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Friday, October 30, 2009

Lealdade dos Militares: Juramento à Bandeira Nacional!
Lealdade de trânsfugas fardados: Subserviência e colaboracionismo!


































Lealdade e disciplina
por Marcelo Oliveira Lopes Serrano

Em 16 de junho de 1940, em meio à crise político-militar provocada pela avassaladora ofensiva nazista, o Marechal Philippe Petain, um dos grandes heróis franceses da I Guerra Mundial, assumiu o cargo de Primeiro-Ministro da França. No dia seguinte, sabedor de antemão da intenção do Marechal de render-se à Alemanha, o que efetivamente ocorreu em 22 de junho, Charles De Gaulle, recentemente promovido ao posto de general de brigada no campo de batalha, rebelou-se contra o novo governo e evadiu-se para a Inglaterra, de onde passou a conclamar o povo francês à resistência e a organizar as Forças Francesas Livres. Em agosto do mesmo ano, em tribunal militar instaurado pelo Governo de Petain, De Gaulle foi, à revelia, condenado à morte por traição.

Estes fatos históricos, sinteticamente narrados, servem perfeitamente como pano de fundo para o objetivo deste artigo de argumentar sobre o adequado relacionamento funcional entre lealdade e disciplina.

Lealdade e disciplina são valores caros a todos os soldados. Como conceitos, assemelham-se por tratarem ambos de aspectos fundamentais do relacionamento dos militares com a Instituição, mas distinguem-se tanto em escopo como em importância. Caso sejam interpretados de modo a representarem na prática o mesmo valor, um dos dois estará sendo distorcido ou aviltado.

A disciplina é constitucionalmente caracterizada como base das Forças Armadas e está bem especificada no Estatuto dos Militares, lei onde estão estabelecidos os princípios basilares, os valores éticos e os deveres militares de todos os integrantes daquelas Forças. Está também caracterizada em normas regulamentares infra legais, particularmente no Regulamento Disciplinar do Exército (RDE), e é definida como: "a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo".

Vê-se que a disciplina tem uma conotação ampla, que abrange o acatamento aos próprios princípios e valores imateriais estabelecidos pelo Estatuto dos Militares. Entretanto, há uma conotação mais estreita da disciplina e corriqueiramente mais difundida na mente dos militares. Essa conotação é favorecida pelo que está disposto no RDE, que reproduz a definição do Estatuto, mas complementa- a estabelecendo suas quatro manifestações essenciais, que são: obediência pronta às ordens, correção de atitudes, dedicação integral ao serviço e colaboração espontânea para a disciplina coletiva e eficiência das Forças Armadas.

Essa visão mais estreita e funcional da disciplina, expressa por suas manifestações, é corroborada pela relação das transgressões disciplinares. Neste anexo do RDE, as manifestações essenciais da disciplina, por intermédio do viés negativo, estão ampla e detalhadamente caracterizadas em cento e doze itens, ao passo que apenas um deles[1] se refere ao aspecto mais amplo dela e mesmo assim com elevado grau de subjetividade. Percebe-se então que o acatamento dos valores imateriais expressos nas "leis [...] que fundamentam o organismo militar [...} traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever" extrapola as simples manifestações da disciplina, estando vinculado ao exercício amplo e subjetivo dela.

Essa subjetividade não é de se estranhar. Ao contrário da disciplina, não há definição de lealdade tanto no nível legal como no regulamentar. No Estatuto dos Militares, ela é citada apenas uma vez, na forma do dever militar de demonstrar "lealdade em todas as circunstâncias", sem no entanto evidenciar a quê se deve ser leal. No RDE, por sua vez, não há menção a lealdade. Resta-nos a definição sumária do dicionário [2], segundo a qual lealdade significa sinceridade, franqueza, honestidade e fidelidade a compromissos assumidos.

Se não houver claro entendimento do objeto ao qual os militares devem ser leais em todas as circunstâncias, a lealdade tende a tornar-se um conceito vazio ou então a confundir-se com as manifestações essenciais da disciplina, sendo inócua em ambos os casos.

Na falta de parâmetros nítidos para o exercício da lealdade, continua ainda a vigorar preponderantemente na mente dos militares a ideia de lealdade orientada a pessoas – resquício de circunstâncias passadas. No passado, até meados do século XX, por falta de normas bem estabelecidas, a avaliação do mérito e a promoção dos militares estavam sujeitas, em grande parte, a critérios pessoais dos chefes de então. Nesse ambiente, era natural que os oficiais buscassem, desde cedo na carreira, vincular-se a seus chefes por laços de lealdade, o que também interessava àqueles chefes, em função dos interesses políticos que na época se imiscuíam no seio da Força. Esses relacionamentos de apadrinhamento e lealdade, semelhantes aos que vigoram plenamente no meio da política partidária, estão praticamente superados no Exército em função de sua despolitização e dos critérios profissionais e impessoais que foram implantados, principalmente a partir dos anos sessenta do século passado, para regular a avaliação do mérito e as promoções. A persistência da idéia de lealdade orientada a pessoas, além de ser um anacronismo, é desnecessária e inconveniente para os interesses maiores do Exército.

A lealdade a pessoas, ao chefe em particular, para continuar relevante nos dias de hoje, teria necessariamente de representar um valor diferente, ou suplementar, às manifestações essenciais da disciplina, o que não acontece. O que mais deve um subordinado ao seu chefe além de obediência às ordens, correção de atitudes e dedicação integral ao serviço? Nada, por certo. A sinceridade, franqueza e honestidade podem ser interpretadas como expressão da lealdade a pessoas. São atributos individuais importantes para o relacionamento funcional entre militares, mas, sem dúvida, estão circunscritos no âmbito da correção de atitudes e da dedicação integral ao serviço. Afirmar que o subordinado deve ser leal ao seu chefe nada acrescenta à obrigação dele de manifestar disciplina, considerando- se evidentemente que essa lealdade só seja devida na medida em que o chefe agir segundo os ditames da lei e dos valores fundamentais da Força. A idéia de lealdade orientada a pessoas é portanto desnecessária.

A quê então temos o dever de ser leais em todas as circunstâncias? Sem dúvida, aos princípios basilares do Exército, aos valores imateriais que garantem a pureza de seus propósitos, que alimentam o espírito militar e que asseguram que a Força permaneça sempre à altura de sua elevada missão perante a Pátria. A lealdade deve ser a expressão da disciplina em seu nível mais amplo e subjetivo, acima de suas simples manifestações. Essa conotação de lealdade é a mais digna, por vincular-se a princípios imutáveis e não a pessoas, passíveis que são a erros de julgamento e a flutuações de estado de espírito e opiniões. A não manifestação dessa lealdade certamente enfraquecerá o Exército em seus valores anímicos, por consequência, esvaziá-la, por intermédio da continuada prevalência da idéia de lealdade a pessoas, é inconveniente.

Aceitas estas argumentações, é forçoso admitir que lealdade sobrepõe-se à disciplina [3], na medida em que esta deve exercer-se em ambiente de pleno acatamento aos princípios e valores que norteiam, no mais alto grau, o relacionamento dos militares com a Força e com a Pátria. A lealdade a esses princípios e valores, estabelecidos na lei e aceitos por todos os que voluntariamente incorporam-se ao Exército, é sempre pura e moralmente irreprochável. A disciplina ao contrário, se dissociada deles, ainda que inconscientemente, corre o risco de desvirtuar-se, afastando-se de seus nobres objetivos e mantendo-se indiferente ao desencaminhamento que essa dissociação forçosamente acarreta ao Exército como Força Armada, mesmo que continue legitimamente sendo capaz de preservar o ordenamento interno da Força e seu funcionamento rotineiro.

Há peculiaridades no exercício da lealdade que o distinguem fortemente do exercício da disciplina. A disciplina é objetiva. Os padrões de comportamento necessários ao acatamento dela são claros e bem definidos, como já citado anteriormente. Consequentemente, é possível haver, como realmente há, meios de coerção efetivos que são ativados sempre que houver falha disciplinar. A lealdade é subjetiva. Não há definição a respeito dos padrões de atitude que seriam necessários para o acatamento aos princípios e valores fundamentais do Exército. Não há, por exemplo, como definir precisamente e indiscutivelmente o que é ter patriotismo, salvo as exceções evidentes. O próprio conceito é subjetivo. Dois posicionamentos podem ser contrários e, apesar disso, as pessoas que os adotam sentirem-se ambas motivadas por patriotismo. Será que Chamberlain, o Primeiro-Ministro inglês que tentou uma acomodação com Hitler, era menos patriota do que Churchill, partidário da inevitabilidade do confronto? A única afirmação segura que se pode fazer é que a posição de Churchill revelou-se a mais correta.

A lealdade é o compromisso inarredável com os princípios e valores tão recorrentemente citados neste artigo, mas o sentimento do que é ser leal é uma questão de foro íntimo. A necessidade de exercer a lealdade por meio de atitudes efetivas será sempre função da inconformidade entre a situação vigente e a convicção íntima daqueles princípios e valores basilares. O exercício efetivo da lealdade será portanto sempre uma forma de luta, em seus variáveis graus de intensidade. Como toda luta, envolve riscos, pois pode vir a chocar-se com o poder coercitivo do status quo, e não tem o resultado garantido. Apesar disso, é um dever – um dever legal e, acima de tudo, um dever moral. Cumpri-lo, parafraseando São Paulo, é combater o bom combate.

Ser leal nesses termos não é fácil nem indolor, ao contrário, é uma dura obrigação que requer convicções firmes, devotamento e coragem. Almas tímidas, interesseiras ou vazias de conteúdo podem ser leais a seus chefes, visto ser este tipo de lealdade atualmente um exercício inofensivo, mas são incapazes de cumprirem o dever militar de lealdade nos termos aqui expostos.

A lealdade é um aguilhão que não nos deixa esquecer que existimos para servir ao Exército e à Pátria, sem jamais nos deixarmos seduzir pela tentação de deles servir-se, ao que estaremos fatalmente sujeitos se, em qualquer nível, cedermos a interesses menores, sejam corporativos ou individuais. Servir significa zelar pelo futuro do Exército como Força Terrestre, pois só assim estaremos demonstrando "vontade inabalável de cumprir o dever militar" [4] e manifestando "fé na missão elevada das Forças Armadas" [5], e não apenas administrar a rotina do presente e cultuar os êxitos do passado.

A essa altura da argumentação, pode-se questionar: por que não ser leal a valores e também a pessoas? A pergunta é lícita e a reposta é fácil. Porque não se pode servir a dois senhores. Se a lealdade, como sentimento de compromisso, for dirigida a objetos diferentes, quando houver inconformidade entre estes, ter-se-á de optar fatalmente pela lealdade a um deles, resultando em deslealdade para com o outro. Castello Branco não poderia ter sido leal simultaneamente aos princípios democráticos da sociedade brasileira e à defesa da disciplina nas Forças Armadas, que o levaram a decidir-se pelo desencadeamento da Revolução de 1964, mantendo ao mesmo tempo seus compromissos com o Ministro da Guerra, seu chefe imediato, e com o Presidente da República, seu comandante supremo e agente capital do atentado àqueles valores.

Para finalizar, voltando-se ao exemplo histórico que abriu este artigo, é indiscutível a admissão de que a atitude de De Gaulle foi indisciplinada, já que ele não obedeceu às ordens de seus chefes, e, do ponto de vista do governo legitimamente instalado, criminosa. No entanto, foi o seu sentimento de lealdade e sua coragem que possibilitaram à França preservar sua dignidade nacional e emergir do conflito entre os vencedores. Quanto ao velho Marechal, herói do passado, restou uma indelével mancha em sua biografia.

[ * ]

[1] – Item 9 do anexo I do RDE:

Deixar de cumprir prescrições expressamente estabelecidas no Estatuto dos Militares ou em outras leis e regulamentos, desde que não haja tipificação como crime ou contravenção penal, cuja violação afete os preceitos da hierarquia e disciplina, a ética militar, a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro da classe;

[2] – Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa:
     – Lealdade - Qualidade, ação ou procedimento de quem é leal.
     – Leal - do latin legale, cuja raiz é lex, ou seja, lei. Sincero, franco e honesto. Fiel aos seus compromissos.

[3] – Entendida como sua conotação mais estreita, vinculada às suas manifestações, nas quais está inserida a ideia de
       lealdade a pessoas.

[4] – Art 27 do Estatuto dos Militares:

São manifestações essenciais do valor militar:
I    – o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever militar e pelo solene juramento de fidelidade
        à Pátria até com o sacrifício da própria vida;
II   – o civismo e o culto das tradições históricas;
III  – a fé na missão elevada das Forças Armadas;
IV  – o espírito de corpo, orgulho do militar pela organização onde serve;
V   – o amor à profissão das armas e o entusiasmo com que é exercida; e
VI  – o aprimoramento técnico-profissional.

[5] – Idem


Marcelo Oliveira Lopes Serrano é Coronel do Exército Brasileiro.








Publicado no site "Brasil acima de tudo" (BAT).
Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009.




COMPROMETIMENTO



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CaLUguLA*: O tiranete demente.





Sunday, September 07, 2008

7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil! É para rir ou para chorar?

Sem nenhuma vontade, mas para não dizer que não falei da "Independência", abaixo vai um vídeo produzido pelo canal de videoreportagem AEROVIA-FAB, para o Dia da Independência de 2007, muito bem feito por sinal, exceto pelas imagens de alguns seres abjetos, que não foram possíveis editar devido a problemas de sincronismo do áudio/vídeo no YouTube, também a musiqueta de fundo é muito "nipônica" para a data, deve ter sido escolha do Brig Saito, que provavelmente confunde o início do Hino da Independência com: "japonês" da Pátria filhos (...). Por outro lado, o vídeo vale a pena pela singela declaração do Coronel que comandou o destacamento da FAB no desfile militar do ano passado, em: "De que é feita a espada?". Não deixem de assistir!

Independência de Portugal: Bom, para começar os portugueses não eram "invasores", e sim "descobridores", é certo que nos espoliaram por 322 anos (dentro das possibilidades exploratórias e tecnológicas da época), em contrapartida para cá trouxeram a maioria dos nossos antepassados ou lhes permitiram que viessem, como também nos deixaram de herança o idioma único e um país-continente, graças a sua "bravura" e sua poderosa frota naval, caso contrário seríamos divididos em algumas dezenas de republiquetas (bolivarianas, espanholas, francesas, holandesas, inglesas, entre outras), além do mais, tudo que daqui levaram, não chega a "fazer cócegas" perto do que já nos foi e está sendo roubado nestes últimos vinte anos, bem como as pretensões dos "invasores" comunistas, já em sua terceira tentativa, esta sim uma "invasão" derradeira, onde eles pretendem fatiar as nossas Terras com a raça mais peçonhenta que jamais existiu no planeta.

Sendo hoje, o 6º ano consecutivo que nossos soldados terão que desfilar para os porcos-comunistas (que me perdoem os suínos genuínos), desta feita inclusive com a presença da "boca-de-sopro" portenha (quem sabe o macaco bolivariano também não aparece de última hora, que aí sim o "circo" ficaria completo), pois bem, imagino como deve estar sendo difícil para os "camaradas" que honram a farda e o Brasil e hoje terão que desfilar perante aquelas "autoridades alienígenas", invasores, força de ocupação, sim senhores, a "pátria-mãe" dessa raça é Cuba e não o Brasil, hoje estarão nos palanques, não para comemorar a data máxima da nossa Pátria, mas comemorando a sua mais fácil vitória, nem um tiro precisaram disparar, a não ser em seus próprios "soldados" (Celso Daniel, Toninho do PT e outras centenas não tão conhecidos), do alto de sua arrogância, eles assistirão os "subjugados" desfilarem garbosos, prestarem-lhes continência, apresentarem-lhes armas e ainda seus comandantes, todos pimpões a darem-lhes tapinhas nas costas e sorrisos amarelos, amarelos de vergonha e covardia. É isso aí, pergunto novamente: Comemorar o quê? A rendição incondicional por pura covardia?

Comunista bom é comunista morto, mas não enterrado neste solo "Mãe Gentil", e sim com suas carcaças fedorentas lançadas nas profundezas do oceano, lá para os lados do tal pré-sal de que tanto eles tagarelam, como é sabido que bosta flutua e peixe não come, devemos atar aos seus "pedaços" alguns bons quilos de "Pb" ou na falta vai de pedra mesmo.
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O DONO DA ESPADA

Brigadeiro-do-Ar Helio Langsch Keller, quando ainda 2º Ten Av, cumpriu 95 missões sobre os céus da Itália, como integrante do 1º Grupo de Caça. Após o retorno do 1º Grupo de Caça ao Campo dos Afonsos em 1945, Keller foi Comandante da "Esquadrilha de Paus", Comandante do 3º/1º Gp.Av.Ca. e Comandante do 1º Grupo de Caça. Filho do Geneneral Floriano Peixoto Keller, era um respeitado e respeitável Instrutor da aviação de Caça. Amava assuntos de tática de emprego. Leitor incansável fundou a "Pequena Biblioteca do Piloto de Caça (3º/1º Gp Av Ca)", na certeza de que os pilares da "excelência do piloto de combate", também passava pela cultura especializada.

Foi um dos componentes do grupamento de Pilotos de Caça escolhidos para serem treinados na aeronave a reação P-80 nos EUA. Comandou o 1º Grupo de Caça quando já equipado com F-8 Gloster Meteor.

Ao deixar a carreira, cursou Economia e foi incorporado à equipe da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos - Min. Planejamento). Nessa função, assegurou o financiamento (fato inédito) para o desenvolvimento do Projeto EMBRAER T-27 (US$ 18 milhões), o que garantiu a produção dos protótipos, seus ensaios e as "cabeças de série" da produção. Uma decisão muito mais do Aviador do que do economista. O Brig Helio Langsch Keller, faleceu em 1991. Herói de guerra brasileiro, completamente desconhecido para a grande maioria dos brasileiros.




Caso queiram ouvir o bonito Hino da Independência, é só acessar o "mini-player" abaixo e clicar PLAY. Infelizmente o refrão "Brava gente brasileira! (...)", tornou-se uma piada de mau gosto.






Click AQUI para ver a letra do Hino da Independência.





Sarah Palin "embaralha as cartas" da campanha eleitoral nos EUA – William Waack







Monday, August 25, 2008

EM MARCHA, SOLDADOS DO BRASIL!

Foto: Soldado 201- Edson Arantes do Nascimento, que serviu no 6º GMAC em Santos,
posteriormente 6º GACosM (Fortaleza de Itaipu - Praia Grande-SP), no ano de 1959.



































Cabe uma pergunta: Em que puteiro "serviu" o morfético de nove dedos?


Luís Alves de Lima e Silva - o Duque de Caxias é o insigne Patrono do Exército Brasileiro,
que o reverencia na data de seu nascimento
25 DE AGOSTO — "DIA DO SOLDADO".


A Profissão Militar I

"Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida.

Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares...

Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão.

Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem.

Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".

(Moniz Barreto – "Carta a El-Rei de Portugal, 1893").



A Profissão Militar II

"Não há profissão tão agradável como a militar; profissão tanto nobre na execução (pois a mais forte, generosa e magnífica de todas as virtudes é a valentia) quanto nobre na sua causa: não há utilidade mais legítima nem mais geral do que a proteção da tranqüilidade e da grandeza do seu país. Agrada-vos a companhia de tantos homens, nobres, jovens, ativos, a visão freqüente de tantos espetáculos trágicos, a liberdade desse convívio sem artifícios e uma forma de vida viril e sem cerimônia, a variedade de mil atividades diversas, essa fogosa harmonia da música guerreira que vos alimenta e aquece os ouvidos e a alma, a honra desse exercício, mesmo a sua rudeza e dificuldade, que Platão considera tão pouca que na sua república a reparte com as mulheres e as crianças.

Oferecei-vos para os papéis e os riscos pessoais de acordo com o que julgais sobre o seu brilho e a sua importância, soldado voluntário, e vedes quando mesmo a vida é justificadamente empregue neles, "penso que é belo morrer combatendo" (Virgílio). Temer os perigos gerais que envolvem uma multidão em que tantas pessoas incorrem, não ousar o que tantas espécies de indivíduos ousam é próprio de um ânimo desmedidamente frouxo e inferior. A sua companhia dá confiança até mesmo às crianças. Se outros vos sobrepujam em ciência, em graça, em força, em fortuna, tendes causas terceiras a que inculpar; mas por ceder-lhes passo em firmeza de alma só podeis inculpar a vós mesmos. A morte é mais abjeta, mais fatigante e penosa num leito do que em combate, as febres e os catarros tão dolorosos e mortais quanto uma arcabuzada. Quem estivesse afeito a suportar valorosamente os acidentes da vida comum não teria de aumentar a sua coragem para se tornar soldado."

(Michel Eyquem de Montaigne, em "Ensaios").


O homem certo no lugar errado.

A coisa mais importante para toda a vida é a escolha da profissão:
quanto a isso, só o acaso dispõe. (Blaise Pascal)










































CANÇÃO FIBRA DE HERÓI
Banda Sinfônica e Coral do Corpo de Fuzileiros Navais – Marinha do Brasil
(Companhia de Bandas do Batalhão Naval) Rio de Janeiro – RJ





Click AQUI para ver a letra da canção "Fibra de Herói".





O golpe do século – Mario Sabino (Revista "VEJA")






Sunday, August 03, 2008

A bandeira representa a Pátria e a espada sua Guardiã.
Porém, a bandeira está sendo ultrajada e a espada...

(complete a frase acima conforme a sua própria percepção)

Foto: Capa do livro "ELOS PARTIDOS" de Oliveiros S. Ferreira.









































O FUTURO QUE NOS ESPERA
por Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Vivemos uma democracia na qual tudo é permitido para os donos do Poder. Sob a batuta de um Estado parcial e corrupto, vamos agüentando. Para a "massa popular" esta é uma situação deveras especial, pois impávida e alienada assiste ao mundo passar. Isenta de responsabilidade em prover sua sobrevivência, ela vive em estado de graça. Nunca foi tão bom.

Para o restante, que paga a pesada conta, o ônus se resume, por ora, em despender seu suado dinheirinho, desviado para alimentar um plácido e desinteressado populacho e sustentar as mordomias, falcatruas, e negociatas de um pesado e numeroso elenco de parlamentares, quantidade acrescida, periodicamente, por uma penca de cargos e sinecuras criados para aumentar, oficial e oficiosamente, ainda mais a deslavada exploração.

Recordemos que o dinheiro é o de menos. Esquecem que o Estado Policialesco não se contentará em avançar no seu bolso. Ele vai querer mais, muito mais.

O assalto é legal, embora, escancaradamente, desonesto; mas que importa, se os instrumentos legais estão nas mãos da própria raposa, que pode entrar impune no galinheiro e abater quantas galinhas quiser?

Assim, lemos que, ao mesmo tempo em que o molusco, recentemente, promovia a Secretaria da Pesca em Ministério da Pesca, no mesmo Diário Oficial, foram aprovados mais de 200 cargos sem concurso, mais uma carrada de funções de assessoramento. São os nichos prontos ou destinados a receber, principalmente, os bravos "cumpanheiros". Sempre haverá lugar para mais um.

É a tirania e o destempero deslavado do nosso Executivo.

Sabemos que grassa na America Latina uma onda esquerdista implacável. Tripudiando sobre a democracia, os agentes da esquerda estão disseminando em alguns países um plantel de ditadores comunistas, graças à total perda de vergonha da maciça maioria dos homens públicos. Peste que se alastra por todos os rincões da América Latina.

A capacidade de negociação daqueles governos, e isto inclui o nosso, é incomensurável, de vez que acumulam, a cada dia, mais poder, crescendo a sua capacidade de convencer, de trocar, de doar, de barganhar, de distribuir verbas, tornando a oposição um mero fantoche de seus desígnios.

Na prática, temos assistido o desmantelamento dos demais poderes, em reforço ao inchamento e ao crescimento desmedido do Poder Executivo.

O Legislativo e o Judiciário, que deveriam compor com o Executivo a tríade da governança, estão à matroca, porquanto testemunhamos o descrédito do Poder legislativo e a desmoralização do Poder Judiciário.

Quanto ao Legislativo, como um todo, por mais que se diga ou se defenda, importa ver os seus largos gestos de anuência às atitudes do governo. Este singular e impoluto Poder consegue apequenar – se, ser tão pusilânime, que tem aberto mão de sua essência e admite enfraquecer - se em beneficio de alguns indivíduos, que ocupam os seus governos. Veja – se as recentes alterações consentidas nas Constituições de diversos países, concedendo a ampliação de poderes para o Executivo.

Submisso, sem dignidade, ajoelha – se perante governantes como Chávez, Correa, Evo e, despudoradamente, concedem – lhes o direito de aumentarem o seu poder, obrando, descaradamente, para o estabelecimento de inqualificáveis ditaduras, sob uma sórdida manipulação da democracia. Conivente, o Legislativo permite que seja rompido o frágil princípio do equilíbrio institucional, aquele que permitiria em uma democracia saudável, o exercício da governança.

Apadrinhando, escancaradamente, a impunidade, o setor incumbido pela aplicação da justiça caracteriza – se pela parcialidade, pela conivência e pela incúria, a começar pela mais alta Corte, cujos membros sabemos, são alçados por indicação do Poder Executivo.

Alguns podem alegar uma pretensa isenção, o que seria ridículo. Indicados três nomes para a escolha de um Ministro do Supremo, dificilmente, qualquer um deles, resistiria a uma análise mais profunda. E não repliquem que o indicado foi sabatinado pelo Congresso.

Este é o retrato terrível que assola os países em geral, contudo, nossa preocupação deveria ser para com o futuro da nossa Pátria, pois aqui , ao contrário dos demais, onde se percebe que o esquerdismo está centrado em determinadas figuras que se alçaram ao poder com promessas e atitudes de fajuto nacionalismo, os quais nos parecem temporários, eles se assemelham aos cometas de fugaz passagem. No Brasil, porém, a Nação da permissividade, do engodo, onde há jeitinho para tudo, sendo literalmente o paraíso dos canalhas, a máquina petista engrenou e espalhou – se como uma doença, em todos os quadrantes e níveis do governo.

Aqui, perplexos cidadãos, lamento admitir, a peste promete durar por décadas.

O que poderia mudar este prognóstico? Salvo melhor juízo, nada, nem ninguém.

E o Poder Militar? E os militares?

Estes, em sua maioria, grosso modo, agem como os três macaquinhos, mãos nos olhos para não ver, mão na boca para não falar e mão nos ouvidos para nada ouvir. As desculpas são várias, sejam eles da reserva ou da ativa, "o problema não é meu" ou "trabalhei demais durante minha vida militar, agora estou noutra" ou "estou cuidando da minha carreira, não posso entrar numa fria" ou "tenho medo do paredão"...

Entretanto, lancemos um foco no resto do resto dos militares, insólito grupo que vai vivendo, desvalidamente desiludido, amargurado, desesperançado, descrente, indignado; mas lutando, denunciando, provocando, reclamando, alertando, acompanhando, tentando repassar valores para as gerações futuras.

Teimosamente, visto que as atuais gerações estão inermes, busca repassar a mensagem de que não se calou, e que tentou, na adversidade, sem apoio, emitir um débil repto que fosse, contra um governo que, além de desprestigiar acintosamente as suas Forças Singulares, conduz a Nação para um futuro de melancólicas perspectivas.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General-de-Brigada do Exército Brasileiro.








Publicado no site "Ternuma - Terrorismo Nunca Mais" – (Regional Brasília).
Sábado, 02 de agosto de 2008.



Mais dois capítulos da Comédia-Pastelão Bolivariana "Los Chaburros".


O PERIGO DA ALIENAÇÃO – José Nivaldo Cordeiro



 
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