria, vira fera. Quando na ativa, quando detinham o poder das armas, dobraram vilmente a cerviz ao governo. Na reserva, se tornam heróis. Nada confere mais coragem a um general que um confortável pijama.

Isso sem falar nos monomaníacos que só pensam naquilo: atacar o PT. Não, não estou defendendo o partido corrupto. Eu o atacava antes mesmo de sua existência. No final dos anos 70, em Porto Alegre, quando o PT ainda não tinha sido fundado, eu denunciava seus futuros líderes, Tarso Genro, Marco Aurélio Garcia, Pilla Vares, Flávio Koutzii. Ocorre que atacar o PT com calúnias ou denúncias inconsistentes é favorecer o PT. Isso é o que têm feito os anti-petistas profissionais, que algum lucro devem usufruir de suas campanhas sistemáticas.

Já recebi dezenas de spams explicando por que Dilma Rousseff não pode ser presidente do Brasil. Porque teria participado do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick e nos Estados Unidos não há prescrição para tal crime. Estaria portanto impedida de entrar em território americano. Estes bobalhões, ao que tudo indica, querem elegê-la. Dilma não participou do seqüestro de Elbrick. Participaram, isto sim, Fernando Gabeira e Franklin Martins. Quem a acusa de participação no seqüestro do embaixador está lhe concedendo a confortável condição de caluniada.

Acusações ao PT, costumo afirmar, não podem ser infundadas. Só favorecem os petistas. Triste país este meu, em que a oposição está oferecendo de bandeja, ao corrupto partido detentor do poder, mais quatro anos de poder. Felizmente, para minha tranqüilidade espiritual, não mais me interessa o que possa acontecer ao Brasil ou brasileiros. Vou cuidar de meu jardim.

Esta gentinha que elegeu Lula e sua quadrilha – e que vai reelegê-los – bem os merece.

(*) Concordo em gênero, número e caso.
Abaixo assinado:
  BOOTLEAD

Janer Cristaldo nasceu em 02 de julho de 1947 em Santana do Livramento, graduou-se em Direito e Filosofia em Santa Maria e Porto Alegre, respectivamente, fez curso de língua sueca na Stockholms Universitet e doutorou-se em Letras Francesas e Comparadas pela Université de la Sorbonne Nouvelle (Paris III). Janer Cristaldo também é escritor, tradutor, ensaísta, contista e articulista de diversos jornais e sites, destacando-se entre eles o "Baguete Jornalismo Digital" e o seu próprio blog: "Janer Cristaldo". E-mail: janercr@terra.com.br





Publicado no blog "Janer Cristaldo".
Quarta-feira, 30 de junho de 2010, 17h41.





Apoie Israel: Se Israel cair, caímos todos – José María Aznar







Tuesday, December 08, 2009

CHAFURDA BRASIL!






























Geração maldita
por Olavo de Carvalho

O colapso intelectual do Brasil, ao qual se seguiu a deterioração moral da população, ao menos nos grandes centros urbanos, não aconteceu "porque sim". Foi a obra criminosa da geração mais presumida e torpe que as universidades brasileiras já produziram.

Todo dia recebo dezenas de cartas de leitores, das quais respondo algumas pelo meu programa "True Outspeak" , às segundas-feiras, 20 horas do Brasil ( AQUI ). Outras ficam sem resposta, não por serem desimportantes, mas por impossibilidade física de escrever centenas de páginas diárias para dar a cada uma a atenção merecida. E algumas são irrespondíveis num outro sentido: o que dizem é tão verdadeiro, tão sério, tão pungente, que nada tenho a lhes retrucar nem acrescentar.

Eis aqui dois exemplos. O primeiro, do leitor Ithamar Paraguassu Ramos (v. AQUI ): "A única coisa que posso dizer é que amo as matérias do Olavo. Já faz um bom tempo que reclamo do que chamo de 'esquizofrenia' dos formadores de opinião brasileiros. Na mesma sentença, dizem uma coisa e se contradizem (...). Infelizmente, Olavo não atinge uma parcela importante da nossa população, por causa do declínio da educação. Para meu horror, os universitários de hoje não sabem o sgnificado de palavras como: 'sofisma', 'erítistica', 'ardil', 'arrazoado', 'verossimilhança' e por aí vai."

O segundo, do leitor Leandro Coelho, diz: "Não tenho (e não sei) os meios de verificar se todas as pessoas brasileiras são assim, mas todas as pessoas com as quais converso, todas praticamente sem exceção, só pensam em levar vantagem seja com processos trabalhistas, seja se inscrevendo em programas sociais sem necessidade ou de qualquer outra maneira. Trabalhar para prosperar, talvez, mas ganhar um dinheirinho na base da enganação, processos etc., ah, aí todos querem. Vendo isso, não vejo por que achar triste que estas pessoas sejam governadas pelo Foro de São Paulo. As pessoas que se enquadram no esquema acima merecem toda a miséria nacional. Se o jeitinho acima descrito é aplicável a grande parte da população brasileira, então o Lula, o PT... estão no lugar certo."

Que é que posso dizer diante dessas coisas? Elas são a verdade pura e simples, constatada diariamente por quem quer que tenha um pingo de capacidade de observação. E essa verdade é tão horrível, tão deprimente, que o cérebro humano, ao admiti-la, entra em estado de torpor e busca logo pensar em outra coisa. Quanto mais grave e temível é um estado de coisas, menos atenção ele recebe e mais facilmente é aceito como fatalidade inevitável, na qual não vale a pena pensar. Nem entendo por que há tantos cursos de auto-ajuda ensinando as pessoas a evitar assuntos desagradáveis. Elas já fazem isso por mero automatismo, e, precisamente porque o fazem, as coisas vão se tornando cada vez mais desagradáveis.

O colapso intelectual do Brasil, ao qual se seguiu a deterioração moral da população, ao menos nos grandes centros urbanos, não aconteceu "porque sim". Foi a obra criminosa da geração mais presumida e torpe que as universidades brasileiras já produziram. Para cada dez mil sexagenários letrados que hoje ocupam posições de destaque na política, nas universidades, no show business, no mundo editorial, mal se encontra um que tenha consciência das suas responsabilidades, que não sufoque sua consciência de culpa sob toneladas de chavões politicamente corretos, de modo a sentir que é bom quando pratica o mal.

Quando se encontra essa exceção memorável, um homem de bem, podem ter a certeza de que ele vem enfraquecido pela contaminação do ambiente geral adverso, ao qual não ousa opor a necessária severidade. Estou lendo, com satisfação mista de tristeza, o livro de Boris Tabacof, Espírito de Empresário. Reflexões para Construir uma Gestão Baseada em Valores (São Paulo, Editora Gente, 2009). Quanta boa vontade, quanta sugestão construtiva, quanto sentimento moral saudável, quanto sincero amor pelo Brasil e quanto desejo de ver sua gente prosperar perpassam essas páginas, que todo empresário deveria ler! E tudo dito por quem não se limita a dizer, mas há décadas se esforça para que suas idéias se realizem. Mas quantas concessões de ingênua polidez não faz o autor a pessoas e grupos que, se pudessem, gostariam mesmo é de assassiná-lo! Como realizar as mais belas propostas sem primeiro neutralizar as forças que as estrangulam e que, quando não conseguem destrui-las, tratam de corrompê-las e prostituí-las para que acabem servindo ao mesmo mal que pretendiam corrigir?

Quando as pessoas imbuídas das melhores intenções neste País vão aprender a lição de Hegel sobre "a obra do negativo", a função preliminar, básica e imprescindível que a crítica corrosiva e a destruição dos antagonismos desempenham na liberação das forças melhores e mais promissoras? Uma só palavra gentil dita aos homens que criaram as situações descritas pelos leitores Ramos e Coelho é o bastante para deitar a perder todos os esforços mais generosos despendidos para corrigí-las. Mais vale um bom palavrão atirado em público à cara de um Tarso Genro, de um Marco Aurélio Garcia, do que mil palavras construtivas atiradas ao vento.

Ninguém, no mundo, tem o monopólio das boas idéias. Elas surgem naturalmente, quando a situação permite – mas a situação só o permite quando os piores e os mais estúpidos desocupam os altos postos e são devolvidos à sua justa escala de insignificância.

O Brasil, no momento, não precisa de boas idéias, mas de uma ação vigorosa, implacável, contra o império da maldade, da mentira e da estupidez. Esse império foi instaurado pela geração que, nos bancos da universidade, se deixou seduzir pela crença de que era "a parcela mais esclarecida da população" e de que todos os problemas estariam resolvidos quando ela chegasse ao poder. Ela chegou – e fez do povo brasileiro o mais ignorante, o mais assassino e provavelmente o mais desonesto do mundo.

Posso falar de cátedra, porque essa geração é a minha. Observei como ela se formou e sei o quanto a ilusão de pertencer a uma elite predestinada pode corromper o coração humano. Eu mesmo participei dessa ilusão, e vivo até hoje do arrependimento que ela me infunde. Vejam os cinquenta mil homicídios por ano, vejam o fracasso dos nossos estudantes nos testes internacionais, vejam o poder crescente das gangues de narcotraficantes e de invasores de terras, vejam a amoralidade cínica estampada nos rostos de tantos dos nossos concidadãos – e me digam se algo de bom é possível construir enquanto os homens que criaram tudo isso continuam mandando no País e acumulam mais poder a cada dia que passa.

Quando nada se faz contra o mal, a apologia do bem torna-se mera desconversa – a forma passiva e afável da mentira na qual o mal se sustenta.



Comentário enviado pelo leitor Ithamar Paraguassu Ramos quando da publicação do artigo "O erro organizado", no jornal Diário do Comércio – Editorial Opinião, de 16 de novembro de 2009, 19h18.

A única coisa que posso dizer é que eu amo as materias do Olavo. Já faz um bom tempo que tenho reclamado do que eu chamo de "esquizofrenia" dos formadores de opinião brasileiros. Na mesma sentença eles dizem uma coisa e se contradizem completamente. Em uma mesma matéria reclamam que a polícia não faz nada contra o crime e que estão errados de tomar uma atitude preventiva mais energética. Reclamam que a polícia não revista os bandidos, mas que revistam pessoas inocentes como se criminosos usasse um crachá dizendo que é bandido. Mas o ponto é que infelizmente Olavo não esta atingindo uma parcela muito importante da nossa população, isso por causa do declínio da educação. Um primo meu que está na Faculdade (Mackenzie) levou algumas matérias do Olavo pra concientizar os jovens que sofreram lavagem cerebral. Para o meu horror, os jovens universitários de hoje não sabem o sgnificado de palavras como: sofisma, erítistica, ardil, arrazoado, verossimilhança e por aí vai... Claro que qualquer um de nós diria - Procure em um dicionário, é pra isso que eles servem. Mas para as novas gerações (que me aterroriza pensar que em breve posso depender de um profissional com essa formação) tanto quanto procurar no dicionário, quanto fazer perguntas é motivo de embaraço e humilhação. Claro que já não é tão surpreendente depois do recente caso da garota sendo perseguida por estudantes de psicologia na Uniban. (já imagino esses profissionais apontando para os pacientes e rindo: - "Ha! Ha! Que chorão!") È um problema terrível, mas acho muito importante que essas informações sejam repassadas para camadas mais ignorantes da nossa população, principalmente porque eles são as maiores vítimas e que mais precisam ouvir (ou ler) essas informações. Que como essa propria matéria denuncia, não está sendo passada pelos veículos de informação.

Comentário publicado no Diário do Comércio em 17/11/2009, 11h30.


Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais "Diário do Comércio", "Jornal do Brasil" e no site "Mídia Sem Máscara", além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é "O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras" de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site "Olavo de Carvalho" em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org


Publicado no jornal "Diário do Comércio" – (Editorial Opinião).
Segunda-feira, 07 de dezembro de 2009, 22h36.



DEPOIMENTO DE EUCLIDES DE OLIVEIRA JR.

No player abaixo encontra-se o depoimento gravado pelo Sr. Euclides de Oliveira Jr., que foi recebido e transmitido pelo professor e filósofo Olavo de Carvalho ao final de seu talk show, "True Outspeak", que foi ao ar na última segunda-feira, dia 07 de dezembro de 2009 às 20h00. Ouça e forme seu próprio juízo de valor a respeito do relatado na gravação.







COP 15: A INAUGURAÇÃO DO GOVERNO MUNDIAL – LULA JÁ "VENDEU" O BRASIL

Lula pede nova "governança mundial"

O presidente Lula pediu nesta quinta (05/11/2009) em Londres uma nova "governança mundial", que garanta mudanças em instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM). O presidente participou nesta tarde de um seminário sobre as oportunidades de investimento no Brasil, organizado pelo "Financial Times". Segundo ele, a crise financeira internacional teve "efeitos devastadores e exige uma revisão dos paradigmas que levaram a economia global à beira do princípio". Em sua opinião, o FMI deve adotar um "formato de assistência financeira que não estabeleça condições e imposições sobre os países em desenvolvimento". Ao mesmo tempo, o presidente Lula pediu ao BM que "maximize seu apoio às políticas anticíclicas, com prioridade para os países mais necessitados do mundo em desenvolvimento".

Publicado no site "claudiohumberto.com.br".
Quinta-feira, 05 de novembro de 2009, 21h02.





ATENÇÃO! Leia também: "Obama Pronto a Ceder a Soberania dos EUA, afirma Lorde Britânico".






DESVARIOS SOBRE CHEFIA E LIDERANÇA E A SUBJUGAÇÃO NACIONAL – Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira





Thursday, April 24, 2008

Brasil! Mostra tua cara...








































O reinado da burrice
por Benedicto Ferri de Barros

A cada dia se torna mais penoso, difícil e aparentemente inútil escrever algo que tenha importância, seja útil e interesse ao leitor. O clima sócio-cultural em que vivemos – em consonância com o clima meteorológico – parece totalmente maluco e se algum sentido ou direção se pode perceber nele é de que nos afastamos, em progressão geométrica, dos valores humanistas do bom, do belo e do verdadeiro, que nos distinguem das demais espécies zoológicas, regredindo para a seleção darwinista da luta pela vida e a sobrevivência dos mais fortes. Precisamente o caminho inverso daquilo que em todos os tempos se conceituou como avanço da civilização.

Intelectualmente não é difícil compreender como isso ocorre. Uma série de obras videntes anteciparam essa degeneração da cultura humana. Nietzsche foi o profeta dessa "mudança de todos os valores", mas o caminho por ele preconizado, numa trágica ironia histórica, desembocou nos totalitarismos da direita e da esquerda. "A Rebelião das massas" , de Ortega y Gasset, apontava a explosão demográfica como o fator capital que presidiria as mudanças e as obras de ficção de Aldous Huxley ("Admirável Mundo Novo"), "1984" , de George Orwell, e "O Processo" , de Kafka, anteciparam o mundo em que viveríamos na atualidade. Um mundo em que na política predomina o democratismo populista e ideológico e na economia o tecnocratismo tecnológico. Um distanciamento astronômico do humanismo e seus valores.

Obviamente essa generalização não caracteriza, nem pretende caracterizar, o mundo todo, nem todo o mundo, mas destacar um vetor que assume crescente destaque no mundo inteiro, e em todas as atividades, mesmo as de ponta, como a informática e o principal meio de comunicação, que é a televisão. Vamos citar alguns exemplos concretos, corriqueiros e banais com que nos deparamos a cada dia.

Na informática é crescente, pelas atualizações automáticas, o número de "aperfeiçoamentos" ociosos e cretinos que complicam, emburrecem e lerdeiam os programas, tecnificando-os cada vez mais. Em recente pesquisa de sites de empresas, lojas e produtos, encontramos prodígios de apresentação dos produtos, mas na enorme maioria desses sites se omitia o endereço dos estabelecimentos, como se eles houvessem se tornado virtuais, se localizassem em nenhures e só existissem na Net. A televisão continua a ser dominada por espetáculos de sexo, violência e sensacionalismo, tanto nas novelas, nos filmes e em seus noticiários, como se além disso e dos engarrafamentos de trânsito e alopramentos do clima, como se nada mais houvesse a noticiar. Salvo crimes.

Na atualidade enfrentamos um problema gravíssimo que é o da epidemia da dengue. Nos sites do governo sobre a questão, o mesmo vezo de virtuosismo tecnocrático contamina gongoricamente a comunicação, feita, ao que parece, para especialistas (que já conhecem a questão) e não de forma sucinta e prática para o grande público. A conclusão mais geral é que mesmo as elites estão contaminadas por uma peste mais generalizada e grave do que a dengue, que é a burrice.

Cabe aqui uma reflexão de ordem mais geral para a compreensão dessas aberrações. E é a de que o avanço da civilização só é possível para a espécie humana porque ela acumula, seleciona e guarda na memória a experiência milenar de inúmeras gerações. Esse patrimônio de experiência só pode ser recuperado e transmitido às novas gerações pelos processos educacionais. As experiências recentes da Espanha e da Irlanda nos ensinaram que com a melhoria da educação todos os aspectos sociais aceleram seu progresso, mas isso só começa a ocorrer após duas gerações, ou seja, praticamente, meio século. Não há outro caminho.

O problema está em que qualidade de educação se dará. A brasileira atual está considerada como uma das piores do mundo. Ela forma analfabetos funcionais, aqueles que passando pelo curso primário aprendem a ler mas não entendem, portanto, não podem incorporar na sua compreensão e comportamento o que lêem. Neste caso, são incapazes de adquirir cultura, isto é, a experiência que foi acumulada pelas gerações precedentes e permitiria uma aquisição mais fácil e melhor utilização dos recursos da modernidade.

Isso tornaria mais produtivo seu desempenho social e lhes proporcionaria remuneração econômica mais alta. Eles não podem ser educados para níveis superiores. No máximo podem ser amestrados para executar tarefas elementares e repetitivas. Neste caso, competem com os robôs, que também agem sem consciência do que fazem nem porque estão agindo. Espanha e Irlanda são dois países cuja política de ênfase na melhoria da educação permite a inserção de um povo na atualidade cultural, no seu desempenho e no seu posicionamento entre as demais nações.

Não é nada que se possa fazer da noite para o dia. Não há como reverter a idade de analfabetos funcionais para proporcionar-lhes melhor formação. A melhoria dos currículos, dos métodos pedagógicos e didáticos, dos instrumentos de ensino e dos professores, são programas que só produzem resultados no prazo de pelo menos duas gerações.

A formação a nível universitário no Brasil exige hoje cerca de 20 anos, para que se cumpra toda a demanda de estudo pelos cursos. E a isso tem de se acrescentar mais um decênio, pelo menos, para os graus de licenciamento e doutoramento. Ao todo, a plena atualização cultural de um indivíduo só se completa quando ele já é plenamente adulto, com cerca de seus 30 e poucos anos.

Não é este, entretanto, o principal problema do roteiro educacional. As tendências educacionais modernas privilegiam o ensino de matérias que fundamentam o desenvolvimento tecno-científico-pragmático cujo foco é o desenvolvimento econômico, secundarizando a formação humanista. E esse não é o melhor caminho para desenvolver nos indivíduos uma compreensão mais ampla e elevada quer de si próprios, quer dos demais. Quer para estimular as produções mais elevadas de que o espírito humano é capaz.

Os últimos séculos são um testemunho do empobrecimento cultural nas produções artísticas e filosóficas. Com isso se regride no conhecimento do homem sobre si próprio e no avanço de suas mais nobres aspirações, a da paz, da beleza, da verdade, da fraternidade, da bondade e da vida feliz.


Benedicto Ferri de Barros, nascido em 1920, é professor, jornalista, empresário, ensaista e poeta. Formado em Ciências Sociais pela USP, onde lecionou política, economia e mercado de capitais, como também na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. Ferri de Barros é membro da Academia Internacional de Direito e Economia e da Academia Paulista de Letras.
E-Mail: pajolube@terra.com.br





Publicado no jornal " Diário do Comércio ".
Quinta-feira, 24 de abril de 2008.




RESISTÊNCIA MILITAR – Carl von Clausewitz


Thursday, December 06, 2007

"brasileiro": povinho ignorante, desonesto, covarde, burlesco, vagabundo, etc...
Porém, nem tudo está perdido. Ainda há Brasileiros em Berlim!

Fotos: © Portal G1









































Chorem mais pelo Brasil e menos pelo Corinthians
por Leandro Saez

Assim como os cerca de 30 milhões de corintianos, acompanhei neste domingo o desfecho da pífia campanha que o time realizou durante o campeonato, ocasionada por uma série de fatores tanto dentro das quatro linhas quanto extra campo. Enfim, apesar de ser um grande amante do futebol e torcedor do alvinegro do parque São Jorge, em momento algum fiquei chateado com o resultado. Primeiro, por saber que não poderia ter havido um final diferente, haja vista a qualidade dos jogadores que tínhamos em campo (apenas uma das conseqüências da má administração por parte dos gestores do clube); e segundo por encarar o futebol apenas como mais uma diversão. Seja qual for o resultado não acarretará qualquer influência em minha vida, a não ser é claro pela chuva de e-mails com gozações, com os quais, na maioria das vezes, até me divirto bastante.

Tenho que confessar, porém, que algo que aconteceu neste domingo realmente me deixou extremamente triste, aborrecido, chateado, me tirando até o sono; me fazendo inclusive ligar o computador às 23h, mesmo sabendo que teria de estar em pé às 6h da manhã de segunda-feira. O ocorrido que tanto me perturbou foi a cena de homenzarrões e mulheres de todas as idades, raças e classes chorando por aquilo, pois é, por aquilo que eu disse há pouco se tratar apenas de um momento de lazer. Não quero aqui questionar a real importância que o Corinthians ou o futebol representam para um ou para outro, quero sim me perguntar se estas pessoas, sim, as "choronas", se elas vertem alguma lágrima ao assistirem aos noticiários diários, que demonstram diariamente as mazelas sociais pelas quais elas mesmas passam diariamente. Se elas ficam com um nó na garganta ao verem provas de avaliação de nosso ensino público, que demonstram como as crianças que ali estão concluem o ginásio e o ensino médio sem saberem ao menos ler e escrever, nos mostrando a cada dia que nosso Ministério da Educação não passa da administração de uma fábrica de incapacitados, estes que por muitas vezes só encontram a opção da marginalidade como forma de sobrevivência.

Será que as lágrimas também vêm aos olhos destas pessoas quando percebem que o mundo está vivendo um de seus melhores momentos econômicos e, apesar disso, mesmo com uma arrecadação recorde de impostos nossos governantes não remetem um centavo em favor da sociedade. Nossa saúde continua precária, a violência só aumenta, nossas estradas cada dia matam mais pessoas, nossos aeroportos cada vez mais estão sucateados e saturados, nossas fontes de energia são as mesmas da década passada, a não ser pela gigantesca bacia de petróleo recém-descoberta, que o Brasil não terá tecnologia para explorar pelo menos nos próximos 10 anos; pelo gás que por uma desleal queda de braço travada contra a "poderosa" Bolívia está cada vez mais escasso e caro, e claro, pelo nosso glorioso etanol, cujo preço não pára de subir, apesar de sermos o maior produtor mundial do produto.

É, meus amigos, talvez os poucos que lerem o início deste desabafo, digo poucos pois tenho ciência da pequena parcela da população que ainda lê jornais, ficarão um pouco irritados com o fato de eu ter me referido à pouca importância que a mim representou a derrota do Timão, e não estou me referindo apenas aos corintianos, e sim também aos torcedores de outros times que já se mobilizaram alguma vez na vida em prol de seus times do coração, ou mesmo já se viram no fim do mundo quando o resultado foi uma derrota. E é justamente para estes que se irritaram que resolvi escrever, para que estes que se acham no direito de torcer, chorar, e até brigar por causa do futebol, revejam um pouco aquilo que realmente devemos dar valor em nossas vidas, e um dia lutem, chorem, briguem, saiam às ruas, escrevam nos jornais, leiam os jornais, analisem friamente os fatos, e, pelo amor de Deus, façam alguma coisa para que o Brasil não tenha o mesmo fim que o Corinthians teve neste domingo.

Há muito tempo, assim como o Corinthians, nosso país vem sofrendo uma séria crise em sua administração, na qual aqueles que lá estão agem apenas em interesse próprio. E nosso povo em nada difere dos medíocres jogadores que disputaram esta última partida contra o Grêmio e nada puderam fazer. Nós, assim como este time e medíocres como tais, somos apenas a conseqüência dessa má administração. Entretanto, mesmo no time do Corinthians conseguimos destacar dois ou três indivíduos que lutaram até o fim, apesar da deficiência técnica própria ou de seus companheiros. Tomemos como exemplo estes dois ou três, e tentemos através da luta, mesmo em meio a um povo tão alienado e benevolente com a situação do país, nos destacar e servir de inspiração para que muitos outros nos acompanhem e transformem nosso país em uma nação onde o único motivo para chorarmos será a derrota de nosso time do coração.


Leandro Saez é Cidadão Brasileiro.








Publicado na Seção Opinião do jornal "O Globo Online".
Segunda-feira, 03 de dezembro de 2007, 16h03.





Thursday, November 22, 2007

Todos os "istas", não passam de uns porcos fedorentos!










































IDIOTAS OU MALVADOS?
por Nivaldo Cordeiro*

Fez muito sucesso a expressão cunhada por Mário Vargas Llosa para retratar a marcha do esquerdismo na América Latina, a do perfeito idiota latino-americano relatado em diversos dos seus livros. É uma expressão divertida, mas perigosa, porque mais esconde do que revela os reais fatos políticos da região. O duelo que é travado por aqui se estende aos limites transcendentes e uma simplificação do mesmo equivale a esconder a verdade e a fazer o jogo do Inimigo.

Certo, quando você vê um conjunto de idiotas carregando bandeiras do PT ou do partido do Chávez, ostentando botons nas lapelas e fazendo discurso em prol da suposta “justiça social” certamente você estará confrontado com um conjunto de perfeitos idiotas latino-americanos, iguais aos idiotas de outros continentes. Não há aqui na região peculiaridade alguma. São idiotas porque têm os predicados dos idiotas: são pessoas que carecem de inteligência e discernimento, são tolos e estúpidos. Piormente porque estão convencidos de que são portadores da mais alta moralidade e que são os campeões na defesa dos pobres e oprimidos, quando a realidade é precisamente o contrário. E ainda acharão que aqueles que não se juntam ao séqüito idiota dos comunistas é que são os tolos, na medida em que ficam excluídos das oportunidades materiais que só os militantes do partido dispõem, como empregos públicos rendosos, contratos de serviços com o Estado, verbas para ONGs e coisas do gêneros. Não percebem, os idiotas, que as benesses de agora serão tomadas e os bens mais preciosos lhes serão arrancados na primeira oportunidade, a começar pela liberdade e a vida.

Afinal, são idiotas ou não? Os idiotas são os militantes miúdos e inconscientes dispersos na multidão encharcada pela propaganda revolucionária, que nunca dispuseram de qualquer instrumento que lhes ajudassem a ter um descortino da realidade. Dito de outra forma, vivem, os idiotas, mergulhados na realidade virtual criada pelos falsos discursos e pela propaganda enganosa, que se inicia nos meios de comunicação, é aprofundada nas escolas fundamentais e de ensino médio e tem a sua conclusão coroada nas escolas de nível superior. O idiota é laureado com pompa e circunstância no reconhecimento pelo Estado de sua completa idiotice diplomada. Depois a propaganda continua a agir nos jornais, nos livros e nos discursos políticos, que os idiotas passam a repetir feitos papagaios.

Hoje em dia até mesmo denominações religiosas de seitas pentecostais, como a do Edir Macedo, foram recrutadas para fazer a propaganda enganosa da causa revolucionária. Esse “bispo” satânico deu agora para defender o aborto, a liberação das drogas e seus apaniguados que dispõem de votos estão na tropa de choque da base de apoio do governo. O povo miúdo e ignorante não tem como escapar do alçapão que virou a seita, que arregimenta milhões. E o Macedo não é o único simoníaco na conta do governo. Se a ladainha revolucionária está no rádio, na TV, na boca dos professores e na boca dos bispos, então a mentira haverá que se tornar a verdade mais auto-evidente para a gente desprotegida pela couraça do Espírito. Mas a mentira será sempre mentira.

Essa idiotia, todavia, não pode ser atribuída aos líderes partidários, aos chefes da propaganda, aos que controlam o caixa rico do partido. Eles sabem perfeitamente o que estão fazendo. Esses são os homens maus, que mais das vezes são desconhecidos do grande público, agindo nos bastidores. Só ocasionalmente esses dirigentes nas sombras dão a cara a conhecer, como aconteceu com o então obscuro Antonio Palocci, surpreendendo a todos ao assumir o Ministério da Fazenda no primeiro governo Lula, sem ter formação econômica, sem ser uma liderança política nacional, sem ostentar experiência específica para lidar com finanças. Nada! Um raio em dia de céu azul. O mesmo podemos dizer da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que veio a substitui o todo poderoso José Dirceu. Seu melhor atributo terá sido colaborar com a guerrilha revolucionária em priscas eras.

Essa gente pratica o mal de caso pensado, com o único fito de conquistar e manter-se indefinidamente no poder. O coletivismo marxista não se sustenta nem no plano teórico e menos ainda no plano moral e eles sabem disso muito bem. Mas o discurso distributivista e supostamente libertário escrito pelos propagandistas da revolução faz dessa gente os únicos postulantes com êxito ao poder de Estado na ordem democrática. Um voto é um voto, dirão os cínicos, e uma gente idiotizada pela propaganda não haveria como escolher outros que não os mentirosos que o produziram. O apelo direto aos instintos básicos da fome e da sexualidade, ou seja, o uso deliberado da miragem da liberação da lei da escassez e das travas da moral natural, a libertinagem sem limites, mobiliza as massas infantilizadas naquilo que elas têm de mais vulnerável. Um ser humano adulto e bem formado sabe que os vícios não se confundem com virtudes e que deles só podem advir tragédia e morte, como aliás tem sido a saga em todos os lugares onde o marxismo triunfou. O discurso mentiroso mil vezes repetido toma o lugar da verdade e anestesia o senso de perigo da multidão. Depois de um certo ponto é impossível interromper o processo que transfere a esses sediciosos mentirosos todo o poder e apenas a conclusão sangrenta do mesmo poderá estanca-lo e dar um fim ao sofrimento. Aí será tarde demais e a pilha de mortos terá sido contada aos milhões. Poderíamos aqui repetir o verso de Walt Whitman, o poeta maldito: “Morte, morte, morte, morte, morte”. A morte é o mantra real desses criminosos do espírito.

Álvaro Vargas Llosa não faz essa distinção entre os condutores da multidão entorpecida e ela própria, por isso disse em entrevista que Che Guevara encarnava a própria figura do perfeito idiota latino-americano (ver matéria do G1 clicando aqui). Grande engano. Che é o protótipo do dirigente revolucionário que sabia exatamente o mal que fazia. Praticava o mal por escolha. Che é Lula, é Dirceu, é Palocci, é Chávez, é Fidel, gente que vendeu a alma ao Diabo e que fará o mesmo com aqueles que estiverem no seu caminho, o povo todo junto. O peruano involuntariamente contribuiu para esconder essa realidade trágica com seus livros e sua divertida expressão.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas."


* José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP. (P.N.)

Publicado no site "Nivaldo Cordeiro".
Sábado, 17 de novembro de 2007.



Saturday, August 18, 2007

Militância lulo-petista: A essência do Mal, manifestado no seu estado o mais repelente possível.

Abaixo a foto de um autêntico "papa-merda": O militante petista.































Click AQUI para ver mais alguns exemplos da típica militância petista.


SONHOS, DELÍRIOS E UTOPIAS
por Maria Lucia Victor Barbosa

Basicamente o indivíduo funciona através de sensações psíquicas e físicas que lhe proporcionam dor ou prazer, o que o faz centrado em seu hedonismo, em seu egoísmo, características, aliás, intrínsecas da humanidade que são atenuadas pelos vários controles sociais os quais “domam”, em grau maior ou menor, as personalidades para que estas se adaptem às suas sociedades.

Não se pode, porém, negar que nos sofisticamos perante os outros animais no sentido de que nos movemos também por medo ou por esperança, por sonhos que sublimam uma realidade por vezes difícil de suportar, pela construção de utopias que raiam ao delírio, mas que servem como justificativas a determinadas causas.

Muitas dessas causas idealizam um paraíso que, ao ser posto em prática se transforma no inferno da tirania, da eliminação da liberdade, do nivelamento na miséria. Tome-se como exemplo de “inferno” na América Latina, Cuba, para onde o governo brasileiro, solidário a Fidel Castro, recentemente entregou em tempo recorde os dois atletas que sonhavam com outra vida possível, sem conceder-lhes asilo ou prazos legais para repatriamento que em nosso país costumam ser concedidos aos piores bandidos.

De todo modo, sem um alvo para se devotar, sem uma bandeira pela qual lutar a vida é sem graça. Esse alvos ou bandeiras costumam ser apenas o desejo da casa própria ou a vontade de ascender na carreira, mas podem também abranger algo mais complexo.

A questão é que lideranças sabem que raramente seus seguidores exercitam o raciocínio, sendo movidos mais pelas emoções, pela necessidade de um chefe que aponte o caminho ou mesmo pela precisão de sublimar sua mediocridade sentindo-se vencedores através da causa. E essa constatação faz entender melhor como são gerados os crédulos das explicações delirantes, das revoluções equivocadas, das utopias impossíveis.

José Murilo de Carvalho, em A formação das Almas, mostra que os republicanos “sonhavam com uma futura idade de ouro em que os seres humanos se realizariam plenamente no seio de uma humanidade mitificada”. Todo o entusiasmo era carreado para a França. O modelo era a Revolução Francesa. “A Marselhesa o hino de guerra”. E Silva Jardim “não se esquecia de incluir o fuzilamento do conde D’Eu, o francês a quem destinava o papel do infortunado Luiz XVI, numa réplica tropical do drama de 1872”.

Os republicanos através de seus propagandistas elaboraram símbolos, mitos e alegorias no sentido de construir o imaginário popular imprescindível aos que almejam conquistar e manter o poder. Passamos da monarquia para a República, mas nossa essência cultural não mudou.

Recentemente o imaginário popular foi construído pelos “intelectuais orgânicos” do PT, especialmente para legitimar a figura mitológica do presidente da República. E se o partido que antes se dizia único detentor da ética naufragou nas águas turvas da amoralidade, não faltam justificativas para legitimar seu governo e, especialmente, Lula da Silva. Neste são projetadas aspirações e interesses populares, o que faz funcionarem as emoções tão necessárias aos poderosos.

Aos militantes petistas, que sustentam a cúpula partidária com seus dízimos e sua mística, a ordem é defender o neotorneiro custe o que custar. Seu hino nacional é “Lula-lá”, seu símbolo a estrela, sua cor o vermelho das esquerdas mundiais. E aos devotados servidores da causa petista não faltam explicações o inexplicável, pois assim funciona a fé.

Exemplifico o modo de ser do militante petista típico com trecho de um diálogo via e-mail que travei com um deles. Como é de praxe essa pessoa confunde sociólogo com FHC, pensa que o mundo se divide em PT e PSDB, inicia sempre seu ataque verbal com insultos e se diz lulista e não petista. Como seus demais companheiros não admite que o PT copiou a “herança maldita”. Ele sentenciou que quem diz isso é “socióloga”, “palhaça” ou “ignorante”, me enquadrando gentilmente na última definição. Depois, ao tentar justificar a presença de Henrique Meirelles no Banco Central e dos homens de FHC que deram sustentação no Ministério da Fazenda ao Plano Real, saiu-se com essa:

“Leon Trotski construiu o glorioso e, ainda hoje poderosíssimo Exército Vermelho, com o apoio de marechais, almirantes, condes e duques do Exército czarista”.

Assim fez Lula, cuja diferença de Trotski é a seguinte, conforme o lulista:

“Trotski (e a História ainda lhe fará plena justiça), ao final foi um líder derrotado - e seu solitário assassinato apenas significou isso. Lula, não! Ele, dando graças a Deus, já pode partir dessa vida como um líder plenamente vitorioso”.

Não creio que Lula parta dessa vida a machadadas como Trotski, mas não tenho nenhuma dúvida de que permanece a intenção do lulista de me enviar ao ponto mais distante e frio da Sibéria onde seria fuzilada. Aí, quem sabe, eu faria companhia no além ao conde D’Eu.



Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem” e “América Latina – Em busca do Paraíso Perdido”.
E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Sexta-feira, 17 de agosto de 2007, 14h51.





Militante "petralha" não é um ser que pensa. É um ser que repete palavras de ordem, repete acusações caluniosas, ataca os adversários de seus donos. O militante "petralha" é o mais perigoso agente contra a Democracia porque não pensa, obedece ordens e fanáticamente acredita. E como a militância "petralha" é uma entidade obscura no meio do grande "rebanho" lulo-petista, ele nunca aparece para assumir a responsabilidade pelos seus atos. Enfim, ser militante "petralha", é ser mentecapto, inepto, vagabundo, além de serem os tipos mais feios, desprezíveis e sujos existentes neste País.

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