MERGULHADOS NO VÍCIO por Valmir Fonseca Azevedo Pereira
A recente prematura e dramática morte da cantora Amy foi um estridente grito de alerta para o nosso nojento vício, e mostrou como o consumo desvairado de entorpecentes pode inebriar, e proporcionar instantes de incontido prazer e deleites orgásticos pontuais, mas levar à ruina, à degradação, à morte moral e à putrefação ainda em vida.
Diante do infausto, impõe-se redobrados cuidados. Se não pararmos, ainda sucumbiremos disso. E nossas futuras gerações, também.
Nós e milhões de brasileiros estamos nos últimos degraus da decadência humana. Fomos escravizados por prazeres passageiros e palavras enganosas.
Os traficantes sabem como somos dependentes, acostumados a injetar nas veias doses letais dos mais variados estupefacientes, e nem ligamos.
Acorda, incauto Brasil!
Há décadas, embriagados pelos alucinógenos e entorpecidos pela mágica dos populistas, passamos a ingerir pequenas doses que se tornaram cavalares e a viver em outras galáxias, e ficamos viciados em qualquer droga que nos ofereçam.
Por falta de opções, fomos degradando, aviltando, e hoje temos que aguentar a droga da metamorfose ambulante, a droga da guerrilheira, a droga do congresso, as arrepiantes decisões do judiciário e os abusos dos estupradores da moral. Tudo, sem um ai.
Assim, não há veia que aguente. Em suma, somos viciados em porcarias.
Por quanto tempo será possível sobreviver a tanta intoxicação? Percebem-se os efeitos colaterais do entorpecimento, a perda do bom-senso, a falta de honestidade, de dignidade, a falência da indignação e o descaso com todo o tipo de devassidão.
Sim, somos viciados e, sem nenhuma ou pouca possibilidade de recuperação. É triste, mas é a pura verdade. Enlouquecidos pelo vício, nada mais importa, nem que a mula manque, o que eles querem é nos rosetar.
Reviramos os olhinhos à simples menção “de nunca na história desse País...”, deliramos com as propagandas, nos apegamos às mentiras, pois se o governo anunciou na mídia, passou a ser verdade. Diariamente, somos brindados com novas conquistas, repetitivas inaugurações, com novos feitos. O céu é o limite.
Mas quem se preocupa se forem falsos, superestimados, e que bradem que este é o Brasil de todos? O da propaganda sim, o real não.
E não nos perguntem o que o desgoverno fará por nós, mas o que faremos por ele. E nós, em uníssono e, totalmente chapados, responderemos felizes, “pagaremos os mais altos impostos do planeta, aplaudiremos promessas e viveremos na doce ilusão, de que afinal de contas, como Deus é petista, tudo vai dar certo”.
Vivemos na ilusão dos discursos (até as pregações de Jesus Cristo sofreram recentes reparos), dos foguetórios, engolimos o PAC com sofreguidão, entramos na orgia dos estádios, preferimos templos do esporte bretão às escolas, às universidades, nos alucinamos com corrupções, sonhamos com uma viagem alucinante no trem-bala, estamos, desde já, gastando as riquezas do pré-sal, e a cada manhã, como dose de psicotrópico matinal, aguardamos o escândalo nosso de cada dia.
Inapelavelmente drogados, numa alucinação de dar medo, vemos o ex adentrar na ESG para mais um espasmo de populismo. É terrível, é tétrico, pois o gajo, no nosso delírio, é aplaudido de pé, como o Stédile.
Sim, é melhor acordar antes que o pesadelo se torne realidade (já é).
Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do "Exército de Caxias".
Falência moral da democracia brasileira por Ricardo Vélez Rodriguez
A sociedade brasileira está em crise. Não sabemos, como povo organizado, qual é o nosso padrão de comportamento. Nas últimas décadas estivemos preocupados com outras coisas, que encheram a nossa agenda, ao ensejo da saída do último ciclo autoritário para a construção da Nova República. Não foi resolvida, no entanto, a questão da moral social, que daria embasamento às instituições. Acontece que sem equacionar essa questão tudo o mais fica no ar: Constituição, Códigos de Direito Civil e Penal, funcionamento adequado dos poderes públicos, pacto federativo, respeito às leis, organização e funcionamento dos partidos políticos, fundamento das práticas econômicas em rotinas de transparência que dariam ensejo ao que Alain Peyrefitte denominava "sociedade de confiança", governabilidade, etc.
Definamos o que se entende por moral: como frisa mestre Antônio Paim no seu Tratado de Ética, ela consiste num "conjunto de normas de conduta adotado como absolutamente válido por uma comunidade humana numa época determinada". A moral tem uma dupla dimensão, individual e social. A primeira se identifica com o que Immanuel Kant denominava "imperativo categórico da consciência". A segunda consiste na definição do mínimo comportamental que uma sociedade exige dos seus indivíduos para que se torne possível a vida em comunidade. A moral social pode ser de dois tipos: Vertical, quando um grupo de indivíduos impõe ao restante o padrão de comportamento; social, quando o padrão de comportamento é adotado por consenso da comunidade. A moral social consensual constitui, no mundo contemporâneo, o fundamento axiológico da vida democrática.
No plano da moral social, no entanto, herdamos modelos verticais que não se ajustam aos ideais democráticos. Os arquétipos de moral social sedimentados na História quadrissecular da Nação brasileira ressentem-se do vício do estatismo e da verticalidade que ele implica. É evidentemente vertical o modelo de moral social herdado da Contrarreforma; nele os indivíduos deveriam agir, em sociedade, seguindo à risca os ditames provenientes da Igreja mancomunada com o trono, no esquema de absolutismo católico ensejado pelos Áustrias na Península Ibérica, ao longo dos séculos 16 e 17. De outro lado, o modelo imposto pelo despotismo iluminista de Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, no século 18, não mudou radicalmente as coisas, pois pecava por manter a verticalidade da formulação do código de moral social, ao ensejo da "aritmética política" que passou a vigorar, ao redor dos seguintes princípios: Compete ao Estado empresário, alicerçado na ciência aplicada, garantir a riqueza da Nação. É da alçada do Estado fixar a normas que consolidam a moralidade pública e privada.
O cidadão, em razão de tais princípios, ficava desonerado das incumbências de produzir a riqueza e de se comprometer com a definição da moral social, que nas democracias modernas terminou sendo configurada de forma consensual pelas respectivas sociedades. Tudo se resolveria mediante a tutela do Estado modernizador sobre os cidadãos, considerados como simples peças da engrenagem a ser gerida pelo governo. O ciclo imperial, com a preocupação da elite em prol da constituição e do aperfeiçoamento da representação, mantendo a unidade nacional contra os separatismos caudilhescos, num contexto presidido pelos ideais liberais, foi abruptamente rompido pelo advento da República positivista. Frustraram-se assim, talvez de forma definitiva, a aparição e o amadurecimento de um modelo ético de moral social consensual.
Ora, a partir do arquétipo pombalino firmaram-se os modelos de moral social vertical que têm presidido a nossa caminhada ao longo dos dois últimos séculos, de mãos dadas com a cultura patrimonialista, que sempre entendeu o Estado como bem a ser privatizado por clãs e patotas, desde a República iluminista apregoada por frei Caneca, no início do século 19, à luz da denominada "geometria política", passando pela "ditadura científica" positivista, que se tornou forte ao ensejo do Castilhismo, no Rio Grande do Sul, nas três primeiras décadas do século passado, passando pelo modelo getuliano de "equacionamento técnico dos problemas" (elaborado pela segunda geração castilhista, com Getúlio Vargas e Lindolfo Collor como cérebros dessa empreitada, e cooptando, como estamento privilegiado, as Forças Armadas). A última etapa dessa caminhada estatizante foi o modelo tecnocrático efetivado pelo ciclo militar, à sombra da "engenharia" política do general Golbery do Couto e Silva.
Com o advento da Nova República tentou-se retomar a questão da representação política como meio para configurar, no País, a formulação de uma moral social consensual. No entanto, o fracasso da reforma política que levaria ao amadurecimento da representação terminou dando ensejo, no ciclo lulista e na atual quadra do pós-lulismo, à consolidação de modelo vertical de moral social formulado no contexto do que se denomina "ética totalitária", segundo a qual os fins justificam os meios. A cooptação de aliados pelo Executivo hipertrofiado, no seio de uma consciência despida de freios morais, terminou dando ensejo à atual quadra desconfortável de corrupção generalizada, que ameaça gravemente a estabilidade econômica, duramente conquistada nas gestões social-democratas de Fernando Henrique Cardoso.
O Brasil perde o seu rumo, num mundo agressivo e cada vez mais interdependente, assombrado pela ética totalitária petista, aliada, na síndrome lulista do "herói sem nenhum caráter", a desprezíveis formas de populismo irresponsável, que elevou como ideal o princípio macunaímico de levar vantagem em tudo, num sórdido cenário de desfaçatez e incultura. Tudo presidido pela maré estatizante que se apropria da riqueza da Nação para favorecer a nova casta sindical e burocrática que emerge ameaçadora, excludente e voraz.
AH, SE FOSSEMOS DO PT por Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Estaríamos inebriados com tantos sucessos.
É o emprego garantido. Se sindicalista, é juntar a fome com a vontade de comer. Se perder a eleição, não se preocupe, temos uma vaguinha para você. É a gloria, o sucesso, sem qualquer mérito, mas quem está preocupado com isso?
Os idiotas abrem as portas para nós atravancarmos e atravancamos. Pequenos percalços, alguns até incentivados por nós, tonteiam a fajuta oposição e obnubilam a visão dos mais críticos.
O MST prossegue impune como entidade sem registro, mas aquinhoada com recursos governamentais, mais adestrado, mais agressivo, conforme os planos.
Reforçamos as dicotomias sociais e recrudescemos as diferenças. Negros, índios, quilombolas, pervertidos sexuais, estudantes, beneficiados com bolsas, maconheiros e bandidos presos ou ainda livres nos adoram.
Pagamos auxilio - reclusão para quem vai preso, mas não para as vítimas. Os defensores dos direitos humanos entram em orgasmo com esta e outras medidas, que consideram compensadoras de seus esforços do tudo pelo social.
Inventamos as cotas, alimentamos raivas, adubamos ódios e fortalecemos as nossas posições. Sem esforço, acuamos a milicada.
Desarmamos todos os homens honestos. Só falta proibir a cusparada em nós, que breve será enquadrada em crime hediondo.
Somos batutas em criar Seminários, Debates e Referendos, que inundamos de cumpanheiros que sufocam os contrários.
Metemos a mão em tudo, como nada fazem, vamos em frente.
Apadrinhamos o trem – bala contra tudo e contra todos. Soltamos o Battisti, entregamos os exilados cubanos, expulsamos os plantadores de Roraima e abençoamos como família a juntada de dois homens, de duas mulheres, meras amostras de como e de quanto podemos. Decretamos que é proibido beber um copo de cerveja se for dirigir, apesar de já existirem rígidas regras de controle através dos bafômetros, nunca dantes aplicadas. Para os trouxas um tremendo sinal de que o governo está preocupado com a moral e os bons costumes.
Sublimamos o politicamente correto. Mas, matreiramente, decidimos o que é politicamente correto, logo... chamamos de afro - descendentes negros retintos, de incompreendidos sexuais as mais asquerosas bichonas e, carinhosamente, de aloprados a um bando de malfeitores.
Estamos de olho na comunidade maconheira, por isso acenamos a nossa simpatia para a descriminação do produto, é o voto certo da galera.
Na educação o lema é deseducando que se vai ao longe. Nas Escolas, nas Universidades estamos formando novos quadros, jovens cheios de ideias, combativos, dispostos a tudo, inclusive, colher cana em Cuba.
Nos livros, um patrulhamento infame, até Monteiro Lobato foi escrachado. Incentivamos a incerteza sexual das criancinhas. Os desnorteados serão uma presa fácil para cooptação.
Nas artes, viva a sodomia, pois quanto mais promiscuidade melhor.
Nossa gestão de tirar dinheiro de muitos, segurar uma parte para nós e repartir o resto para a comunidade pobre é elogiada mundo a fora. Incentivamos a poupança sabendo que ela rende menos do que a inflação. Patrocinamos com polpudos aportes as ONGs co - irmãs.
O PAC 1 vai de mal a pior, e até criamos o PAC 2, mas o que importa é inaugurar o teleférico das comunidades no Rio de Janeiro. Isto dá IBOPE.
Banalizamos a pratica da negociação malandra, quando nós e os nossos comparsas ganhamos, só a viúva é quem perde, e ninguém reclama.
Aprovamos o Regime Diferenciado de Contratações (viva a Copa), que muito breve deverá ser extensivo às obras do PAC, metemos a mão na Vale do Rio Doce, o BNDES é o nosso caixa dois, elegemos a poste de alta tensão, a Petrobras é do PT e os sindicatos não prestam contas a ninguém.
Enfim, culpamos a sociedade por todas as mazelas, diferenças sociais, atrasos e demais óbices da Nação, por isso, por sua incúria, ela deve pagar com pesados impostos. Daí é só cobrar que a sociedade culpada, paga sem chiar.
Assim, em menos de uma década subvertemos as mente e as consciências. Não há do que reclamar, melhor estraga.
Em cada rincão, temos massas de manobra para com violência sublinhar nossas posições. A Idelli de leão de chácara foi travestida em Miss Simpatia. Mas é disso que povo gosta.
Por tudo, e fácil entender porque nos ufanamos de ser petistas.
Querem mais?
Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do "Exército de Caxias".
Sempre se tem cuidado com generalizações, para não atingir os que não se enquadram nelas. Às vezes o sujeito odeia indiscriminadamente toda uma categoria, mas, ao falar nela e, principalmente, ao escrever, abre lugar para as exceções, os "não-são-todos" e ressalvas hipócritas sortidas. Outros recorrem a gracinhas, como na frase do antigamente famoso escritor Pitigrilli, segundo a qual "as únicas mulheres sérias são minha mãe e a mãe do leitor". No caso presente, decidi que as generalizações feitas hoje excluem todos os leitores, a não ser, evidentemente, os que desejem incluir-se - longe de mim contribuir para aumentar nossa tão falada legião de excluídos.
Antigamente, era muito comum ler ensaios e artigos escritos por brasileiros em que nós éramos tratados na terceira pessoa: o brasileiro é assim ou assado, gosta disso e não gosta daquilo. Em relação a maus hábitos então, a terceira pessoa era a única empregada. O autor do artigo escrevia como se ele mesmo não fizesse parte do povo cuja conduta lamentava. Até mesmo nas conversas de botequim, durante as habituais análises da conjuntura nacional, o comum era (ainda é um pouco, acho que o boteco é mais conservador que a academia) o brasileiro ser descrito como uma espécie de ser à parte, um fenômeno do qual éramos apenas espectadores ou vítimas. Eu não. Talvez, há muito tempo, eu tenha escrito dessa forma, mas devo ter logo compreendido sua falsidade e passei a me ver como parte da realidade criticada. Individualmente, posso não fazer muitas coisas que outros fazem, mas não serei arrogante ou pretensioso, vendo os brasileiros como "eles". Não são "eles", somos nós.
Creio que, feita a exceção dos leitores e esclarecido que estou falando em nós e não em inexistentes "eles", posso expor a opinião de que fica cada vez mais difícil não reconhecer, vamos e venhamos, que somos um povo desonesto. Não conheço as estatísticas de países comparáveis ao nosso e, além disso, nossas estatísticas são muito pouco dignas de confiança. Mas não estou preparando uma tese de mestrado sobre o problema e não tenho obrigação metodológica nenhuma, a não ser a de não falsear intencionalmente os fatos a que aludo e que vem das informações e impressões a que praticamente todos nós estamos expostos.
Claro, choverão explicações para a desonestidade que vemos, principalmente nos tempos que atravessamos, em que a impressão que se tem é de que ninguém é mais culpado ou responsável por nada. Há sempre fatores exógenos que determinaram uma ação desonesta ou delituosa. E, de fato, se é assim, não se pode fazer nada quanto à má conduta, a não ser dedicar todo o tempo a combater suas "causas". Essas causas são todas discutíveis e mais ainda o determinismo de quem as invoca, que praticamente exclui a responsabilidade individual. E, causa ou não causa, não se pode deixar de observar como, além de desonestos, ficamos cínicos e apáticos. Contanto que algo não nos atinja diretamente, pior para quem foi atingido.
Ninguém se espanta ou discute, quando se fala que determinado político é ladrão. Já nos acostumamos, faz parte de nossa realidade, não tem jeito. Alguns desses ladrões são até simpáticos e tratados de uma forma que não vemos como cúmplice, mas como, talvez, brasileiramente afetuosa. Votamos nele e perdoamos alegremente seus pecados, pois, afinal, ele rouba, mas tem suas qualidades. E quem não rouba? Por que todo mundo já se acostumou a que, depois de uma carreira política de uns dez anos, todos estão mais gordinhos e com o patrimônio às vezes consideravelmente ampliado? Como é que isso acontece rotineiramente com prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores, ministros e quem mais ocupe cargo público?
Os políticos, já dissemos eu e outros, não são marcianos, não vieram de outra galáxia. São como nós, têm a mesma história comum, vieram, enfim, do mesmo lugar que os outros brasileiros. Por conseguinte, somos nós. Assim como o policial safado que toma dinheiro para não multar - safado ele que toma, safados nós, que damos. Assim como o parlamentar que, ao empossar-se, cobre-se de privilégios nababescos, sem comparação a país algum.
Em todos os órgãos públicos, ao que parece aos olhos já entorpecidos dos que leem ou assistem às notícias, se desencavam, todo dia, escândalos de corrupção, prevaricação, desvio de verbas, estelionato, tráfico de influência, negligência criminosa e o que mais se possa imaginar de trambique ou falcatrua. E em seguida assistimos à ridícula, com perdão da má palavra, microprisão até de "suspeitos" confessos ou flagrados. A esse ritual da microprisão (ou nanoprisão, talvez, considerando a duração de algumas delas) segue-se o ritual de soltura, até mesmo de "suspeitos" confessos ou flagrados. E que fim levam esses inquéritos e processos ninguém sabe, até porque tanto abundam que sufocam a memória e desafiam a enumeração.
Manda a experiência achar que não levam fim nenhum, fica tudo por isso mesmo, porque faz parte do padrão com que nos domesticaram (taí, povo domesticado, gostei, somos também um povo muito bem domesticado) saber que poderoso nenhum vai em cana. E é claro que, por mais que negue isso com lindas manifestações de intenção e garantias de sigilo (como se aqui, de contas bancárias de caseiros a declarações de imposto de renda, algo do interesse de quem pode ficasse mesmo sigiloso), essa ideia de esconder os preços das obras da Copa tem toda a pinta de que é mais uma armação para meter a mão em mais dinheiro, com mais tranquilidade. Ou seja, é para roubar mesmo e não há o que fazer, tanto assim que não fazemos. Acho que é uma questão cultural, nós somos desse jeito mesmo, ladravazes por formação e tradição.
João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941. Iniciou no jornalismo trabalhando como repórter no Jornal da Bahia e, tempos depois, tornou-se editor-chefe do Jornal A Tribuna da Bahia. Com seu livro, Sargento Getúlio, de 1971, ganhou o Prêmio Jabuti. Morou nos EUA, em Portugal e na Alemanha. Participou de adaptações de textos seus e de terceiros para televisão e cinema e foi premiado e homenageado em várias partes do mundo. Atualmente assina textos semanais nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. É um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, autor de clássicos como Viva o Povo Brasileiro, que já superou a marca dos 120 mil exemplares vendidos e é membro da Academia Brasileira de Letras. Escreveu mais de 15 livros, traduzidos em 16 países.
Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo" – (Cultura).
Domingo, 23 de junho de 2011.
A NOSSA FANTASIA por Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Hoje, retiramos do armário a nossa fantasia de palhaço, de fato uma mistura de palhaço com pierrô, traje que alguns poderão, pejorativamente, nominar como de tolo empedernido, outros de trouxa assumidos.
É antiga. Temos usada a mesma e batida caricatura (?) de palhaço nos últimos oito anos, embora, a cada ano acrescentemos mais um adereço aqui, outro acolá. Assim, para os desconhecidos, ela poderá parecer nova.
Infelizmente, nós os palhaços não caímos nas graças do petismo, que dirá do lulismo, e muito menos do continuísmo.
Por pura vaidade ou vergonha, nos falta coragem para adentrarmos nas passarelas da folia com as indumentárias que o sindical – petismo - lulista adora.
A de "bichonas" ficou ridícula, conforme a nossa veneranda mãe, a de "crioulos", vergonhosa, segundo a nossa tia lésbica, a de "secundaristas da UNE", uma blasfêmia, na opinião dos sobrinhos, a de "universitários graças aos questionáveis exames do Enem", um nojo, foi a sentença de um velho amigo.
E assim, por tentativa e erro, fomos procurando uma fantasia mais de acordo com o nosso atual estado de espírito, tudo em vão.
Tanto a de "PAC 1" como a de "PAC 2", cheias de fogos de artifícios, de pompas e circunstâncias foram sumariamente desclassificadas.
A de "lavrador do MST", ignóbil, a de "sindicalista raivoso", sórdida, a de "assessor sem concurso", um vexame, a de "escamoteador de dinheiro na cueca", repugnante, a de "filiado ao PT", infame, a de "amedalhado pelas autoridades militares" (peito cheio de medalhas), indigna, a de "terrorista convicto" (portando granada e o escambau), repulsiva, a de "político corrupto", redundante, a de "juiz venal", desprezível, todas, foram espinafradas com desusado vigor por um grupo, que receamos nem podemos chamar de amigos, pois se negam a endossar nossas simpatias pelo atual (?) e muito menos pelo desgoverno passado (?).
Desarvorados, por sermos incapazes de escolher uma miserável fantasia para gozar dos folguedos de momo, tentamos, como último recurso, a de METAMORFOSE AMBULANTE, visto que, o dito goza da preferência nacional.
Não cortamos o dedo mindinho da mão esquerda (poderíamos até ser aposentados), isto tirou a veracidade de nossa indumentária, mas carregávamos uma garrafa de pinga, volta – e - meia trocávamos os passos, riamos às bandeiras despregadas, mentíamos à larga, mas esta derradeira tentativa foi a pior, a vaia correu solta. Quase apanhamos. Inclusive, rasgaram a nossa camiseta de "VIVA O MULLA".
Por tudo, compungidos, voltamos a tirar do armário a velha e rota fantasia.
O nariz, aquela bolinha vermelha que alegra a petizada está cada vez maior, as orelhas de burro, também. A novidade é a dentuça postiça uma singela homenagem à nova majestade.
Hoje, mais do nunca é preciso cair na gandaia, pois os ventos que sopram anunciam que este poderá ser, na atual quadratura, o último baile da Ilha Fiscal.
Depois, é pagar a pesada conta, que ele nos legou por nossa total e inconseqüente falta de caráter.
Nóis merece a fantasia de "tolinhos na terra dos vivaldinos".
Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do "Exército de Caxias".
A "Casa do Caralho" é a grande campeã do carnaval brasileiro em 2011.
CONFIRA O SAMBA-ENREDO!
Mentiras carnavalescas por Leonardo Bruno
Estamos na época de carnaval. É moda a mídia e a televisão venderem a idéia de que somos um povo festeiro e farrista. Bem, até nesta sexta-feira, eu seguia uma ética rotineira, porém fora do comum dessas fases pagodeiras: estava trabalhando e analisando meios de ganhar dinheiro com advocacia. Tenho que pagar minhas contas. Presenciei com indiferença a semana de carnaval. O tempora, O mores!
Interessante a experiência que tive quando fui ao Rio de Janeiro, no carnaval de 2005. Visitava um amigo, quando percebi que a cidade estava vazia. E sentia que a grande maioria desprezava ou ignorava o carnaval. De fato, a maioria do povo não dava à mínima. O grosso da população carioca fugia da cidade. Sobravam apenas alguns favelados, traficantes de drogas, bicheiros e artistas da Rede Globo. Além do que, claro, os turistas estrangeiros, visíveis deslumbrados e bobalhões (claro que não faço parte deles). Na última vez que passei pelo Rio de avião, indo de viagem a São Paulo, via um desses turistas toscos falando da caipirinha, com aquele sotaque meio ridículo. Estava com um grupo de gringos de sua espécie. Reconheci o passaporte: era da África do Sul. Com certeza vai levar uma imagem caricatural da nossa gente, ou seja, a de um país de praias, futebol, mulatas exóticas e foguentas e povo alegórico e fantasista. Quem diz que o Rio de Janeiro é o cartão postal desta nação realmente não sabe do que está falando.
Não consigo me identificar em nada com o Rio. Na verdade, eu não tenho a menor identidade com qualquer coisa tropical. O clima e a vegetação do norte me parecem monótonos e sem graça, além da temperatura ser alta, calorenta e por vezes insuportável. Sem querer depreciar meus amigos nordestinos, não me empolgo com praias ou paisagens solares. Tal como o Rio, as capitais nordestinas me fazem lembrar turistas gringos idiotas, prostitutas, trios elétricos e micaretas. Costumo apreciar climas temperados e cinzentos e roupas pesadas. Embora nunca tenha ido a Europa, aquela paisagem cinzenta, sombria que vejo em fotos e vídeos me causa uma séria impressão. Sem contar as quatro estações, que dão graça ao tempo. No Brasil, por mais que seja um gaúcho radicado no Pará, o máximo que me identifico é com São Paulo, terra da prosperidade e modernidade (ainda que o povo paulista vote no canastrão analfabeto e insípido Tiririca ou no charlatão pseudo-filósofo Gabriel Chalita para deputado federal). Ou as paisagens do sul, com suas colinas enormes e costumes europeus arraigados dos colonizadores. Se bem que os sulistas tenham fama de rudes, mal humorados, criaturas estranhas. Para quem está acostumado com a polidez e simpatia do povo paraense, a rudeza peculiar dos sulistas parece coisa de homens das cavernas, de verdadeiros ogros.
O carnaval passaria indiferente para mim, como para milhões de brasileiros, se não fosse um detalhe que virou notícia na internet. Uma escola de samba de Florianópolis chamada "Unidos da Ilha da Magia" vai desfilar com um tema de Cuba, em particular, homenageando a ditadura de mais de meio século do todo-poderoso ditadorzinho de republiqueta do Caribe, Fidel Castro. Se as escolas de samba se restringissem a mostrar mulheres nuas, cachaça à vontade e muita promiscuidade sexual, vá lá, eu não me importaria. O problema é a falsificação histórica digna dos piores dias do famigerado "realismo socialista" stalinista. Com o título "Cuba sim! Em nome da verdade", a escola de samba está propagando sórdidas mentiras. Com direito ainda a participação especial de Aleida Guevara, filha do guerrilheiro, terrorista, psicopata e assassino Che Guevara.
Algo me incomodou profundamente. Nada mais me atinge na alma do que a destruição da verdade. E, no entanto, o espectro de Stálin e do "Realismo Socialista" paira no carnaval, contaminando milhões de consciências com as falsidades abjetas e cínicas do regime socialista. Quando sambistas começam a falar sobre história, parecem papagaios analfabetos. Se bem que o problema não é somente de sambistas. O que não falta no curso de história são papagaios analfabetos, seja do marxismo, seja de apologia à tirania cubana, seja de qualquer governo liberticida. As escolas de samba, como subprodutos do velho fascismo varguista, agora servem a outro totalitarismo, só que comunista. O que mudou? O pensamento do governo e da intelligentsia. Continuam cada vez mais idiotas.
Falei de "realismo socialista"? As letras da música são pura paródia de mau gosto, de pura distorção da realidade. O besteirol começa desse jeito: "Uma forte emoção / No meu coração /Liberdade /Eu sou União/ A voz de um povo pela igualdade". Resta-nos saber onde está a liberdade numa ditadura que reprime as liberdades elementares do povo cubano. E que igualdade existe numa sociedade onde uma diminuta nomenclatura burocrática controla um país inteiro e trata seus concidadãos como verdadeiros servos? Deve ser a igualdade na miséria, todo mundo nivelado por baixo. Ou quem sabe o tipo peculiar de "igualdade socialista", onde uns são mais iguais que outros. A vigarice não termina por aí: "Guerreiros unidos na revolução/Pelo bem de uma nação/Um preço a pagar, não vou negar/Mas a comunidade em primeiro lugar". Grotesco é escutar que uma nação deva pagar a destruição de sua liberdade pela revolução. Em outras palavras, prisões arbitrárias, censura à liberdade de pensamento, de consciência e de imprensa, tortura, execuções sumárias, fuga em massa do país. Napoleão, no alto do seu sarcasmo, dizia que a revolução é a opinião que adquiriu algumas baionetas. No caso cubano, a revolução é a opinião que adquiriu o fuzil no paredão do quartel de La Cabaña.
O trecho da modinha esconde o lado perverso da história, típico da mentalidade socialista: a comunidade, em primeiro lugar, representada pelo Estado, tem pleno direito de esmagar o indivíduo. Hitler pregava os "direitos" da comunidade sobre indivíduo. Stálin pregava os "direitos" da comunidade sobre o indivíduo. Enfim, qualquer tirano prega a tirania da comunidade sobre o indivíduo. Porque não há maior representação de conformismos social do que a coletividade, do que está preestabelecido, do que é imposto pelo conjunto, em detrimento dos direitos do indivíduo. Isto porque nem mesmo a sociedade decide nada: é o Estado, ou uma camarilha bem diminuta chamada "Partido", que dita, tanto para a coletividade, como para o indivíduo, esmagando ambos.
E para finalizar, o sambinha vulgar nos vende a propaganda mentirosa do regime cubano, nestes termos: "Os sonhos se tornam verdade/ Trazendo pra muitos a felicidade/ Com saúde, educação/ A base pra um cidadão". Um sambista da vida não seria tão inteligente o bastante para escrever essas asneiras (embora seja bastante equiparada a estupidez e tagarelice comum do comunista). Não será suspeito que uma escola de samba fale "em nome da verdade", o que é a mais grotesca mentira?
Qualquer pessoa sensata e bem informada sabe que os serviços de saúde e educação cubanos não prestam. E desde quando um serviço de saúde e educação controlado pelo Estado vale a liberdade humana? Desde quando o suposto bem-estar social vale o mal estar espiritual de ser eternamente prisioneiro de um regime político tirano? Benjamin Franklin, na sua imensa sabedoria, afirmava que quem abdica da liberdade pela segurança, não merece a liberdade, nem a segurança. Cuba, em nome da segurança, perdeu a liberdade. E também a segurança.
Tal propaganda descarada cheira a uso indevido de dinheiro público, propina, peita, para promover ideologias e regimes genocidas. Ou quem sabe a dinheirada da própria ditadura cubana. Numa época em que um ex-presidente da república usou de sua influência no Ministério da Cultura para fazer um filminho ruim sobre sua vida, não me espantaria que a ideologização da cultura no Estado brasileiro esteja mais forte do que nunca, com a ascensão do PT no poder. Bem que o Ministério da Cultura deveria ser modificado, em homenagem a George Orwell e sua novela "1984": O Ministério da Verdade, que seria entendido como Ministério da Mentira!
"Cuba, em nome da mentira" é o espetáculo que a escola de samba de Florianópolis nos brinda. Não se pode exigir de sambistas carnavalescos ignorantes algum conhecimento de história. Mas por que dão palpites irresponsáveis? Provavelmente não tiraram asnices do nada. Extraíram de alguém, de alguma pretensa autoridade no assunto. Notoriamente da vulgata marxista dos nossos professores de história, entusiastas de qualquer mandatário de plantão, viuvinhas de Stálin e nostálgicos do Muro de Berlim que são. Ou então a tal "Associação Cultural José Martí", que deu apoio e orientação aos sambistas, já que a delegação da escola de samba foi a Cuba, deslumbrada, tal como um turista idiota nas praias do Rio de Janeiro. Voltaram apaixonados pela barbicha do Che Guevara, tal como um dia outros foram gamados pelos longos bigodes do sanguinário serial killer da Geórgia, o Sr. Diugashivili, guia genial dos povos.
Vigarices à parte, os carnavalescos ignorantes não parecem agradecidos pelo sistema de liberdades que usufruem. Envolvidos pela sua "ilha da magia", ignoram completamente que Cuba é uma ilha sim, mas de magia negra. Os idiotas úteis brincam no carnaval como macacos de uma grande farsa. Só que a farsa não é mera fantasia de carnaval. É uma burla destrutiva que oculta, oprime e esconde a aflição de milhões de cubanos. E no reino de todas as prisões, campos de concentração, paredões e águas que separam Cuba do exterior, a pior muralha que isola a vida dos cubanos do mundo real democrático é a mentira. Mentira que é alimentada por intelectuais, historiadores, universidades, "associações culturais", imprensa, enfim, todos colaborando para a eterna prisão do povo cubano. A mentira repetida pela escola de samba é mais uma chave nos grilhões daquela pobre nação. E a ignorância, alimentada pela mentira sistemática, aliena cada vez mais as nações democráticas na sua obrigação de defender da liberdade contra os males do totalitarismo.
O decálogo de uma sociedade apodrecida por Geraldo Almendra
(As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem).
O desgoverno petista trouxe à tona a verdadeira identidade imoral da sociedade brasileira em constante processo de “aperfeiçoamento”, deste que nossas terras foram ocupadas pelo que de pior havia na casa suja dos países exploradores de nossas riquezas.
O único período de nossa história em que o Brasil se apresentou como um potencial ícone de um mundo desenvolvido, livre das mazelas do socialismo apodrecido nem as do capitalismo neoliberal escravo das canalhices do sistema financeiro mundial, foi durante o regime militar de 1964 a 1985, o que demonstrou que a falência da moralidade no país poderia ter sido evitada e controlada, não fosse o erro grosseiro de alguns comandantes militares que fingiram cair no canto da sereia espúria de uma abertura democrática – para fugir de suas responsabilidades de terminar seu trabalho –, abertura democrática conduzida por gente que somente queria estabelecer as bases para transformar nosso país em um símbolo mundial da corrupção e da imoralidade nas relações públicas e privadas.
Faltou visão aos militares, que deveriam ter revolucionado – como estavam fazendo com a economia – a educação e o ambiente das academias, infestadas de esclarecidos e diplomados patifes. Não bastavam apenas grandes investimentos materiais, mas, principalmente, uma revolução na capacidade da academia de formar e promover uma nova geração de líderes civis de valor moral diferenciado para administrar o país na geração seguinte.
Que fizeram os militares na passagem do bastão? – Tiraram o time de campo e baixaram as armas para a escória da prostituição da política fantasiada de próceres da abertura democrática, depois de já ter iniciado, junto com a turma da USP a fabricação no submundo da covardia e da traição às gerações futuras uma coisa, um verme da política prostituída, chamado de Lula, como uma alternativa de uma esquerda apodrecida que espalhou suas sementes militantes e sórdidas dentro do poder público.
Faltou inteligência militar para acabar seu dever de casa iniciado em 1964? A Escola Superior de Guerra foi dominada por esclarecidos patifes, covardes ou traidores da nossa pátria?
A falta de responsabilidade – usando este termo apenas para ser educado – para continuar conduzindo o país na direção de uma sociedade marcada pelo respeito aos códigos legais do país e praticante de relações públicas e privadas com suas ações limitadas pelos braços da lei, da moralidade e da ordem pública, nos deixou uma herança imoral - que entregou o país nas mãos de terroristas - que está fazendo, todos os dias, os contribuintes de idiotas e palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.
O resultado do erro dos comandantes militares em 1985 está produzindo seus principais resultados.
Depois de desgovernos civis absolutamente imorais que transformaram o poder público em um covil de bandidos, temos o desgoverno petista que está acabando o serviço sujo com louvor – se mostrando o pior de todos –, quase vitorioso em um projeto de poder perpétuo em que a palavra de ordem é: seja cúmplice, corrupto, prevaricador ou cale a boca e vá trabalhar para sustentar o Estado Bandido.
Assistindo o circo pegar fogo está uma caserna, em processo final de humilhação e desestruturação, permitindo, entre outros tantos absurdos, que dois bandidos comuns entrem no seu ambiente militar, roubem dinheiro de um banco e saiam sem serem incomodados.
É esta a força militar que estamos aprendendo a não contar mais para trazer de volta a esperança de vivemos em um país em que a honestidade e a moralidade sejam seus principais valores nas relações públicas e privadas.
É esta a força militar que está permitindo que os poderes da República sejam dominados por uma máfia da corrupção e da prevaricação e que as páginas da Constituição sejam rasgadas e seus restos jogados na privada dos traidores do país.
É esta a força militar que está permitindo que a educação no país esteja entrando em um colapso moral-assistencialista-clientelista.
Temos um angustiante pressentimento que esta é a força militar que estará nos apontando suas armas para defender o Estado Comunista de Direito Petista.
Quando criança meu filho adorava brincar com seus exércitos de soldadinhos de chumbo sonhando um dia fazer parte de suas tropas. Ele acabou entrando para aquela força que deixou um submarino afundar parado em um cais no RJ, mas, felizmente, teve o bom senso de sair e buscar outros rumos bem mais nobres; tenho hoje certeza que não gostaria de ser um soldado de chumbinho para ser cúmplice ou manipulado pelos canalhas traidores do país, e deixar o país afundar no mar da tragédia da imoralidade que domina nossa sociedade. Fico feliz pela decisão que tomou, pois não passei a vida trabalhando para garantir a formação e a colocação na sociedade de um covarde apátrida.
A subordinação silenciosa das Forças Armadas a canalhas conduzidos ao poder público - núcleo de um Estado Bandido - por estelionatos eleitorais, corrupção e prevaricação, é um crime de lesa pátria.
Geraldo Almendra é Economista, Consultor e Professor de Matemática. E-mail: glaf@superig.com.br
Click no botão PLAY para ativar o vídeo. PAÍS DE BRAHMEIROS
Brasil, país de Brahmeiros, quem não rouba e trapaceia é bebum o ano inteiro. Vota em anta e é feliz, pensa que sabe das coisas, mas não percebe o desgraçado nem a ponta do nariz. Morre na fila do SUS agradecendo ao Lulão, deus amado e poderoso, que não está nem aí se trata com gente ou cachorro. Mas enquanto o Corinthians ganhar, tudo vai às mil maravilhas, a pátria amada está salva, e a vida? Ora, a vida se empurra com a barriga.
Maria Lucia Victor Barbosa
Os esclarecidos por Geraldo Almendra
"No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar".
Andrei Pleshu
As armas da revolta de uma minoria de esclarecidos, vis a vis o tamanho da população brasileira, com a perspectiva de terem todos os seus direitos questionados por um Estado Petista de Direito Comunista, estão voltadas para as hordas dos deserdados da justiça social que foram subornados pelo grotesco assistencialismo clientelista promovido em larga e incontrolável escala pelo Retirante Pinóquio, seguindo o exemplo da cretinice de seu antecessor.
O país está paralisado diante do poder do Estado Bandido, e das ações criminosas dos movimentos sociais que estão invadindo propriedades privadas, destruindo patrimônios alheios e cometendo assassinatos, tudo impune ou questionado de mentirinha com a proteção do corporativismo sórdido e de uma Justiça rigorosamente indecente, cada vez mais subserviente ao Poder Executivo.
A sociedade está em coma de Justiça e com as obrigações sociais do Estado Bandido, rigorosamente falidas nos seus resultados essenciais. Fazer escravos de projetos assistencialistas e clientelistas tem sido a grande e maior realização desse desgoverno desqualificado.
É de uma comodidade absolutamente covarde muitos declararem agora, diante do quase inevitável, a tomada do poder por uma terrorista, que "o Brasil não presta porque o povo não presta", ou "que a população brasileira é formada de estúpidos, imbecis, retardados mentais, ignorantes" como únicas justificativas precípuas para o domínio do petismo no país.
Tudo é dito como se a formação do imbecil coletivo fosse um fato histórico autônomo e não dependesse das ações criminosamente elaboradas pelos esclarecidos e suas elites dirigentes durante os desgovernos civis.
O Regime Militar, que estava construindo uma sociedade digna de se viver, cometeu um absurdo erro ao permitir um "movimento de redemocratização" sem terminar o dever de casa, que era expurgar para sempre do país os canalhas do socialismo genocida que hoje estão destruindo nossa pátria e promovendo a troca de nossa bandeira pela vermelha de estrela única.
Os comandantes das Forças Armadas estão agora distribuindo medalhas para o petismo e arriando suas calças para seus superiores comunistas, em troca da destruição dos nossos sonhos de democracia e liberdade, e da proteção do futuro desgoverno da terrorista Estela.
O famoso movimento de redemocratização, que estava minado pelas sementes de uma esquerda mal intencionada e apodrecida, culminou com a tomada do Estado pelos artífices da construção de um poder público corrupto, prevaricador e corporativista sórdido, que serviu de instrumento para o enriquecimento ilícito de milhares de "políticos" – O Pior dos Insultos – e a consolidação da distribuição do poder político para as oligarquias políticas canalhas que até hoje dominam a sociedade, sobressaindo-se a nova burguesia petista que está dando uma lição de competência e excelência criminosa para se sustentar no poder.
Os comandantes militares da época, com medo dos diabinhos da esquerda suja, ajudaram a construir a fantasia do Golbery: o demônio de um líder "político" – uma verdadeira fraude de ser humano – para "neutralizar" as forças do mal. Estão pagando o preço até hoje, mas que, de preço pago, está aparentemente começando a se transformar em promessas de sinecuras cada vez melhores.
Uma pergunta fundamental: – Foi o imbecil coletivo que estruturou a sociedade e sua postura coletiva imoral, aética e apátrida depois do regime militar?
A resposta incomoda muito, pois quem promoveu a lambança do apatriotismo, e da degeneração moral e ética que domina o país, foram justamente os esclarecidos e/ou seus cúmplices – "políticos", acadêmicos, artistas, grandes empresários exploradores do Estado e do povo, um Sistema Financeiro que agora causou a bancarrota do mundo, apresentadores de televisão, jornalistas marrons e, obviamente, os sinecuristas que se apossaram do poder público.
Foram rigorosamente esses brasileiros "esclarecidos" que abriram o caminho para que o mais desqualificado e etílico líder "político" – O Pior dos Insultos – de nossa história, agora esteja dando as cartas, transformando as Forças Armadas em soldadinhos de chumbo arrumados no tabuleiro do jogo sujo de destruição de nossa pátria conforme suas vontades, e mantendo suas forças paramilitares dos movimentos sociais infernizando a vida de quem trabalhou, durante muitos anos, para construir patrimônios, que estão sendo invadidos e destruídos com a proteção da nova Justiça petista.
A propriedade privada, a democracia, e a liberdade já são "fantasias" em estado de degeneração legal e já somos subordinados a uma democracia de mentira, controlada por um Estado Bandido ditatorial e autoritário, que comanda os poderes públicos e a sociedade com medidas provisórias votadas e aprovadas por um Congresso imerso no mar da degeneração moral e ética, que faz todos os dias, impunemente, os contribuintes de palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.
Alguém escreveu:
"O povo brasileiro é resultante do cruzamento de portugueses ladrões, assassinos e escravocratas com negros africanos, ignorantes e escravizados e índios indolentes e não menos ignorantes. O resultado disso foi uma formação de uma sub-raça com um QI inferior e uma índole apegada ao furto e a indolência. Com tal matéria prima humana é impossível se formar uma nação respeitável."
Esta será sempre a filosofia de uma parcela da sociedade esclarecida que não aceita reconhecer sua própria culpa por ser a maior responsável pela entrega do nosso país nas mãos dos "políticos" – O Pior dos Insultos.
Diante das críticas que tenho recebido por muitos esclarecidos a quem envio meus artigos, que declaram que sou um radical descontrolado entre tantos outros "qualificativos" menos nobres, neste momento, deixo de fazê-los durante algum tempo, ou para "sempre", continuando com minhas aulas a plantar sementes de cidadãos que tenham a coragem de defender sua pátria quando necessário e que não se escondam no casulo de sua covardia quando virem um canalha comunista pela frente.
Se minha "platéia" preferencial se incomoda com "minhas verdades" não tenho mais o que fazer, não que eu quisesse fazê-las verdades únicas, pois minha humildade e formação não permitem que eu tenha essa postura.
Contudo, se for convocado, estarei disponível para me unir àqueles que desejem iniciar um movimento de resistência ao futuro desgoverno da terrorista que irá assumir o poder em 2010 graças à covardia de uma classe esclarecida que vendeu sua alma e sua pátria, à omissão, ao suborno imoral, aético, material e financeiro, tudo amplamente promovido pelas forças obedientes ao demônio do Retirante Pinóquio.
É importante frisar que tenho recebido muito mais sinais de respeito pelo meu patriotismo de gente da esquerda não apodrecida, do que daqueles esclarecidos "defensores do Estado Democrático de Direito", a quem durante mais de seis anos tenho tentando alertar para a destruição de meu país pelo socialismo genocida.
Se nada fizermos na prática, e se Deus me permitir ficar vivo mais algum tempo, serei testemunha do resultado da mais grotesca covardia de uma sociedade esclarecida que permitiu, sem luta, que sua pátria se transformasse em uma nova Cuba, sendo que desta vez, com a força geopolítica de um continente e suas alianças genocidas.
E que nossos filhos e suas famílias nos perdoem por temos deixado isso acontecer...
A postura das Forças Armadas diante do que está acontecendo no país se arrisca a nos colocar uma dúvida: eram mesmos heróis aqueles que nos defenderam da sanha comunista durante o Regime Militar?
Boa sorte para todos e até 2014 com a volta da turma do sapo barbudo ao poder e impune de todos os seus crimes, que ficarão arquivados para sempre, como segredo de Estado, nos porões criados durante o "mandato" da terrorista Estela, e sob a proteção das novas Forças Armadas protetoras da bandeira vermelha de estrela única.
Geraldo Almendra é Economista, Consultor e Professor de Matemática. E-mail: glaf@superig.com.br
O reinado da burrice por Benedicto Ferri de Barros
A cada dia se torna mais penoso, difícil e aparentemente inútil escrever algo que tenha importância, seja útil e interesse ao leitor. O clima sócio-cultural em que vivemos – em consonância com o clima meteorológico – parece totalmente maluco e se algum sentido ou direção se pode perceber nele é de que nos afastamos, em progressão geométrica, dos valores humanistas do bom, do belo e do verdadeiro, que nos distinguem das demais espécies zoológicas, regredindo para a seleção darwinista da luta pela vida e a sobrevivência dos mais fortes. Precisamente o caminho inverso daquilo que em todos os tempos se conceituou como avanço da civilização.
Intelectualmente não é difícil compreender como isso ocorre. Uma série de obras videntes anteciparam essa degeneração da cultura humana. Nietzsche foi o profeta dessa "mudança de todos os valores", mas o caminho por ele preconizado, numa trágica ironia histórica, desembocou nos totalitarismos da direita e da esquerda. "A Rebelião das massas" , de Ortega y Gasset, apontava a explosão demográfica como o fator capital que presidiria as mudanças e as obras de ficção de Aldous Huxley ("Admirável Mundo Novo"), "1984" , de George Orwell, e "O Processo" , de Kafka, anteciparam o mundo em que viveríamos na atualidade. Um mundo em que na política predomina o democratismo populista e ideológico e na economia o tecnocratismo tecnológico. Um distanciamento astronômico do humanismo e seus valores.
Obviamente essa generalização não caracteriza, nem pretende caracterizar, o mundo todo, nem todo o mundo, mas destacar um vetor que assume crescente destaque no mundo inteiro, e em todas as atividades, mesmo as de ponta, como a informática e o principal meio de comunicação, que é a televisão. Vamos citar alguns exemplos concretos, corriqueiros e banais com que nos deparamos a cada dia.
Na informática é crescente, pelas atualizações automáticas, o número de "aperfeiçoamentos" ociosos e cretinos que complicam, emburrecem e lerdeiam os programas, tecnificando-os cada vez mais. Em recente pesquisa de sites de empresas, lojas e produtos, encontramos prodígios de apresentação dos produtos, mas na enorme maioria desses sites se omitia o endereço dos estabelecimentos, como se eles houvessem se tornado virtuais, se localizassem em nenhures e só existissem na Net. A televisão continua a ser dominada por espetáculos de sexo, violência e sensacionalismo, tanto nas novelas, nos filmes e em seus noticiários, como se além disso e dos engarrafamentos de trânsito e alopramentos do clima, como se nada mais houvesse a noticiar. Salvo crimes.
Na atualidade enfrentamos um problema gravíssimo que é o da epidemia da dengue. Nos sites do governo sobre a questão, o mesmo vezo de virtuosismo tecnocrático contamina gongoricamente a comunicação, feita, ao que parece, para especialistas (que já conhecem a questão) e não de forma sucinta e prática para o grande público. A conclusão mais geral é que mesmo as elites estão contaminadas por uma peste mais generalizada e grave do que a dengue, que é a burrice.
Cabe aqui uma reflexão de ordem mais geral para a compreensão dessas aberrações. E é a de que o avanço da civilização só é possível para a espécie humana porque ela acumula, seleciona e guarda na memória a experiência milenar de inúmeras gerações. Esse patrimônio de experiência só pode ser recuperado e transmitido às novas gerações pelos processos educacionais. As experiências recentes da Espanha e da Irlanda nos ensinaram que com a melhoria da educação todos os aspectos sociais aceleram seu progresso, mas isso só começa a ocorrer após duas gerações, ou seja, praticamente, meio século. Não há outro caminho.
O problema está em que qualidade de educação se dará. A brasileira atual está considerada como uma das piores do mundo. Ela forma analfabetos funcionais, aqueles que passando pelo curso primário aprendem a ler mas não entendem, portanto, não podem incorporar na sua compreensão e comportamento o que lêem. Neste caso, são incapazes de adquirir cultura, isto é, a experiência que foi acumulada pelas gerações precedentes e permitiria uma aquisição mais fácil e melhor utilização dos recursos da modernidade.
Isso tornaria mais produtivo seu desempenho social e lhes proporcionaria remuneração econômica mais alta. Eles não podem ser educados para níveis superiores. No máximo podem ser amestrados para executar tarefas elementares e repetitivas. Neste caso, competem com os robôs, que também agem sem consciência do que fazem nem porque estão agindo. Espanha e Irlanda são dois países cuja política de ênfase na melhoria da educação permite a inserção de um povo na atualidade cultural, no seu desempenho e no seu posicionamento entre as demais nações.
Não é nada que se possa fazer da noite para o dia. Não há como reverter a idade de analfabetos funcionais para proporcionar-lhes melhor formação. A melhoria dos currículos, dos métodos pedagógicos e didáticos, dos instrumentos de ensino e dos professores, são programas que só produzem resultados no prazo de pelo menos duas gerações.
A formação a nível universitário no Brasil exige hoje cerca de 20 anos, para que se cumpra toda a demanda de estudo pelos cursos. E a isso tem de se acrescentar mais um decênio, pelo menos, para os graus de licenciamento e doutoramento. Ao todo, a plena atualização cultural de um indivíduo só se completa quando ele já é plenamente adulto, com cerca de seus 30 e poucos anos.
Não é este, entretanto, o principal problema do roteiro educacional. As tendências educacionais modernas privilegiam o ensino de matérias que fundamentam o desenvolvimento tecno-científico-pragmático cujo foco é o desenvolvimento econômico, secundarizando a formação humanista. E esse não é o melhor caminho para desenvolver nos indivíduos uma compreensão mais ampla e elevada quer de si próprios, quer dos demais. Quer para estimular as produções mais elevadas de que o espírito humano é capaz.
Os últimos séculos são um testemunho do empobrecimento cultural nas produções artísticas e filosóficas. Com isso se regride no conhecimento do homem sobre si próprio e no avanço de suas mais nobres aspirações, a da paz, da beleza, da verdade, da fraternidade, da bondade e da vida feliz.
Benedicto Ferri de Barros, nascido em 1920, é professor, jornalista, empresário, ensaista e poeta. Formado em Ciências Sociais pela USP, onde lecionou política, economia e mercado de capitais, como também na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. Ferri de Barros é membro da Academia Internacional de Direito e Economia e da Academia Paulista de Letras.
E-Mail: pajolube@terra.com.br
'Brasileiro tem de assumir a própria lepra!' por Arnaldo Jabor
Nos últimos dias, dois artigos me interessaram muito: o ótimo texto de Roberto Pompeu de Toledo na Veja onde ele diz: 'Os distraídos talvez não tenham percebido, mas o Brasil acabou...' e a reportagem de João Moreira Salles na Piauí, acompanhando FHC numa viagem, onde o ex-presidente declara: 'Que ninguém se engane, o Brasil é isto mesmo que está aí...' e 'continuaremos para sempre nesta falta de entusiasmo, neste desânimo...'
Também sinto isso nestes dias sinistros, entre tragédias sangrentas e a aberta desfaçatez de políticos desafiando a República. Às vezes, penso, como cantou Cole Porter: 'Que devo fazer? tomo cianureto ou champagne?' Mas, lendo e relendo esses artigos, eu me pergunto: 'Será? Será mesmo que estamos perdidos e mal pagos?'
Aí, resolvi pegar meu velho telefone preto e ligar para o Nelson Rodrigues, lá no paraíso onde vive, um céu de teatro de revista, com nuvens de algodão e estrelas de papel dourado.
Nelson me atende:
- Você anda sumido, hein rapaz!... Está ficando mascarado?
- Não, Nelson - estou deprimido com esta suja tragédia nacional. Até o FHC que tem bom humor está exalando cava depressão...
- Sossega, leão... não é nada disso... 'Nunca antes' o Brasil teve a chance luminosa de ver a própria cara! Estamos entendendo que a história marcha pelas brechas, pelos buracos de cupim... Não existem as tais 'relações de produção e blocos históricos' - isso é bobagem... A história é um botequim de pé sujo... Você viu: o micróbio na barriga do Tancredo Neves mudou o curso do País; tudo ia bem e acabou sob o bigode do Sarney. E o ciúme do Pedro Collor não provocou o 'impeachment'? Mais atrás, um porre do Jânio embaralhou a pátria! Ou não? É assim, rapaz...
Veja você o Renan... Estou acompanhando tudo como um folhetim de mim mesmo: a amante, a 'gestante', os envelopes de jabá, a fidelidade obstinada da esposa enganada, os oposicionistas no Congresso tremendo de medo de que ele revele o nome das namoradas... Todos têm amantes em Brasília... Lá não há inocentes, todos são cúmplices... O Brasil está parado por um adultério financiado por uma empreiteira!
Outro dia mesmo, a história mundial mudou por causa da Monica Lewinsky... Bush foi eleito por ela e pelo moralismo dos americanos contra o Clinton e o Gore. A guerra do Iraque começou entre seus lábios! Aqui, também é assim... Aliás, eu acho o Renan muito educativo. Ele nos ensina que o egoísmo privado é a Pedra da Gávea que resiste a todo interesse público... E a classe média, que babou na própria gravata durante séculos, está acordando da própria estupidez. Qualquer vendedor de Chicabon já entende de economia; nunca contemplamos nosso destino de vira-latas com tanta nitidez...
Quer ver outra coisa boa que aconteceu? A desmoralização dos bolchevistas de galinheiro que encantavam a consciência dos intelectuais... Estão todos de rabo entre as pernas, se esgueirando pelos cantos das universidades... Descobriram que a 'revolução brasileira' era o oxímoro perfeito: a 'revolução reacionária'. É verdade que sobraram os pelegos sindicalistas roendo o Estado como rapadura, mas é melhor que o bolchevismo do Dirceu que ia destruir o Plano Real, em nome do povo... Aliás, cá entre nós, o Dirceu está podre de rico, fazendo negócios com os comunas latinos. Ele bate nas algibeiras e berra, ovante e jucundo: 'Dinheiro há! Dinheiro há!' E a indústria das indenizações pela ditadura, comandada pelo Greenhalgh? Dizem que ele já tem até piscina com chafariz e filhote de jacaré! Qualquer sujeito que levou um tapa da polícia na ditadura pediu indenização: trinta contos por mês...
Quer ver outra coisa boa? Acabou a idéia de 'utopia'... Ninguém sabia direito o que era isso, pensavam que era a mulher do Prestes, a Dona Utopia... Pois, acabou; hoje, aprendemos que o que interessa é a 'administração', que um país só cresce se for como um armazém, com o português de lápis atrás da orelha, fazendo contas...
Sabe por que você e seus amigos intelectuais, como o doce Roberto Pompeu estão tristes? Porque no fundo vocês ainda acreditam em uma 'harmonia futura'... Maquiavel acabou com essa ilusão do Platão há muito tempo... Aliás, o Maquiavel fica rindo do Hegel aqui em cima, que anda muito deprimido. Rapaz... a história é uma selva de epilépticos, a história não é um 'piquenique', não.
E tem mais: debaixo desses escândalos e tragédias, muitos fios vão se tecendo. As 'coisas' têm vida própria... De noite, microrrevoluções se passam, nas insônias das pessoas... Por exemplo, a oposição se derreteu, mas a imprensa está fazendo gol de bicicleta... As coisas se movem no escuro...
E tem o Acaso, também. Por exemplo, esse Lula tem sorte pra burro, rapaz; se ele der um palpite do bicho, joga na cabeça, porque ganha... Ele herdou a inflação zero do FHC, diz que foi ele que fez, e ainda pegou a economia numa fase rara! O Milton Friedman chegou aqui outro dia e me disse: 'Olha, Nelson, eu achava que 'não tinha almoço de graça', não. Mas, tem. O Lula está comendo de graça.' Esta crise aí passa logo e com a economia funcionando, temos a chance única de assistir ao teatro de revistas do Brasil... O primeiro passo para a reconstrução nacional é a desmoralização absoluta! O Jorge Luis Borges, que anda por aqui tropeçando nos anjinhos, disse que a 'esperança é o mais sórdido dos sentimentos...' Ele não é burro, não... A frase é boa - o Otto Lara está com uma inveja danada...
O único perigo seria uma quebradeira econômica. Aí o Lula podia querer 'venezuelizar' a coisa e chamar os analfabetos para cerrar fileiras e criar a tal Assembléia Constituinte, mas o Tocqueville me garantiu que acha difícil, porque o Lula não é o Chávez, aquele leão-de-chácara da Praça Mauá... O Brasil é mais complicado...
Olha, rapaz, o sujeito e os países só se salvam se assumirem a própria miséria, a própria lepra!... Em vez de reclamar, vocês deviam se agachar e beber a água da sarjeta! Ela é a salvação!...
- Obrigado, Nelson, ganhei mais um dia...
Arnaldo Jabor, carioca nascido em 1940, é cineasta e jornalista, também já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil e na Rádio CBN. O estilo irônico e mordaz com que comenta os fatos da atualidade brasileira foi decisivo para o seu grande sucesso junto ao público. Arnaldo Jabor também é colunista do jornal “O Estado de S. Paulo”, além de escrever regularmente para diversos outros jornais do Brasil.
Associação Nacional dos Militares das Forças Armadas
Manifesto à Nação Brasileira
Cidadãos Brasileiros! Companheiros!
"... dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida".
Essas são as palavras finais do sagrado juramento à Bandeira que todo cidadão brasileiro faz ao ser incorporado às Forças Armadas.
Hoje, vemos a Pátria vilipendiada e seus valores morais sendo destruídos pela omissão e pela degradação moral que permeiam os bastidores do Poder constituído, numa afronta ao cidadão honesto e trabalhador, que já não tem exemplos a mostrar aos filhos, sobre os reais valores que devam ser cultivados.
A verdade histórica vem sendo deturpada por um revanchismo disfarçado e hipócrita, que nenhum benefício traz ao povo brasileiro. Serve apenas para confundi-lo, para desviar a sua atenção dos verdadeiros problemas do País.
As Forças Armadas, desde o governo antecessor, vêm sofrendo uma campanha de desmoralização e vêm sendo progressivamente sucateadas, para que o seu poder de reação seja enfraquecido, numa orquestração eficaz, ditada por interesses que não são os dos nossos cidadãos.
A grande massa do eleitorado, desinformada politicamente e revoltada com o caos social que tomou conta da Nação, foi habilmente trabalhada para optar por "vencer o medo", em proveito da "esperança" de reformas sociais e econômicas e de ações bem mais concretas, como a criação de novos empregos, prometidas durante a campanha de um governo que, até hoje, não se mostrou capaz de cumpri-las.
A propriedade privada, sagrado direito em uma Nação livre e democrática, vem sendo sistematicamente desrespeitada com a explícita omissão do Governo, que não age no sentido de impedir a ação criminosa dos movimentos chamados, tendenciosamente, pelas autoridades constituídas, de sociais, numa demonstração cabal de falta de autoridade ou vontade política.
A violência, rural e urbana, está completamente sem controle, e a população, refém dos criminosos, não tem mais a mínima segurança. A autoridade do Estado é posta à prova a todo o momento, levando aos marginais a sensação de liberdade de ação e de impunidade, numa escalada crescente de audácia e desafio à sociedade. Toques de recolher, fechamento do comércio e de escolas, cerceamento do direito de ir e vir demonstram sistematicamente o nível de poder do crime organizado.
O funcionalismo público está sendo responsabilizado por um déficit da previdência que, sabidamente, foi causado pela corrupção e pela incompetência do governo em gerir verbas públicas.
A impunidade, no nosso País, virou regra geral, e o crime do colarinho branco passou a ser altamente compensador.
Juros absurdos, tributos escorchantes e corrupção generalizada degradam todos os setores da Nação, inviabilizando-a no caminho do desenvolvimento, tão essencial para a geração de empregos, a qualidade de vida e a justiça social. Pune-se o cidadão honesto em favor do sonegador e do esperto.
Leis são completamente desmoralizadas pela desobediência ostensiva e generalizada, com conhecimento e omissão do Poder Público.
Juízes e funcionários públicos de setores essenciais vêem-se na contingência de paralisarem parcialmente o Estado por meio de greves, porque colocar o Governo contra a parede configura-se como a única maneira de conseguirem que seus direitos sejam respeitados.
Com a criação de instrumentos coercitivos ditatoriais, pretende-se amordaçar a imprensa e a produção audiovisual, incluído aí o cinema.
Desarmam-se os cidadãos de bem, impedindo-os de fazer uso do recurso legal da legítima defesa, mas não se tomam as armas de guerra em poder dos bandidos.
Utilizam-se recursos de banco estatal em favor do partido político no Governo.
Como se os comensais dos palácios estivessem acima do bem e do mal, criam-se obstáculos à verificação da idoneidade de homens que exercem cargos públicos.
Pretende-se acabar com a independência dos Poderes, atribuindo-se a membros do partido-estado a incumbência do controle externo do Poder Judiciário.
Tenciona-se restringir a capacidade investigativa dos parlamentares e proibir a dos procuradores da República.
Estimula-se o culto à personalidade, na tentativa do ressurgimento de um Grande Timoneiro que, às custas do erário, divulga os seus desconhecimentos primários nos quatro cantos do mundo.
Por último, com uma visão tão equivocada que quase invade os limites de grave não-conformidade mental, pretende-se abrandar o cumprimento de penas decorrentes do cometimento de crimes hediondos!
Cidadãos Brasileiros!
Os signatários deste Manifesto, que conta com o apoio de civis patriotas e de parcela expressiva da reserva das Forças Armadas - a ativa é impedida por lei de se manifestar - vêm a, público, denunciar o atual estado em que se encontram a Nação Brasileira e a sua Instituição Militar.
Em um momento da vida nacional em que o povo mais precisa das Forças Armadas para o restabelecimento da ordem e da garantia das Instituições, fiquem certos de que elas não se acovardarão ante o processo de desvalorização dos seus integrantes e da premeditada ação de anulação de sua capacidade de reação e de cumprimento do seu dever, nem face a tentativas de implantação de regimens totalitários, contrários às nossas mais sagradas tradições.
Brasileiros, o quadro é grave.
A honra da Pátria, sua integridade e suas instituições estão definitivamente ameaçadas.
O Brasil pede socorro aos patriotas.
O honroso juramento à Bandeira exige que tomemos uma providência imediata e decisiva para que se restaure, ainda em tempo hábil, não somente a adequada capacidade operacional das nossas Forças Armadas, mas, sobretudo, o respeito às nossas Instituições, à irrestrita liberdade de expressão do pensamento, ao pleno exercício da democracia.
Só assim, teremos a capacidade de manter um Estado soberano e em condições de realizar as mudanças necessárias ao progresso e ao bem estar dos brasileiros.
Não se engane o povo com falsos argumentos de descarte do seu cidadão soldado e com falsas alegações de que não há inimigos nem guerras a serem travadas, pois se, aparentemente, não os vemos é porque ainda resta, nas nossas Instituições Militares, alguma capacidade de dissuasão.
Chegamos à crítica situação em que os profissionais militares têm de custear a saúde dos recrutas com descontos nos seus contracheques e acréscimos nas indenizações de atendimento médico-hospitalar.
Comandantes sem recursos, muitas vezes, tiram dinheiro, do próprio bolso, para evitar, por exemplo, que a sua viatura pare, comprometendo ainda mais a capacidade de sustento da família. Falta comida nos quartéis.
Em última instância, até mesmo o recruta está pagando para servir à pátria.
Qualquer Nação tem, como condição para a manutenção da sua estrutura física, legal e social, a qualidade e a capacidade de ação e reação, tanto interna como externa, das suas Forças Armadas.
O processo de desestabilização de um País e o "status" de subserviência a interesses escusos e alienígenas começam, sempre, pelo aviltamento e pelo desmonte das suas Forças Armadas.
É hora de acordar. Em nome da democracia, da lei, da ordem e da manutenção das nossas Instituições, devemos agir e não calar, em atitude de omissão e covardia.
Não temos permissão para nos acomodar. Por juramento, somos obrigados a tomar uma atitude. Chega de chantagens emocionais - "quartelada", "golpe", "patrulhamentos".
Assim como, por vocação, não corremos do risco nem do perigo iminente, também não podemos, por obediência a princípios, ficar de braços cruzados diante da violação destes mesmos princípios por aqueles que também deveriam defendê-los!
Fazemos votos para que aqueles que, em dissonância com a história, ainda pretendem implantar no Brasil um Estado totalitário desistam da idéia, porque não é isso que os brasileiros querem, e, se eles não querem, nós não vamos deixar que isso aconteça. O que todos querem é muito simples: imprensa livre, repetindo, IMPRENSA LIVRE, livre manifestação do pensamento por quaisquer meios, sem a tutela do Estado, juros e tributos razoáveis, probidade administrativa, independência dos Poderes, liberdade para investigar desvios de conduta, Forças Armadas e serviços públicos aparelhados e com o pessoal motivado, segurança pública e bandidos na cadeia, paz no campo, respeito à propriedade e Congresso soberano.
Por outro lado, se o Governo também vier a pensar como nós, pode convocar-nos para o bom combate, pois estaremos prontos.
Está dado o recado. Em nome do povo estamos prontos para o que for necessário.
BRASIL ACIMA DE TUDO! Associação Nacional dos Militares das Forças Armadas - ANMFA
PROFECIA:
"Nosso país se encontra em processo de decadência, encontramo-nos numa derrocada sem precedentes tanto dos valores cristãos quanto na política e na moral. É possível que a nossa amada, decantada e tão defendida "Democracia" nos conduza à negação final de independência, liberdade e justiça. Esta situação se deve à aquelas pessoas que elegeram de forma voluntária o falso profeta e seus seguidores da "estrela vermelha", esta sim a marca da besta, do Anticristo, além de ser o "pai da mentira" como também é denominado o próprio Satanás. Em Apocalipse 13, está escrito: "que a primeira besta, o Anticristo, que emerge do mar dos povos, aparentemente é alguém sem poder, um pobre coitado que não tem nada". Pois bem, o fato é que quase 60 milhões de adoradores do Anticristo lhe deram poder e autoridade, uma opção que selará o destino de todos nós brasileiros por inúmeras gerações." Assim falou Bootlead!
"When dark evil strides across the land, and even noble hearts shrink in fear, there are always warriors of pure spirit who take up the sword and stand their ground."