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Saturday, April 25, 2009

O próximo "Saddam" vem vindo aí, por enquanto, grunhindo e fedendo.











































O BRASIL E A LÓGICA DO GENOCÍDIO
por Maria Lucia Victor Barbosa

A lógica do genocídio consiste na destruição total ou parcial de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Foi posta em prática pelo comunismo e pelo nazismo, sistemas que utilizaram, entre outros métodos, a revolta das massas contra determinados "malditos" que deveriam ser aniquilados ainda que isso fosse absurdo. "Creio porque é absurdo", eis o primeiro princípio da crença ideológica formulada por Tertuliano em sua época.

A fé no absurdo se obtém através da mentira calcada num malabarismo vocabular, no qual as palavras são pervertidas para provocar um entendimento desfocado da realidade. Algo, como se nota, muito utilizado em propaganda e nos discursos de cunho totalitário.

Assim, os campos de concentração soviéticos seriam "obra de reeducação" e os carrascos "educadores aplicados em transformar os homens de uma sociedade antiga em homens novos". Na China, a vítima do campo de concentração era denominada de "estudante que deveria estudar o pensamento justo do partido e reformar seu próprio pensamento imperfeito". O nazismo pregava que "os judeus não são humanos". Logo, estava justificado para os alemães o assassinato de judeus, inclusive de crianças judias, nas câmaras de gás, porque era como se dissessem: "vocês não têm direito de viver, vocês são judeus".

A lógica terrorista do genocídio implica, pois, o exercício do terror através de um grupo designado como inimigo. Desse modo, a segregação baseada em classe se torna muito similar à segregação por raça. Tudo é justificado por um ideal, ainda que absurdo. A sociedade nazista deveria ser construída em torno da "raça pura". A sociedade comunista futura com base no povo proletário, purificado de toda "escória burguesa".

As monstruosidades cometidas pelo nazismo e pelo comunismo teriam ficado para trás, enterradas no século passado e servindo como advertência para que não se cometa mais abominações como a do holocausto? Teria o ser humano evoluído através da experiência aterrorizante dos horrores cometidos em passado recente? Estaria agora o homem mais compassivo, menos preconceituoso, menos sujeito à crença no absurdo na medida em que obteve espetacular evolução na ciência, na tecnologia, nos meios de transporte e de comunicação?

Nada indica que houve progresso em termos humanísticos. Exemplo disso foi a Conferência contra o Racismo (20/04 a 24/04) promovida pela ONU. Aberto o evento pelo presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, caiu por terra qualquer boa intenção que o Organismo possa ter tido, pois o que se ouviu se enquadrou na mais pura lógica do genocídio.

O déspota de fato do Irã mencionou amor e destilou ódio. Simulou humildade dizendo que perdoava os que o tinham insultado, mas os qualificou de ignorantes com sorrisos de escárnio. Acusou Israel de racista sendo ele ferrenho racista, contumaz torturador, opressor das minorias. Mas, segundo Ahmadinejad, se Israel é racista deve ser destruído. Como sempre ele negou o Holocausto, afirmando que o Estado de Israel foi criado "sob o pretexto do sofrimento de todos os judeus e da ambígua e duvidosa questão do Holocausto". E aproveitando o momento, além de seus ataques a Israel o perigoso homenzinho defendeu o direito do Irã de controlar a tecnologia nuclear.






















Ei Ahmadinejad! Sua lembrançinha de boas-vindas está AQUI

Hey Ahmadinejad! Your little souvenir from welcome is HERE

O discurso pleno de violência contra os judeus provocou a retirada coletiva dos representantes da União Européia e vários protestos, entre os quais, o do sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz, Elie Wiesel, que disse em relação a Ahmadinejad: "Sua presença é um insulto à decência e à humanidade". O próprio secretário-geral da ONU, Ban Kimoon, expressou seu constrangimento ao criticar o iraniano: "deploro o uso dessa plataforma pelo presidente iraniano para acusar, dividir e incitar.

A imensa delegação brasileira chefiada pelo ministro da igualdade racial, Edson Santos, não se moveu do salão de conferência e Santos ainda criticou a retirada dos europeus. Reação de se esperar, pois o Brasil, sob a influência de Marco Aurélio Garcia, nosso chanceler de fato, e sob o comando do governo petista de Lula da Silva, tem mostrado acentuada tendência aoantissemitismo. Note-se que Lula, que já deve ter dado volta ao mundo várias vezes, inclusive para visitar ditaduras islâmicas do Oriente Médio e ditaduras Africanas, nunca foi a Israel. Além disso, o Brasil votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, porém não condenou o governo genocida do Sudão. Aliás, nossa diplomacia sempre se absteve de tocar na questão dos direitos humanos, pisoteados em países como China, Cuba ou Coréia do Norte.

Dia 6 de maio, o Brasil receberá com pompas e honras o patrocinador terrorista do Hezbollah, do Hamas, da Jihad Islâmica. Será a consagração em solo pátrio da lógica do genocídio sob a aparência de negócios com o Irã. Indiferente, o povo pensará que está sendo homenageado um técnico importante de futebol. No encontro pode ser que Lula, num agrado ao companheiroAhmadinejad, ataque de novo os irracionais brancos de olhos azuis, pois os petistas, sejamos justos, sabem de forma exponencial acusar, dividir e incitar.


Maria Lucia Victor Barbosa é formada em sociologia e administração pública e tem especialização em ciência política pela Universidade de Brasília. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Começou a escrever em jornais aos 18 anos. Tem artigos publicados no Jornal da Tarde, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná e Valor Econômico, entre outros. É autora de cinco livros, incluindo "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem" e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido". Maria Lucia, também é editora do blog "Maria Lucia Victor Barbosa Seleção de Artigos Publicados". E-mail: mlucia@sercomtel.com.br




Enviado por Maria Lucia Victor Barbosa.
Sábado, 25 de abril de 2009, 13h15.




Os esclarecidos – Geraldo Almendra







O próximo "Saddam" vem vindo aí, por enquanto, grunhindo e fedendo.

Wednesday, January 21, 2009

ZARPOU! RUMO AO DESASTRE INEVITÁVEL.










































O ADVENTO
por Reinaldo Azevedo

Talvez eu devesse começar este texto me desculpando por não estar assim muito emocionado. E o artigo é longo. Daqueles que, dizem, não devem ser escritos em blogs. Mas eu os escrevo, como sabem.

As pessoas se emocionam pelos mais diversos motivos, os mais tolos às vezes. Confesso que raramente me comovo diante do discurso de um "amigo de gente". Faço referência a um poema de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa), a saber:

XXXII

Ontem à tarde um homem das cidades
Falava à porta da estalagem.
Falava comigo também.
Falava da justiça e da luta para haver justiça
E dos operários que sofrem,
E do trabalho constante, e dos que têm fome,
E dos ricos, que só têm costas para isso.

E, olhando para mim, viu-me lágrimas nos olhos.
E sorriu com agrado, julgando que eu sentia
O ódio que ele sentia, e a compaixão
Que ele dizia que sentia.

(Mas eu mal o estava ouvindo.
Que me importam a mim os homens
E o que sofrem ou supõem que sofrem?
Sejam como eu -não sofrerão.
Todo o mal do mundo vem de nos importarmos uns com os outros,
Quer para fazer bem, quer para fazer mal.
A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos.
Querer mais é perder isto, e ser infeliz.)

Eu no que estava pensando
Quando o amigo de gente falava
(E isso me comoveu até às lágrimas),
Era em como o murmúrio longínquo dos chocalhos
A esse entardecer
Não parecia os sinos duma capela pequenina
A que fossem à missa as flores e os regatos
E as almas simples como a minha.

(Louvado seja Deus que não sou bom,
E tenho o egoísmo natural das flores
E dos rios que seguem o seu caminho
Preocupados sem o saber
Só com o florir e ir correndo.
É essa a única missão no Mundo,
Essa -existir claramente,
E saber fazê-lo sem pensar nisso.)

E o homem calara-se, olhando o poente.
Mas que tem com o poente quem odeia e ama?


Louvado seja Deus que não sou bom. "Ah, não misture as coisas, Reinaldo Azevedo; não misture um poema com um evento político de notável importância". Não misturo. Fiquem tranqüilos. Não junto lágrimas com política. Assisti ontem à posse de Obama com bastante interesse, é certo. Mas lastimando também um momento não muito feliz da imprensa — num fenômeno de escala mundial.

É óbvio que não nego o que há de espetacular na posse do "primeiro presidente negro dos Estados Unidos", um homem praticamente desconhecido até havia quatro anos, alçado ao posto de comandante do mais importante e poderoso país do mundo etc... Sim, é claro: há algo de sensacional nisso. E certamente o evento diz muito das qualidades pessoais de Obama. Mas ele também é fruto, curiosamente, da vitória dos inimigos da América. E podem se tranqüilizar os que imaginam que vou aqui exercitar teorias conspiratórias e anunciar que o Grande Satã se apoderou do Cálice Sagrado. Nada disso. Chegarei ao ponto.

Os Estados Unidos estão às voltas com muitos problemas, derivados das guerras, do combate ao terrorismo e da crise econômica. A gestão de George W. Bush, agora aposentado, certamente responde por alguns deles — mas não por todos. E daí? O ódio a Bush começou a ser construído de modo virulento já no dia seguinte ao 11 de Setembro de 2001, com oito meses incompletos de mandato. Nasceu nas eleições de 2000, quando, acredita-se, ele roubou a vitória de Al Gore. Nem a reeleição, em 2004, foi o suficiente para lhe conferir legitimidade.

NÃO É PRECISO ACREDITAR EM MIM. A INTERNET ESTÁ AÍ, À MÃO. Procurem o noticiário sobre os ataques terroristas e vocês encontrarão lá, entre as supostas causas, a política dos Estados Unidos para o Oriente Médio. Bem, tal política era, então, ainda a mesma do democrata Bill Clinton. Pode-se até sustentar que Bush piorou tudo – O QUE É MENTIRA –, mas ainda não era possível recitar mantras como "unilateralismo", "isolacionismo", "belicismo", "desprezo aos aliados" etc. Mesmo assim, a imprensa mundial não foi mais generosa com ele em setembro de 2001 do que em setembro de 2008. O ódio aos Estados Unidos pôde se esconder com facilidade na máscara do ódio a Bush. Reitero: façam uma pesquisa e vocês encontrarão analistas às pencas que viam nos atentados — atenção! — uma reação à política errada dos americanos no Oriente Médio. Assim, eles seriam responsáveis por sua própria tragédia. Os mais rigorosos chegavam ao desmonte dos erros do colonialismo no Oriente Médio. O fenômeno Obama começava a nascer ali.

Ontem, no discurso de posse, o novo presidente dos EUA afirmou:

"Lembrem-se que gerações anteriores enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças robustas e convicções duradouras. Eles entenderam que nosso poder sozinho não pode nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Em vez disso, eles entenderam que nosso poder cresce com seu uso prudente; nossa segurança emana da Justiça de nossa causa, da força de nosso exemplo, da têmpera das qualidades de humildade e moderação."

Ah, sem dúvida, é uma retórica pronta para encantar. Mas alimenta aquele preconceito de que o Ocidente, e os EUA em particular, respondem pelas ações de seus adversários. Mas quem quer saber disso? A observação nem mesmo é bem-vinda. Porque não me deslumbrei, ao longo da tarde ontem, com o "fato histórico", fui acusado das mais variadas coisas: de preconceito e ressentimento a insensibilidade. Que dias esses, não? Tanto quanto a academia deixou de ser lugar do pensamento, a imprensa, com exceções, se nega a ser o lugar do saudável ceticismo. Há no ar uma certa licença para mandar a objetividade para a cucuia. Afinal, trata-se de exorcizar Bush...

Andando sobre as águas

Obama, claro, cumpre o seu papel. Escrevi, certa feita, que há nele muitos quês de terceiro-mundismo. As parcas e os porcos logo entenderam que me referia à sua origem e à cor de sua pele. Não! Incomoda-me nele essa vocação para inaugurar auroras, para gáudio de seus mistificadores midiáticos, numa espécie de demonização retórica do passado, sem alvo definido. E também não dá para negar os apelos messiânicos de seus discursos. Ontem, falou em "reconstruir a América". Ela foi destruída? Lamento: esse tipo de fala mais me assusta do que me agrada. Ele é, em mais aspectos do que se imagina, uma novidade na política americana. Precisamos saber se boa. Está na dele: vai construindo a sua lenda. Irritante é o obamismo da imprensa... mundial, que só falta lhe atribuir milagres. Questão de tempo.

Ai do jornalista ou do analista que ousar lembrar que talvez Obama não mude tantas coisas assim em áreas que renderam muito ódio a Bush. Afinal, as políticas daquele "cão sarnento", vejam que escândalo!, podem funcionar, conforme lembra em sua página eletrônica Victor Davis Hanson (v. AQUI ), professor de história clássica na California State University. Que os EUA estavam vulneráveis ao terror, é inegável. Ou o 11 de Setembro não teria existido. E, no entanto, não houve um outro atentado. No Iraque e no Afeganistão, há governos constitucionais — o que não quer dizer que não existam também terrorismo e violência. Mas milhares de militantes da Al Qaeda foram mortos nos dois países, e a organização, ao contrário do que reza o antibushismo militante, está combalida. A Síria saiu do Líbano; a Líbia suspendeu seu programa nuclear clandestino; Ahmadinejad e Chávez perderam influência; a Europa elegeu governos pró-americanos; as relações com Índia e China são boas; a África recebeu ajuda para programas humanitários... A verdade é que o segundo governo Bush foi, como queriam, bastante multilateralista. Que o diga o Irã. O ex-presidente dos EUA decidiu dividir com a Europa a negociação sobre o programa nuclear dos aiatolás... Fato: o programa só fez crescer.

Quem ouviu ou leu o discurso de Obama e prestou atenção a seus comentadores fica com a impressão de que, ontem, teve termo uma ditadura e se inaugurou nos Estados Unidos o regime democrático. E, no entanto, Bush pegou o helicóptero, depois o avião e se mandou para seu rancho no Texas. Ao longo de seus oito anos de mandato, vejam que coisa, o Congresso mais poderoso do mundo jamais deixou de funcionar — parte do tempo com maioria democrata. Não gostaria de deixar ninguém chocado, especialmente aqueles que foram às lágrimas, mas a democracia americana esteve vigilante durante todo esse tempo.

Obama, num rasgo demagógico, censurou a política de segurança que se opõe à dos direitos. Pois bem. Espera-se, então, a revogação de leis que garantem ao Estado o direito de interceptar e vigiar ligações telefônicas suspeitas de envolvimento com o terror. Terá ele coragem de revogá-las? Duvido! No primeiro dia útil de seu mandato — esta quarta —, ele havia prometido extinguir Guantánamo. Vai? Talvez sim. Mas, advertiu, o desmonte da prisão pode levar um ano. Entendo... Como levará um tempo a volta de todos os soldados do Iraque. Quanto? Também a recuperação da economia vai demorar um pouco...

Profecias

Ontem, um analista dizia que, não importa o tempo que demore, o certo é que Obama é o mais preparado para resolver todos os problemas. O raciocínio parece chocante, mas assim são as coisas. Estamos diante das profecias destinada ao autocumprimento. Sim, hora ou outra, a economia americana volta a crescer. E será com Obama no cargo. Como seria com McCain? Como saber. A crise, no que respeita à política, tornou-se sua aliada.

Sim, a crise existe, as guerras existem, as dificuldades estão dadas para os americanos e para o mundo. Mas aquela esfera, vamos dizer, "sufocante" em que supostamente nos mantinha George W. Bush era não mais do que uma variante de um delírio coletivo. A democracia americana, com o ex-presidente, esteve no lugar de sempre. E, notou um amigo ao telefone ontem, "para crises imaginárias, nada melhor do que soluções também imaginárias". Quantos já respirarão melhor nesta quarta? Segundo uma analista, "a mudança já começou". Já? Ontem, enquanto Obama subia, os mercados despencavam. E duvido que o trecho específico de seu discurso tenha ajudado, como se lê:

"Também não á a questão que se apresenta a nós se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. Seu poder de gerar riquezas e expandir a liberdade é ilimitado, mas esta crise nos fez lembrar que sem vigilância, o mercado pode sair do controle - e uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os mais ricos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto (PIB), mas do poder da nossa prosperidade; na nossa habilidade de estendê-la a cada um, não por caridade, mas porque esse é o caminho mais seguro para o bem comum."

Qualquer um de nós pode dizer coisa assim. A um presidente dos Estados Unidos, talvez o prudente fosse ser menos ligeiro e genérico sobre o assunto. Alguém precisa lhe dizer que ele se tornou também o maior administrador de expectativas do mundo.

Religião sem Deus

Como é mesmo? Um dos problemas de não acreditar em Deus é acreditar em qualquer coisa. Tanta gente que lê horóscopo já tentou me provar que Deus não existe e que as cores interferem na nossa aura... É uma ironia, quase uma piada. O fato é que sempre considerei que as religiões sem Deus, especialmente a da Razão, costumam ser as mais sectárias.

Sabem por quê? As outras sabem que há um fundo irredutível e inexplicável que é a fé. Por mais que você tente explicar a alguém os motivos de sua crença, haverá o momento parecido com uma escolha (só que o crente é que é escolhido): tem ou não tem fé? E não há explicação para isso. O crente sempre se queda um tanto intimidado, como quem fica devendo ao outro a "prova dos noves".

Mas aquele que não acredita em Deus e pode acreditar cegamente em homens não se intimida, não! Obama pode não andar sobre as águas — porque, segundo leis físicas, ninguém pode fazê-lo. Mas já é o grande responsável por uma subversão do tempo. Explico.

ELE VAI MUDAR TUDO NUMA SUPOSTA VELHA ORDEM A SER VENCIDA QUE, NÃO OBSTANTE, DEU À LUZ O DEMIURGO DA NOVA ORDEM.

E isso, gostem ou não, é religião, não é história.

Só falta agora estapear os vendilhões do templo com, como é mesmo?, muita regulação... Mas, acreditem, estou vendo o momento cheio de curiosidade. A nova religião chega ao topo sem o demônio, que se aposentou para cuidar de um racho. Nesse caso, como conjurar e manter excitadas as forças do bem?


Reinaldo Azevedo é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Jornalismo pela Universidade Metodista, foi professor de literatura e redação dos colégios Quarup, Singular e do curso Anglo, foi também redator-chefe das revistas República e Bravo!, diretor de redação da revista Primeira Leitura, além de coordenador de política da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo. Escreve freqüentemente sobre política nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo". Reinaldo atualmente é articulista da revista "VEJA" e escreve o blog político mais influente da rede, "Blog Reinaldo Azevedo". Polêmico, irônico, ferino, Reinaldo Azevedo é autor dos livros "Contra o Consenso: Ensaios e Resenhas", pela Editora Barracuda, do best seller "O país dos Petralhas" e por último "Máximas de um País Mínimo", ambos da Editora Record.





Publicado no "Blog Reinaldo Azevedo".
Quarta-feira, 21 de janeiro de 2009, 05h55.


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Saturday, January 10, 2009

QUE TOQUEM AS TROMBETAS DE GIDEÃO!












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A FUNDA DE DAVI
por José Nivaldo Cordeiro

A guerra movida por Israel conta o Hamas, na Faixa de Gaza, era esperada e necessária e se presta a algumas reflexões, que pretendo fazer aqui. A primeira delas é identificar o exato cenário em que está sendo desenvolvida: o período anterior à posse de Barack Obama, que por origem e por crença tem um pendor natural para o mundo árabe. Sua secretária de Estado, Hillary Clinton, deixou-se fotografar no passado ao lado da mulher de Yasser Arafat e jamais escondeu sua simpatia pela causa palestina.

A outra referência no cenário geopolítico é o avanço do Irã no domínio do ciclo da energia atômica destinada a produzir bombas. Mesmo que seu primeiro artefato venha a ser pequeno e “caseiro”, artesanal, poderá mudar o eixo estratégico da região. O Irã dispõe de foguetes capazes de fazer chegar seus artefatos atômicos a qualquer lugar do Mediterrâneo. Até mesmo a Europa ficaria à mercê dos alucinados dirigentes iranianos.Esse guerra localizada contra o Hamas é um esplêndido exercício militar de fogo real, sem maiores riscos.

Por fim, diante de sua opinião pública o governo israelense tinha a obrigação de fazer calar os foguetes do Hamas. Certo, a validade militar dessas armas é nenhuma, imprecisas que são e incapazes de alcançar alvos militares. Servem apenas para matar civis ocasionalmente e para aterrorizar as cidades fronteiriças. Por isso mesmo que a provocação não poderia ser mantida indefinidamente. Era questão de tempo que o Exército israelense fosse dar um basta.

E há mais um fator importante. A opinião publica mundial já não mais se comove com a palhaçada propagandista dos guerrilheiros, que matam civis inocentes e usam como escudo sua própria população civil, acusando Israel de atrocidades quando, na verdade, estas são praticadas precisamente por eles, terroristas que são. Tirando a esquerda militante mundial ninguém se importa mais que esses malucos sejam militarmente neutralizados, pois é isso que precisa ser feito.

O governo de Israel fez o cálculo perfeito ao iniciar a campanha no período de festividades natalinas, quando toda a gente no Ocidente está em férias, os governos semi-paralisados e Barack Obama ainda sem ter a palavra final sobre a política externa dos EUA. Israel mandou um recado claro: qualquer que seja a política de Obama fará o que precisa ser feito para garantir a segurança de seus cidadãos. Colocou o novo presidente diante de um fato consumado, tanto que não se ouviu uma palavra dele sobre o assunto. Mesmo Hillary Clinton escondeu-se do problema, pois não há meios termos: ou se apóia Israel ou o Hamas. Nesse jogo não pode haver empate. Essa omissão será sempre suspeita.

O verdadeiro alvo israelense será o Irã, este que também é responsável por financiar, armar e treinar os insurgentes do Hamas. Lutar contra o Hamas na verdade é lutar contra o Irã. Não há como se enganar quanto a isso. A funda do pequeno Davi ainda uma vez terá que ser usada, pois Israel não poderá permitir a ameaça atômica iraniana. Esse tempo está próximo.


José Nivaldo Cordeiro: "Quem sou eu? Sou cristão, liberal e democrata. Abomino todas as formas de tiranias e de coletivismos. Acredito que a Verdade veio com a Revelação e que a vida é uma totalidade, não podendo ser cindida em departamentos estanques. Abomino qualquer intervenção do Estado na vida das pessoas e na economia, além do imprescindível para manter a ordem pública. Acredito que a liberdade é um bem que se conquista cotidianamente, pelo esforço individual, e que os seus inimigos estão sempre a postos para destruí-la. Preservá-la é manter-se vigilante e sempre disposto a lutar, a combater o bom combate. Acredito que riqueza e prosperidade só podem vir mediante o esforço individual de trabalhar. Fora disso, é sair do bom caminho, é mergulhar na escuridão da mentira e das falsas promessas".



José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP e editor do site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado". E-mail: nivaldocordeiro@yahoo.com.br


Publicado no site "NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado".
Domingo, 04 de janeiro de 2009.



Com os diabos! Para onde fugiram os "guerreiros de Allah"? Eram tão "valentes"...


Brasil: Duas gerações de idiotas sofreram "lavagens cerebrais" KaGeBianas.



 
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